terça-feira, 23 de setembro de 2025
A CHANCE- republicado
IMAGEM RETIRADA DA PÁGINA NO FB:
https://www.facebook.com/250073438469706/photos/a.251617684981948.1073741828.250073438469706/545682262242154/?type=1&theater
Estava na mensagem aqui copiada:
Há dois dias mais importantes na sua vida: o dia que você nasce, e o dia que você descobre o porquê.
Minhas Considerações:
Poderia começar uma poesia com esse tema.
No entanto, prefiro a prosa de início.
Sabe parar e refletir o que esse pequeno texto significa?
Digo sob a minha ótica espiritualista:
O dia do nascimento é o dia da sua volta:
Nova chance que te foi dada pelos 'Arquitetos do Destino', designada pelo Criador.
Eles envolveram a sementinha no útero de sua mãe.
Conseguiram levar sua alma imortal, para mais uma jornada no orbe terrestre.
Você foi desenvolvendo dia após dia, mês a mês, até chegar o dia de novamente olhar o mundo aqui de fora...
Agora, o porquê:
Porque você ficou devendo perdões, reconciliações, consertar erros de caráter, também melhorar seu jeito de enxergar o mundo e abraçar o próximo como causa primeira em sua vida.
Você humilhou, magoou, entristeceu alguém.
A hora de consertar tudo, chega a cada nova vestimenta da carne.
Quando estamos em situação problemática em que não enxergamos solução, pense que essa é uma das suas provas para passar aqui na Terra.
Só há dois caminhos para terminar seu carma: PELO AMOR OU PELA DOR.
Nascemos para evoluir e reparar erros de vidas anteriores.
Sempre e sempre... Até não precisar mais, usar da RODA DAS REENCARNAÇÕES.
Sua alma é antiga como o mundo! Saiba que estamos hoje, melhores que ontem. Sempre evoluindo e nunca retrocedendo...
Aproveite a chance que DEUS na sua infinita bondade te dá.
Caridade, perdão, tolerância, fraternidade, boa vontade e harmonia : Palavras para ter em mente e seguir em frente...
ESSA É A RECEITA.
FÁTIMA ABREU
A poesia:
A CHANCE
Viajei das estrelas, em um espaço diferente,
Para renascer e te conhecer...
Saí do útero quentinho de minha mãe,
Para novamente olhar o dia...
Chorei, porque sabia que seria difícil mais uma jornada terrestre.
Mas, dentro de mim, sabia que teria que ser assim...
De início, não reconheci meus erros.
Com a maturidade, os percebi.
O julgo é só meu.
Assim, como não posso julgar o teu.
Hoje abraço minha chance
De ter uma vida melhor que antes...
Sou a lágrima de outrora,
Renovada mais uma vez,
Porque assim tem que ser:
Tendo em vista mudar a lágrima para sorriso,
Farei tudo que seja preciso...
Fátima Abreu Fatuquinha
O Golpe- O Motorista Enganado- Parte 1
Esse conto é baseado em um filme nacional. Seria uma história alternativa. Mudando nome de personagens, profissões, locais, etc, e acrescentando finais pensados por outra pessoa...
O burburinho da multidão o deixava atento. Pois, que nada lhe fazia assim, a menos que fosse passar um tempo, nos bordéis da vida, aí então, ficava aceso... Tinha lá seus 40 anos. Alto, olhos cor de mel, cabelos claros, corpo bom, atraente. Seu nome era Bento.
Ele quase faleceu ao nascer, e sua mãe disse: "Ele não vai morrer, está bento, vai resistir!" Assim deu esse nome ao filho.
Era um solitário. Motorista. Isso, porque era a única coisa que sabia fazer. Não, para dizer a verdade tinha outra coisa que fazia muito bem: Limpar uma casa.
Poderia ser também um ajudante de serviços gerais. Bem, mas, o que ele escolheu fazer, era guiar um ônibus mesmo.
A metrópole! Era o caminho para quem tinha vindo do interior de Santa Catarina.
Era nas grandes capitais que se conseguia mesmo alguma chance nas empresas de ônibus de viagens.
E assim, ele ali estava em pleno Rio de Janeiro. Fazia dez anos como motorista interestadual.
A rodoviária carioca não lhe assustava mais. De início sim! Afinal, ele vinha do interior, de outro estado... Aquilo tudo era muito novo para ele!
Percebia perto dos pontos de táxi a volta da rodoviária, um certo movimento estranho, muita gente cercava os passageiros, isso lhe incomodava: Pessoas transeuntes, mal vestidas, cheirando a álcool ou tendo usado sabe-se lá o quê...
Mas, se a segurança no entorno fechava os olhos, o que ele, um simples motorista faria? Afinal, ele era só mais um na multidão que passava todos os dias por ali.
Ele tinha como chefe, uma bela mulher, mas, um pouco estranha. Parecia viver um mundo a parte.
Deveria estar na faixa dos seus 35 anos. Tinha um corpo definido, cabelos ruivos de tinta, estatura mediana e sempre andava de salto.
