quarta-feira, 31 de julho de 2013

UM CONTO DE AREIA & MAR (TRECHO INÉDITO)

TRECHO DO NOVO LIVRO, INÉDITO AQUI NO BLOG:


...Chegou o fim de semana e o senhor Auguste veio retratá-la em sua pintura. 

Gaston comprou-lhe roupas novas para que ela escolhesse a que ficaria eternizada no seu quadro.
A empregada fez-lhe um penteado a altura disso: Irina transformara-se de um momento para o outro, numa mademoiselle parisiense e não haveria quem dissesse o contrário.





Depois de um mês trabalhando no quadro de Irina, finalmente ele a entregou. Gaston sugeriu que ficasse no corredor da escadaria, porque dessa maneira, qualquer pessoa que fosse para o andar de cima, apreciaria. Pelo menos enquanto ela morasse ali...

Irina sentiu-se lisonjeada. Era um lugar de destaque realmente, porém não aceitou. 
Era de natureza humilde e simples, aquilo para ela, era demais!
Não queria deixar o ego crescer muito, sabia que faria mal ao seu espírito, tal coisa.  Colocou o quadro na parede da suíte, que ocupava na casa.

Gaston a cobria de mimos. Mesmo ela dizendo que não precisava. Certo dia, ele teve uma febre forte: 
Uma doença estranha, que lhe mantinha em confusão mental. Os médicos não sabiam ao certo o que era, mas cogitavam que fosse uma encefalite. 
Para sua sorte, se fora isso mesmo, ele se salvou. Geralmente quem se salvava dessa doença, ficava com sequelas como lapsos de memória, mudanças bruscas de comportamento e convulsões. 
Agradecia o fato de se manter vivo, à sua protegida, que não saía de perto do seu leito.
Ela cuidou de Gaston como se cuida de um menino doente, com o mesmo mimo que ele lhe dedicara até então. Isso fez com que achasse que ela salvara sua vida. 

O que já era uma paixão platônica, de sua parte, tornou-se amor. Um amor tão forte, que poderia ir contra tudo e todos. Reviraria mundos para vê-la feliz.
Passara-se um ano, e logo Irina terminaria o curso de Letras. O medo apossou-se de Gaston: 
Não poderia imaginar-se sem a jovem doce, sábia, bonita e talentosa Irina...

Fátima Abreu

O Sono De Gaia


SHSH...

Silêncio!
Gaia está dormindo.
Deixemos que fique assim...
Dessa forma, não há problemas para você ou para mim.
Gaia dormindo, não cria tsunamis, nevascas, alagamentos, furacões ou trombas d' água:
Isso só ocorre se estiver acordada...

Fátima Abreu

Foto: O Sono De Gaia
 
SHSH...

Silêncio!
Gaia está dormindo.
Deixemos que fique assim...
Dessa forma, não há problemas para você ou para mim.
Gaia dormindo, não cria tsunamis, nevascas, alagamentos, furacões ou trombas d' água:
Isso só ocorre se estiver acordada...

       Fátima Abreu

Fiéis Amantes


REEDITADO HJ

As pérolas foram jogadas para fora de seu porta joias. Não as queria como lembrança de outros carnavais...
Deu as costas para tudo que no passado lhe incomodava.
Agora era seguir em frente, um novo amor:
Nova pérola reluzente.

As rosas recebidas de um amor que lhe enganara,
Foram substituídas pelas margaridas e flores do campo,
Colhidas cedinho, pelo seu novo companheiro:
Pérola negra,
Que junto a sua pérola branca,
Fazem no amor, uma mistura
Ainda que tão diferentes de alma
Mas que fazem do dia a dia
Uma tentativa constante,
De permanecerem para sempre
Fiéis amantes...

Fátima Abreu



O Vento, As Pérolas, a Alma em Poesia




Para além do caminho, eu vou...
Não traço planos agora:
Vivo o momento.
Deixo que o instinto me diga para onde ir.
O vento sopra...
Ele é tão meu amigo, quanto as palavras.
Palavras que 'respiram' poesia.
As pérolas são o meu anseio
O desejo, meu companheiro.

Sigo... vejo paisagens
Pinturas feitas pelo Criador:
Mares, montanhas, jardins a céu aberto
Minha alma sente...
Liberdade de ser quem se é!
Deixo o resto para trás:
Caminhando, observando, vivendo!
Onde o caminho vai dar?
Não sei.
Isso não me importa,
Afinal é um sonho mesmo.
Pena que tenho que acordar...

Fátima Abreu

terça-feira, 30 de julho de 2013

Reciclar é Preciso





SUGESTÕES DE RECICLAGEM DE GARRAFAS PET, PARA SEU DIA A DIA








DECORAÇÃO














                                                                           ARTE



BASTA COMPRAR UMA CAPA PARA AS POLTRONAS DE 2 LUGARES E QUANTO AO PUFF, PODE SER CAPAS DE CROCHÊ, FUXICO, RETALHOS UNIDOS OU AINDA PLACAS FINAS DE CORTIÇA.

