sexta-feira, 11 de julho de 2014

ÁGUA & ÓLEO

Tudo nessa vida tem um porquê. Se a pessoa entra na sua vida, foi porque os "ARQUITETOS DO DESTINO", por ordem divina, cumpriram o que tinha de ser feito. Recuperação de carmas passados, missões de resgate, perdões de vidas passadas...

Tudo é explicado, se olhar por esse prisma espiritual. E isso explica porque é impelido se manter em contato com essa pessoa, ainda que outros não entendam como óleo e água que não se misturam, possam estar juntos...

Aí então, é que está a essência da coisa: rosas podem conviver bem com seus espinhos, caso contrário, Deus teria feito com que elas não os tivesse!
Pois ele é o maior Arquiteto da Criação de todos os tempos e dessa forma, sabe as respostas para tudo que se tem de passar...

Reclamamos do sofrimento. É natural: somos humanos, vivemos na carne! Porém, de qualquer jeito, é a chave para abrir a porta da sua evolução espiritual. Uma opção de curar uma alma ainda doente na moral. 


FÁTIMA ABREU


Foto: Bom dia, mulherada!

Reflexões Sobre a Sexta Feira!

 

Aos troncos e barrancos, chegamos à sexta feira, tão esperada, pelo mundo. Sim, porque em toda parte do globo, esse sentimento de terminar a semana, é igual.

O meu avô paterno gostava de estipular datas para as coisas, assim como tantas e tantas pessoas, mas no caso dele, era assim:
Ele fazia aniversário dia 24 de Dezembro, véspera de Natal.
Então, depois que ficou cego, surdo, operou o fêmur e vivia mais deitado,  e para agravar seu estado geral, estava com esclerose, vivia pedindo para que Deus o levasse logo:
Pois já estava mais do que na hora, segundo ele...
Afinal, foram 90 e poucos anos, bem vividos!

Foi para a Marinha Mercante, aos 14 anos de idade. Bem mais tarde, trabalhou na estiva, e acabou tendo seu último emprego na Colônia (psiquiátrica) Juliano Moreira, monitorando as pessoas internadas por lá.

Inclusive, cresci escutando suas histórias de todas essas épocas.
Mas, voltando ao assunto: Ele estipulou em sua mente, que não chegaria ao seu aniversário.
Todo ano era a mesma coisa...
Até que ele faleceu no meio do ano. A sua 'profecia' foi então acertada.


Tem gente que estipula a sexta feira, por ser (para a grande maioria) o último dia de trabalho da semana, para a os "comes e bebes", as esticadas... A chamada HAPPY HOUR.

Outros para pegar finalmente um cineminha ou assistir a peça de teatro que leu sobre, numa crítica.
Para os cariocas, o pagode também está na lista.
Tem aqueles que vão direto para a gandaia nas danceterias e de lá, para os motéis da vida...
E ainda, aqueles que querem simplesmente chegar em casa, tomar um banho, jantar com a família e depois assistir a programação da TV. Eu sempre fui desse último grupo. Por que?
Respondo:

Para quem trabalhava atrás de um balcão de mercearia e lanchonete (eram anexos)  das sete da manhã, até as dez da noite, de domingo a domingo, descansar era tudo que eu queria...
A sexta feira não representava nada para mim, era apenas mais um dia de trabalho árduo.
Diga-se de passagem, que só estragou com minha saúde.

Sabem de uma coisa, leitores(as)?
 Continua não representando nada!
Vivo dentro de casa. Saindo só para o  necessário.
Trabalhei tantos anos em um negócio familiar, e que não me rendeu fruto algum.
Pelo contrário: Só dívidas, prejuízos, problemas de toda ordem.
Além de tudo, como disse antes, prejudicou minha saúde e me manteve em constante stress.

Então, para quem está feliz com essa sexta feira  (apesar de chuvosa), que continue assim!
Aproveite bem, pelo menos não perca o tempo em sua vida que eu perdi para nada...
Sou pobre, pensionista, saúde balançada e não tenho direito a viagens e passeios( também consequência de  não ter dinheiro para isso, e pelo fato de ter que andar acompanhada por causa dos meus lapsos de memória).

"Faça o que digo mas não faça o que faço", já diz o ditado...
No caso, o que eu fiz: Deixei a vida passar.

Fátima Abreu





terça-feira, 8 de julho de 2014

Amigos Escritores:

Divulgando o lindo trabalho da ilustradora, agora amiga, no facebook:

http://www.ketistefanini.com/

E a página que ela mantém no facebook:

https://www.facebook.com/KetiArtIllustrations



Um exemplo ilustrações é esse lindíssimo convite:

Para o lançamento do livro da escritora Anabelle Loivos, com ilustrações de Keti Stefanini

  
 Foto: Estou muito feliz com o lançamento do livro que ilustrei "Dona Maricotinha"da escritora Anabelle Loivos segue o convite abaixo,será dia 19/07 às 17hs no Solar Jambeiro-Niterói-RJ.

 CAPA DO LIVRO FEITA POR

Keti Stefanini


Foto: Para os que não viram a capa do livro "Dona Maricotinha" de Anabelle Loivos que ilustrei

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Sobre Mudanças de Comportamento

https://scontent-a-gru.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/t1.0-9/10348190_670513876357216_7964848718512640585_n.jpg




  Quando mudamos a vida, tudo se transforma no seu entorno. E se essa mudança vem de dentro, ela então se torna mais forte.Sólida. Se tentamos mudar com bons objetivos também surte muito efeito, apenas não devemos fazer essas 'faxinas' se forem para impressionar outras pessoas: Para ser aceito na sociedade.  Já falei aqui, de pessoas que para serem aceitas em grupos, mudam seu ritmo de vida, alimentação, forma de se portar, vestir... Muitos se drogam até porque, o grupo também faz isso! Deixam assim, de ser elas mesmas, de manter os valores morais que lhes foi dado pelos familiares, para agradar ao grupos em que se quer entrosar.

  Nunca deveríamos deixar de ser nós mesmos! O nosso ser interno é que nos move e não as convenções sociais. Mudanças de comportamento, só com o fim de evolução do ser humano: Para aprimoramento do espírito. Para se tornar melhor nos campos morais e do conhecimento. Afinal, o estudo nos mais diversos campos, engrandecem  a alma!

  Então o leitor(a) me diz: " Mas precisamos, porque temos que nos enturmar, a sociedade precisa viver assim. O mundo de hoje nos dá as regras, temos que cumpri-las, caso contrário, ficamos para trás. As vagas de emprego, as promoções dentro do trabalho... Tudo depende de você ser parecido com a maioria ou se destacar ainda mais do que eles."

