sábado, 15 de outubro de 2011

AINDA OS PÁSSAROS...


 

Os pássaros são mais felizes, sim!
Voam sem pensar
Chegam a qualquer lugar...

Eu, diferente disso,
Penso, mas não saio do chão...

Os pássaros são livres
Animais alados,
Soltos, alegres...

Cantam, e os males espantam...
Cantam mais, e alegram a quem ouve.

Liberdade para voar, ahhhh!
Como eu queria isso...
Penso, mas não voo.

Os pássaros são mais felizes, sim!
Saem de um ovo, diretamente para o mundo,
Dentro em pouco, estão voando
As mãezinhas, lhes dão comida na boca...

Entre eles, não há competição
Apenas nascem, voam, comem, cantam...
Cada canto de um pássaro, alegra um espaço.

É, os pássaros são mais felizes!
Pelo menos, mais do que eu:
Queria apenas alçar voo, e encontrar o meu verdadeiro lugar...

Fátima Abreu


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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

COZINHA, A BOA VIZINHA...



POESIA PARA AQUELAS Q TIRAM DA CULINÁRIA O SEU SUSTENTO:

"COZINHA, A BOA VIZINHA"



FAZ DELICIOSAS EMPADINHAS
COZINHA, COZINHA...
PASSA O DIA À BEIRA DO FORNO
ASSANDO, E CANTANDO CONTENTE,
PARA ATRAIR MAIS CLIENTES...

COZINHA A BOA VIZINHA,
TEM QUE AUMENTAR A RENDA!
MAS, COZINHA COM O CALOR DO SEU CORAÇÃO
O RESTO É FAZER UMA BOA DIVULGAÇÃO!

ENTRE EMPADAS E PASTÉIS, ELA RECHEIA CARINHO!
TALVEZ FAÇA O SABOR, FICAR MAIS GOSTOSINHO...
COZINHA, COZINHA,
A BOA VIZINHA...

E NO AVENTAL LIMPA AS MÃOS
CANSADA DO DIA TRABALHOSO
TOMA SEU BANHO,
VAI DORMIR...
E SONHA COM UM DIA,
FAZER DA COZINHA
MAIS ALEGRIA:

NO PRAZER DE COZINHAR,
SEM TER QUE
COM DINHEIRO SE PREOCUPAR...

FÁTIMA ABREU


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A MENINA QUE ERA SEREIA ( JUVENIL )

"A MENINA QUE ERA SEREIA"



Em uma noite perto do Natal, batem à porta de Miguel. Ele abre, olha para os lados e nada vê. Um choro de bebê o faz olhar para baixo, e percebe um cestinho no chão.
No cesto, uma linda carinha rosada...
Miguel entra, coloca o cestinho sobre a mesa e chama Dora, sua esposa:
_ Dora, venha ver o que tenho aqui!
A mulher vem afobada. Depara com aquele bebê e se encanta. Diz então ao marido:
_ Mas,como aconteceu isso?
_ Alguém nos deu um lindo presente de Natal, mulher!
Dora pegou o bebê no colo, deu um beijo na testinha e disse:
_ Vamos ver se é menino ou menina. Hum! É uma bela garotinha!
Pensaram em vários nomes para a menina, mas decidiram por Ana Luzia. Afinal ela trouxe luz
àquele lar, que tanto ansiava por uma criança...
Dora tentava há dez anos ter um bebê. Agora seu sonho se realizava!
A menina crescia cada dia mais linda e feliz. Apenas uma coisa lhe preocupava: Queria muito
crescer logo, para conhecer o mar.
Era apaixonada pelo oceano, mesmo sem nunca ter visto antes, apenas pela TV e revistas.
O tempo passou...

Ana Luzia tornou-se uma bela jovem de vinte anos. Era professora do vilarejo, próximo ao sítio de seus pais. Todos a tratavam por Aninha, gostavam muito dela, em particular pela sua bela voz. Cantava nas festas e rodeios da região.
Certo dia, estava fazendo muito calor, quando um forasteiro apareceu à frente da porteira do sítio.
Pediu que lhe dessem um pouco de água, pois a que trazia em sua mochila, havia acabado. Miguel, da varanda gritou que entrasse.
O rapaz caminhou até a varanda onde estavam Miguel, Dora e Aninha. Seu olhar foi direto para os olhos de Ana Luzia. Dora percebeu.
Convidou o moço para se sentar.
Miguel disse à Aninha, que trouxesse suco de caju, para todos. A moça foi buscar enquanto o rapaz se apresentava:
_ Meu nome é Moisés. Obrigado pela acolhida!
Miguel simpatizou muito com o rapaz, e Dora fazia um “interrogatório”, que o moço não se
incomodava em responder. Ana chegou com o suco,serviu à todos e sentou-se para conversar
também. Moisés e Aninha, se entreolhavam todo o tempo. Foi ficando tarde e Miguel convidou o rapaz para pernoitar ali. Ele aceitou.
No dia seguinte, depois do café da manhã, pediu permissão à Miguel para levar Aninha em um passeio de cavalo, até o rio que ficava próximo dali.
O pai de Ana Luzia consentiu.
Os dois foram contentes, conversando muito. Moisés contou toda sua vida para Aninha.
Mas, o que impressionou Aninha, foi quando ele disse que nasceu e cresceu no litoral, em um balneário chamado “Porta do Sol”. Ana Luzia contou seu desejo desde menina, em conhecer o mar. Nunca havia saído daquelas terras, daquele vilarejo.
Conhecer o mar, seria um sonho!
Moisés encostou a sua cabeça, em seu ombro. Perguntou se ela estava sentindo o mesmo que ele, naquele momento. Ela disse que nunca havia ficado tão próximo de alguém assim.
E que estava gostando muito de ficar com ele. Moisés deu-lhe um beijo apaixonado.
Sentiu seu coração pular!
Era a primeira vez que alguém a beijava. Moisés confessou que estava gostando dela, desde o primeiro momento que a vira.
Aninha disse o mesmo, e novo beijo trocaram...
Moisés, de um instante para o outro, pediu-lhe em casamento. Aninha disse que era prematuro.
Seus pais não entenderiam, afinal ele era um forasteiro que acabava de conhecer. Moisés disse para Ana, que o amor é assim mesmo:
Chega de um minuto para o outro. Decidiram falar com os pais da moça.
Subiram nos cavalos, e lá se foram de volta ao sítio. Ana Luzia, desceu afobada e correu para a varanda, junto com Moisés, de mãos dadas.
Disseram para os pais dela, que queriam se casar o mais breve possível.
Os pais da moça, ficaram surpresos! Mas o casal argumentou muito bem e convenceram os pais de Ana, do casamento.

O matrimônio foi realizado na capelinha do vilarejo. Pouco depois, Ana despediu-se de seus pais e agradeceu tudo que fizeram por ela, todos esses anos.
Foi uma choradeira geral!
Aninha e Moisés partiram para sua lua de mel. Depois, foram morar onde Moisés morava, perto de seu trabalho. Passaram-se muitos meses e Ana Luzia não esquecia o desejo de conhecer o mar. Pediu ao marido que a levasse onde ele havia nascido, no litoral. Como estava de férias, Moisés atendeu prontamente ao pedido de sua amada esposa. Ao chegar na praia, Aninha corria na areia de um lado para outro, como verdadeira criança. Depois olhou o mar, a vastidão do oceano e ficou
hipnotizada com tanta beleza! 
O mar a chamava...
Ela seguia entrando no mar, e como em um passe de mágica, suas pernas deram lugar a um lindo rabo de peixe! Ana mergulhou e agora seu destino se concretizava...
Era uma sereia!

Moisés assistia tudo de longe, e triste percebeu que perdera sua esposa para o mar...
Mas, o amor tudo vence, até as proezas do destino...
 Assim, nas noites de lua cheia, Ana Luzia saí do mar, vai para areia e recebe de novo suas pernas, podendo por poucos momentos, ter seu amado de volta, e realizar esse amor que tanto os uniu...

FÁTIMA ABREU

domingo, 9 de outubro de 2011

SONHO DE UMA 'QUASE NOIVA' II


Aquela manhã  parecia diferente das outras para Catarina. Acordara tensa.
Foi para a escola ainda com um aperto no peito. Parecia que ainda vivenciava o sonho daquela madrugada:
Joseph estava nele. Como sempre...

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Estavam os dois, em um lugar que ela sabia dentro de si: Era a Rússia.
Duas encarnações anteriores. Por que a que levou os tiros do policial, havia sido nos anos 80, pela roupa e alguns detalhes, pode sentir durante o sonho, que revelavam essa época.
Essa agora que via através do sonho, era pelo que ela percebia, na Segunda Guerra.
Caminhava por um campo congelado, completamente coberto de neve. Apaixonara-se por ele, ia ao seu encontro, mesmo sabendo o quanto isso era perigoso.
Joseph era um assassino cruel. Ele a havia raptado meses antes. Mas, ela desenvolvera por ele, a 'Síndrome de Estocolmo'. Mesmo depois que ele a libertou, ela continuava a procurá-lo. Seu amor por ele, era além do Bem e do Mal.
Catarina, entrava no galpão onde ele levava suas vítimas, geralmente prisioneiros de guerra, pederasta e pessoas de várias etnias.
Foi quando um avião sobrevoando o lugar, atirou uma bomba, e tudo foi pelos ares...
Ela foi jogada na neve, pelo impacto do deslocamento de ar, e deixou-se ficar. Ele estava morto, juntamente com aquelas pessoas que estavam no galpão!
Não teve forças para lutar, acabou morrendo de hipotermia, sem casar com seu amor...

