segunda-feira, 2 de junho de 2014

CAPELA, MÃE DA TERRA



NOTA: (reeditado)
ESSE CONTO, TEVE BASES EM LIVROS COMO: "ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?" E "OS EXILADOS DE CAPELA"... MAS É UMA VERSÃO LIVRE, NÃO TENDO O COMPROMISSO DE USAR TÓPICOS REAIS DOS LIVROS CITADOS. É PURAMENTE FICÇÃO CIENTÍFICA!

BEIJOS, PAZ, LUZ E FRATERNIDADE!


FÁTIMA ABREU


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Capela teria de ser evacuada, chegaram ao limiar da sua civilização, a população superava os limites do lugar, precisavam urgente sair dali, povoar outros mundos...

Os habitantes de Capela estavam munidos de tal inteligência, que poderiam viver sem a matéria, apenas teriam de se adaptar a realidade de uma nova dimensão, mas optaram por ficar na matéria fluídica presente, e habitar mundos que estivessem aquém do seu.
Talvez dar um salto na civilização deste ou daquele orbe, mais atrasado do que eles...


Um grupo (o maior) se ofereceu como voluntário para vir até a Terra, alguns iriam para outro orbe, onde semelhante a nossa Terra: Também havia água e terras secas, mas o clima era bem diferenciado, porque esse planeta ainda sofria mudanças climáticas, e passava por fases glaciais, e de degelo frequentes.

Cada grupo foi levado em gigantescas naves, já que seriam distribuídos para diferentes lugares, e cada parte do planeta, receberia grupos étnicos distintos.

Eles seriam teletransportados assim que entrassem na atmosfera terrestre.

Sabiam que a Humanidade aqui existente, na época, caminhava a passos lentos, havia acabado a Idade da Pedra. Eram grupos que saíam da vida nômade e formavam os primeiros povoados com organização social, quase beirando a formação de cidadelas...

Realmente precisavam de muita ajuda, para a complexidade de uma verdadeira civilização ser formada, com diretrizes político-sociais e morais.


No dia da partida, aqueles que ainda decidiram ficar em Capela, acenavam contentes para despedir dos seus, que abraçaram a ideia de seguir o caminho das estrelas e povoar outros mundos pouco desenvolvidos.

O hangar central estava cheio de pessoas, que eram direcionadas para cada nave onde estariam designadas. Cada uma dessas naves iria para um continente da Terra.
Era certo  que no início, o povo terrestre não saberia como lidar com eles, e a tarefa seria árdua com a exigência de adaptação de hábitos, costumes, linguagem, e por que não dizer, até afetividade.


O hiperespaço foi alcançado em questão de minutos, quando as naves partiram do hangar.
A expectativa estava no porvir...

Uma nova Terra, um novo planeta, cheio de possibilidades para se explorar. Os cientistas de Capela eram quase todos de Órion, onde a tecnologia de viagem no tempo-espaço há muito já era utilizada.

Poderiam avançar se quisessem para uma era, onde o planeta Terra já tivesse atingido algum progresso tecnológico, mas optaram pelos primórdios da Humanidade, assim poderiam fazer parte conclusiva do futuro do orbe terrestre.

O chefe do grupo vindo para a Terra chamava-se Zeus, mais tarde venerado como um deus pelos gregos, e também pelos romanos, que o chamaram de Júpiter.
A família de Zeus era muito difícil de entender, e quase sempre entravam em divergências.

Apenas Palas Atena, era a mais sensata, e por esse motivo era a conselheira de seu pai.
Nas terras nórdicas da Europa, o grupo familiar de Odin se instalou, mas precisamente no alto de uma Montanha, a que chamaram de Asgard. mas também entre eles haviam diferenças, e os irmãos Thor e Loki representavam ali o Bem e o Mal...

Outros tantos viajantes das estrelas, foram se espalhando pelo mundo, para a África foram os Orixás, guerreiros em sua maioria, mas alguns velavam pela saúde, pelo bem estar da família, e ensinavam como tratar das ervas como remédios para qualquer mal...

