sábado, 16 de agosto de 2014

Hipotermia da Madrugada




A estação estava vazia.
Em tons de laranja,
Pela luzes que a encobria.

Uma única pessoa ao longe,
Não se sabia se era homem ou mulher.
Mergulhada em seus pensamentos,
À espera de um trem,
Que lá vinha,
Com o farol também alaranjado,
Dando tons de sol,
A madrugada que já findava...

Um frio cortante, fazia...
E  a pessoa que aguardava, 
Do trem, a chegada,
Encolhia-se...

Queria mesmo era o abrigo,
De uma cama quente,
Um café ou chocolate fumegante,
Que desse um pouco de 'aquecer' ao seu corpo
Que já 'hipotérmico' se encontrava...
E ao abrir sua boca para respirar,
Era fumaça branca que saía no ar...

Triste criatura com frio
Se estivesse nos braços acalorados de um amor,
Nada disso sentiria,
E algo mais encantador
Ela certamente sentiria...

Fria madrugada de inverno
Frio corpo que tremia...
Fria alma vazia.

Fátima Abreu

2 comentários:

  1. Fatima, boa tarde!

    Lindo seu poema. A solidão sempre vem ao anoitecer.

    Beijos!

    Alexandra Collazo

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