        


                                                                        BOTES                                                      








VASSOURA



Um Conto De Areia & Mar (LIVRO)

 

 

 

Sinopse

Irina é uma jovem que torna-se órfã aos 17 anos. Resolve sair do interior da França para morar no litoral, pois era perto do Porto de Nantes, onde tudo acontecia... Tinha sonhos de conhecer terras distantes, culturas diferentes, viver aventuras, como nos livros que lia de seu autor preferido: JULIO VERNE. De Nantes, ela vai para Paris estudar Letras, pois quer ser escritora do gênero que aprendera a apreciar, criado por Julio: A ficção científica. Esse passo muda o rumo de sua vida e mais tarde, de outra pessoa: Gaston Verne, sobrinho do autor. Envolva-se nesse conto passado nos fins do século XIX

Disponível nas livrarias: CLUBE DE AUTORES, BOOKESS e AGBOOK:

 https://www.clubedeautores.com.br/book/148855--Um_Conto_De_Areia__Mar


http://www.bookess.com/read/17208-um-conto-de-areia-mar/ 


 https://www.agbook.com.br/book/148847--Um_Conto_De_Areia__Mar


*Veja como ficou a versão impressa ao lado do blog =>

domingo, 28 de julho de 2013

PARADA PARA UMA PROPAGANDA...








                                                   https://www.agbook.com.br/authors/77737





                                            http://www.clubedeautores.com.br/authors/32550

MINHA COLUNA NO JORNAL DA CIDADE



Meus queridos amigos e leitores:
Deem uma passadinha lá no site do JORNAL DA CIDADE,  para conhecer algumas  de minhas receitas:

http://www.jornaldacidadeonline.com.br/listagem_artigos.aspx?cod=27


Em tempo:
 UHU!

 Hoje meu blog atingiu a marca de 100.000 leituras e já passando...
Quero agradecer esse carinho com meus escritos, da parte de todos.
 Um beijo grande, gente! Do tamanho que possam imaginar!




sábado, 27 de julho de 2013

Alta Sociedade X Povo


  ALTA SOCIEDADE

Cheia de suas futilidades
Conversas sem nenhum valor
Vestidos de alta costura
Fraques
Champanhe e caviar 
Música erudita nos concertos
Apostas no jóquei
Carros do ano
Um olhar por cima do ombro
Nariz em pé
Mansões, iates, jatinhos...
Para que tanto orgulho, afinal?
Se todos vão estar,
Um dia, no mesmo lugar...

*****************

POVO

Come pão com ovo
Aposta no Jogo do Bicho, mesmo sendo infração
Faz um sambinha no fundo do quintal
Vive nos subúrbios da central...

Povo, toma cerveja  em botecos.
Refresca o calor na piscina plástica,
Compra roupas na 'feirinha de Itaipava"
Viaja de trem e ônibus para chegar ao trabalho.
Acolhe todos em sua casa:
"Sempre cabe mais um",
Esse é o lema!
Água no feijão, não há problema!
Alegria do pobre, dura pouco,
Mas é verdadeira!
Come pastel e caldo de cana, vendido na feira...


                                                       Fátima Abreu

Li No Jornal, Mas Na Roça, Tem Outro Nome...





Safadeza na roça é assim:
Por trás da cerca,
Esperando a hora certa...

Lá pelas bandas do mato alto
Mariazinha se encontra com Geraldo
Ninguém desconfia,
Porque são tio e sobrinha!

Mas desde que o mundo existe,
Essas coisas acontecem...
Incesto é errado, com certeza!
Mas há quem não se importe:
Acham melhor laços de família
Do que outra linhagem...

Existem até religiões que pensam assim, li outro dia em um jornal:
Não deixam os varões casarem com mulheres que não tenham o mesmo sangue,
Porque assim permanece sem nenhuma mistura com o mundo externo.
Então errado para nós, certo para eles...
Linhagem pura, é o que dizem.
Mas no caso de Mariazinha e seu tio Geraldo,
Que eles não nos ouça:
É pura safadeza mesmo!

FÁTIMA ABREU





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Conto De Areia & Mar- CAPT 5



Um dia de muita agitação para Irina e Gaston. Muitas coisas para combinar, separar para a viagem...
A movimentação na residência de Gaston Verne, foi percebida pelas pessoas da vila e os rumores de sua partida, chegaram até o centro de Nantes. 
As pessoas já cogitavam se Gaston tinha a moça vinda do interior, como amante. Isso explicaria a reação que teve na praça:  Atendendo seu pedido para terminar a briga com o homem, a quem ele esbofeteou.
Mesmo sabendo de tais comentários, Irina não se importava. Afinal, iria para Paris, e nada disso quebraria esse encanto!

Gaston a presenteou com um pequeno colar de pérolas já que ela tinha paixão pelo mar, natural que tivesse algo que o lembrasse quando fosse passar um ano inteirinho em Paris.
Ela amou o presente e agradeceu emocionada:

_ Senhor Gaston, não precisava se incomodar em me dar nada, já está fazendo muito por mim... 
Mas agradeço de coração, pois nunca tive nada igual e o senhor sem querer, adivinhou um grande desejo meu: Desde os meus 15 anos, tinha um certo encanto por pérolas e nutria a vontade de ter algum adereço, fosse colar, pulseira ou par de brincos.
_ Mas que ótimo ter acertado então! Temos sintonia, mocinha...
_ Não me chame mais assim, senhor Gaston, prefiro como fez ontem, quando tratou-me pelo nome.  Já que sou sua 'protegida', como o senhor mesmo diz... E ademais, não é tão mais velho que eu... Vou fazer 18 anos em setembro, e já estamos em  finais de julho! 
O senhor não deve ter mais do que uns 25 anos...
_ Pois não digo que temos sintonia? Exatamente a minha idade! 
_ Acertei então. Bem, agora vamos ver o que falta para nossa viagem...
_  Já temos o meu coche, as malas prontas e as provisões, o que mais faltaria?
_ Não sei, o senhor quem deve saber, pois nunca fiz uma viagem para tão longe, o máximo que ia com meus pais, era até Angers para comprar livros e calçados feito por um artesão de lá.
_ Falando nisso, ao chegar em Paris, compraremos roupas e sapatos novos para que esteja adequada aos usos e costumes da capital. Existem  casas que estão fazendo muito sucesso, denominaram suas confecções como Alta Costura, todas situam-se na Avenue des Champs Elysees. 
Desde 1858, um costureiro chamado Worth, foi considerado o fundador desse tipo de roupas, para senhoras da elite parisiense.