Para o Egito, foi o grupo chefiado por Rá, o mais tecnologicamente desenvolvido, e faziam da Ciência a forma de se viver. Nesse grupo, além dos cientistas estavam arquitetos, engenheiros, médicos e astrônomos...
Para o Oriente, foram aqueles de pele azul, e que tinham membros a mais do que os de outras raças, que habitaram antes Capela.

Na América, milhares de anos antes de ser descoberta oficialmente pelos europeus, vieram os Solares e Tótens parentes dos que ficaram instalados no Egito, e tinham a mesma herança genética que eles, embora existissem diferenças em algumas coisas:
A idéia básica de sua cultura estava na sobrevivência da alma depois da morte, e para isso preservavam a arte de mumificar os corpos e juntar a eles seus pertences, pois certamente utilizariam na vida pós morte...

Também gostavam muito de se ornamentar, vestimentas com muitos adereços, pintura no rosto, e ouro, muito ouro...
Na arquitetura, os dois povos (do Egito e das Américas)gostavam da construção de pirâmides como forma de maior contato com as estrelas, e o PI, encontrado nas medidas das pirâmides permitiam abrir um portal para sempre estarem em sintonia com os seus entes queridos, deixados em Capela...




Na Oceania, foram os pouco interessados em tecnologia, eram um povo mais interessado em conviver com a natureza, com os animais, diríamos que ‘pastores’ mesmo.

Um grupo que havia ficado nas terras do extremo norte da atual Sibéria, migrou pelo Estreito de Bering para a América, e ali ficou dando origem ao povo chamado mais tarde de esquimós.


A genealogia da Terra começou a mudar a partir da chegada dos viajantes das estrelas, eles se misturaram aos primeiros povos que aqui estavam, e desenvolveram uma nova cultura, além de seres híbridos, resultantes da união carnal dos viajantes inter galácticos, aos humanos daqui...


A raça adâmica, foi uma das que surgiram a partir da chegada dos viajantes de Capela e de Órion... Eles eram intelectualmente mais desenvolvidos que os demais, e para desenvolver a HUMANIDADE, que caminhava a passos de formiga, eles montaram uma grande fortaleza. 

Deram o nome de Atlantis, sim, a Atlântida que todos falam em livros de ficção ou de corrente espiritualista.


Ela realmente existiu no passado remoto da Terra, e erguida em materiais vindos das Plêiades, era praticamente imbatível.

Praticamente... Porque o mesmo erro que cometeram quando ainda viviam em Capela, eles fizeram por aqui:
Sobrepondo-se sobre os humanos como raça superior escravizou muitos, e o poder subia-lhes à cabeça, gerando uma disputa na nova sociedade, além de abusar do poderio bélico que tinham, e de experiências científicas onde geraram seres metade humanos, metade animais, como os centauros, faunos, sereias, etc.

Além disso, os seus filhos com os seres humanos geraram os híbridos que em muitos lugares davam sérios problemas, pois como eram vistos como semideuses, abusavam dos mais fracos, como o grupo dos gigantes por exemplo.
Esses habitavam o Oriente, a Ásia, fazendo estragos por onde passavam, deixando aldeias e cidadelas em medo constante...

Sendo os Atlantianos tão superiores cientificamente, caíram em seu próprio destino:
A FATALIDADE.
Eles construíram uma arma tão potente, que dividiu mares, montanhas, e que representou o fim para o seu continente, que emergiu...


A essas alturas ciência e misticismo já haviam se unido, e o povo acolhia os seres inter galácticos como deuses, e se curvavam a sua vontade...
Erguiam templos para glorificá-los, enquanto eles ensinavam uma parte do que sabiam para a Humanidade se desenvolver, como astronomia, matemática, arquitetura, e medicina.

Mas desconheciam uma coisa que para os humanos faz parte do seu cotidiano: O AMOR.
Eles não entendiam tal sentimento, e achavam estranho que na Terra, existissem tantos sentimentos diferentes também...