  Nessa competição, a sua identidade se desfaz, como grãos de areia entre os dedos. Os anos passam, você é mandado embora do emprego, sem maiores considerações, recebe apenas aquilo que a LEI te dá direito, e depois saí a procura de outro trabalho... Novamente tem que se enturmar na 'normose' do convívio adaptado ao novo emprego. E aí, se transforma novamente, muda o visual, a forma de agir etc e tal...
  Quantas vezes na vida, vai deixar de ser você mesmo? Eu respondo: n vezes, ou seja, inúmeras!
O tempo vai passando, sua família anterior vai se acabando com os falecimentos... A sua 'família recente', aquela que fez ao casar-se e ter filhos, vai mudando: Porque eles também vão crescer e seguir a vida, e quando você percebe já está se aposentando. Então, e somente nesse momento, olha para trás, em imagens de 'flash back', e nota quanto tudo aquilo foi triste.
E quando a pessoa vive só, esse sentimento é pior ainda! 



  Os chamados "amigos de outrora, também seguiram suas vidas, vez por outra fala com eles, mas jamais seria a mesma coisa. Sabe por que? Novamente  te respondo: Porque eram amizades criadas na futilidade dos empregos e na vida social mentirosa que criara durante anos a fio... As verdadeiras amizades, essas tão raras, vem de pessoas que te aceitam como você é. Lembre-se disso tudo, e tente mudar para si mesmo, nunca para agradar 'terceiros'... Esse é o grande erro da maioria da humanidade!
Os poucos amigos verdadeiros, ficam, porque encontram em você sinceridade. E isso, consequentemente, gera confiabilidade também.


  Não há coisa pior do que o sentimento de fracasso perante si mesmo. Deixar de ser feliz porque o mundo não é como você, vale a pena? Construa sua felicidade agora! Amanhã poderá não existir chance para isso. Antes de tudo: Seja você mesmo, sem máscaras moldadas pela sociedade que convive, seja qual for o tipo: Religiosa, trabalhista, escolar, vizinhança. amizades...

  Agora vá até o espelho mais próximo, e diga apara si:
"Eu serei quem realmente sou. Se mudar, será para  evoluir como ser humano, e nunca para agradar os outros."

 Fátima Abreu


 

O Plantio


PLANTE FLORES DE GRATIDÃO, AMOR AO PRÓXIMO E PERDÃO.
PLANTE ÁRVORES DE CARIDADE E TOLERÂNCIA.
PLANTE LIVROS E TERÁ CONHECIMENTO.
PLANTE SINCERIDADE E COLHERÁ VERDADE.
PLANTE IDEIAS BOAS E TERÁ UM FUTURO PROMISSOR.
PLANTE SEMENTES DE AMIZADE E TERÁ FELICIDADE.

Fátima Abreu
Colhemos o que plantamos!
 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

'O TRIO'





Escolhi esse nome para o novo romance, o que acham?


O Trio


Três pessoas, um só romance.
Manuela, a mais sedutora.
Esmeralda, o meio, a bela.
Alejandro, o bem amado.
Será que daria certo?
Amar sem ciúmes,
Sem queixumes...
Exigências ou pendências...

A sutil forma de se entregar a uma paixão desenfreada.
Ter dois, e não somente um.
Dividir-se, doar-se.
Também, receber duplamente:
Doses de carícias, mais exigentes.

O Trio, a geometria humana com três lados do amor.
Encanto, com três pontas latentes:
Queimando qual brasa quente...
Já se imaginou nessa situação?
Fantasia comum entre mulheres e homens!
Só não admitem por medo da rejeição...

Fátima Abreu



terça-feira, 1 de julho de 2014

Voltando atrás...

Obs: Eu tinha dito que colocaria a continuação somente no outro blog "Delírios", mas, como resolvi fazer mesmo um novo romance sensual, então vai aqui a última continuação antes de dar continuidade como livro:

Manuela Investe na Sensualidade

Vintage Pin Up Girl Illustration | Pin-Up Girls | Sugary.Sweet


Depois daquela noite quando seus sentimentos estiveram confusos, Manuela resolve colocar tudo em ordem.

Durante o café da manhã, perguntou sem rodeios:
- Alejandro, tem planos de casar com Esmeralda?
- Não sei ainda, é muito cedo para pensar nisso... Por que pergunta?
- Ora, meu amigo, parece óbvio: Se casar com ela, tenho que sair daqui, quero me preparar para isso...
- Não necessariamente... Pode ficar aqui. Aliás, quem viveria conosco, seria ela, porque você já mora aqui, Manu.
- Sou apenas uma hóspede.
- Não, de maneira alguma: Você é a única amiga que tive até hoje! Eu sempre duvidei da amizade entre homem e mulher, mas ,contigo percebi que isso era totalmente provável! E tornou-se a melhor companhia que eu poderia ter aqui nesses últimos meses. Posso contar com você e vice versa...
- Esmeralda não gostaria da minha presença, pois ela seria a dona da casa e eu passaria a intrusa...
- Não vejo assim. Prefiro que fique aqui, mesmo que eu case com Esmeralda. Mas, a decisão é sua.
Se acha que não vai ficar à vontade, aí seria outra história...
-Bem, vamos ver o que acontece. O futuro é imprevisível!
- Pois é isso, Manu! Também não sei se amanhã ou depois, Esmeralda apaixona-se por outra pessoa...
- Ora, ela me pareceu bem apaixonada por você, na noite passada...
- Bem, aparentemente sim. Mas sinto que ela me esconde algo. Não me fala tudo sobre sua vida.
- Ah, mulheres são misteriosas mesmo, Alejandro. Eu também nunca te revelei  uma coisa...
Mas, acho que já está na hora de saber, pois confia muito em mim, também farei a mesma coisa:
Olha, não sou viúva, Alejandro.
- Não? E quanto a aliança que usava quando chegou aqui?
- Meu marido está bem vivo, pelo menos acho que sim, porque "vaso ruim, não quebra"...
- Então você se separou dele?
- Não foi bem assim... Eu fugi, tinha que ser dessa maneira. Do contrário, ele até poderia fazer uma maldade comigo.
- Ah, agora entendo porque não gostava de falar dele...
- Sim, ele era grosseiro: Um homem violento quanto bebia, e também desfazia de mim, inclusive da minha comida...
- Nossa! Você cozinha divinamente bem!
- Sei que acha isso, e fico contente. Mas para ele, eu era a pior das cozinheiras.
- Pelo que vejo deve ter sofrido um bocado com o tal sujeito...
- É meu amigo, somente dando aulas na escolinha eu me distraía e esquecia os problemas.
Adoro crianças, mas foi bom não ter tido filhos com ele, caso contrário, ele teria me perseguido por todo lugar, para ter a criança de volta...
- Você está certa, ele teria mesmo te procurado. Menos mal então.
- Bom, agora já sabe de tudo, não tenho mais  segredos para você.
- Obrigado pela confiança, Manu.
Ele apertou as mãos dela entre as suas, e os olhos se encontraram numa linguagem muda...
Despediram-se, pois estava na hora de Manuela ir para a lanchonete enfrentar mais um dia de 'cantadas' dos homens, e dos olhares incomodados das mulheres.