 _ Mas não é para tanto, senhor Gaston Verne. Não preciso de roupas tão caras, como essas parecem ser...
_ Não se iluda, Irina:  A capital pode ser muito má com quem não se habitua aos seus costumes. Deixe que disso cuido com a maior satisfação, porque sei que em breve, não terá mais os ares de 'moça do interior'...
_ Se prefere assim...
_ Sim, prefiro; e como poderia apresentá-la à sociedade parisiense, se assim não fosse? Por acaso não quer conhecer meu tio Julio?
_ De certo que gostaria disso, se for possível.
_ Então será nos meus moldes. Bem, agora acho que terá que falar com a viúva Ághata, pois não será mais necessário que alugue aquela casa.
_ Está certo, vou agora mesmo cuidar desse particular.

Irina se dirigiu para o portão de ferro que rangia ao fechar, e ele ficou lhe observando pela janela. 
Ali nascera uma grande amizade que no futuro próximo, seria pelas artimanhas do destino, sua maior ruína...

Continua no próximo livro...

Fátima Abreu

Avenue des Champs-Elysees
a Avenue des Champs-Elysees
a Avenue des Champs-Elysees

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Conto De Areia & Mar - CAPT 4




Irina achou que estava doente. Mas como poderia ser isso agora que resolvera mudar de vida, alçar voos nunca sonhados antes, quando morava no interior?
Nunca tivera tal 'calor' que lhe subia pelo corpo daquela forma...
Teria de ser alguma enfermidade por certo.
Foi até a pequena cozinha que apenas tinha um armário para guardar a louça, a mesa com cadeira para sentar-se às refeições (forrada com uma toalha pequena), um fogão a carvão e a pia  com duas prateleiras embaixo, coberta com uma cortininha de renda. Tratou de fazer o jantar, pois já eram 18:00hs e demoraria um pouco, até ficar pronto. Comeu mas, sem apetite. Estranhou isso.
O 'calor' também não passava...
Foi para o quarto, estendeu-se na cama deixando uma jarra com um copo ao lado, para que bebesse ao sentir sede durante a noite.
Tentou dormir, mas tal qual na noite anterior, o sono só veio quase ao raiar do dia.

Ao levantar-se  e lavar bem o rosto, foi preparar seu desjejum e percebeu que enfim o tal 'calor'  tinha ido embora. Era sinal que enganara-se: Não estava doente!
Animada novamente, comeu bem desta vez. Foi até a praia, olhou por momentos incontáveis o horizonte e os barcos distantes... Sonhava conhecer outras terras, além do mar que estava à sua frente.
Voltou para casa:
Trocou de roupa e foi até a vila para abastecer sua pequena cozinha:
Bolos, pães, alguma carne de caça, queijos e um vinho; por que não?
Gostava do sabor, das faces rosadas que ele lhe deixava, além de uma certa 'alegria' que proporcionava por breves momentos...
Sempre tomara com seus pais, pois era um hábito da família, afinal, moravam numa região vinícola, da França.

Ao chegar à vila, pode notar uma aglomeração, na praça central. Foi até lá, para saber do que se tratava...
Um senhor estava lutando com seu patrão, Gaston!
Mas o que ele teria feito para provocar aquele cidadão?
Ela foi ganhando espaço entre as pessoas que ali estavam, até chegar à Gaston. Conseguiu que ele  a ouvisse pedir:
_ Senhor Gaston Verne, deixe o homem em paz, por favor! Vamos comigo, eu o acompanho até sua casa...

Ele de súbito reconheceu a voz da jovem e largou a gola da camisa do homem, recompondo-se também, arrumando a casaca e passando a mão nos cabelos  desgrenhados.
O homem a quem Gaston agredira, acabou saindo em disparada, talvez com medo que ele voltasse atrás e o esbofeteasse novamente...

Irina ofereceu-lhe o braço, e seguiu com ele, rumando para sua residência.
Os olhos de todos que ali ficaram os seguia, pasmos!
Nunca viram uma reação violenta de Gaston, ser acalmada tão rapidamente como dessa vez!
Será que Gaston apaixonara-se pela jovem de outras paragens? Isso foi o assunto que envolveu toda a vila durante uma semana seguida...

Ao chegar na casa de Gaston, Irina fez com que ele se sentasse em uma das poltronas e descansasse por alguns minutos, enquanto ela lhe servia um licor. Passou então a acalmá-lo. Lembrou do conto de sua compatriota:
*A Bela e a Fera ou A Bela e o Monstro é um tradicional conto de fadas francês. Originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve, em 1740, tornou-se mais conhecido em sua versão de 1756, por Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, que resumiu e modificou a obra de Villeneuve
* Wikipédia

Irina parecia-se com a tal Bela do conto de fadas:
Gostava de ler, sonhava com novos horizontes e agora estava envolvida com um homem que era uma verdadeira "fera", não em feiura (por sinal achava que Gaston  até era bem apessoado), mas em gênio...
Ali estava um homem bem difícil de ser controlado. Entretanto, Irina conseguira isso, na frente de todos!
O que ela teria que freou a atitude dele? Seria a doçura em sua voz, naquele momento?

De qualquer forma, dizem que o bom som, acalma as feras...
Irina pode ver o rosto antes amargurado de Gaston, ir se transformando aos poucos, tornando-se gentil.