Os capelinos evoluíram a um ponto, que agiam pela Lógica, Moral e pela Ciência, os nossos sentimentos não existiam no mundo de onde vieram.
Cultivavam a idéia do Bem e do Mal, e do Certo e Errado, isso era a base moral da sociedade deles. Mas não tinham a idéia de compaixão, perdão, amor e caridade.


Alguns atlantianos saíram do continente antes dele submergir e migraram para onde hoje se situa Stonehenge.
Um lugar seguro, de muito verde, e ficariam longe do oceano que recebeu o nome, em homenagem a eles... Ergueram pedras de toneladas ali, onde fizeram um círculo, para ser um novo portal inter galáctico para Capela.

Em noites de lua cheia, faziam seus contatos com seus entes queridos, que foram deixados para trás, porque nessas noites a lua exercia uma grande força para tal situação, era muito propício...


De lá, alguns se juntaram aos que seriam os futuros escoceses. Na época, era um pequeno grupo que estavam sendo orientados pelos seres alados, a quem eles deram o nome de fadas. E outro de pequena estatura, que chamaram de gnomos...

Mas não só os atlantianos exerceram poder sobre a nova raça humana, constituída pela mistura deles com outros povos:
O grupo que foi para o Egito, escravizou a população, ergueu pirâmides para servirem de portal, mas em troca de total servidão, eles lhe davam a esperança da vida eterna, através da religião que implantaram, por serem considerados deuses, assim como todos os outros grupos de viajantes espalhados pelo planeta...



Após a destruição de Atlantis, o mundo temeu pela "segurança" que os viajantes aparentemente lhe dava...
Alguns seres se tornaram extintos pelo caminho, até porque representavam aberrações criadas pelos viajantes das estrelas.

Na Grécia, por exemplo, os seres que foram misturados como os faunos e centauros, representavam um ameaça aos humanos. E muitos deles queriam procriar com as mulheres gerando ainda uma terceira raça.
 Era necessária uma medida drástica, e os chamados "deuses" retiraram esses seres completamente do planeta Terra, servindo apenas para lendas passadas de geração em geração...

Com as sereias e tritões, o plano foi diferente:
Eles poderiam viver nos mares sim, mas seriam sempre invisíveis a olhos humanos, apenas quem tivesse o dom da clarividência, poderiam perceber sua presença, ou ouvir o lindíssimo canto...

Entidades que antes usavam da matéria, evoluíram e passaram para outro plano, diferente do nosso, uma nova dimensão paralela... Eram elfos e fadas, espíritos livres das florestas, elementares da natureza.


Sim, porque cada grupo de seres que migrou para o nosso orbe terrestre tinha uma função, aparência, grau de evolução, e capacidade de se transportar de um Universo a outro, ou dimensão, mesmo sendo distintos entre si.


Então em uma mesma região habitada por "fadas" (seres alados), poderíamos encontrar seres de Órion, muito altos, de aparência nórdica, bem parecidos com a nossa idéia atual de "anjos".



SOBRE AMITAF


Amitaf era uma híbrida, filha de um dos seres que habitaram Atlantis, de nome Val, com uma mulher que vivia na Grécia, uma pastora de ovelhas e cabras, chamada Gaila.
Aqui começa a sua história...



Amitaf estava só agora, seu pai não havia passado a salvo, pela 'peste negra', que assolou toda a Europa, naquela época. Mesmo o DNA alienígena de Val, não fortificou o sistema imunológico contra a peste, aliás, até para os humanos comuns a peste (bubônica) levou a morte 75 milhões.

Estavam na baixa Idade Média agora, e Amitaf além do medo da peste, tinha que se preocupar com mais um detalhe:
Como sua mãe previra no passado, seus poderes paranormais, poderiam lhe causar problemas e nessa época específica da Terra, corria o risco de ser queimada como bruxa, como sua amiga Joana, que era sensitiva, e ouvia vozes dos mentores espirituais, sendo condenada por heresia!
"Pobre Joana, tão jovem, apenas 19 anos!"
Pensava Amitaf...