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Isso tudo a deixava tensa, queria compreender mais sobre esse carma que eles tinham de nunca se casarem...
Quando ela chegou na escola, pela manhã, o professor de Ciências apresentou à classe, o novo aluno que chegara de Niterói: Era ele, Joseph!
Seu coração bateu acelerado... Finalmente pode encontrá-lo nesta vida também!
"Mas então, não foi ele que aparecera em seu quarto dias antes... Quem seria aquele que beijara carinhosamente sua face?" Pensava...

 Eles cruzaram o olhar, tudo parecia voltar ao entendimento deles:
As encarnações, tudo que se dera antes daquela nova vida...
Joseph a reconhecera!
Sentou-se ao seu lado, por baixo da mesa, lhe dera a mão.
Disse baixinho, para que só ela ouvisse:
_ Não tenha medo, Catarina. Dessa vez nosso destino se cumprirá!
Ela o olhou,  deixando um sorriso esperançoso sair dos lábios...

Fátima Abreu Fatuquinha

sábado, 8 de outubro de 2011

Sonho de uma 'quase' noiva...





Catarina olhara-se no espelho naquela tarde.
Não foi seu rosto quem viu ali.
Traços de outra pessoa: Adolescente como ela.
Aliás, sabia que era ela mesma, no rosto de outrora. Em uma encarnação anterior.
Sonhou dias antes, viu o momento do desencarne:
Levara  2 tiros  de um detetive da polícia, que investigava se ela estava envolvida na morte do homem, estirado no tapete da sua casa.

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A imagem do espelho a incomodou.
Não queria saber de olhar seu rosto transmutado.
Naquela tarde teve a certeza:
Em várias encarnações anteriores, sempre morria adolescente.
Outras vezes em sonhos, vira ela mesma em outra carne, em situações diferentes...
E também o momento do desencarne, em idade menor aos 18 anos...
Estava ficando traumatizada, achando que nunca seria adulta, em nenhuma encarnação.

Sempre aparecia um rapaz: Joseph.
Talvez fosse ele, sua alma gêmea das infinitas encarnações...
Por enquanto nessa vida, ela ainda não o vira em lugar algum. Pensou então consigo:
" Se tiver a chance de meu tornar adulta nessa vida, finalmente poderemos ficar juntos e casarmos. "

Ela tinha uma completa fascinação pela cerimônia de casamento: Lia revistas, via programas de tv a cabo dedicados a isso, pesquisava na internet os vestidos de noiva, e já até tinha escolhido o seu, salvou o modelo no pc, dizendo que no futuro mandaria fazer aquele. E a festa então? Já imaginara tudo em seus mínimos detalhes!
A mãe disse, para colocar a filha na realidade:
_ Catarina, nem namorado você tem, que dirá noivo! Nem fez 15 anos, ainda! Deixa de pensar em coisas que ainda vão acontecer, na época, você decide tudo... O mundo dá tantas voltas, minha filha!
E ela respondia:
_ Mãe, deixa eu pensar em tudo agora, quando acontecer vai estar mais do que preparado...
A mãe balançava a cabeça, pensando:
" Queira Deus que ela não se machuque... Sabe lá se "o noivo" vai querer o mesmo que ela? "

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Catarina, foi dormir pensando:
"Será que ele também se chama Joseph, nessa encarnação?"
Dessa vez vamos ser felizes!
Sentiu um beijo na face, logo depois que fechou os olhos. Sentou-se, olhou para os lados, e pode ver uma figura de costas, já saindo do quarto.
Se era ele em forma espiritual, ela não sabia. Mas, um pensamento lhe perturbou:
Se ele está no mundo astral ainda, não se conheceriam nessa vida, para casar...
Tomou a decisão de não pensar mais nisso. Por enquanto, ficava o vestido 'escolhido', guardado nas imagens do seu HD...

FÁTIMA ABREU
Fatuquinha

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PÃO DE LÓ- SABOR LARANJA

Ingredientes:

  • 4 Ovos
  • 2 Xicaras de FARINHA DE TRIGO
  • 2 Xicaras de AÇÚCAR
  • 1 Colher de sopa de FERMENTO EM PÓ
  • 1 garrafinha 'caçulinha' de REFRIGERANTE DE LARANJA

Modo de fazer:

NA BATEDEIRA, PONHA AS GEMAS E O REFRIGERANTE DE LARANJA, 
ACRESCENTE O AÇÚCAR E CONTINUE BATENDO.
JUNTE O TRIGO E O FERMENTO PENEIRADOS, CONTINUE BATENDO.
POR ÚLTIMO ACRESCENTE AS CLARAS.
PONHA EM FORMA UNTADA E ENFARINHADA
FORNO PRÉ AQUECIDO.

NOTA:
SE NÃO TIVER REFRIGERANTE DE LARANJA, FAÇA COM ÁGUA, FICA PÃO DE LÓ, DO MESMO JEITO...

FÁTIMA ABREU

TPM: Ô VIDA!

TENSÃO PRÉ MENSTRUAL: Ô VIDA!




NOSSAS BISAVÓS NEM IMAGINAVAM O QUE ERA ISSO.

DO QUE SE TRATAVA...

MAS NA MODERNIDADE, TUDO RECEBE NOME, TÍTULOS, RÓTULOS...



TENSÃO:

VC FICA NERVOSA, IRRITADA COM TUDO E COM TODOS A SUA VOLTA.



NA ÉPOCA DE NOSSAS BISAVÓS, COITADAS, SE FICASSEM ASSIM!

TINHAM QUE TRABALHAR DURO EM CASA:

FOGÃO DE LENHA, GELADEIRA PEQUENA DE MADEIRA, APENAS PARA CONSERVAR POUCA COISA, COLOCANDO GELO COMPRADO, DENTRO...

FILHOS PARA COLOCAR NA ESCOLA, QUE ERAM LÉGUAS DE CASA.

FEIRAS DISTANTES QUE ELAS CRUZAVAM BAIRROS INTEIROS PARA VOLTAR AINDA COM UMA BOLSA ENORME CHEIA DE LEGUMES E FRUTAS, EM CIMA DA CABEÇA!

AI DELAS, SE QUANDO O MARIDO CHEGASSE DE SEU TRABALHO, NÃO TIVESSE COMIDA PRONTA:

O MACHISMO DAQUELA ÉPOCA ERA ENORME, PARA SER UMA BOA ESPOSA, TERIA DE COZINHAR BEM, BORDAR E COSTURAR, ALÉM DE LAVAR AS ROUPAS COM O MAIOR TRABALHO, EM TINAS DE MADEIRA, COLOCAR PARA 'QUARAR'  NO SOL, POR ANIL NAS ROUPAS BRANCAS,  DEPOIS ENXAGUAR TUDINHO COM  ÁGUA DO POÇO (EM LUGARES ONDE A ÁGUA ENCANADA APARECEU MUITO TEMPO DEPOIS)...

AH, O CHÃO DE TÁBUAS CORRIDAS, TERIA DE ESTAR MUITO BEM ENCERADO, E NÃO COM UMA ENCERADEIRA QUE É SÓ LIGAR NA TOMADA:

NAQUELE TEMPO, ERA COM UM ESCOVÃO! ELAS AINDA TINHAM QUE FAZER ISSO AJOELHADAS!

Ô VIDA!



SEM FALAR EM FERVER ÁGUA TODOS OS DIAS PARA BEBER, QUANDO NÃO SE TINHA UM FILTRO DE BARRO EM CASA.

VARRER O QUINTAL, QUE AS FOLHAS DE AMENDOEIRA TEIMAVAM EM CAIR O TEMPO INTEIRO. DEPOIS, COLOCAR PARA QUEIMAR NOS FUNDOS DO TERRENO, DEIXANDO OS CABELOS, CHEIOS DE MAU CHEIRO...



ELAS TINHAM LÁ TEMPO PARA TPM?

QUAL, NADA!

QUANDO A MENSTRUAÇÃO VINHA ( NAQUELES TEMPOS, CHAMAVAM DE 'REGRA' ) AINDA TINHAM QUE USAR AS TAIS 'TOALHINHAS'...

DEPOIS DE SUJAS, ELAS LAVAVAM, COLOCAVAM ALVEJANTE, E TUDO DE NOVO.

PORQUE ABSORVENTES DESCARTÁVEIS, SÓ DÉCADAS E DÉCADAS MAIS TARDE...

Ô VIDA!



E NA HORA DE 'FAZER AMOR', ENTÃO?

LEMBRO DE MINHA AVÓ CONTAR, QUE NA LUA DE MEL DELA, FEZ UM BURACO NA CAMISOLA, PARA CONSUMAR O ATO, PORQUE JAMAIS PERMITIU QUE O MARIDO A VISSE TOTALMENTE NUA...

DE NOVO: Ô VIDA!