Ela se serviu de um cálice de licor também. Gaston subitamente a olhou vidrado. Irina percebeu que o pensamento dele estava bem longe dali.
Usando daquilo que lera sobre teosofia, chegou-se perto dele, colocando suas mãos sobre seu peito e emanando energia através da imantação. Dessa forma, ele foi voltando à realidade.

Sem compreender o que ocorria, Gaston finalmente lhe disse:
_ A jovem tem conhecimento de cura? É alguma espécie de maga, pertencente à alguma sociedade secreta? As que conheço, somente aceitam homens; inclusive eu e meu tio Julio, fazemos parte da Rosa Cruz.
_  De jeito nenhum, senhor Gaston. Isso não é magia, é ciência  em favor do espírito. Todos temos um campo energético em volta do corpo físico: A nossa AURA, e quando ela está desequilibrada por muitos fatores, como a ira, inveja, cobiça, mentiras e outras coisas, muda de cor e nos faz muito mal.
A psiquê humana sofre com esse fenômeno, assim como os órgãos do corpo.  Pode-se gerar úlceras estomacais, por exemplo.
_ Eu sei disso, mas como sabe dessas coisas científicas, sendo uma moça vinda do interior?
_ Sempre li muito, senhor. Interesso-me por muitos assuntos que a maioria das jovens de minha idade desconhecem, pois estão sempre ocupadas em arrumar um futuro esposo. O que na minha opinião é de segundo plano...
_ Qual seria o primeiro plano então, Irina?

Ela pode notar que era a primeira vez que a chamava pelo nome. Respondeu-lhe então:
_ O primeiro plano sempre é o conhecimento, e tudo que gira em torno disso. Conhecimento é a chave do sucesso, essa é a minha opinião. Quero entender cada vez mais do mundo ao meu redor:
Culturas diversas, ciência, espiritualidade, o elemento humano e sua psiquê.
_ Se é assim, não poderá ser minha arrumadeira, vou ser seu benfeitor: Providenciarei para que vá estudar em Paris.
_ Senhor Gaston Verne, nos conhecemos há apenas um dia! Não acha que é muito precipitado de sua parte, querer financiar os estudos para uma mera moça do interior?
_ Algum sentido tem que se ter nessa vida, Irina. Até hoje estive em busca do meu. Dizem por aí que sou louco. Eles não entendem nada de mim. Sou um homem transtornado por viver à sombra da minha família. Por não ter nada de útil para fazer. Também nunca tive sucesso com as mulheres, porque elas tem medo da minha dita 'insanidade'...
_ Bem, eu sou diferente. Não tenho medo do senhor.
_ Está decidido então: Passará um ano em Paris, estudando o que achar melhor, com tudo pago por mim!
_ Oh, não sei o que dizer, senhor Gaston!
_ Não diga nada, apenas aceite.
_ Sim, aceito de bom grado!
_ Então Irina, será a motivação de minha vida, por pelo menos um ano! Dessa forma, tendo com que ocupar minha mente em defendê-la e educá-la como a uma dama da Terceira República, estarei livre por algum tempo, da depressão em que vivo. Cuide de arrumar suas coisas para a viagem, porque depois de amanhã, iremos à Paris para matriculá-la. Se puder, ajude-me também a organizar as minhas... Não sou bom com a organização de bagagem, as malas vão sempre de qualquer jeito...
_ Mas claro que sim! Não precisava pedir, é o meu patrão!
_ Não mais: Agora sou seu benfeitor. Estou apenas lhe pedindo um favor, não é mais sua obrigação, Irina.

Ela olhou bem no fundo daqueles olhos e reconheceu um brilho de bondade surgindo...

Continua...

Fátima Abreu





AMOR É AMOR...


Amor É Amor

Palavra que pode dar carinho ou dor
Quando o amor é passageiro, ele não incomoda
Mas quando se instala no peito e insiste em ficar,
Pode fazer bem, ou doer... dependendo da situação.

Há amores que vem e vão
Há pessoas que simplesmente se apaixonam, mas não amam
Amar é sentir o amor: a necessidade de fazer com que outra pessoa esteja bem, e refletir em você também.
Amar é dizer para o outro, que tudo vai passar, quando você não mais acredita nisso...
Amar é tocar o rosto de alguém, para retirar a lágrima escorrida e oferecer a mão amiga.

Amar é dor, quando você perde a quem nunca queria perder.
Amar é dor, quando esse amor, te faz esquecer de si.
Amor é dor, quando ele se torna possessivo e sem controle
Amor é dor, quando deixa de ser amor...

Fátima Abreu




quarta-feira, 24 de julho de 2013

Conto De Areia & Mar- CAPT 3


Irina soube pelo quitandeiro, que Gaston precisava mesmo de arrumadeira, já que ninguém parava em sua casa como serviçal, pois pelo seu comportamento estranho, tinham medo dele.
Dizia-se que ele invejava o tio famoso também. 
Isso deixou Irina mais intrigada com o perfil psicológico de Gaston... 
Agora mesmo que ela seria a mais nova candidata à arrumadeira em sua casa.

Foi até a residência indicada no papel pela viúva Ághata, e bateu à porta.
Um homem vestido com uma casaca num tom cinza opaco veio atender-lhe:

_  Sim, o que deseja minha jovem?
_ Soube que aqui precisam de uma arrumadeira... Sou nova nessa localidade, mas gostaria de empregar-me aqui em Nantes, para poder me sustentar. Isso se faz necessário, pois não tenho mais os meus pais comigo.
_  Bem se o caso é esse, a vaga é sua. Pode começar já. Minha casa precisa de boa arrumação, principalmente na biblioteca, onde os livros estão muito empoeirados. Entre para tratarmos de tudo.