Não seria queimada como bruxa! Não havia sido para isso, que seu pai havia ensinado a controlar seus poderes, e tudo ir a baixo, pelo fogo da Inquisição!
Sairia da França, onde estava há alguns anos, e procuraria abrigo em Portugal.
Sabia que ali teria contato com alguns híbridos como ela, que eram celtas que viviam naquele país...
Eles poderiam lhe ajudar a se estabelecer e ter vida nova!
Estava cansada de perambular por toda Europa, sempre mudando de lugar, fugindo dos inquisidores.
A língua, nunca foi problema para ela, porque com seus dotes telepáticos, bastava ler os pensamentos das pessoas, que assimilava a linguagem local.
Estava decidido! Era para Portugal que iria se dirigir...

Pelo caminho encontrou uma caravana de ciganos que lhe ofereceu transporte, ela aceitou, estava cansada, era bom mesmo economizar suas pernas!
Depois de algum tempo de viagem, a caravana foi parada, por um grupo de pessoas onde também estava um senhor de capa roxa, que era "a marca" dos inquisidores.
Ele fez com que os ciganos descessem das carroças, e revistou um a um, para recolher algum artefato de magia. Era sabido que os ciganos gostavam de misticismo, e de magia...

Amitaf foi logo tentando se esconder, mas antes disso, perceberam a sua presença.

O inquisidor se dirigiu a ela dizendo:
_ Por que tenta se esconder deve alguma coisa a Santa Madre Igreja?
_ Não! De forma nenhuma. Como não sou cigana, pensei que não quisessem me revistar, apenas isso...
_ Ah, pois bem, então de onde a senhorita é?
_ Sou uma cidadã do mundo.
_ Mas acaba de dizer que não é cigana...
_ Sou livre para ir e vir, mas não sou da raça cigana... Gosto de viajar e conhecer os países...
_ Pois está bem, vejo que não tem nada que a comprometa, não é uma herege. Pode seguir em frente com seus companheiros de viagem, porque eles também não tem nada que os comprometa.
_ Sendo assim, obrigada.

Dito isso, Amitaf subiu novamente na carroça, juntamente com todos os outros, e partiram o mais rápido que puderam, afinal entre eles havia uma pessoa que eles sabiam, era uma "semideusa"...


Depois de uma longa jornada, eles enfim chegaram às terras onde o povo celta, habitava em Portugal.
Ela foi acolhida entre eles com muita alegria, afinal, era uma "irmã" de herança estelar.

Fizeram uma festa comemorando a chegada dela, era noite de lua cheia, bem propícia para a abertura dos portais estelares, e assim, Amitaf estaria mais forte ainda, a lua exercia forte influência para as mulheres, e muito mais para as híbridas!

Por esse motivo, as feiticeiras se reuniam em noites de lua cheia, em círculos e cantavam e para a "Grande Deusa " como chamavam a lua...
Diferentemente do que os leigos pensam as feiticeiras não realizavam rituais de magia negra, eram apenas demonstrações metafísicas dos seus poderes extraterrestres herdados pelos ancestrais de Capela e Órion...

Muito pelo contrário, as suas poções geralmente eram usadas para o amor, para a saúde, para um casamento feliz, para as mães terem apenas a quantidade de filhos que desejassem, e muitas coisas mais...


Amitaf se interessava pelo assunto, além de seus poderes, poderia aprender mais alguma coisa entre druidas, magos e feiticeiras.
Aprendia rápido, pois seu DNA híbrido permitia assimilar conhecimentos em minutos...
Dentre os "irmãos" híbridos alguém lhe chamou a atenção:

Era um homem de seus 27 anos, que tinha um olhar triste, parecia não gostar dali.
Isso a deixou interessada em conhecer um pouco de sua vida.