AGORA MINHA AMIGA, VC QUE COMO EU, TEM TPM TODOS OS MESES, AGRADEÇA QUE VIVE PELO MENOS EM UM MUNDO, ONDE EXISTE TECNOLOGIA.

E VC PODE 'TRATAR' SUA TPM, SEM PRECISAR PENSAR EM TUDO QUE NOSSAS BISAVÓS TINHAM QUE FAZER ANTES DA MENSTRUAÇÃO CHEGAR...



FÁTIMA ABREU



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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A 'Rádio' De Outra Dimensão



Nota: Dora é a personagem que é citada como esposa de Januário, nas crônicas:
" O Homem Que Via Além Dos Olhos "


Depois da morte de Januário, sua esposa Dora, que também tinha dons paranormais, (herdados pela família de origem portuguesa, remanescente dos druídas que tiveram na Europa, seu berço) passou a ter mais alguns episódios desses mistérios...

************************

Dora refez a vida com um novo companheiro, ele, ao contrário de Januário, (que tinha sido a vida inteira, uma pessoa ligada ao espiritualismo e suas manifestações) não acreditava em absolutamente nada, era ateu convicto, descrente sobre tudo.
Dois maridos: Totalmente diferentes em relação à crença, mas tão iguais em muitas coisas. Tinha momentos que parecia estar vivendo novamente com Januário, porque Félix, muitas vezes dizia até as mesmas frases, fazia algumas coisas que o falecido também...
Até sua mãe um dia fizera esse comentário:
_ Nossa, Dora! Parece que estou ouvindo o falecido Januário, falar... Como eles se parecem! O mesmo jeito...
_ É mãe, também muitas vezes tenho essa impressão... Só não são mais iguais, porque o falecido era um homem muito espiritualizado, já o Félix é ateu.
************************

Eles se mudaram de casa, vida nova, casa nova, embora fosse aluguel.
Dora passou a ouvir uma 'rádio' (que não existia no plano físico, pois tinha certeza: ninguém estava com nenhum aparelho ligado),  às vezes dormia escutando aquele som que vinha dessa 'estação de rádio', mas que não conseguia perceber direito do que se tratava, era como se o som estivesse muito longe dela, e ela apenas ouvia o ruído das vozes dos locutores falando entre si e o das músicas, que pode notar, na maioria das vezes se tratar de rock!
Era muito estranho aquilo, mas Dora sabia que sua vida sempre fora coberta de mistérios, mesmo antes de casar com Januário, aos 16 anos...
Isso vinha de berço, da descendência druída, que herdara de sua bisavó.
A filha mais nova de Dora, (a única que ainda morava em sua companhia, porque os outros 2 irmãos já estavam casados, vivendo suas vidas em outros lugares) um dia também escutou a tal 'rádio' de outra dimensão. E pela manhã comentou com a mãe:
_ Mãe, essa noite eu acordei no meio da madrugada e ouvi a 'rádio misteriosa', que a senhora escuta de vez em quando...
_ Foi filha? Viu? Não sou doida! Sei dessas coisas, o plano astral tem de tudo, e apenas estamos captando essa frequência, como se fossem as ondas de rádio 'normais'  que existem no mundo... Somos receptoras.
A conversa acabou aí, porque Félix chegara da rua, e Dora foi resolver umas coisas com ele. "Também se ele escutasse, não acreditaria mesmo", pensaram as duas...

***********************

Passaram-se meses, e Dora ou dormindo com o ruído da rádio, ou acordando no meio da madrugada com isso...
Mas algo ocorreu certa noite: Depois que ela se deitou com Félix, ele disse para surpresa de Dora:
_ Eu hein, estou escutando uma música, umas pessoas falando  junto, parece até programa de rádio! Que doideira, essa! Deve ser algum problema de audição, só pode...
Dora, se virando para o companheiro, respondeu ao comentário:
_ Ora, você também? Eu nunca falei disso com você, por que sabia que nunca iria acreditar em mim! Mas já vi que nem precisava falar, porque agora, você também escutou...
A Catarina também, mas foi uma única vez. Estamos pegando uma frequência da rádio de outro plano astral ou dimensão, se preferir...
_ Nada! Não acredito nisso, é problema de audição mesmo!
_ Está bem, você é descrente, mas te digo uma coisa: Há muitas coisas que mesmo você não admitindo, existem.  Estão aí, para qualquer um experimentar.
INCLUSIVE, QUEM EM NADA ACREDITA...
************************************

Ela se virou de lado e dormiu. Ele também, mesmo dizendo que ainda ouvia a rádio...
No meio da madrugada, Dora acordou, e agora era sua vez de escutar o rock e os locutores ...

Fátima Abreu

sábado, 1 de outubro de 2011

BISCOITOS AMANTEIGADOS

INGREDIENTES:

1 XÍCARA E MEIA DE FARINHA DE TRIGO
1/4 DE XÍCARA DE AÇÚCAR
1/2 XÍCARA DE CHÁ DE MANTEIGA
UM POUCO DE BAUNILHA (OPCIONAL)

MODO DE FAZER:

Numa vasilha, junte o trigo, o açúcar, a manteiga, as gotas de baunilha e amasse muito bem, até que fique uniforme.
Embrulhe a massa num plático e leve à geladeira por 15 minutinhos.
Divida a massa em tirinhas, e vá modelando os biscoitinhos do jeito que quiser ( fica melhor no formato de rosquinhas, com 1 cm de espessura + ou - ).
Ponha numa assadeira já previamente untada e enfarinhada.
Leve ao forno ( já quente )por aproximadamente 25 minutos, ou até que perceba que els estão douradinhos.

Uma receitinha para o fds, gente: 'TORTA DE BANANA 21' !


Torta de banana 21

Ingredientes:

4 bananas d' água cortadas ao comprido( SE VC TIVER OUTRA, SÓ PARA APROVEITAR NA TORTA, TBM SERVE )
10 colheres (de sopa) de farinha de trigo
10 colheres (de sopa) de açúcar
1 de fermento em pó (químico)
1 tablete de 100 g de margarina (derretida)
2 ovos batidos
canela de seu gosto
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Modo de fazer:

Comece fazendo uma farofa, com os ingredientes secos:
A FARINHA, O AÇÚCAR E O FERMENTO ( 21! )
Depois, ponha os ovos batidos e a margarina derretida, amassando levemente para agregar.
Ponha num tabuleiro já untado e enfarinhado essa massa.
Disponha as bananas cortadas e polvilhe com canela.
Asse a 180°, em forno previamente quente.
Quando estiver douradinho, enfie um garfo e veja se saí limpo, aí a torta estará pronta.
Fica uma delícia!

Nota: Essa torta aprendi ainda menina, foi minha madrinha Wanda, já falecida, quem me ensinou a fazer.
Fátima Abreu

A 'FÁTIMA' QUE NINGUÉM VÊ...


Sou inconstante,
Criança, algumas vezes.

Vivo momentos de nostalgia...
Algumas vezes triste.
Noutros, completa alegria...

Os sentimentos, vividos
Com toda intensidade.

Tudo em mim, 'transpira pelos poros':
Paixão, tolerância, caridade, perdão...
Características do meu ser.

Perdoo aos que me ferem,
Tolero os desatinos alheios,
Ajudo a que precisar,
Me apaixono exaustivamente!

A paixão me devora,
Não deixa que eu pense, naturalmente...

O sentidos são aguçados
A mente bloqueia...

Sou um poço de sentimentos infinitos
Mal compreendida por tantos...
Colocada como amorosa, por outros.

Talvez um dia,
Seja reconhecida,
Como a mulher que escreve
Com os sentimentos providos da alma, não apenas do corpo...

Então irão analisar
O quanto de mim
Deixo em caneta e papel...
E na tela de quem me lê,
A imagem da mulher,
Na forma mais introspectiva :
A Fátima que agora, ninguém vê...

Fátima Abreu

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PEDAÇOS DE MIM...


Pedaços de mim
caíram por terra
taça quebrada
cacos espalhados

Pedaços de mim
foram colados,
restaurados com alegria
duraram pouco:
pedaços de mim
quebraram novamente...

Pedaços de mim
lutaram, venceram algumas batalhas!
mas na  alma, em pedaços
sempre uma vontade:
recomeçar, colar os cacos
esperança que ainda há...

Pedaços de mim
tornaram-se quase fortes!
alguns 'baques' foram evitados,
outros eram iminentes...
pedaços de mim:
estrutura, antes sólida
que é frágil agora...

Pedaços de mim
rasgam a roupa feroz
ira, que acalma
a alma tão sofrida e escaldada...
pedaços de mim
roupa estragada
pelos fracassos
embora digam o contrário:
e aplaudam os 'pedaços'
que vem de dentro de mim...

Fátima Abreu

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O PIANO, A ESPERA, A DESILUSÃO

VESTIDA DE COR DE ROSA, ELA ESTAVA.
PRONTA, PARA A NOITE DE SEU RECITAL!
PROCURAVA COM OLHOS ATENTOS, ENTRE A PLATÉIA...
NÃO O ENCONTRAVA.
ELE NÃO VIRIA, POR CERTO...
FOI APENAS UMA BRISA EM SUA VIDA,
NÃO UM FORTE VENDAVAL...
HAVIA SIDO PAIXÃO MOMENTÂNEA,
COMO AMOR DE CARNAVAL...