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No fim da tarde, quando voltou para a fazenda, tomou seu banho e foi para cozinha preparar o jantar. Enquanto cortava os legumes para uma boa sopa, (pois estava muito frio) pensava nas prioridades, pois agora depois de meses e meses sem relacionamento sexual, queria ardentemente ter isso novamente:
Primeiro, conquistaria Alejandro, depois Esmeralda.

Essa era a parte mais difícil, porque a achava uma metida mas, ao mesmo tempo, tinha  interesse de ter momentos íntimos com ela... Durante tantos anos não teve esse tipo de relacionamento...
Sem querer, Esmeralda despertou isso novamente em Manuela, quando a ouviu gemer na noite anterior nos braços de Alejandro.

Colocou um dos seus vestidos mais bonitos e esperou Alejandro chegar do hospital, com o jantar todo pronto, ela sentou-se no sofá, esbanjando sensualidade...
Quando ele abriu a porta, pode notar o decote de Manuela revelando parte dos seios bonitos que tinha.
- Boa noite, Manu!
- Boa noite, Alejandro, como foi seu dia?
- O PS estava tranquilo hoje, ainda bem!
- Bem, melhor assim, pois não está cansado. Tome seu banho e venha depois saborear uma sopa de tutano com legumes e hortaliças, bem reconfortante...
- Com torradinhas e tudo?
- Claro! Eu iria esquecer das torradas com patê que tanto gosta? Tem também um assado de cordeiro e uma sobremesa especial...

Ele deu um sorriso de agradecimento e subiu as escadas de dois em dois, para tomar rapidamente seu banho e jantar.
Manuela colocou duas velas e um vaso de flores no centro da mesa, para criar um ambiente aconchegante...
Colocou um bom vinho do Porto também para que se servissem durante o jantar.

Nessa noite, Alejandro fez algo diferente:
Chamou Manuela para sala para dançar. Colocou um dos discos sabendo qual ela gostava, e dançaram coladinhos. Alejandro percebeu que o perfume de Manuela era suave e sedutor...
Ela encostou a cabeça em seu ombro e continuaram dançando assim.

Faltava pouco para dar dez da noite, quando ela finalmente investiu com todo seu charme:
- Alejandro, me acha bonita?
- Sim, como não? Sua beleza é estonteante...
- E por que nunca tentou nada comigo, durante todo esse tempo?
- Porque pensei que estivesse "viúva", lembra-se? Então precisava de um amigo, não de um amante.
Como te disse pela manhã, também para mudar meu conceito de que homens e mulheres não poderiam ser somente amigos...

 - Sim, entendi. Mas, agora sabe que não sou viúva, saiba também que tenho certas vontades...
- Ah, tem? Bem, disso eu não desconfiava... Disse para Esmeralda que ninguém te atraía aqui nessa cidade...
- Até ontem eu não tinha despertado para entender uma coisa: Ninguém me atraía, porque gosto é de você, Alejandro.
Ele parou a dança subitamente, dizendo:
- Gostar de mim,  eu sei que gosta... Mas, dessa maneira que diz, quer ter algo a mais comigo, é isso?
-Bingo! Estou apaixonada por meu único amigo!
- Tem certeza disso? Não é uma mera ilusão?
- Tenho. Eu te quero, Alejandro. Com todo calor do meu corpo te pedindo...

Ele não pestanejou:  Subiu as escadas com Manuela nos braços e tiveram sua primeira noite de amor e sexo...

Fátima Abreu






segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Sacerdotisa do Amor


Starlight (detail), Emile Vernon (1872-1919) 

IMAGEM:  
Emile Vernon (1872-1919)



O corpo da noiva celta, estava preparado com óleos aromáticos.
A translúcida vestimenta, azul  nuvem, deixava visível o corpo jovem.

 Os enfeites eram apenas um broche da Deusa Mãe, entre os seios. No braço, outro broche com pedras e pingente da pérola nua e crua, sem entalhe.

 O manto dourado mostrava sua natureza:
Era do amor, uma sacerdotisa; e para isso fora instruída.
Esperava ansiosa a hora do enlace.

Quando seu corpo virgem seria finalmente tocado.
Dali em diante, apenas ela poderia fazer os encantamentos de  paixão. Pois o que faltava ainda, seria lhe dado então:
 Fêmea da espécie, recebendo o que para ela fora guiado...

Fátima Abreu

Manuela Sente Ciúmes de Esmeralda e Alejandro






 Manuela sentiu ciúmes, enquanto olhava Alejandro aos beijos e amassos, com aquela  pedante  e bonita, Esmeralda.
Não tinha até então percebido que nutria por ele algo mais que amizade...
Foi apenas observando o casal à sua frente, que se deu conta disso.
Sentiu um calor subir pelo seu rosto, não sabia se era raiva ou excitação. Sim, pensando melhor, estava sentindo as duas coisas!

Colocou o disco que havia escolhido na vitrola, e começou a dançar sozinha no meio da sala, queria se distrair e esquecer o que via...
Entretanto, parecia que Esmeralda estava gostando de estampar o romance que tinha com Alejandro, na face rosada de Manuela:
Deitou-se no sofá sobre as pernas de Alejandro  e dessa forma, ele abaixava a cabeça para beijar-lhe...
Manuela tossiu para interromper:
- Com licença, vou me retirar, tenham uma boa noite.
Alejandro voltou-se para Manuela:
- Já vai se deitar Manu? Ainda é cedo!
- Não tenho companhia como você tem, meu amigo...
Manuela piscou o olho e se virou subindo a escadas.