Irina seguiu pelo vestíbulo de entrada, que deu diretamente numa sala bem ampla, de sancas desenhadas no teto, quadros de pintores franceses em todas as paredes e poltronas de madeira com assento de veludo vermelho, combinando com o tapete de mesma cor. Em um canto, havia também uma mesa pequena de formato redondo, com apenas uma cadeira  e um jarro com flores murchas e despencadas do ramalhete sobre uma toalha branca, muito bem bordada.
Ele mostrou uma das poltronas para que ela se sentasse. Irina entretanto, permaneceu de pé. 
Disse-lhe então:
_ Senhor, estou bem aqui. Serei sua empregada, guardemos as formalidades. Se assim não fosse, tomaria  assento. Meu nome é Irina, sei que o senhor se chama Gaston. Tenho 17 anos, fazendo 18 em breve. Agora, poderia dizer-me quanto pagaria? 
_ Bem, se prefere assim... Noto que mesmo jovem, é bem centrada em suas ações. Tem atitude, gosto disso! Quanto ao pagamento, que tal dizer-me seu preço?
_ Não gosto deste termo. Mas que seja pelo menos o que pagava aos que vieram antes de mim.
_ Muito bem, será dessa maneira. E um bônus extra, por sua atitude. Pode começar já. Preciso que venha três vezes na semana: Segundas, quartas e sextas feiras. Está certo assim?
_ Sim, dessa forma terei folga, para escrever meus artigos e contos...
_ Ah, a jovem escreve?
_ Sim, gosto de escrever tanto quanto de ler. Sei que o senhor é sobrinho do grande autor Julio Verne. Parabéns por ter uma pessoa ilustre na família!

Irina fizera de propósito esse comentário, pois queria ver qual seria a reação do homem.
Ele rodeou-a e disse:
_ Não veio aqui pelo emprego; veio para saber da carreira do meu tio? Talvez, levar algo de sua autoria para que ele lesse?
_ De forma alguma, senhor. Apenas fiz um comentário. Preciso mesmo desse emprego, pois como iria sustentar-me?
_ Não me engane, mocinha... Mas alguém que lhe sustente não seria difícil, não é feia... Hummm, deixe estar, de qualquer forma preciso de arrumadeira e você de um emprego... Comece por onde lhe disse: 
A biblioteca. Na segunda porta, embaixo da escada, encontrará todo material necessário para limpeza e arrumação: óleo de peroba, espanador, flanela, essas coisas...

Irina  ficou contrariada com o comentário que ele fizera, insinuando que poderia vender-se para ter sustento, porém precisava mesmo arrumar dinheiro e tentou ignorar isso, respondendo:
_ Obrigada pela chance senhor Gaston.

Ele assentiu com a cabeça e saiu para seu escritório por uma porta de acesso na sala.
Irina tratou de pegar as coisas para começar seu primeiro dia de trabalho pago na vida.
No interior, com a vida simples, nunca precisara fazer isso, pois tinha tudo em um só lugar:
Alimentação, moradia, roupas que ela e a mãe confeccionavam e sapatos que o pai trazia do artesão que fazia por encomenda.
O pai trazia o sustento da família com a venda das compotas de frutas que levava para o mercado e o queijo feito com o leite das cabras. Irina nunca precisara de mais nada além disso, exceto dos livros.
Esses, eram comprados sempre que os pais a levavam à Angers.

Quando seus pais morreram vítimas da varíola (que ela incrivelmente não pegou , mesmo cuidando deles), ela vendeu todas as galinhas e cabras, exceto a Noely, que era de estimação. Dessa forma, conseguiu um bom dinheiro para seguir  com os planos de viagem:
Comprar o que fosse necessário, quando chegasse ao local que iria se estabelecer, além de pagar o aluguel.
Quando decidira ir embora para perto do litoral, deixou sua cabra aos cuidados de seu amigo de infância, Jean Pierre.


No final da tarde, Irina chegou em casa cansada mas, satisfeita:
Dera mais um passo para ter seus sonhos realizados, e em breve, estaria conhecendo o senhor Julio Verne, com certeza.
Jogou a roupa sobre a cama, tomou um banho e vestiu novamente sua camisola leve e transparente, jogando o robe azul que fora de sua mãe, por cima do biombo (que já havia na casa, ao alugá-la):
Mesmo tendo acabado de tomar seu banho, sentia um calor subindo e não sabia o porquê...

Continua...

Fátima Abreu


NÓ NA GARGANTA / A FOME


 

NÓ NA GARGANTA

A MINHA VOZ ESTAVA PRESA
QUERIA GRITAR E NÃO CONSEGUIA
O TAL "NÓ NA GARGANTA", EU SENTIA...


QUANTO QUERIA DIZER!
MAS NADA SE FEZ ACONTECER:
PAREI ESTÁTICA.
CHORARIA...
SERIA O MEU REMÉDIO
AS LÁGRIMAS SE CARREGAM POR ANOS
PODEM ATÉ UM TEMPO, CESSAR
MAS NESSA VIDA, SEMPRE VÃO ESTAR

NÃO HÁ ROSAS SEM ESPINHOS
NÃO HÁ AMOR SEM CARINHOS...

FÁTIMA ABREU


**************************************

A FOME


CORROENDO O ESTÔMAGO,
A DOR DE NADA TER ALI,
A FOME, AINDA É MAIS QUE ISSO:
É NÃO TER DO QUE SE SERVIR...

A FOME NEGRA,
QUE TIRA A RAZÃO
FAZ DE ALGUÉM ATÉ LADRÃO...