ELA O CONVIDOU NA ESPERANÇA
DE SER ALGO MAIS,
DO QUE MERA LEMBRANÇA...

O PIANO ESTAVA ALI, A LHE ESPERAR.
AS PESSOAS JÁ APLAUDIAM ANTES DA HORA,
SINAL QUE IRIA TER QUE COMEÇAR...

ELA OLHOU MAIS UMA VEZ
PERCORRENDO COM OLHOS ÁVIDOS
MAS ELE NÃO VEIO, TINHA CERTEZA AGORA...
SENTOU-SE E COMEÇOU À TOCAR.
UMA MELODIA DOCE...
NA MEMÓRIA, A NOITE ANTERIOR:
QUANDO ESTEVE TOMADA DE AMOR.

FÁTIMA ABREU

sábado, 24 de setembro de 2011

O HOMEM QUE VIA ALÉM DOS OLHOS IV

A vida de Januário  era sempre cheia de acontecimentos que para muitos eram inexplicáveis, mas para ele 'simplesmente acontecia',  devido aos seus dons paranormais... Ele estava acostumado com isso desde a mais tenra idade, como comer, dormir...

Certa vez, Januário trabalhou por 6 meses em um hotel 5 estrelas, na zona sul do RJ...
Antes, sempre havia trabalhado no aeroporto internacional, mas eu um corte da empresa que estava naquele momento, ele foi um dos escolhidos e teve que sair, mas como sempre foi o que ele fez, tinha lá seus contatos, para que o chamassem assim que abrisse vaga em alguma das agências de viagens...
Enquanto isso, para não faltar o pão de cada dia em casa, ele aceitou o convite de um conhecido seu, que já havia trabalhado com ele, no aeroporto tempos atrás: Esse rapaz, ligou e o convidou para ir até o hotel, porque lá havia uma vaga para segurança, afinal, mesmo com estatura mediana, Januário tinha porte físico! Naquela época, não precisava ainda, de certificado para uma atividade dessas... Hoje tem que ter curso para aprender defesa pessoal...
************************
Januário foi até o hotel para se candidatar ao emprego ( mesmo achando temporário, porque  sua vontade era de voltar para o aeroporto ), e logo assim que passou pela entrevista, foi aceito. Começando a trabalhar no dia seguinte.
Já estava há dias por lá trabalhando, sem maiores novidades, até que em uma noite ( pegava das 22:00h até 6:00 h da manhã ) ele foi abordado por um homem de cavanhaque e cabelos escuros, bem aparados, em um corredor  de um dos andares que fazia a 'ronda':
_ Boa noite, como está?
_ Bem, obrigado. É hóspede do hotel, senhor?
_ De certa forma, sim... E você como se chama?
_ Meu nome é Januário, sou o mais novo segurança do hotel.
_ Percebi... Aqui já vi muitos.
Continuaram a conversa  andando pelos corredores, até que em certo ponto, ele se despediu de Januário, dizendo  que na noite seguinte voltava para conversar novamente...
Januário achou meio estranho aquilo, mas continuou sua ronda...
 Na noite seguinte, no mesmo corredor e na mesma hora que Januário passava ali para a ronda,  sentiu alguém bater-lhe no ombro:
_ Boa noite, Januário, como está hoje?
_ Ah, olá! Bem, vou indo sem mais novidades.
E a conversa continuou... Eles, andando juntos pelos corredores, desde simples banalidades, até filosofias de vida...
Até que, ao aproximar-se daquele ponto, ele virou-se para Januário e disse:
_ Vou indo, amigo. Daqui eu não passo, até amanhã então...
_ Boa noite para você, então.
Novamente, no mesmo lugar da noite anterior, ele parou a conversa e não seguiu em frente... Algum mistério tinha nisso.
"Com o tempo  descubro..." Pensou.
******************************
Passaram noites e noites  e ele sempre aparecia, no mesmo corredor e na mesma hora.
A amizade entre eles continuava, falavam sobre qualquer assunto e podiam até debater tantos outros...
Até aquele ponto do andar do hotel, e depois ele voltava...
 Januário então perguntou já desconfiado:
_ Amigo, não me leve a mal a pergunta, mas tenho uma desconfiança e preciso saber: Você ainda é 'gente', ou é espírito?
_ Ora, Januário! Pensei que sabia disso desde a primeira vez! Sou espírito. Morri aqui mesmo, nesse andar do hotel, vítima de um assassino terrível, que matou também a minha esposa, na ocasião.
_ E onde ela está? Em outro plano?
_ Sim, ela tinha uma capacidade de perdoar, maior que a minha. Então seguiu em frente com os 'auxiliares' que vieram buscá-la... Eu fiquei não fui com eles, porque fui incapaz de perdoar esse homem, e aguardo ansioso o dia que ele seja condenado pela Justiça dos homens. Só assim vou ter descanso!
E por esse motivo, fico preso aqui nesse andar,  não passo daquele ponto que você já sabe, porque foi ali que ele me matou com os tiros... É como se fosse uma 'parede invisível' que não me deixa passar!
Mas há mais outro espírito, você conhece, que também não saí do hotel...
_ Quem? Não me lembro de ter visto outro por aqui...
_ Ora, o seu 'conhecido', que te indicou o emprego!
_ Não é possivel, ele me ligou e disse que havia uma vaga, eu vim e realmente consegui...
_ Mas era a vaga dele mesmo. Porque morreu aqui também, pelo mesmo assassino.
 Viu quando o homem nos atirou na porta da suíte, estava fazendo a ronda. Tentou pegá-lo, mas levou 3 tiros na cabeça e rosto, e não resistiu. O assassino, conseguiu fugir pelos fundos do hotel e até hoje nada da polícia prender...
_ Então ele também não foi com os auxiliares, como a sua esposa... Pelo mesmo motivo que você, não é?
_ Sim. Ele também quer vê-lo condenado, pegando anos de prisão.
_ Hum, isso explica muita coisa...
Januário só não entendia porque o 'conhecido', não aparecia para conversar, desde que entrou no emprego nunca esbarrou com ele em nenhum andar...
Lendo seus pensamentos, o amigo respondeu:
_ Acho que não aparece Januário, porque está desfigurado pelos tiros na face, talvez se sinta horrível e não quer que você veja, que guarde apenas a memória dele como era antes...
_ Pode ser isso... Me sinto agradecido por ele ter dado um jeito para ficar na vaga, queria poder dizer..
_ Não se preocupe Januário, ele sabe que você é grato...

 Muitas noites de ronda se passaram depois, muitas conversas, até que finalmente Januário foi chamado para voltar para o aeroporto, numa agência de viagens onde uma conhecida, se tornou gerente.
Estranhamente, o primeiro nome que ela teve na cabeça, para montar a sua equipe, foi o dele...

Ele se despediu do 'amigo' que fizera no hotel, e mentalmente agradecia ao outro, que também por sua ajuda, garantira o sustento de Januário e família, durante aqueles 6 meses...
Mas, mesmo tenho se afastado do hotel e saindo da folha de pagamento, durante mais 6 meses, recebia seu salário que era depositado sempre na mesma data em sua conta...
Um mistério que Januário não conseguia entender, mas que foi de grande ajuda, porque a sua esposa tinha ficado grávida novamente...
Assim, Januário tocava a vida, e sempre quando estava em alguma dificuldade, contava com a ajuda dos planos superiores. Era uma forma de mantê-lo bem, até começar o seu verdadeiro carma:  Uma doença de generativa, que durou por 15 anos, até o dia de sua morte.
Agora, ele deve saber toda a verdade desses mistérios, afinal os espíritos conversam, tanto com os vivos, como entre si...

Fátima Abreu

sábado, 17 de setembro de 2011

O porto

( UM POEMA ÉPICO: BELLE ÉPOQUE )
O porto nunca estava vazio,
Sempre com barcos, navios...
A tristeza do olhar dela, comovia:
Ela apenas observava quando as naus chegavam,
Ou os barquinhos pesqueiros descarregando.
Nada ali mudava, todos os dias era o mesmo,
Desde a madrugada...

Perdia-se em seus pensamentos,
Dúvidas, lamentos...
Amores esquecidos,
Poemas ditados ao pé do ouvido...

Não era fácil esquecer,
Tudo que ali, ela passou a viver...
As dores das perdas,
A própria delicadeza!

Tornara-se estranhamente grosseira,
Devido ao 'baques' da vida...
E não era difícil encontrá-la a brigar,
Com 'esse' ou 'aquele',
Que quisesse dela, abusar...

Dentro dela, havia esperança ainda!
Dias iriam levar,
E seu tormento interior, certamente iria passar...

Observava atenta, as damas que passavam
Com seu chapéus e vestidos que varriam o chão,
Sombrinhas de babados e um ou outro bordado...
Nada disso era para ela!
Apenas o cheiro dos peixes, no cais do porto
Onde ali, pelo mar,
Jazia, do seu amor, o corpo...

Fátima Abreu

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

UM DESABAFO!