Esmeralda puxou-o de volta para si. Não queria dar tempo para que ele argumentasse mais alguma coisa com Manuela.

Naquela noite, Manuela não conseguia dormir. Virava-se de todo jeito na cama. Pensava como estariam se divertindo lá na sala, ou... até mesmo, já no quarto de Alejandro...
O ciúme tomou ares de uma súbita curiosidade:
Foi a passos lentos e silenciosos até a porta do quarto dele.

Encostou o ouvido para escutar se estavam ali. Sim! Podia ouvir os gemidos, de Esmeralda!
Uma mistura de excitação e raiva tomou conta de si.
Estava com o corpo tremendo, as faces vermelhas e quentes; e quanto mais ouvia o barulho da intimidade daquele casal, mais sofria de duas formas: Pelo ciúme de Alejandro e pela vontade louca de estar participando daquilo...
Manuela, quando mocinha, teve seus casos com algumas amigas de colegial.
Depois de casada, suprimiu esse seu lado...
Mas, quando ouviu os gemidos de Esmeralda, isso veio à tona... Queria estar ali, fazendo um trio.
Voltou para seu quarto e se "aliviou" como podia... Na sua mente, o corpo bonito de Esmeralda e os beijos quentes de Alejandro pela sua pele...

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 Esmeralda


 Collier's, "Person To Person" (1945) Rose

Esmeralda era uma das quatro telefonistas da cidade. Trabalhava  durante doze horas com sua amiga e folgava no dia seguinte, quando a outra dupla as substituía. Moravam juntas as quatro em um pensionato para moças.

Conhecera Alejandro quando um dia sofreu um acidente de lambreta e foi levada para o hospital.
Alejandro sempre preferiu trabalhar no Pronto Socorro que nos consultórios dando consultas.
Para ele, tentar salvar o máximo de vidas, era uma emoção em potencial.

A cor de mel de seus cabelos brilhantes, e aqueles olhos verde- amarelados, chamou sua atenção logo no primeiro contato, quando ainda engessava seu braço e perna direita, quebrados.
Mas, foi ela quem deu o primeiro passo insinuando-se para o médico:
Quando voltou a trabalhar depois do acidente, fez uma ligação para o hospital direcionada ao PS, e foi Alejandro quem atendeu, pois estava mais próximo do telefone naquele momento...
Dois dias depois, ela o convidou para um piquenique com a desculpa de agradecê-lo pelo bom tratamento  de sua parte no hospital.

                                                                                       Arthur Sarnoff

Ele que já estava interessado, aceitou de imediato.
Depois de vários encontros decidiram namorar mesmo.

E a primeira vez que tiveram contato íntimo, foi no carro esporte de Alejandro, na colina:
Um local reservado para encontro de casais. De lá, se podia avistar a cidadezinha  inteira, iluminada pelos postes, lojas e casas.
Se a levasse a um motel, a cidade inteira saberia no dia seguinte, porque isso se espalha facilmente, e Esmeralda ficaria "mal falada".

Aquela noite, Alejandro decidiu que a levaria para sua fazenda, porque seria melhor dali em diante, pois como já tinha a companhia feminina de Manuela em sua casa, ninguém repararia se a levasse...
Seria como uma reunião para jantar entre três pessoas, nada demais.
Mas, para Manuela, tinha sido o despertar de sentimentos confusos...


Fátima Abreu 


OBS: A CONTINUAÇÃO VAI PASSAR PARA MEU OUTRO BLOG "DELÍRIOS":

 http://fatuquinha.blogspot.com.br/


PORQUE NESSE AQUI NÃO PONHO EROTISMO. 
NO MÁXIMO, ALGUM TRAÇO SENSUAL COMO FOI ATÉ AQUI...


Romance, 1953 style





domingo, 29 de junho de 2014

A TALE OF SAND AND SEA/ UM CONTO DE AREIA & MAR

http://www.amazon.com/gp/aw/d/1611028949/ref=mp_s_a_1_1?qid=1404043849&sr=8-1&pi=SL75

Na Amazon.com, meu livro já pode ser encontrado na versão em inglês. Indique para amigos e parentes no exterior. É um belo romance de época: Passado em fins do século XIX e une a minha ficção à fatos na vida do autor JULIO VERNE. 


E NO SITE DA ASB TAMBÉM:
http://www.americastarbooks.net/9781611028942.html 




 

sábado, 28 de junho de 2014

Manuela Divide Opiniões



Manuela agora morena, atraía a curiosidade dos fregueses da lanchonete. Aumentou em uma semana de trabalho, a renda do estabelecimento. 
O gerente estava satisfeito e até agradecido ao Dr Alejandro, por tê-la indicado.
Todos queriam dar uma espiadinha na morena forasteira, que viera se estabelecer na localidade...
Sem falar no "disse me disse", que ela criara em torno de si:


Contra as chamadas "normas" da sociedade da época, uma mulher que vivia no mesmo teto que o doutor da cidade, sem estar casada com ele, era admirável e ao mesmo tempo ousada...
As más línguas falavam que eles eram amantes.
Mas, até então, realmente nunca foram...
Ela gostava de provocar a atenção feminina, pois sabia que falavam dela. 
Então ela criou um jeito de nutrir os boatos:  Quando algumas senhoras das mais puritanas, entravam na lanchonete, Manuela desabotoava alguns botões do uniforme que usava, para escandalizar e para rir-se delas depois...

Entretanto, se estivessem homens no local, não fazia isso. Dava-se ao respeito. 
Em uma semana de trabalho, recebeu várias investidas masculinas, e ela simplesmente ignorava, fingindo não perceber.
 Joe De Mers Artist


As opiniões estavam divididas a seu respeito:
As mulheres achavam que Manuela era uma libertina, enquanto os homens a achavam uma mulher de fibra e que não cedia às cantadas, ou seja: Difícil.

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Manuela sempre que chegava na fazenda no fim da tarde, corria para fazer o jantar e deixar tudo bem cuidado. Alejandro sentava-se com ela nesse momento, ouvindo suas histórias e ria-se. 
Imaginava as expressões que as ditas senhoras, fariam ao olhar para o decote aberto de Manuela...

Foi na outra semana, que finalmente Manuela conheceu a senhora que cuidava da roupa de Alejandro: 
D. Eulália.