O nome dele era Filon, e ela foi ao seu encontro, para conhecê-lo melhor...

Filon era um dos descendentes do povo que habitava as Américas, parentes dos egípcios, que tinham cultura parecida, como foi dito antes...
Estava muito longe de seus parentes e amigos. Quando Atlantis submergiu estava ele de passagem por lá, pois esse continente estava situado no meio do Oceano Atlântico, usado para intercâmbio entre as Américas, África e Europa...

Seus parentes, que deram origem aos astecas, incas e maias, estavam agora em plena força da sua civilização, queria voltar tinha saudades de seu povo, de sua raça.
Amitaf, havia notado que realmente ele não deveria ser dali, pois a pele morena não era muito comum na Europa...

Assim ele contou sua vida, por anos a fio vividos na Europa, porque o continente de Atlantis que servia de "ponte" havia sucumbido aos mares.
A navegação daquela época, não permitia que pudesse ir tão longe agora.


Amitaf sempre teve curiosidade para conhecer o outro lado do mundo, e pediu que ele desse mais detalhes da cultura, do local, das pessoas enfim...
Ele desfiou uma história enorme, sobre tudo que lembrava sua terra natal.

Um sorriso lhe enchia o rosto de satisfação, com as memórias daqueles tempos.
Amitaf percebeu que o remédio para seu novo amigo, seria voltar para as Américas, (que naquela época, não tinha esse nome, claro!) era chamada de Solaris, pelos primeiros habitantes e viajantes estelares, que migraram para lá, devido ao culto ao Sol...
Homenagem feita pela fonte de calor e vida para a Terra.


Solaris, era coberta em sua maioria por florestas equatoriais, o que facilitava o uso das plantas como medicamentos, para as mais variadas enfermidades.
Filon era filho de Aslan, o pai terrestre, e Mirna, a mãe, vinda de Órion...

Mirna tinha olhos que viam a aura das pessoas e assim podia ajudá-las a limpar os chacras... Mirna vinha em missão de divulgar a transição daquela terceira dimensão, para a quarta e quinta, no futuro da Terra.
Ela era um dos seres de luz que poderiam se materializar quando quisessem, mas também poderiam viver na sua forma natural.

Deixou vários ensinamentos para o povo maia, e ensinou-lhes a contar o tempo, desenvolvendo um calendário com as épocas boas para o plantio em suas terras, e também a usar o "terceiro olho" para visualizar o futuro...

Depois de certo tempo, voltou a sua forma de origem, a luz azul, pois estava triste com os rumos que aquele povo estava tomando: Realizando sacrifícios humanos e de animais, coisa que para ela era abominável! Ela decidiu por deixá-los já que não atendiam aos seus apelos mais...


Restou para Aslan, criar o filho sozinho.
E tratou de lhe ensinar muitas coisas, mas faltou o treinamento para desenvolver seus poderes como um ser híbrido, que teria que lhe ser ensinado pela mãe...

Ele não imaginava o potencial que tinha dentro de si! Apenas sabia que como híbrido, haveria de ter poderes ainda ocultos, mas não, quais e nem como despertá-los...

Nesse ponto da conversa, Amitaf o interrompeu:
_ Eu posso te ensinar, quer?
_ Sabe como poderei desenvolver meus poderes?
_ Sim, fui treinada pelo meu pai. Posso te ajudar também!
_ Quero sim, e quando começamos?

_ Pela manhã... Não quero que nossos amigos aqui, pensem que estou passando por cima dos ensinamentos deles, além de ser uma noite de festa, vamos aproveitar e dançar!
_ Sim está certa, Amitaf, vamos aproveitar e dançar!

Ele ganhara alma nova com a vinda de Amitaf, começava assim uma nova amizade e muitas aventuras pelos séculos...


O treinamento de Filon foi mais demorado do que o normal, pois ele não tinha ideia de quanto poderia aprender rapidamente...