Tudo que sinto faz parte da minha escrita,
Ora bolas, se assim não fosse, por que seria poeta então?
Se a sociedade castiga quem  tem sua própria idéia, que democracia é essa?
Escrevo no luso poemas, desde 2008, é como uma casa para mim, já me desentendi com alguns autores, mas fiz muitíssimas amizades, algumas, até como se fossem família mesmo, apesar de que família, nem sempre é para sempre... Ela se desfaz no mundo de hoje, por vários motivos distintos:
Desde a separação dos familiares por desentendimentos, por distância de localidades, por motivos de dinheiro, por ciúmes, enfim, causas  das mais variáveis...
Já uma família que você mesmo escolhe,  no caso do luso poemas, você briga, faz as pazes, mas sabe que ela está sempre ali... Já estive para sair do site por pelo menos 3 vezes, mas sei que saindo deixaria para trás, amizades que tem enorme valor para mim, como a minha 'maninha' do coração, Acalenta, e várias outras pessoas que eu adoro...
Esses amigos/irmãos não somem do mapa. Não somem da sua vida... Basta fazer um login, e você encontra sua família escolhida,  de novo...
Não sei se as famílias virtuais poderão substituir a REALIDADE, no coração  de alguém, mas tem horas que aquela irmã (o) que você escolheu por afinidade, te dá a mão mais rápido, que aquele tem o mesmo sangue que o seu...
Digo tudo isso, porque pessoas ligadas à mim, não podem se quer ler o que eu escrevo, para não sofrerem preconceitos por parte de outras pessoas. Triste isso... Para mim, é sinal de uma sociedade hipócrita, que rotula as pessoas pela sua característica: Se escrevo erotismo, por acaso quer dizer que sou alguma prostituta de beira de estrada? Absurdo isso!
Meus filhos jamais me leem: Por escrúpulos deles mesmos, não se sentem à vontade para ler as coisas que a mãe expõe no seu Universo de erotismo, é completamente aceitável isso, afinal, trata-se da minha forma de conviver com algo muito íntimo do meu ser, a minha própria sexualidade, mas  não pela sociedade que impõe...
Existem chefes religiosos que cometem os mais absurdos erros, referentes à sexualidade, as notícias estão aí: Pedofilia, prostituição infantil, e várias outras coisas que não vou perder tempo citando, pois é demasiado "animalesco" para mim...
Eu, que sempre intercalo entre textos eróticos e de conteúdo adulto, outros tantos, dos mais variados, que vão desde inocentes contos infantis e de humor, até crônicas nostálgicas, poesias ecológicas e até mesmo artigos de fundo espiritualista, sou cruelmente massacrada pela sociedade que não deixa que algumas pessoas sejam ligadas diretamente ao meu nome, haja visto, sou 'uma cidadã erótica demais', para estar no perfil de outras...
Isso é um desabafo, me perdoem por favor leitores...
Estou 'por aqui 'de tanto preconceito no mundo de gente hipócrita, que por 'detrás dos panos' fazem coisas, mil vezes piores do que contos e poesias eróticas!
Amo aos amigos, que me aceitam como sou, e a minha escrita também, para vocês, serei sempre agradecida, porque entendem a minha necessidade de escrever o que sinto no corpo e na alma...

Fátima Abreu

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O homem que via além dos olhos I, II e III

 Capt I
AS VISÕES
Januário,  tinha apenas 20% de visão, o diabetes causado pelo uso contínuo de corticóides, devido a uma doença, fez com que ele gradativamente fosse perdendo a visão, além das cataratas nos dois olhos..
Mas ele enxergava além da visão natural dos seres humanos:
Podia visualizar outras dimensões paralelas, ao orbe terrestre...
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Certa vez, estava ele em seu quarto, quando se sentou na beira da cama, e olhou fixo para um ponto do armário. Dora, sua esposa,  perguntou porque fazia isso, ele disse para que ela ficasse quieta uns instantes pois estava vendo uma coisa linda ali!
Dora sentou-se ao lado, e esperou...
Ele colocava a mão direita para o alto, e dizia estar passando a mão do outro lado, em uma dimensão diferente, podia ver a paisagem, podia tocá-la, tudo era muito colorido, mas os tons de laranja e vermelho claro, eram a maioria... Ele via montanhas, vales, três luas no céu... Disse que era como uma pintura fresca, gelatinosa talvez, como se fosse a matéria ali, fácil de se desfazer...
Ele podia sentir tudo que se passava ali, do outro lado, onde sua mão tinha passado. Depois de instantes de contemplação, ele recolheu a mão, e disse ter acabado a visão...

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Outras vezes, ele enxergava épocas distantes do passado da Terra, se via no Império Romano, como um centurião, ou ainda, um monge que vagava por ruas escuras com uma lamparina clareando seu caminho...
Uma vez, disse que estava em pleno deserto do SAARA, e nesse momento ele realmente falou uma língua diferente, que para os ouvidos de Dora, era inexplicável!!!
Mas um caso inusitado, foi quando ele e Dora, foram juntos esperar sua filha do meio, fazer uma ultrassonografia uterina, porque naquela época, ela estava grávida de 5 meses. Eles ficaram do lado de fora sentados enquanto ela fazia a ultra...
Ele olhou casualmente para seu relógio, e viu o bebê ali, como se fosse o visor da ultra! E descreveu para Dora, como a neném estava:
Com o bracinho direito atrás do pescoço...
Ao sair da sala da ultra, a filha deles, disse:
_ Agora deu para saber o sexo!
Ele respondeu:
_ É UMA MENINA QUE POR SINAL, ESTAVA COMO O BRACINHO ATRÁS DO PESCOÇO, FAZENDO POSE...
_ Pai! Como sabe disso?
_ Eu vi... Apareceu bem aqui no meu relógio...
Um silêncio cobriu aquele momento, se olhavam espantados, a prova  ali, nas mãos dela: Abriu o envelope, e a ultra foi olhada, lá estava a menina naquela posição!!!

Mistérios...
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Capt II

A VISÃO DA MORTE

Januário com sua paranormalidade, enxergava além do que os olhos do ser humano normal, podiam ver: outras dimensões, outros seres, outras épocas...

O ano era 2001...
Certa vez, Januário resolveu plantar milho no terreno da casa que tinha alugado, até que encontrasse uma para comprar, pois nessa que ele estava, era de 'posse', sem documentação, e ele não iria correr o risco de comprar um imóvel sem os devidos papéis em dia legalmente...
A casa era pequena, mas de grande terreno.
Tinha apenas 1 quarto, sala, cozinha e banheiro, Januário queria comprar uma de 2 quartos, porque ele e sua esposa, tinham uma filha de 4 anos e meio. O ideal era que ela tivesse o próprio quarto já que havia saído do berço...

Mas, voltando ao desejo que ele teve de fazer seu milharal:
Já que a propriedade era grande, comprou os grãos roxos de milho, porque lhe disseram na loja agrícola, serem os melhores para esse tipo de plantação artesanal...
Ele, a esposa e a pequena Catarina, fizeram o plantio durante uma manhã. E nos dias seguintes molhavam na parte da tarde, cuidando com carinho...
Quando o milharal se formou, Januário ficava sentado entre os pés de milho, tomando uma 'fresca' de tardinha e observando sua obra.
Até que chegou a época da colheita...
Januário estava ansioso para colher o produto de seu esforço, e nesse dia, se sentou como de costume, entre os pés de milho para começar a retirada, foi quando algo estranho se deu:
Ele viu a figura mórbida da MORTE!
Tal qual aparece nos filmes, desenhos, contos...
Uma entidade que ele imaginou que fosse apenas fruto da criação humana, mas que estava ali, em sua frente, do outro lado do milharal: De capa preta, rosto enevoado e foice...

Ele ficou nervoso, e achou que isso queria dizer que estava prestes a morrer, revelando para sua esposa, o que havia visto minutos antes...
Certo é que, ele durou ainda, exatos 7 anos,( 2008 ) desde o dia que viu 'A MORTE'...

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Capt III


Januário não imaginava antes, o quanto serviu de equilíbrio para uma história tão bonita sobre o menino Pedro. Usando de sua paranormalidade, aqui ligada diretamente à mediunidade, serviu de aparelho para um espírito aflito e triste se abrir e finalmente alcançar um pouco de alegria...
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O CASO DE PEDRINHO