Solitária como ele. Pois, em 10 anos de trabalho ali, nunca a vira com alguém. Nunca houve uma pessoa para pegá-la depois do expediente...
Ela se chamava Berenice. Detestava esse nome. Mas, seus pais amavam Jorge Ben (jor) e a música que ele cantava: Berenice:
Bere-Bere-Bere-Berenice
Bere-Bere-Bere-Berenice
Que seu corpo de miss e sua meiguice
Me fariam fazer alguma tolice
Bere-Bere-Bere-Berenice
Bere-Bere-Bere-Berenice
Que estava a fim de você, Berenice
Ela me disse que eu não insistisse
Pois você 'tava amarrada num tal de Tom Mix (então Berê)
Bere-Bere-Bere-Berenice
Pedindo que ele desistisse
E da sua vida saísse
Todo amarrotado e sujo de piche
Mas é que esse malandro não brinca em serviço
Bere-Bere-Bere-Berenice
Que seu corpo de miss e sua meiguice
Me fariam fazer alguma tolice
Bere-Bere-Bere-Berenice
Bere-Bere-Bere-Berenice
Que estava a fim de você, Berenice
Ela me disse que eu não insistisse
Pois você 'tava amarrada num tal de Tom Mix (então Berê)
Bere-Bere-Bere-Berenic
Pedindo que ele desistisse
E da sua vida saísse
Todo amarrotado e sujo de piche
Mas é que esse malandro não brinca em serviço
Bere-Bere-Bere-Berenice
Ó Berê, ó Berê
Ó Berê, ó Berê
Ó Berê, ó Berê
Bere-Bere-Bere-Berenice
Bere-Bere-Bere-Berenice (ai-ai-ai)
Berê, Berê, Berê... (Berenice)
Sim, era isso: Uma solitária como ele. Apesar disso, ele não tentava atrai-la para si. Permanecia quieto, reservado e terrivelmente melancólico.
Já ela, nesses últimos tempos, mostrava certo interesse nele.
Parecia mais gentil, o convidava para comer na lanchonetes da rodoviária, também para um cinema no shopping, mas, ele ficava somente nos lanches...
Ela um dia, quis conhecer seu apartamento. Ele achou aquilo meio indevido. Alegou que quase não tinha nada. Vivia com pouca coisa. Estava envergonhado. Nunca levava ninguém ali. Claro, nem tinha amizades para levar!
Ela então se virou e com ar desafiador, disse:
- Ora, você não tem pelo menos um sofá onde se possa sentar e conversar um pouco?
- Sim, isso eu tenho.
- Então, já é alguma coisa. Eu levo um lanche.
Ele assentiu com a cabeça, mas, estava preocupado. No dia da folga de ambos, ela então foi ao apartamento em que ele morava. Levou uma pizza e um vinho.
Mas, ao perceber que ele não tinha taças, tampouco copos, além do que ele usava, e que acabara de quebrar (deixando cair, com seu nervosismo), disse:
- Bebemos na garrafa.
Ele sem jeito, mais uma vez fez que sim, com a cabeça.
Partindo a pizza e bebendo o vinho, eles foram desenvolvendo um semi diálogo (nada que pudesse chegar a uma conversa). Na verdade, era uma troca de respostas básicas: Sim, não...
Depois, vendo que ele nada faria, ela se despediu e foi embora, desejando uma boa noite para ele.
Bento, ainda com ela na cabeça, mas, sem se quer tomar um atitude, quando estavam juntos, pegou um ônibus e saiu pela noite. Chegou em uma rua deserta aquela hora, e entrou num prostíbulo.
Ali, ele se desprendeu de toda vontade reprimida...
Continua...
Encontro Casual? Arquitetos do Destino
https://clubedeautores.com.br/livro/encontro-casual
Sinopse
Um casal de gêmeos separados pouco depois do nascimento. Cada um toma seu rumo na vida, adotados por diferentes famílias.
O destino faz com que se reencontrem anos mais tarde, sem saber de seu parentesco. Será apenas um 'Encontro Casual'?
Resetar & Reiniciar- Efeito Mandela
Sinopse
Briana Hope, uma escritora que se interessa pelos mais diversos assuntos de mistério e paranormalidade, começa a colher relatos na web, do seu mais novo alvo de pesquisa: O Efeito Mandela/ Quântico.Isso depois de conhecer em seu próprio cotidiano...Categorias: Ciências Da Vida, Realismo Fantástico, Ciência
Palavras-chave: Efeito Mandela, Física Quântica, linhas do tempo, realidades paralelas, relatos pessoais.
Palavras-chave: Efeito Mandela, Física Quântica, linhas do tempo, realidades paralelas, relatos pessoais.
Física Quântica da Nova Era
Sinopse
Nesta segunda edição coloquei mais temas, exemplifiquei e tentei descomplicar; para que meus alunos entendam de forma clara a mensagem passada aqui. Os temas abordados são variados: Desde a Física Quântica ligada à espiritualidade, até a energia dos ambientes, Reiki, Cromoterapia, fenômenos quânticos, Nova Era e muito mais...