July 1940. Farm woman washing clothes with her wringer washer. Uma senhora grisalha, que já estava nos fundos da casa lavando a roupa e passando nos rodízios para espremer. A segunda etapa seria estender no varal, e cerca de 40 minutos de sol quente, retiraria tudo e levaria para a área de serviço, para começar a passar... Era sua rotina de todas as sextas feiras.
Manuela aproximou-se e a cumprimentou:

- Olá, bom dia! A senhora certamente é a D. Eulália. Sou Manuela.
- Ah, bom dia. Sim, eu sei quem  a senhora é. A cidade é pequena, todos estão falando sobre a 'forasteira"...
- Sei disso. Tudo é novidade quando numa cidadezinha chega alguém de outras paragens... D. Eulália, vou sair para trabalhar agora. Estou deixando tudo na mesa da cozinha para que faça uma refeição, enquanto espera a roupa secar para depois passar...
- Muito agradecida, mas já venho para cá alimentada. Na minha idade, não se pode sair sem comer, pois dá fraqueza...
- Ah, sim. Bem, de qualquer forma, está tudo lá, caso queira simplesmente tomar um cafezinho  e comer uma fatia de bolo...
- Obrigada, não se preocupe comigo.

Manuela saiu dando um aceno.  Teve certeza que ela não era mesmo uma pessoa para muitas conversas, mas, algo lhe dizia que era extremamente confiável e sincera. 
Como Alejandro dissera mesmo?
"É uma senhora rabugenta, mas no fundo, boa pessoa..."

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Oito meses se passaram... 
Um dia, quando Manuela voltou  para casa no finzinho da tarde, teve uma surpresa ao encontrar Alejandro em companhia de uma mulher bonita aos beijos e amassos na sala.
Passou sem ser notada pelos dois, subindo as escadas para seu quarto.

Forbidden Fruit...Illustration by Lynn Buckham 
Não queria incomodá-los, mas, precisava fazer o jantar. 
Tomou banho, trocou de roupa e desceu novamente, passando diretamente para a cozinha.
Alejandro ao escutar o movimento de panelas e pratos, percebeu então que ela já estava em casa.
Pegou a mão da mulher com quem estava, e a levou para a cozinha para que fizesse as apresentações.
Foi uma noite de provocações...

- Manuela, quero que conheça Esmeralda Santiago, minha namorada.
- Olá, Esmeralda! Boa surpresa tê-la para o jantar. Espero que goste do que estou preparando.
- Se você  trata bem o 'meu' Alejandro, tudo que fizer, eu vou gostar com certeza.
- Ele é um bom amigo. Trato-o muito bem, não é mesmo Alejandro?
Ele percebeu que ela não queria ser tratada como uma "hóspede que cozinha" perante Esmeralda, então afirmou:
- Sim, nos damos muito bem, você é uma amiga para todas as horas.

Esmeralda  meio incomodada com os olhares de cumplicidade que havia entre eles, disse então:

- E seu marido, morreu há muito tempo? É muito bonita, não tem um namorado?
- Prefiro não falar dele. Quanto à sua pergunta: Não tenho namorado algum. Nessa cidade não há homens que me atraiam... Vamos jantar agora?

" Menos mal, assim não terá nada com Alejandro",  pensou Esmeralda.

Manuela foi ajudada por Alejandro, a colocar a mesa. 
Esmeralda novamente ficou chateada com a situação.
Durante o jantar, ela tentou arrancar qualquer coisa que dissesse respeito ao passado de Manuela, porém foi inútil. Percebeu que ela não falaria mesmo de sua vida anterior à chegada na cidadezinha.

Entretanto, Manuela sentiu-se vitoriosa naquela noite, porque claramente Alejandro a colocou na posição de amiga, e nunca de uma hóspede.
Sentiu-se grata por isso.

Agora, uma coisa teria que saber pois muito lhe interessava: 
Alejandro teria planos de casar com Esmeralda?
Caso isso estivesse em sua mente, Manuela teria que se afastar dali: Ir para um pensionato, ou alugar um quarto com banheiro talvez...

Sondaria sobre isso no dia seguinte. 
Alejandro depois do jantar, sugeriu que Manuela escolhesse uns discos para que escutassem . 
Ela rapidamente sentou perto da vitrola e se pôs a selecionar algo que fosse agradável. 
De vez em quando, observava como eles se beijavam sem se incomodar com a sua presença ali. 
Dessa vez, foi ela quem se sentiu incomodada...
Pensou então resoluta:  Teria que decidir seus caminhos o mais rápido possível...

Fátima Abreu







sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Mudança de Manuela



Manuela encontrou uma cozinha que precisava de arrumação.
Certo, primeiro comeria ao lado de... Quem ele era mesmo?
Percebeu que ainda não sabia seu nome, e ela por sua vez, também não havia se apresentado!

Ele puxou uma cadeira para que ela se sentasse, dizendo:
- Sirva-se do que quiser: Temos café, leite, suco de laranja, bolos, pães, geleias e biscoitos. Só não tenho frutas no momento...
- Ora, não se preocupe: Isso tudo é mais do que esperava para meu primeiro 'café da manhã', em um novo estado! Pensei que tomaria um simples café expresso e umas duas torradas com geleia, em alguma lanchonete...
- Ah, veio de outro estado?
- Sim, sou professora de classes infantis. Busco um novo emprego aqui. Mas se não arrumar outro, continuarei professora mesmo... O que me aparecer primeiro, eu agarro 'com unhas e dentes'! Precisarei me manter...
- Compreendo... Olha, por acaso tem uma vaga na lanchonete de um conhecido...É no centro comercial, estaria disposta?
- Oh, sim! Tenho que trabalhar o mais rápido possível, porque como pagaria algum aluguel e comeria?
- Quanto ao aluguel não se preocupe. Pode ficar aqui na minha fazenda, não cobrarei nada. Tem quartos de sobra! Apenas peço que quando puder, dê uma ajeitadinha nessa cozinha. Já deu para perceber que precisa de uma alma feminina por aqui...
- Só isso, cuidar da cozinha? Não tem mais nenhuma outra coisa que eu possa fazer, para agradecer pela  estadia em sua fazenda?
- Não precisa, porque tenho uma pessoa para lavar e passar a roupa para mim.
- Ah, sim... Mas não tem arrumadeira. Pois se tivesse, a cozinha estaria um "brinco"!
- É verdade... Arrumadeira eu não tenho. As moças não gostam de trabalhar na casa de solteiros, sabe como é... Tem medo que eles tentem algo com elas...
- Então a pessoa que lava e passa sua roupa, é uma senhora, presumo...
- A D. Eulália? Ela poderia até ser minha mãe! É uma senhora rabugenta, mas no fundo boa pessoa...
- Está combinado então nos meus termos: Cuido da cozinha e do resto da casa, quando não estiver no horário de trabalho da lanchonete. D. Eulália continua com as roupas.
- Certo. Se quer cuidar da casa também, que seja! Mas, fica registrado que eu não te pedi isso!
- Sim, sim... Faço porque, afinal, gosto do trabalho doméstico também.
- Deve ter sido uma boa esposa para seu falecido marido...