Ele era escurinho como a noite, seus dentes muito alvos reluziam...
Ficara órfão muito novo ainda, e teve que se virar prematuramente pelo mundo a fora...
Logo depois da morte de seus pais no rio, (quando uma enchente daquelas subiu o nível, eles se afogaram) ele teve que fugir aconselhado por um vizinho, pois o colocariam em um orfanato. Isso para ele era o mesmo que prisão, e só sairia de lá quando estivesse em idade para cuidar de si mesmo... Era muito tempo, não podia esperar!
Quando saiu do cemitério, passou na pequena casa e pegou uma malinha, colocou suas poucas roupas e algum dinheiro que ele sabia que sua mãezinha havia guardado, antes de sua morte, dentro de um pote, na cozinha...
Foi embora dali, olhando para trás, se despedindo do lugaR.
Ali ele nunca mais voltou.
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Pedro sabia ler, escrever e fazer contas, mas apenas isso, pois quando seus pais morreram, ele deixou de estudar e saiu pelo mundo pedindo carona aqui e ali... Muitas vezes, ia na boleia dos caminhões, em outras, na carroceria junto com as mercadorias que os motoristas transportavam. Assim, ele se virava, conhecendo vários lugares do Brasil, fazendo um servicinho aqui e ali para garantir seu "prato feito"
em alguma pensão de beira de estrada...
Pedro estava sempre triste... Sentia-se solitário, sem ninguém no mundo...
Quando contava 15 anos, Pedro morreu, vítima da meningite que estava no nordeste. Ele teve uma fortíssima dor de cabeça e febre, durante 2 dias, e se foi...
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Pedro abriu os olhos, a cabeça ainda doía! Olhou em volta e pode avistar uma senhora idosa, de seus 65 anos, vindo em sua direção. Ao fundo, uma pequena casa, muito bonitinha, um cachorro e uma cerquinha pintada de branco demarcando o pequeno sítio.
A senhora lhe deu a mão para que levantasse do gramado.  Disse então, com muito carinho na voz:
_ Olá, Pedrinho! Estava te esperando, venha comigo para dentro de  casa.
Ele meio tonto ainda, obedeceu a senhora apoiando-se no braço dela. O cachorro vinha logo atrás deles...
Ao abrirem a porta, ele foi logo perguntando:
_ Senhora, onde estou? Pensei até que estava morto, pela dor e febre que ando sentindo...
_ De certa forma está, Pedrinho. Pois não pertence mais à Terra... Aqui é o seu novo lar, o que foi designado para você, juntamente comigo e  Rex, o  cachorro...
_ Mas se estou falecido, porque falo, sinto, ouço, vejo?
_ É a realidade do espírito. Ele não morre, apenas o corpo.
Ele nada disse mais, ficou somente olhando cada detalhe de onde estava. Havia muitas dúvidas em sua cabeça:
Por que não vieram seus pais para lhe acolher? Onde estavam? Por que não escurecia, pois já estava um bom tempo ali, e não vira em nenhum momento, traços de anoitecer... Essas, eram apenas algumas das muitas questões para serem  respondidas pela senhora.
Ela leu seus pensamentos, começou então, respondendo a primeira pergunta:
_ Seus pais não vieram Pedrinho, porque há muito tempo já voltaram para a Terra, estão encarnados novamente. Quanto aqui não escurecer, é porque você está num bom plano astral, sofreu seus bocados na Terra, merecia ter um bom local para viver, e só tem escuridão nos planos mais baixos, que são dos espíritos em atraso espiritual: como assassinos, suicidas e outros... Não cabe a ninguém julgar, apenas as forças superiores.
Você se acostuma com o tempo com essa nova vida, olha, pode experimentar coisas que na Terra, preso pela carne, não podia, quer ver?
_ Sim, mostre alguma dessas coisas, senhora.
Ela volitou em sua frente. Pedro ficou de boca aberta, espantado.
_ Isso se chama volitar, Pedro. Como voar, flutuar...
E pegando a mão dele, o levantou do chão, para mostrar que ele podia fazer o mesmo, naquele momento...
_ E como a senhora sabia, o que eu estava pensando antes?
_ Aqui também desenvolvemos a telepatia, Pedro. Além disso, podemos 'plasmar' algumas coisas, para agradar a nossa vida, veja...
Ela plasmou com seu pensamento, um buquê de flores, e deu de presente para Pedro.
 Ele ficou encantado!
Com o passar do tempo, foi descobrindo muitas coisas nessa nova realidade, onde estava... Mas de vez em quando, uma triteza lhe batia:
Gostaria de ver mais pessoas, além da senhora e do cachorro Rex... Achava-se muito só, sem ter alguém de sua idade para conversar, jogar uma bola... Certa vez perguntou  para sua mentora:
_ Senhora, porque nas 'colônias' tem muitos espíritos, fazendo várias coisas, e aqui somos apenas nós? Porque não saímos daqui para visitar outros lugares desse mundo espiritual?
_ Sabe, Pedrinho, é um pouco complicado te responder... Mas pense assim: Nas colônias estão vários grupos, realizando diversas funções para que foram determinados, como numa grande cidade da Terra, e aqui, é como se estivéssemos no interior desse município, cuidando da nossa vidinha pacata do sítio.
Mas, se quiser ir até a Terra, você terá permissão, quer olhar como o mundo mudou, desde quando você desencarnou?
_ Sim, quero senhora! Pelo menos saio um pouco daqui...
Ele descobriu nas suas andanças de visita, que os médiuns poderiam enviar mensagens ditadas pelos espíritos... Procurou um médium que vibrasse na mesma sintonia que ele, e achou Januário.
******************
Januário passou a servir de aparelho para Pedrinho. Mas sempre ele vinha muito triste...
Passados meses, a senhora, sua mentora, disse-lhe:
_ Se prepare Pedrinho: Logo passará pela 'câmara do esquecimento', para regressar através da reencarnação, à Terra...
_ Quer dizer que vou finalmente sair daqui? Vou renascer?
_ Sim, vai. Desta vez, será feliz! Pois merece acabar com essa tristeza em que sempre viveu...
Pedrinho usou de seu aparelho Januário, mais uma vez, deixando a mensagem:
_ Estou me despedindo, agradeço muito a acolhida, mas em breve estarei de novo, no mundo dos vivos, vou reencarnar...
Mesmo assim, ele chorou...
Perguntado por um familiar de Januário, por que chorava, ele respondeu:
_ Esse choro agora, é de alegria: Representa o fim da minha tristeza...
*********************
Nunca mais se ouviu falar de Pedrinho, porque ele já havia reencarnado:
Um menino ou menina, que andava agora com sua nova família, em algum cantinho do planeta Terra...

Fátima Abreu

domingo, 11 de setembro de 2011

O relógio

 

 

O RELÓGIO

Incontáveis minutos se passaram,
Seriam horas,
Se ele estivesse prestando atenção nisso.
Mas, o relógio impiedoso teimava em andar
Um tic tac quase mudo,
Um incansável momento, surdo...

Ele apenas olhava, sem ver as horas...
Um objeto com pêndulo, à sua frente.
Quando a hora 'exata' acontecia,
Um ruído estrondoso, a sala envolvia...

Na cadeira de balanço, triste e cabisbaixo,
O ancião apenas se lamentava...
Dias, meses e anos de sua longa vida,
Acompanhados daquele relógio,
Que agora, era sua única companhia...

Fátima Abreu

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A GATINHA CARENTE E O LEÃO ( FÁBULA EM PROSA POÉTICA )

 

 

A GATINHA CARENTE E O LEÃO...

A GATINHA CARENTE ESTAVA DESILUDIDA DOS GATOS DO MUNDO.
SAIU SEM DESTINO, PULOU MUITOS MUROS...
PENSANDO O AMOR NÃO MAIS ENCONTRAR
...
VISTO QUE UM GATO SAFADO, SÓ FEZ LHE ENGANAR...
CORREU OS SETE CANTOS DO MUNDO:
ESTEVE AQUI E ALI
E ONDE POSSA SUA VOZ OUVIR...

ATÉ QUE CANSADA, ESGOTADA, PAROU PARA DESCANSAR...
VEIO DELA SE APROXIMAR
UM LEÃO, NA ÁFRICA, ONDE ELA AGORA ESTAVA...

E PERGUNTOU O LEÃO:
_ QUE FAZES AQUI PEQUENA GATINHA?
AQUI BEM SE VÊ QUE NÃO É O TEU LUGAR...

AO QUE A GATINHA RESPONDEU:
_ SENHOR LEÃO, REI DAS SELVAS, NÃO SE IMPORTE COM MINHA PRESENÇA... SOU APENAS MAIS UMA A ANDAR POR ESSAS TERRAS, SEM FUTURO, SEM ESPERANÇA...

O LEÃO VENDO O TRISTE SEMBLANTE DA GATINHA, E AO MESMO TEMPO, OLHANDO O CÉU, PEGOU-A NO COLO E LEVOU-A PARA SUA TOCA...
A GATINHA PROTESTAVA! NÃO QUERIA FICAR EM UMA TOCA! QUERIA SER LIVRE, CONTINUAR SEU CAMINHO...
O LEÃO APRESSOU-SE EM DIZER:
_ TE TROUXE AQUI, PORQUE VAI CHOVER!

_ AH! E COMO SABE? POR ACASO O SENHOR LEÃO, ALÉM DE REI, É ADIVINHO?
_ NÃO SEJA TOLA, GATINHA, AQUI É MINHA TERRA, CONHEÇO O CLIMA DAQUI MUITO BEM...E SE DIGO QUE VAI CHOVER, É PORQUE VAI ACONTECER!
_ ENTÃO ESTÁ BEM...POR AQUI FICO ATÉ A CHUVA CESSAR, MAS DENTRO EM POUCO, VOU EMBORA, AQUI, NÃO VOU FICAR!

A CHUVA CAIU, EM TORRENTES PESADAS,
A TOCA DO LEÃO, FICOU ALAGADA...

