quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ROSA LIBERTA



Habito em novo local:
do zero, eu recomeço,
tentando levar uma vida normal.

Não sei se sou mais forte agora...
ainda sensível me encontro,
só sei que a atitude me consola.

Sou uma nau a procura de um cais seguro.
sou o frio, esperando o cobertor.
sou a esperança de um novo futuro...

Alcanço enfim, um voo maior:
a liberdade sonhada,
por tempos almejada.

Sou tristeza contida.
entretanto, rosa liberta!
sem corrente, sem ferida.

Apenas um nó desfeito,
e um olhar de compreensão,
de que tudo nessa vida, tem uma razão.

Fátima Abreu

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