Disse isso, olhando a aliança que ela ainda usava.
- Ah, sim...Ele que não foi bom para mim... Mas isso é passado. Quero recomeçar a vida aqui, quem sabe eu até seja feliz?
- Espero sinceramente que sim. Pois noto um tom de amargura na sua voz...
- Deixe isso esquecido, certo? Não falemos de tristezas... Ainda não me disse seu nome!
- Tampouco disse o seu.
- Sou Maria Manuela Ramirez. E agora, você é...(?)
- Alejandro  Hernandez De Castillo, médico.
- Ah, muito prazer,  Señor Doutor Alejandro...

Manuela disse com um sorriso debochado, e apertaram as mãos se cumprimentando.

*************************

No comecinho da tarde, Manuela foi até a farmácia da cidadezinha para comprar tinta para seu cabelo.
Depois, pensando melhor, aproveitou o resto de suas economias para ir ao cabeleireiro:
Além de pintar, iria cortar o cabelo. Entrou então, em um dos dois únicos salões que a localidade tinha.
Por esse motivo, estava lotado.
As fofoqueiras 'de plantão', notaram logo que a moça loira, de cabelos longos que entrara ali, era uma forasteira.

Manuela queria mudar sua aparência antes de se apresentar para a vaga na lanchonete no dia seguinte.
Deixando assim, a antiga  dona de casa e professorinha  no passado.

Alejandro ficou surpreso ao reencontrá-la já à noitinha: Parecia outra pessoa! Como um corte de cabelo atualizado, e uma tintura, podem deixar uma mulher já bela, mais linda ainda!
Percebeu que durante o tempo que ela esteve em casa, fizera o jantar, dando finalmente o 'jeitinho' na cozinha, que somente uma mulher saber dar: Tudo estava organizado e limpo.
A comida deliciosa...
Alejandro então, no final do jantar lhe disse:
- Manuela, faz muito tempo que não como um prato tão saboroso! Lembrou a comida caseira da minha mãe...
- Porque é comida caseira, ora! Só não deu tempo de fazer uma sobremesa, porque estive no salão bastante tempo. Mas, no  jantar de amanhã, teremos uma torta de maçã bem apetitosa, garanto!

Riram juntos...
Depois, ela lavou a louça, e Alejandro enxugou enquanto conversavam animadamente.
O telefone tocou e Manuela foi atender. Era alguém do hospital dizendo ter uma emergência para o Dr. Alejandro. Ela passou o fone para ele, que balançando a cabeça afirmativamente, disse:
- Prepare a maca.  Já estou indo para o local do acidente!

Imediatamente, ele pegou sua maleta e vestiu o jaleco branco para sair. Acenou já na porta para Manuela e disse:
- Obrigado pelo bom jantar, durma bem.O dever me chama.
Ela fez que sim com a cabeça.  Foi para a sala, assistiu um pouco de televisão e depois já com sono, seguiu  para o quarto que havia escolhido.
No dia seguinte teria de estar bem descansada: Sabia que para trabalhar numa lanchonete teria que ser muito rápida e eficiente.

 *******************

Quando Alejandro finalmente chegou em casa, lá pelas seis horas da manhã, ela já estava de pé com o café prontinho. Cansado, foi tomar um banho para sentar-se com ela e fazer a primeira e mais importante refeição do dia.
 Depois ele dormiria um pouco... Antes porém, deixou uma carta de recomendação prontinha para que Manuela apresentasse  ao gerente da lanchonete. Deu-lhe o endereço do local também.
Ela agradeceu e arrumou novamente a cozinha, lavando a louça usada, para depois trocar-se para ir ao centro da cidadezinha.

Mas subitamente, Alejandro voltou-se para ela dizendo:
- Acho melhor eu mesmo levá-la até meu conhecido, o gerente.
- Não é preciso, vou caminhando até lá! Durma, porque está cansado: Foi uma noite muita longa trabalhando no hospital.
- Imagine! Pior deixar que ande dois quilômetros na estrada, e chegue suada para apresentar-se!

Sem dar tempo para que ela dissesse algo mais, ele a pegou nos braços, saiu porta a fora, e a colocou na caminhonete que usava para carregar o feno.
Foi o começo do segundo dia juntos...

Fátima Abreu

Carried Away! ~ Ed Vebell, ca. 1950s. Jm.












quinta-feira, 26 de junho de 2014

Manuela

Makin' Hay! I don't think so.


Não era  mais possível Manuela viver com Arnaldo, mesmo para os anos 50...
Ele a tratava de forma agressiva, com palavras rudes e quase sempre, desfazia de tão linda criatura, falando mal de sua forma de cozinhar.

Muitas vezes ele a empurrou, noutras ele gritava para quem quisesse ouvir, que ela só servia como 'mulher objeto", na cama... Pois para ele era somente nesse campo, que Manuela se destacava...

Na verdade, era isso que os mantinha ainda juntos, depois de cinco longos anos...
Em um dia de embriaguez, quando ele quebrou algumas coisas contra o muro, chegando  com raiva de seu sócio, Manuela tremia escondida no banheiro, com medo de que a fúria daquele homem se revertesse para o lado dela.
Decidiu então que já aguentara demais. Poria um fim naquilo.

Afinal, não fora criada em meio de desavenças: Nunca houve esse tipo de coisa, em seu lar paterno...
A princípio, pediu que ele fosse embora várias vezes.
Ele  não se dava  por entendido, e nesses momentos, a levava para a cama, onde ele achava que tudo se resolvia...
Sabia que Manuela era fogo em figura de fêmea. O caminho mais curto para convencê-la de qualquer coisa, era a intimidade sexual...

Mas, como tudo se desgasta com o tempo, ela não aguentava mais...
Numa manhã em que ele havia saído de casa, ela resolveu fugir.
Sabia que para os moldes da época em que vivia, que sair de casa, era abandono do matrimônio e consequentemente, seria mal vista pela sociedade local:
Era o mesmo que "falhar" como dona de casa e mulher.