O LEÃO SEM SABER PARA ONDE IR, PEDIU A SUGESTÃO DA GATINHA, PARA FUGIR DALI...
A GATINHA PENSOU E PENSOU... A UMA CONCLUSÃO CHEGOU:
_ APENAS PODEMOS REZAR! DESSA NÃO HÁ COMO NOS SAFAR! VAMOS PEDIR AOS CÉUS PARA NOS AJUDAR...
MAS OS CÉUS OUVIRAM A GATINHA, E A ÁGUA ESCORREU DA TOCA...
O LEÃO FICOU PASMO! COMO PODE SER, A CHUVA PARAR E A ÁGUA DA TOCA, ESCOAR?

A GATINHA SAIU DA TOCA, E VIU O BRILHO DO SOL NOVAMENTE, E REPAROU ALÉM DE TUDO, UM LINDO ARCO-ÍRIS, À FRENTE!

A GATINHA, QUE ANTES NÃO TINHA ESPERANÇA, À VISTA DE IMINENTE PERIGO, PLANTOU A SEMENTE EM SEU CORAÇÃO, E JUNTO DO ENORME LEÃO, FEZ SUA ORAÇÃO...

AGORA A GATINHA E O LEÃO, CAMINHAM JUNTOS PELA ÁFRICA, MUITAS AVENTURAS FARÃO, COM ESSA GRANDE AMIZADE, QUE SE FEZ, QUANDO PASSARAM PELA ENORME DIFICULDADE.

O LEÃO, É SEU REFLEXO NO ESPELHO, JUNTOS TOMAM DECISÕES, COMO UM NOVO CASAL QUE SE FORMOU.
AS DIFERENÇAS, SÃO APENAS EM TAMANHO...
MAS TAMANHO NÃO É DOCUMENTO MESMO!

MORAL: SEMPRE HÁ UMA ESPERANÇA!

Fátima Abreu

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

LAURA: A QUE TINHA AMOR NO CORAÇÃO


 
LAURA: A QUE TINHA AMOR NO CORAÇÃO

Miranda estava já sem esperanças, seu problema cardíaco piorava dia a dia. O cardiologista lhe dera uma única solução: O transplante de coração.
Para isso, ela ficaria em uma lista de espera para uma doação.
Ela ficava triste de saber que para poder viver, alguém teria de morrer, chegava a ser mórbido isso...

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Foram dois anos de espera, e a notícia chegou numa tarde de inverno, quando Miranda saía da sua lojinha, o celular tocou:
_ Boa tarde, Miranda. Tenho boas notícias: Vá para o hospital imediatamente, pois ficará internada para o transplante, um coração já está a caminho, não perca tempo.
_ Sério, doutor? Conseguiram então?
_ Sim, mas venha o mais rápido que puder, essas coisas tem que ser agilizadas.
_ Ok, vou ligar para Peny, para ela levar minhas coisas para o hospital. Até lá.
Desligou o celular e um 'sorriso amarelo' preencheu seus lábios... É, alguém tinha morrido, e ela teria uma vida normal de novo...
Peny sua companheira, chegou afobada ao hospital trazendo a pequena mala de Miranda.
Miranda abraçou-a e conversaram bastante, até o médico pedir para que Peny saísse, pois já era hora de Miranda ser transferida para o centro cirúrgico.
Peny jogou um beijo no ar, e Miranda acenou e pediu que rezasse por ela, para dar tudo certo.
A cirurgia correu bem, no início Miranda pela tensão, teve que ser medicada, pois estava com uma ligeira alta, na pressão sanguínea...
Passados alguns dias, ela teve alta e Peny a veio buscar. Miranda estava alegre, com as esperanças renovadas, bem diferente dos últimos anos!
Miranda contava sempre com a ajuda de sua companheira Peny, que era enfermeira e cuidou dela durante toda a recuperação com carinho e atenção, nunca deixando passar da hora dos remédios, porque se fosse por conta da própria Miranda, esqueceria, pois ela tinha a memória muito ruim, e era comum encontrar por todo apartamento delas, lembretes colados aqui e ali...

Miranda mudara seu comportamento: Estava alegre, usava roupas mais jovens, falava muito agora, (antes, quase não abria a boca, falando somente o necessário) mudara também os gostos na alimentação, e até no cabelo, deu um corte radical... Parecia outra pessoa, e essa mudança foi notada não somente por Peny, mas também pelos funcionários de sua lojinha.
De vez em quando, ela escutava um comentário de relance:
_ Nossa, como a D.Miranda está diferente, em tudo! Até está falante, antes vivia pelos cantos...
_ É verdade... Melhor assim, está mais alegre, mais simpática!
A conversa parava quando percebiam que ela escutava. Mas ela sorria satisfeita, para os funcionários, estava realmente contente de que eles pensassem assim dela.

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Laura foi sua doadora e de outros também: Tudo que servisse para retirar de seu corpo, e ser doado, foi utilizado. Era esse seu desejo expresso para a família, muito antes de sua morte fatídica...
Laura tinha um coração bondoso, preocupada em ajudar ao próximo, fazia caridade, ajudava aos enfermos como voluntária em hospitais, sua maior alegria eram as crianças, e quando ia ao hospital do câncer, fazia uma festa para elas...
Laura era uma jovem de 24 anos, loira, bonita, alta e esbelta. Tinha um noivo, iria se casar no final daquele ano, mas a fatalidade não deixou...
Quando Laura chegava em casa em seu carro, no final daquela tarde, foi abordada por 2 homens até bem vestidos, mas que lhe roubaram as chaves, o celular e a carteira. Ela não reagiu ao assalto, mas quando virou a cabeça para ver se alguém percebia e a socorria, eles  não pensaram duas vezes e lhe deram um tiro na cabeça, e 'chispando' com o carro de Laura, deixando o corpo caído em frente ao portão da casa.
Seus pais escutaram um tiro e saíram correndo, ao encontrar a filha caída, ainda chamaram o socorro, mas ao chegar ao hospital já estava constatada a sua morte.
Como era o desejo de Laura, que doassem seus órgãos (parecia adivinhar sua morte prematura) a família tratou de realizar isso. Para Miranda foi levado o coração bondoso de Laura.

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Peny ficara feliz com a mudança de sua companheira, mas achava que parecia ter desenvolvido outra personalidade, as ações eram diferentes, um desejo de ser voluntária, vivia agora rodeada de crianças, e era comum encontrá-la brincando nas praças, com elas...
Tudo era muito estranho!
Para Miranda estava tudo ótimo, apenas se preocupava com uns sonhos que andava tendo: Sempre a mesma moça loira, andando  em sua volta...
MAS SABIA QUE ELA NÃO LHE FARIA MAL ALGUM.
Acabou por entender que a moça se tratava de sua doadora.

A pedido de Peny, ela foi se consultar com uma psicóloga, que fez uma sessão de 'regressão'.
Mas a surpresa, era que ela não tinha lembranças suas, e sim de Laura! Inclusive, do momento de sua morte.
A personalidade de Laura vivendo dentro de Miranda era evidente!
O órgão transplantado, continha células que foram geradas pelo DNA  de Laura, e ela estava numa "simbiose", com Miranda totalmente...
Ela leu casos na Internet, parecidos com o seu, e até foi à locadora, alugar um filme com esse tema.
Resolveu então procurar a família de Laura e contar o que se passava, porque estranhamente sentia que agora tinha uma família, também. Ela havia guardado o número do telefone e fez a ligação:
_ Alô, é da casa dos Monteiro? Aqui é Miranda a paciente que recebeu o coração de Laura. Gostaria de poder lhes falar, marcar uma visita, se possível.
_ Ah, bom dia, Miranda! Aqui é a mãe de Laura. Sim, pode vir na sexta, lá pelas 15:00h, está bem?
_ Sim, está ótimo. Até a sexta, então. E obrigada.
_ De nada, minha filha.
Para Miranda, aquilo soou tão familiar...

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Ao chegar na casa dos Monteiro, foi recebida com alegria e carinho, pela mãe de Laura D. Dolores.
_ Venha Miranda, te aguardávamos, por aqui, por favor, minha filha...
De novo... Parecia que ela adivinhava o que se passava no interior de Miranda.
Foram dar no jardim, que ficava nos fundos do casarão. Miranda ficou surpresa ao perceber que havia algumas pessoas ali. E disse então:
_ Ah, acho que não cheguei em boa hora, estão com visitas, volto outro dia, então...
_ Não, Miranda, eles estão aqui pelo mesmo motivo que você. CADA UM, RECEBEU UM ÓRGÃO DE LAURA: Olhos, rins, fígado...
_ Quer dizer que esse encontro é proposital?
_ Sim, todos sentem a 'LAURA'  dentro de si..
Perdi uma filha, mas ganhei filhos! E você foi presenteada com o coração amoroso de meu anjo.
Miranda entendia tudo agora:
Laura vivia dentro de cada um, ela estava dentro deles desde a cirurgia, a mensagem era apenas uma:
AMAR AO PRÓXIMO, como ela fez, doando-lhes os órgãos.