A FOME DE QUANDO ABRIR A GELADEIRA
E DE NADA ENCONTRAR,
FAZ A PESSOA, INSANA FICAR...

A FOME NÃO TEM ENDEREÇO:
ESTÁ EM TODO LUGAR,
MUITAS VEZES ATÉ NO SEU LAR...

FÁTIMA ABREU



VAMOS COMBATER O DESPERDÍCIO, GENTE!
TANTAS PESSOAS NESSA SITUAÇÃO DE FOME, PELO MUNDO INTEIRO...

SOCIEDADE HIPÓCRITA QUE PARTILHA POSTAGENS, FALA NAS MÍDIAS, MAS NADA FAZ!
MEU POEMA SOBRE A FOME, FOI SOMENTE PARA ILUSTRAR ESSA TRISTE REALIDADE...



Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=162835#ixzz16StDWpKI
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terça-feira, 23 de julho de 2013

Conto De Areia & Mar- Capt 2


Já eram nove horas da manhã, quando Irina despertou. Afinal, durante a noite quase não dormira e o sono só veio firme mesmo, ao raiar do dia...
Fez um desjejum com as frutas que ainda tinha e  bebeu uma xícara de chá com torradas do pão que havia assado um dia antes da viagem.
De súbito, sentiu falta da cabra Noely: Seria delicioso tomar seu leite amarelinho ou comer do queijo.
Lavou o rosto no pequeno lavabo e saiu ainda de camisola para olhar a praia.
Os barcos pesqueiros iam longe. Haviam saído nas primeiras hora da manhã. Era assim que as pessoas do litoral sobreviviam: Pesca e comércio.

Diziam que os negócios melhoravam quando era verão:
Os burgueses e pessoas bem situadas em Paris, vinham passar as férias ali. Sabia-se que o advogado
(formado para satisfazer ao pai, mas sem exercer a profissão) e escritor Julio Verne, havia estado ali muitas vezes, vindo com a família que tinha uma residência em Nantes, quando de sua infância.
O local ficara em evidência desde que o autor começou a ter êxito em seus livros, já conhecidos em grande parte da Europa. O primeiro grande sucesso fora a novela:
Cinco Semanas Em Um Balão,  de 1862.
A fama e o dinheiro apareceram dali em diante.
Irina havia comprado um exemplar e gostou muito pelo "espírito desbravador" do livro.
Soube-se que Julio Verne nunca havia estado no continente africano até aqueles dias, mas descreveu com detalhes, a aventura nesse local, falando sobre animais, cultura, natureza, coordenadas geográficas, etc.

Irina passou a admirá-lo e leu outros sucessos desse autor:
  Viagem ao Centro da Terra  de 1864

 Vinte Mil Léguas Submarinas de 1870

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias  de 1873.

Em pouco tempo, ele se tornou sue autor predileto, pois o achava um visionário, um gênio por trás das letras. O seu estilo era algo novo: Nenhum outro escritor ousou tanto com a imaginação até então!

Irina gostava disso, ela também se achava uma jovem além de seu tempo, tinha ideias inovadoras para as mulheres, e adoraria poder escrever sobre tudo que em sua mente se passava:
Mostrar ao mundo o que uma moça humilde do interior poderia criar e a diferença que isso poderia fazer na sociedade.
Sonhava transformar sua vida e de outras pessoas, assim como os livros que lia.
Queria  conhecer lugares, culturas e pessoas diferentes, para escrever sobre eles.
Ter uma visão global do resto da Humanidade.
Infelizmente até aquele momento, nada mudara...

Entretanto, o primeiro passo havia dado: Saíra do interior, e fora para o litoral onde a proximidade com o porto, reservava muitas aventuras. Soube que isso também havia inspirado Julio Verne anos antes, fazendo com que ele escreve as "20.000 Léguas"...
Primeiramente, teria de arrumar uma fonte de dinheiro para seu sustento. Depois, procuraria alguém da família de Julio, para que  fosse possível um contato posteriormente com o autor. Para que lesse seus escritos e desse sua opinião (o que para ela, era de extrema necessidade).


Foi até a vila e conversando com a sua senhoria, a viúva Ághata, soube que precisavam de uma arrumadeira na casa de  Gaston, sobrinho de Julio Verne( filho de seu irmão Paul).
Era um rapaz desequilibrado. Diziam à "boca pequena" que talvez fosse louco mesmo. Isso não a desencorajou, muito pelo contrário!
Se ele fosse assim, seria uma fonte de estudo da psiquê humana para ela.  Irina gostava de teosofia e lia muito desse assunto.
Teosofia era em síntese " conhecimento divino".
Estava sendo difundida pela Sociedade Teosófica , em livros como: Ísis sem véu (1877), A Doutrina Secreta (1888). Como as demais doutrinas espiritualistas, a Teosofia quer a evolução humana para o Bem, o amor, a paz entre as pessoas, o altruísmo, além do sonho 'utópico' do fim da pobreza, ignorância,  violência e desigualdade.
Para Irina, a psiquê humana estava diretamente influenciada pelo "mundo invisível" que temos ao nosso redor.
Suas ideias não agradariam aos leigos, mas aos estudiosos do assunto como Helena Blavatsky, poderiam até interessar.

A viúva deu-lhe o endereço da casa de Gaston, mas alertou-a:
 _ Minha jovem, tenha cuidado: Ao menor sinal de desequilíbrio desse homem, vá embora!
_ Não se preocupe senhora, isso não me assusta,  porque sei me cuidar, meus pais ensinaram isso desde pequena, já prevendo que eu fosse ficar sozinha um dia...
A senhora deu de ombros... A mocinha tinha uma personalidade forte, e pelo pouco tempo que se conheciam, já dera para perceber.