Teria de ir embora para outro lugar, onde ninguém a conhecesse.
Os primeiros quilômetros na estrada, foram de táxi. Depois, ao chegar em uma estação de trem, comprou um bilhete para outro estado. Ali, recomeçaria sua nova vida!

Entretanto, ao chegar na primeira cidadezinha do outro estado, verificou que os albergues, pousadas e pequenos hotéis, estavam todos lotados.
Isso era devido à Feira do Gado e Hortifrutigranjeiros, que só acontecia  duas vezes no ano, naquelas paragens.
Não tendo onde ficar naquele resto de dia e começo de noite, caminhou e achou um celeiro aberto, na fazenda mais próxima do centro da cidade:
Estava a apenas dois quilômetros e meio. Seria fácil no dia seguinte, caminhar de volta ao centro da localidade, tentando conseguir uma hospedagem.

O que ela não contava é que exatamente ali, em meio ao feno, encontraria  a felicidade...
Dormiu tranquilamente, só sendo incomodada pelos insetos de vez em quando.
Quando amanheceu, teve uma surpresa ao abrir os olhos:

Um homem alto, rosto comum aos espanhóis, cabelos castanhos (cortados como soldado), dos seus 30 a 32 anos a olhava  admirado.
A loira e bela Manuela, sentou-se e antes que ele fizesse qualquer pergunta lhe disse:
- Passei a noite aqui, porque não tinha hospedagem em local nenhum da cidade. Desculpe-me a ousadia. Esse deve ser o seu celeiro, acertei?
- Sim, na verdade era da minha família. Meus pais me deixaram de herança. Não se preocupe, porque não vou denunciá-la por invasão de propriedade...Está com fome?
- Oh, obrigada. Estou com muita fome sim. Não como desde ontem de tardinha...

Ele ofereceu a mão para que ela se levantasse e disse:
- Venha, tenho um café da manhã muito bom, na mesa da cozinha.

Manuela sorriu agradecida.
Era mais do que poderia esperar, para começo de sua nova vida...

Fátima Abreu


* Continua? Não sei... Vai depender da minha inspiração...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

SOBRE OLHOS ( reeditado hj )

OLHOS, ESPELHOS D' ALMA 




Eles podem ser de algumas cores:
Verdes, azuis, castanhos, negros, cor de mel...
Mas  as cores são apenas questão estética
Nos olhos, a alma desperta...

Os olhos definem o estado de espírito:
Choro ou alegria, eles demonstram
Fácil, fácil...
Nos olhos, todo sentimento é guardado
Concorre lado a lado, com o coração
Onde o sentimento é instalado
E é uma grande competição!




O olhos, lindos espelhos:
Pedintes, ou sedutores,
Tristes, com dissabores...
Alegres, chegam a brilhar!
Mas são lindos, quando o verbo é amar...

Olhos de lince
Olhos de tigre
Olhos de loba
Olhos são sempre comparados
Existe, um 'animal' por trás...
Quando esse estado de espírito, reflete
Na alma de cada gente,
Os olhos parecem diferentes...



Os olhos são amigos:
Com eles enxergamos praticamente tudo...
Mas, a cegueira pior,
Não é de quem não enxerga...
É de quem teima em não enxergar!
Bem, os olhos me fazem exprimir,
Todo o meu sentir...




Se estou feliz, ficam radiantes!
Se triste, ficam cabisbaixos, marejados...
Se excitada, beiram à luxúria.
Se bem amada, são só meiguice!

Devem sim, ser reflexos meus.
São olhos que revelam você para mim...
Fátima Abreu




terça-feira, 24 de junho de 2014

RAZÃO X EMOÇÃO


Michael & Inessa Garmash


Sinto o ar faltando,
Peito dilacerado...
Sufoco.
Dor de ter me deixado levar pelos impulsos.
Agora, colho os frutos...

Por não ter pensado em todas as possibilidades antes,
Minha vida mudou naquele breve momento de anseio,
Nada foi mais  impensado,
Do que aquele ato.

Deixando-me levar pelas palavras febris,
Com um corpo que pedia calor masculino,
A mente não registrou a razão.
E agora num pensamento triste,
Não acho solução...

São as razões talvez do destino,
Que nos prega peças...
Ou, nada mais do que puro merecimento:
Não sei o que fiz na vida passada.
Nessa, eu tentei ser correta quase o tempo inteiro...
Mas, por duas ou três vezes fracassei.
Natural, se não tivesse erros, estaria num patamar melhor:
Nada desse orbe de expiações...
E sim, estaria  em algum dos mundos felizes,
Onde não se vive mais de ilusões...

Fátima Abreu

MORRENDO E APRENDENDO DUBLADO FILME COMPLETO (ÓTIMO FILME)





EU AMEI ESSE FILME E RI TAMBÉM. CONVIDO A ASSISTIR AQUI, COM MEU QUERIDO ATOR ROBERT D. JR

O filme não segue à risca o espiritualismo, mas ensina de uma maneira alegre, que não devemos deixar para amanhã o que se pode fazer hoje... Pois no segundo seguinte, pode ser tarde e ficar preso nesse orbe terrestre, por não ter terminado algo, é bem complicado.
Vale assistir também, por mostrar como podemos nos importar uns com os outros, de maneira fraterna.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Já está à venda meu livro na AMERICA STAR BOOKS! Confira já o link:

                               http://www.americastarbooks.net/9781611028942.html

ESSE É O LINK DO MEU LIVRO NA AMERICA STAR BOOKS, A EDITORA AMERICANA QUE O ESTÁ PUBLICANDO E DISTRIBUINDO.
QUEM TIVER AMIGOS NOS EUA, CANADÁ, REINO UNIDO, POR FAVOR, DIVULGUE PARA ME AJUDAR, OK?
DESDE JÁ AGRADEÇO.

FÁTIMA ABREU



 Product Description:

"Irina is a young woman who became an orphan at the age of 17. From the French countryside, she went to live on the coast near the port of Nantes. There, so many things happened. She had dreams of going to different lands and experiencing other cultures. She dreamed of adventure and she read books by her favorite author, Jules Verne. From Nantes, she went to Paris to study because she wanted to be a writer of the genre that she had learned to appreciate; a genre created by Jules- science fiction. This step changed the course of her life. This also had a profound effect on another person, Gaston Verne, the nephew of the author. Indirectly, he seemed to be Jules Verne himself."






domingo, 22 de junho de 2014

ACORDES DO CORPO


..Busker

E num instrumento ela se tornou,
Pela paixão desmedida do seu amor.
O corpo tatuado de forma a apresentar, 
Um cenário quente e sedutor...