Fátima Abreu

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Solidão

SOLIDÃO

NINGUÉM É MAIS SÓ, DO QUE AQUELE QUE NÃO TEM COM QUEM FALAR:
A SOLIDÃO É PLENA QUANDO VOCÊ TEM UM MUNDO A SUA VOLTA,
MAS NÃO TEM COM QUEM PODER SE ABRIR
UMA SOLIDÃO TRISTE, TE FAZ MUITO INFELIZ
MUITOS LEVAM ISSO A DIREÇÕES EXTREMAS
QUANDO NÃO CONSEGUE RESOLVER,
NEM OS PRÓPRIOS PROBLEMAS...
A SOLIDÃO DOS SENTIMENTOS TAMBÉM ENTRISTECE:
SEM PARTILHAR COM ALGUÉM O QUE SE SENTE,
PARECE QUE ELES NÃO TEM SENTIDO...
SEJAM ALEGRIAS, OU LAMENTOS
DEVEM SER OUVIDOS!


MELHOR SERIA ENTÃO VIVER, NO ALTO DE UMA MONTANHA,
DEIXANDO A SOLIDÃO TOMAR CONTA DE VEZ,
TORNAR-SE EREMITA, ASSUMINDO A PRÓPRIA INSENSATEZ...
PARA MUITOS A 'NÃO SOLIDÃO' SE EXPRESSA EM VIVER ACOMPANHADO,
MAS, QUANTAS VEZES MESMO COM ALGUÉM DO LADO, ESTAMOS MAIS SOZINHOS DO QUE NUNCA?
QUANDO QUEM TE ACOMPANHA, NÃO SE IMPORTA COM A LÁGRIMA QUE CAÍ DA TUA FACE,
VOCÊ ENTENDE FINALMENTE, QUE TUDO NÃO PASSA, DE UM GRANDE DISFARCE...
ESTAR SÓ, É FINALMENTE A TUA GRANDE DECISÃO, AINDA QUE ISSO LHE CUSTE A MAIOR DOR NO CORAÇÃO...
FÁTIMA ABREU

domingo, 28 de agosto de 2011

A CURIOSIDADE MATOU UM GATO( FÁBULA )

A CURIOSIDADE MATOU UM GATO...

O gato pardo conheceu o gato magro.
Andavam sempre juntos agora, pela noite afora...
De telhado em telhado, pulavam.
De lata em lata, reviravam o lixo...
Procuravam comida, esfomeados...
Encontraram uma sacola pendurada em um portão;
Com dizeres que o gato magro, não entendia...
Mas o gato pardo, ler sabia...
E disse ao amigo:
_ Aí diz: "AOS GATOS DE PLANTÃO, NÃO MEXAM NESSE LIXO NÃO!"
_ Mas sem tocar, como vamos ficar?
_ Ora meu amigo, isso é coisa de por medo, mas não deve ter nada ali, que me faça desistir!
_ Então vai na frente, que eu olho se vem gente...
_ Está bem, lá vou eu!
E dizendo isso, o gato pardo pulou na tal sacola, rasgando-a sem demora...
O gato magro foi então ao seu encontro. Mas, quando o gato pardo conseguiu abrir a sacola, lá estava uma pistola...
Os gatos se entreolharam assustados. Quem faria tal coisa? Colocar no lixo, uma arma... Só se na casa havia algum assassino, e queria despistar, colocando a pistola, onde ninguém fosse desconfiar...
Isso pensou o gato pardo, e interrompendo seus pensamentos, o outro gato, falou naquele momento:
_ E agora? Se essa arma está carregada, podemos nos machucar... É melhor então irmos embora, já não é boa ideia, aqui ficar...
_ Ora, ora meu amigo está com medo? Pois não tenho medo não...
Dizendo isso, pegou a arma na mão...
Um disparo foi ouvido, e o gato caiu em um só gemido...
O outro gato magro, salvou-se ainda, quando seu amigo gato pardo, caiu ao seu lado...
Triste ficou, com o destino do amigo de andanças, mas agora sozinho, enchia sua pança!
Fátima Abreu

CORAÇÃO


SALTA DO PEITO, APRESSADO, CORAÇÃO...
ÀS VEZES COM MEDO, AMOR OU PRESSÃO.
DÓI TANTOS TORMENTOS,
EXTERNAS PRESSÕES, EM VOLTA...
O CORAÇÃO SENTE!
TUDO GIRA EM TORNO DA EMOÇÃO,
O STRESS DIÁRIO,
NÃO FAZ BEM, AO JÁ DOÍDO CORAÇÃO...

O CORAÇÃO SALTA MAIS UMA VEZ,
QUASE VEM À BOCA!
É O ÓRGÃO DO SENTIMENTO...
CARREGA TRISTEZAS, TEMORES, PREOCUPAÇÕES,
MAS ALIVIA, TENDO TAMBÉM PARA CARREGAR,
A ALEGRIA DE AMAR...

FÁTIMA ABREU


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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

UMA "NOVA ERA" ( CRÔNICA )

 
 
Preparação para a Nova Era

Em todas as religiões desde que o mundo é mundo, se fala no fim dos tempos.
Cataclismos de eras em eras houveram, para uma 'limpeza da Humanidade'...
Pelo calendário maia, que é ciclíco, o seu término é em 21/12/2012, quando seria o fim de um ciclo, e começo de outro.
Acredito que haverá mudança planetária sim, haja visto os fenômenos do clima desvairado, o degelo polar, os vulcões em erupção, as placas tectônicas que se deslocam, gerando os terremotos, etc.
Embora discorde, que tenha uma data certa para isso...
Para que a Humanidade não sofra tanto ( certo que, com tais catástrofes, milhares se vão ), devemos nos ajustar física e espiritualmente para tais efeitos.
Gaia ( a Terra ), sente dentro dela, tudo que os seres humanos fizeram de errado, agredindo o meio ambiente e até a atmosfera do planeta, e se revolta frente à esses danos...
Existem seres de luz que estão em volta do planeta, para quando houver essa transição quântica, para uma quinta dimensão, auxiliarem no processo.
Uma nova ordem de comportamento humano haverá em tempos futuros, nada lembrando a Terra de hoje.
Os seres humanos renovados para a quinta dimensão, terão sua hélice de DNA, alterada para 3, além de adquirirem dons como a telepatia e a tecinese.
E certamente será uma nova escala na nossa evolução. Quando Ciência e espiritualidade, finalmente se juntam, para todo bem da Humanidade...

Os ajustes:

* pelo menos tentar, deixar de comer carne vermelha
* beber pelo menos 2 litros de água por dia ( ela canaliza boas energias, além de fazer a renovação celular )
* dormir 8 horas
* desapegar-se de materialismos, ganâncias, visando bons sentimentos
* consumir mais frutas e vegetais
* retirar mágoas do coração, inveja, ódio, pensamentos negativos, e mentalizar somente coisas boas
* fazer pelo menos uma vez ao dia uma meditação, em local que ninguém incomode ( isso energiza nossos chacras e ajuda na cura de várias doenças, até crônicas! )
* fazer sempre uma boa ação para ajudar alguém, é bom para o seu engrandecimento espiritual, além de estar fazendo o que nosso mestre Jesus, ou Sananda (assim chamado na Grande Fraternidade Branca ) nos ensinou: Amar ao próximo.
Não sei se é exatamente nesse dia específico que os maias profetizaram, mas certo é que a Humanidade caminha para a sua renovação. A religião' freia ' maus costumes, é verdade, (mas nem sempre) a mudança tem que vir do próprio ser humano, porque ela também cria medos, e o homem, tem que ter sua capacidade de escolha, é o nosso livre arbítrio!
Quem quiser acreditar, bem, e quem não acredita em nada disso, coberto pelos dogmas das religiões (que não deixam o homem questionar outras opções) que fiquem com sua opinião...
Não tenho religião definida, porque assimilei um pouco de cada uma que conheci, faço a minha própria idéia do ser divino: DEUS.
Me considero espiritualista, e vejo dessa forma, o meu Deus, que é o Deus que habita também em você (Namastê ):
Ele não é um pai que castiga seus filhos pecadores, ( como as religiões acham que devemos temê-lo por esse motivo ) e sim, boníssimo, porque nos dá sempre a chance de nos redimir, e procurar o caminho do BEM.
Somos centelhas do ser divino da deidade, fazemos parte do Criador, porque como criaturas dele, temos sua essência dentro do nosso EU interior.
Preparemo-nos então, para dias futuros, mesmo aqueles que se irão antes( ninguém está livre disso ), da melhor forma possível para o nosso 'PULO QUÂNTICO DA LUZ'.
Uma Nova Era, onde seremos seres com muito mais LUZ!
Fátima Abreu

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sábado, 30 de julho de 2011

O VOO DA ALMA LIVRE

 
 
 
Havia certo encanto
em seu pensar,
a alma doce, começava a flutuar!

Pairava sobre os campos verdinhos,
olhava o azul do mar.
Descia até o fundo do oceano,
onde antes, vestida da carne humana,
não poderia chegar...

A alma tem esse poder de liberdade,
tendo certo merecimento,
em sua antes, realidade...

Ela volitava sobre as crianças em certa altitude,
Olhava-as brincando, na grama do parque.
Lembrava-se quando na Terra estava viva,
e naqueles anos de pueril juventude...

Mas algo ainda dentro de si
estava guardado:
O jeito criança,
fazia com que a alma exploradora
ficasse por ali...
Olhando a criançada, a se divertir...

Lembrou-se que não poderia ficar muito tempo
em seu passeio,

Porque havia muito o que fazer:
Na nova vida, ela já se encontrava!
Restava agora, apenas se adaptar e aprender...

FÁTIMA ABREU

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