Mas Amitaf foi muito boa instrutora, e em seis meses, ele já tinha uso total de seus poderes, e a meditação ajudou muito no processo...
Havia liberado seu poder de metamorfose e materialização de objetos, através de plasmar seu pensamento.

Quando se achou preparado, fortalecido pelos seus poderes agora, resolveu iniciar o seu retorno para Solaris:
Plasmaria com a força de seu pensamento, uma embarcação capaz de aguentar passar pelo Oceano Atlântico e o levar de volta a sua terra natal...
Explicou seu plano para Amitaf, e a convidou para ir junto a sua empreitada...


Ela tinha muita vontade de conhecer mesmo, a outra parte do planeta Terra, e então nem pestanejou e respondeu:
_ E o que estamos esperando? Plasme logo essa nau, para que possamos ir!
_ Sim, é o que farei Amitaf, mas antes vou moldar em minha mente, tudo que precisarei no exterior e dentro dela...
_ Então que seja, pense muito bem e realize meu amigo!

Ele se recolheu para meditar e pensar em toda estrutura da nau, e em cerca de uma hora depois,
já havia pensado em tudo:

Assim nascia a primeira caravela da história da Humanidade!


Os druidas lhes avisaram dos perigos que poderiam encontrar durante a viagem, pois havia muitos maremotos, que se os desviasse do caminho, poderiam chegar até o Triângulo Maldito, hoje conhecido como TRIÂNGULO DAS BERMUDAS...



Era uma região perigosa, onde existia um portal para outra dimensão, e que depois da turbulência dessa passagem pelo portal, poder-se-ia ficar perdido entre o tempo e espaço.
Muitas eram as lendas sobre essa região.




Munidos de coragem e de espírito aventureiro, eles disseram adeus aos "irmãos" celtas, e se foram mar adentro, levando mais três pessoas junto com eles, que queriam ver como era do outro lado do oceano...
Depois de 30 dias de viagem, o primeiro obstáculo, aconteceu:
Um redemoinho os pegou de surpresa, e quase afundaram a nau, se não fosse os poderes de um dos tripulantes, Amarine, de controlar o tempo e os fenômenos da natureza...
Tudo voltando ao normal, seguiram à diante...

Passaram-se mais 15 dias, até que sinais de uma turbulência começaram a surgir:
A bússola ficou descontrolada, o céu ficou multi colorido, como o fenômeno da Aurora Boreal.
Estavam sem controle da nau, e além disso, um zumbido forte quase explodia seus ouvidos.
Os temores dos celtas se realizava...

Eles haviam se desviado do caminho e entraram na zona perigosa do Triângulo Maldito!
Estáticos, nada podiam fazer, mesmo com seus poderes, só restava aguardar o que iria acontecer dali em diante.

Passada a turbulência, os mares se acalmaram, e avistaram uma ilha. Aportaram ali.
Mas descobriram se tratar de uma ilha com os sobreviventes de Atlantis, mais poderosos do que nunca!
Foram bem recebidos, afinal eram descendentes das estrelas como eles. Mas alguma coisa não estava certa ali, Amitaf lia as auras, e via uma escuridão pairando em volta deles.

Os planos dos atlantianos eram de sugar a energia vital deles, pois para se adaptar a tantos séculos de vida, eles tiravam a "substância" dos viajantes que perdidos, chegavam ali...
Amitaf leu suas mentes e descobriu tal plano, precisava pensar rápido numa maneira de fugir com seus companheiros...
Filon, ao saber de tais planos, se transformou em um enorme ser marinho, bem parecido com o "Monstro de Lochness", e afundou a ilha, assim que Amitaf e os outros três, sumiam oceano adentro, fugindo...

Depois, voltou à sua forma normal e seguiu viagem com seus amigos.


Ainda perdidos, mas com a ajuda de Amitaf, que com seus poderes, podia volitar sobre o mar, ela mostrou o rumo a ser tomado, e voltaram à rota inicial.
Chegaram até o Golfo do México.
Ali começou a nova vida, no continente Solaris...