Ele a tocava imaginando seus acordes:
Fantasia.
Ela, em sua devoção de mulher apaixonada,
Nada dizia...

Quem por ali passasse, ficaria surpreso
Com tal cena à luz do dia:
Ela seminua, com seios expostos na direção do seu homem,
E o dorso nu, em direção da rua...

Submissa, mas feliz.
De estar satisfazendo seu grande amor
Um artista que teve a feliz ideia de aproveitar,
Aquele lindo corpo de fêmea 
Que antes seria só para se amar...

FÁTIMA ABREU


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Area Q - Filme Completo




ESSE FILME TEM MUITO COM MEU NOVO LIVRO, "A VERDADE DE GAIA":
POIS TRATA DE ALGUNS DOS ASSUNTOS ABORDADOS POR MIM, NESSA OBRA. COMO ABDUÇÕES, OVNIs, REENCARNAÇÃO... 

ACHO QUE DEVO DIVULGAR NÃO SOMENTE MEU LIVRO, MAS TUDO QUE LEVA À TESTAR SUA MENTE SOBRE ABRIR-SE À UMA NOVA REALIDADE, AINDA DESCONHECIDA DE MUITAS PESSOAS: 
POR COMPLETA IGNORÂNCIA, OU MEDO DO ASSUNTO, COMO TAMBÉM PELA TRAVA DE ALGUMAS RELIGIÕES...
ASSISTA JÁ, VOCÊ VAI GOSTAR. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Minha Versão, de João & O Pé de Feijão


Fora presa pelo gigante
A harpista formosa
No seu castelo sobre as nuvens, ele a aprisionara
Simplesmente para não se sentir solitário
Fizera a jovem de serva.
Dessa forma, todo dia
Tinha toques de melodia...

Mas João, subira pelo pé de feijão
Encontrou a harpista cansada
Dias a fio que tocava...
Quis salvá-la do cárcere imposto pelo gigante.
Mas este, matreiro, sentiu de João o cheiro...

Antes que pudesse escapar com a harpista
E a galinha dos ovos de ouro que ali também estava,
Armou-lhe uma cilada.

Entretanto, o mal não pode prevalecer em nenhuma história infantil
João escapou com a harpista e a galinha embaixo do braço
Descendo rápido por onde ali chegou
E ao sentir a terra firme, do chão
Cortou o pé de feijão.

Fátima Abreu




Edição definitiva em inglês. Veja como ficou a página no facebook do livro.



https://www.facebook.com/pages/A-Tale-of-Sand-and-Sea/729915540387860?notif_t=page_invite_accepted 


Curtam a página meus amigos e leitores. Ficarei grata com isso.



 Um Conto de Areia & Mar, agora na versão em inglês,  que será distribuído pela America Star Books, nos EUA, Reino Unido e outros países de mesmo idioma.

Em breve estarei divulgando aqui também o link na Amazon, onde encontrarão essa versão do meu romance passado em fins do século XIX.

Sempre admirei a obra de Julio Verne, esse livro é também um tributo ao grande autor, pois ele faz parte do livro como personagem da trama.

Para relembrar o enredo desse livro, a quem leu alguns capítulos no meu blog LAR:

 

Sinopse


Irina é uma jovem que torna-se órfã aos 17 anos. Resolve sair do interior da França para morar no litoral, pois era perto do Porto de Nantes, onde tudo acontecia...
Tinha sonhos de conhecer terras distantes, culturas diferentes, viver aventuras, como nos livros que lia de seu autor preferido: JULIO VERNE.

De Nantes, ela vai para Paris estudar Letras, pois quer ser escritora do gênero que aprendera a apreciar, criado por Julio: A ficção científica.
Esse passo muda o rumo de sua vida e mais tarde, de outra pessoa: Gaston Verne, sobrinho do autor.
Envolva-se nesse conto passado nos fins do século XIX.


Fátima Abreu
Fatuquinha
                                               

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mundo dos Extremos - CRÔNICA


É esse o mundo de opostos que vivemos:
Dezenas de turistas latinos, acampados em uma área interna da Rodoviária do Rio de Janeiro, por falta de hotéis, pousadas ou albergues baratos.
Somente americanos e europeus estão bem acomodados nos hotéis reservados há um bom tempo.
Quem é pobre, é pobre em qualquer lugar.
Agora me respondam:
Vale tamanha humilhação?
Passam o dia por aí, comem, assistem aos jogos e depois voltam para a rodoviária para pernoitar por lá.
Não sei se o futebol vale tanto assim. Pode ser uma paixão doentia que explique o que leva famílias inteiras a isso!

Bem, nós os pobres do mundo, alimentamos paixões que nos cegam. Os ricos não precisam:
Pois quando tem uma paixão muito forte é fácil de se resolvida.
O dinheiro deles compram tudo de material que quiserem.
Bem, até imaterial: falsas amizades, rostos que lhes sorriem o tempo todo, prazeres de uma noite ou mais...

O que faz uma pessoa se vender, falando nisso?
Eu respondo: O desespero de causa.
Tema até de filme!
Lembram do: "PROPOSTA INDECENTE"?





Muita gente para não passar fome, pagar dívidas, comprar remédio ou pagar tratamento para um membro muito amado da família, doente, faz coisas que nunca pensou fazer.
Mas, esses exemplos, não são das paixões mencionadas acima, no texto.
São atos de desespero ou amor.

Como no filme: UM ATO DE CORAGEM, onde Denzel W. faz de tudo para conseguir dar o tratamento que o filho precisa:



 


Se uma celebridade, seja atriz ou cantora, tira fotos nuas, ela vende bem e não é rotulada de prostituta.
Se uma mulher comum, do povo, pobre, faz isso na hora de um "desespero de causa", certamente se as fotos  caírem nas mídias, ela seria chamada no mínimo de vadia, pelas pessoas que a conhecem, como já houve alguns casos.
Isso é novamente o tal mundo dos rótulos, preconceitos e extremos que eu vivo comentando aqui.

É rico ou celebridade, se pode tudo; se é pobre, vai ser rotulado e humilhado.

Estou dura, mais do que mastro de bandeira, sem 1 Real na conta.
Talvez seja por esse motivo que ando revoltada.
Se fosse pelo menos um pouco melhor de vida, essas coisas passassem sem eu notar e  não ter essa vontade de falar sobre elas...

Fátima Abreu