Irina saiu com um aceno e dirigiu-se à quitanda para comprar alguma comida, lá também saberia com detalhes como era Gaston.
Era certo que o quitandeiro soubesse alguma coisa, afinal, ali a burguesia e o povo compravam seus mantimentos, compotas, legumes e hortaliças.
Natural que Gaston também abastecesse sua casa.

Continua...

Fátima Abreu



segunda-feira, 22 de julho de 2013

UM CONTO DE AREIA E MAR





Irina era uma doce e linda mocinha, já com seus 17 anos.
Crescera entre montes e vales. Mas ficara órfã recentemente. Querendo mudar de ares, decidiu ir para o litoral.
Sabia pescar muito bem: Aprendera nos rios perto da casa onde nascera, como o pai um homem sério, mas de um coração bondoso. A mãe, era cozinheira de mão cheia. Infelizmente já não estavam mais ali...

Deixou a sua casinha nas montanhas, fechada. Se um dia quisesse voltar teria um teto sobre  a cabeça.
Colocou o que precisava numa carroça que havia pertencido ao pai e foi embora dali.
Antes, deixou um ramalhete de flores silvestres colhidas pela manhã (ainda com orvalho), nas lápides de seus pais, que ficavam no campo bem pertinho da casa, onde viveram felizes, numa vida tranquila por muitos anos, até a varíola os levar desse mundo.

Mudou-se para uma casa menor ainda, pois agora era só. E no litoral, não se precisava mesmo de muita coisa para se viver: Apenas uns apetrechos de cozinha e alguma mobília: uma cama, um baú para guardar suas roupas e uma mesa com cadeira para suas refeições. A roupa seria lavada na tina de madeira que fora de sua  mãe.


Sabia bordar e fazer costuras: Sua paciente mãe, havia lhe ensinado desde bem pequena.
Irina era a imagem viva da mãe, porque tal qual, era dotada de uma beleza natural do interior:
Rosto quadrado, pele aveludada, um furinho no queixo e olhos pequenos mas de um verde estonteante.
O corpo era franzino, porém delineado.
Os cabelos longos e de um castanho que mesclava-se a fios mais claros, beirando o loiro.
Era um pouco mais alta que as jovenzinhas de sua idade, talvez por esse motivo, parecesse magra.
Aprendia tudo com facilidade.

 Chegou à vila de pescadores para informar-se de algum cômodo com um lavabo e pequena cozinha.
Um senhor grisalho e bem acima do peso, ouvindo sua conversa com o quitandeiro, aproximou-se dizendo-lhe:

_ Moça, existe uma casinha nesses moldes, que está fechada bem perto da praia; pertence à uma senhora de nome Ághata. Ela mora bem pertinho da loja de cestarias, está vendo aquela cerquinha amarela ali, com uma casinha ao fundo?  Pois é lá.
_ Obrigada pela informação, vou procurar essa senhora.

Os dois homens ficaram olhando a jovem afastar-se com sua carroça, cogitando o que ela fazia sozinha pelo mundo.

********************************************

Abriu a porta da casinha  que alugara da senhora, uma viúva de pescador, e pode perceber que precisaria
de muita limpeza. Ergueu as mangas e cuidou disso por um dia inteiro.
Esquecera-se das horas ...
Já no fim da tarde, quando o sol já se punha no horizonte, o estômago roncou fortemente e deu conta que não havia se alimentado.
Gastou suas energias com a faxina do ambiente e o corpo reclamava agora, com uma fome angustiante: Precisava urgente, de comer algo.
Abriu o cesto que trouxe na carroça e serviu-se das frutas colhidas no pomar, antes da viagem para o litoral.
Acendeu uma vela em cima da mesa (no velho castiçal que trouxera do antigo lar), para tratar de afugentar os insetos da noite.
Leu um pouco mais do novo livro do senhor JULIO VERNE, e depois decidiu
deitar-se: Arrumou a cama com lençol limpo e colocou no travesseiro de penas de ganso, uma fronha com monograma bordado por ela mesma. Pôs também uma coberta de lã  para o frio da noite, pois sabia que perto do mar, o vento era gelado.

Guardou o resto de seus pertences no baú ao lado da cama. Deitou-se enfim.
Mesmo cansada da viagem e do trabalho exaustivo de limpeza durante todo dia, não conseguiu dormir direito: Acordara várias vezes durante a madrugada, os pensamentos em turbilhão:
"Como faria para sustentar-se ali no litoral?

Nas montanhas tinha tudo de que precisava: As galinhas e seus ovos, o leite da cabra Noely que usava também para fazer o queijo, além do pomar com muitas frutas e do peixe que o rio garantia.  Bem, peixe ali não era problema, mas e o resto? Teria que repensar quantas vezes fosse preciso, para achar um meio de sustento imediato naquelas paragens..."

Finalmente tirou um sono mais profundo, quando o raiar do dia já ameaçava, como a primeira claridade.

Continua...

Fátima Abreu


sábado, 20 de julho de 2013

NA FEIRA DO LIVRO

NA FEIRA DO LIVRO:

"VAMOS LÁ, VAMOS LÁ! QUEM VAI QUERER COMPRAR?"
TEM PARA QUALQUER GOSTO:
SEJA VELHO, PAGANDO OU NÃO IMPOSTO...
SEJA NOVO PARA SEU BOM GOSTO!

VAMOS LÁ, VAMOS LÁ!
TEM DA Fatuquinha TAMBÉM
VENDIDO EM CORDEL,
POR QUEM A ROUBOU ESCONDENDO NO VÉU...