Solaris (América, muitos anos depois) era um continente que expandia seu potencial ainda, havia muitas tribos de indígenas espalhadas de cima a baixo...
Umas bem desenvolvidas, outras nem tanto, beirando ainda à selvageria do canibalismo, como na floresta equatorial...
Mas, ali no México, onde estavam Amitaf e Filon agora, a sociedade asteca era bem diferenciada desses selvagens habitantes da parte sul do continente...

Filon estava de volta à sua terra natal, restava procurar seus parentes e amigos, se ainda estivessem vivos, porque mesmo tendo a longevidade da raça extraterrena, eles não suportavam muito as doenças, causadas pelos vírus e bactérias mais resistentes da Terra...
Amitaf caminhava encantada com o novo continente que agora conhecia:
"Que variedade de plantas! Que terra bonita, tão diferente da Europa, fria!"

Ali, parecia que o sol realmente ardia bem mais quente, e quanto maior a proximidade dos trópicos, mais intenso ficava o calor, dizia-lhe Filon...

Ela procurou através de seus dons telepáticos, alguma presença próxima de pessoas, e conseguiu captar muitos pensamentos, o que indicava que estavam perto de alguma cidadela...

Caminharam um pouco mais e deram com uma enorme construção:
Era uma das pirâmides erguidas pelos ancestrais de Capela e Órion...
Viram crianças brincando alegremente, vestidas em túnicas brancas, mas com adereços em penas coloridas e ouro...



Foram até as crianças, e Filon perguntou pelos seus parentes, elas indicaram uma porta de entrada no templo que ficava perto da pirâmide.
Entraram e que surpresa para Filon! Lá estavam alguns primos, sobrinhos de sua mãe, mas infelizmente os parentes paternos não mais existiam, porque eram seres humanos comuns, e não poderiam ter atravessado séculos como os viajantes estelares ou os híbridos, como ele.



Mas mesmo assim ficou feliz. Amitaf e seus companheiros de viagem foram apresentados aos seus parentes. E muito bem recebidos, deram hospedagem aos visitantes que vieram com Filon.
Passaram-se semanas, Amitaf estava feliz com Filon ali, mas seu espírito aventureiro não queria ficar apenas em um lugar, queria conhecer mais do continente Solaris...

Disse isso para ele, e ele entendia sua amiga. Ficou de viajar com ela, para desbravar os lugares que ainda não conhecia.

Na manhã seguinte, Filon pegou sua nau e resolveu explorar o sul do continente, com Amitaf, para ele também seria uma nova aventura, já que não conhecia Solaris do Sul.

Seus companheiros da viagem anterior, também foram, pois a vontade de conhecer novas terras fazia parte do espírito desbravador que lhes era peculiar pela herança extraterrestre.


Sendo assim, rumo ao sul, depois de muito navegar, chegaram ao Brasil.
Aqui, os indígenas eram diferentes, não haviam tido contato com os seres vindos das estrelas. Apenas uma pequena tribo os conhecia pela passagem de uma única vez, que estiveram em terras tupis guaranis...

Isso foi registrado em algumas cavernas, demonstrado em pinturas rupestres, muitos milhares de anos antes dessa época...
Amitaf e Filon se tornaram "deuses" para eles, assim como seus companheiros.

Ela representava a Lua, ele o Sol, e os outros três, se tornaram: Vento, Mar e Terra.
E por anos e anos, ficaram ali passando conhecimentos para essa tribo.
Amitaf com o convívio de Filon, estava muito atraída por ele, e isso era recíproco...

Certa noite, isso se transformou em amor, e deixaram a paixão tomar conta de seus corpos.
Quando dois híbridos(de extraterrestres)se amam carnalmente, a concepção é instantânea, pois parte de seu DNA mutante é programado para isso... Deixando de ser estéreis!
Assim sendo, nove meses depois, Amitaf dava a luz à Ailat, uma menina que se parecia muito com ela.