VAMOS LÁ, VAMOS LÁ!
COMPRE UM PARA SUA SENHORA,
DESEMPENHO MELHOR NÃO HAVERÁ:
Fleurine & Morgana

ESSE É MINHA SUGESTÃO
NA CAMA, NO SOFÁ, SEXO BOM!

VAMOS LÁ, VAMOS LÁ!
PARA VOCÊ ESCOLHO UM OUTRO,
BOM, COMO O ANTERIOR:
A Fraternidade Do "Círculo"

QUE AO LER, VAI SUBINDO UM CALOR!

VAMOS LÁ, QUEM QUER COMPRAR?
TEM PARA AQUELES ROMÂNTICOS TAMBÉM:
"Um Baile, Uma Vida"

PARA FUGIR DESSA ÉPOCA
E VOLTAR NO TEMPO,
SONHAR COM DIAS DE CALMARIA
QUANDO DAMAS SORRIAM AO DAR "BOM DIA".


MAS SE GOSTA DE 'FUGIR' PARA MAIS ALÉM,
LEIA "Um Conto & Um Café",

VAI LHE FAZER BEM:
VAI ENCONTRAR DEUSES DO OLIMPO E ELEMENTAIS DA NATUREZA,
UNIVERSOS PARALELOS E MUITO MAIS:
CELTAS E MAGIA,
EM UM MUNDO DE FANTASIA...

VAMOS LÁ, VAMOS LÁ!
DOU MAIS UMA BOA DICA:
LEIA "Maribel Não Tinha Olhos Cor Do Céu"

ROMANCE DOS ANOS DOURADOS,
COM CITAÇÕES DE NELSON RODRIGUES,
UM FINAL SURPREENDENTE
PARA A IMAGINAÇÃO DE MUITA GENTE!

FÁTIMA ABREU


TENHO ANJOS EM MINHA VIDA (REEDITADO HJ, PELO DIA DO AMIGO)



TENHO ANJOS EM MINHA VIDA

Existem anjos na Terra
Estão por aí...
Os olhos humanos não percebem sua  alma angélica
Mas as atitudes os delatam...
Tenho alguns anjos em minha vida
Podem parecer pessoas comuns para outros,
Mas eles são meus anjos.

Quero agradecer aos meus anjos amigos
que abrem seus braços,
Me dão abrigo
Escutam meus queixumes
Tentam me acalmar
Fazem um sorriso surgir
Em meus lábios
Que hoje em dia, tão pouco sorri...

Ouvem meus risos,
Gostam disso.
Falam de todas as coisas comigo.
Não temos segredos
São anjos que conhecem bem minha alma
São amigos que nunca quero perder.
Mesmo que a nossa boca se feche um dia
Acredito na Eternidade
Os olhos na nova Luz, se abrirão
E finalmente brindaremos um dia com o néctar doce
Dos anjos do céu
Numa festa, de eterna sintonia...

Fátima Abreu
************** 




*Dedicado à :

PC SOUZA
GABRIEL PEERS
EDSON
SEIXAS
E O MEU ANJO MAIS RECENTE: ALEX ORTIZ

sexta-feira, 19 de julho de 2013

FIOS DO DESTINO

 'FIOS DO DESTINO'.





CONTOS REAIS DE PESSOAS QUE JÁ SE FORAM E OUTRAS QUE AQUI AINDA ESTÃO.
APENAS MUDEI OS NOMES, ENTRETANTO CONSERVANDO AS INICIAIS DE TODOS ELES.
APENAS O MEU NOME  E DE MINHA FILHA CAÇULA, CATARINA, SÃO OS MESMOS NA TRAMA. MESMO COMO NARRADORA TAMBÉM SOU UMA DAS PERSONAGENS, POIS VIVENCIEI MUITOS DOS FATOS.
EXISTE TAMBÉM A TÔNICA DO SOBRENATURAL NESSE LIVRO.


BEIJOS...
FÁTIMA ABREU 

Para comprar versão impressa, siga o link:

https://www.agbook.com.br/book/148095--FIOS_DO_DESTINO


Capa ampliada de frente:

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Amor Sem Fronteiras

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Gráfico dos países mais populares entre os visualizadores do blog ESSAS  SÃO AS VISUALIZAÇÕES DE MINHAS POSTAGENS NESSA SEMANA, POR ESSES PAÍSES.

OS EUA ESTÁ EM SEGUNDO LUGAR JÁ QUASE UM ANO!

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OBRIGADA LEITORES AMERICANOS: CONSEGUIRAM PASSAR OS PORTUGUESES QUE ESTAVAM EM SEGUNDO DESDE QUE ESSE BLOG FOI CRIADO.
EM HOMENAGEM AOS AMERICANOS, UMA POESIA:

Amor Sem Fronteiras

Seus olhos não queriam assistir aquela cena:
Ele estava deprimido e embriagado no La Methode Cafe, Paris, no ano de1960.
A americana de cabelos curtos, o consolava, como a si mesma.
Talvez a escolha de ficar ali, tivesse sido precipitada.
Mas era com certeza, uma mulher apaixonada...

O amor tem dessas coisas:
Não escolhe nome ou endereço,
Apenas o som da voz do coração.
Seja isso bom, mesmo que para outros não...

O francês a conquistou com sua voz:

Cantou ao seu ouvido,
Canções "embriagantes"...
Naquele momento, nada tinha mais sentido!

Era ele e ela:
Homem e mulher,
Verão e primavera.

O café para onde ela o levou, fora apenas mais um detalhe:
Era ali que a americana passava suas tardes, antes solitárias,
Quando olhava fotografias da casa materna, distante e separada pelo vasto oceano.
Agora era lembrança guardada, pois já tinha outro plano...

Fátima Abreu