Nessa época, chegaram novos seres visitantes â Terra, dessa vez não eram de Capela e Órion, eram provenientes de Methária, do sistema de Alfa Centauro.

Contatados por eles, Amitaf e Filon, tiveram a chance de aprender mais sobre os irmãos das estrelas e tudo que eles mencionaram do futuro da Terra.

Era necessário passar adiante as notícias sobre as catástrofes que poderiam acontecer, caso o ser humano não controlasse seus instintos para a guerra e as armas que ainda seriam criadas dali em diante...

Ailat cresceu com esses ensinamentos e muitos mais adquiridos com o tempo.
Os visitantes disseram que voltariam na segunda metade do século XX, e caso Amitaf e Filon, estivessem vivos ainda nessa época, eles seriam contatados novamente, para que fizessem parte da Confederação Intergaláctica, que estariam em missão aqui, para o Bem do orbe terrestre, enviando mensagens de paz, justiça e fraternidade.

Ficaram então cientes de que o mundo era constantemente visitado e vigiado pelos "irmãos das estrelas", e não apenas na época da transição dos capelinos para cá...

Amitaf, Filon e Ailat foram instruídos para viajar até onde hoje, é o nosso Rio de Janeiro, e cerca de 500 anos atrás, deixaram na Pedra da Gávea, um marca da passagem dos visitantes extraterrestres aqui.

Também deixaram hieróglifos de origem fenícia, conforme instrução do Comandante da nave, pois no passado remoto da Terra, tiveram contato com esse povo, assimilando a escrita deles.

Os "avistamentos" foram realmente intensificados no século XX, além das mensagens canalizadas por paranormais ( vide herança deles próprios ), como as do comandante da Frota Estelar- Missão Terra, que até hoje são divulgadas pela Internet.

Ailat, como uma criança indigo, além da herança das estrelas, recebeu mais dons ainda, sendo treinada por seus pais para desenvolver a favor do Bem, seus poderes.


NÃO COMIA CARNE VERMELHA, TOMAVA MUITA ÁGUA, MEDITAVA E CULTIVAVA PENSAMENTOS POSITIVOS, SE RECOLHENDO SEMPRE NA MESMA HORA DO DIA, PARA A MENTALIZAÇÃO A FAVOR DO SEU \"TERCEIRO OLHO\", A VISÃO DO SER, DO EU INTERNO.


Vale dizer que crianças indigo e cristal, também nascem terrestres, não necessariamente tendo herança extraterrestre, a partir dos anos 80, no século XX, elas começaram a nascer no orbe terrestre, já com a capacidade de mutação do seu DNA, para a quinta dimensão.
São crianças que tem incrível percepção, alto aprendizado, geralmente tem dons de premonição ou algumas são videntes.


Outros seres estão aptos a passar para outra dimensão como as baleias e os golfinhos. No caso dos golfinhos, eles são um canal de percepção dos extraterrestres desde tempos remotos...

 Voltando a Ailat: Quando seu pai Filon, fez a passagem para outro plano, ela e Amitaf se viram sozinhas, aguardando a Era de Aquário, onde finalmente poderiam demonstrar seus poderes ao resto da Humanidade sem ter medo dessa ou daquela religião.

Pois nessa época que virá, a religião não será o ápice das culturas, mas sim a união, a paz e o amor, entre os povos que ficarão depois do grande despertar da consciência do Terceiro Milênio e a passagem para a quinta dimensão.

FIM





























2 comentários:

  1. Fátima eu acho válida sua observação sobre o seu texto, se outras pessoas tivessem a mesma dignidade. Evitaria o plágio. O escritor pode reescrever a mesma história, o que fica marcado é o modo de lidar com as palavras, construir ideias e produzir sentido. Eu não li os livros citados por você, mas gostei por muito do seu texto. Parabéns!

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    1. Obrigada por sua visitinha, amiga Lu! Esses livros foram apenas a base para meu conto de ficção científica. Um beijo grande.

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