Nesta segunda edição coloquei mais temas, exemplifiquei e tentei descomplicar; para que meus alunos entendam de forma clara a mensagem passada aqui. Os temas abordados são variados: Desde a Física Quântica ligada à espiritualidade, até a energia dos ambientes, Reiki, Cromoterapia, fenômenos quânticos, Nova Era e muito mais...
Categorias
Educação Não Formal, Educação Multicultural, Educação A Distância E Aprendizagem, Literatura Nacional, Guias De Estudo, Desenvolvimento Humano
A VERDADE DE GAIA
Para quem ainda não conhece:
https://www.clubedeautores.com.br/book/166663--A_VERDADE_DE_GAIA
Sinopse:
Um experimento é testado no interior de São Paulo, em uma universidade. Cientistas argentinos e brasileiros unem-se para esse projeto.As pessoas recrutadas no início, são "cobaias" que precisam de dinheiro e dessa forma entram no programa científico, pois o pagamento é muito bom, garantindo o futuro.
Mas, como é um experimento (a substância chamada OVIAX), gera danos na atmosfera local, causando uma série de problemas.
Como uma substância injetada nos recrutados, poderia fazer isso?
Isso só é compreendido depois...
A trama mistura-se ao desaparecimento real do voo da Malásia, além de assuntos sobre OVNIs, extraterrestres, mito da TERRA OCA, elementais, gigantes da Antiguidade e muitos mistérios escondidos, que a maioria das pessoas não imagina.
A união entre a ficção científica (a trama criada como pano de fundo) e os mistérios da Humanidade, fazem desse livro um bom momento para a reflexão sobre o que é ficção e o que pode ser a realidade: nua e crua...
Categorias: Ficção, História Alternativa, Ficção Científica, Realismo Fantástico, Diversos
Palavras-chave: antiguidade, científica, dimensão, duendes, extraterrestres, ficção, gigantes, intraterrenos, Terra oca.
domingo, 21 de setembro de 2025
Os Acordes da Chuva
E nos acordes da chuva sobre o telhado, o ruído forte, que não deixava músicas externas serem ouvidas, ultrapassando suas escalas, se ouvia o plim, plam, plum...
Cada vez mais forte!
Outrora o medo me invadia, com tal sinfonia... Contudo, ao teu lado uma segurança eu sentia!
Mesmo sem perceber, sua proteção ao segurar minha mão, me fazia sorrir em meio a fria sinfonia.
Agora já sinto a chuva caindo intrépida, mas, de forma diferente:
É um desaguar dos céus, lavando ruas e batentes.
Chuva, só te peço: Não aumente essa grande sinfonia!
Não destrua casas e avenidas, pontes, tampouco as vidas!
Grande fonte caída dos céus, apenas molhe e deixe florir campos e plantações; todavia, deixe apenas doces melodias, nos acordes já falados, da chuva sobre outros telhados...
1
A Chuva Pela Janela
Ah, Como é Bom Olhar a Chuva Pela Janela!
quinta-feira, 11 de setembro de 2025
Eu Continuo Te Escrevendo em Poesias - republicado pelo aniversário
Perdido? Não meu amor. Você está mais norteado que qualquer outro.
Suas palavras fluem pelos ouvidos alheios.
Seu grito antes calado, explodiu em melodias!
Suas ânsias foram expostas.
Desejos internos que estavam inibidos.
Sensações de uma calor intenso!
Líder, isso que sempre foi.
Homem desde que nasceu.
Livre, quando resolveu se "desnudar" em letras de música...
Seu calor intenso é o meu também.
Sua voz rouca e grave, é meu estímulo.
Seu sorriso, nesse rosto lindo de covinhas, me encanta.
Namjoon, meu príncipe; tanto quanto os outros seis.
Heróis de uma era. Mostrando um universo mais amoroso que antes.
Seu "sentir", expande além das canções: Simplesmente toca bilhões de corações.
Corro entre os campos de luzes floridas que me mostrou na música.
Imagino estar de mãos dadas contigo. Cantando junto...
E no céu vejo o brilho desse momento.
As lanternas na noite, se tornam como suaves estrelas banhando nossos rostos.
Eu te amo. Ainda que nunca saiba onde me encontro.
Mas, como um dia você mesmo disse mais ou menos assim:
Saber que estamos debaixo do mesmo céu, no mesmo mundo, é o que importa!
O mapa se desfaz nessa hora e sonho mais uma noite com você.
Venha sempre me visitar em sonhos.
Te espero. Com a boca entreaberta, esperando quem sabe, seu beijo?
Quem sabe a companhia amorosa...
Desejos são como uma ideia que recebe luz! Os meus estão em pleno ápice criativo.
Fátima Abreu Fatuquinha, para Namjoon do BTS.
UHU, UHU, UHU... Divine, Divine...
A razão de sorrir sozinha, mesmo que o mundo inteiro não saiba o porquê.
Ah, Namjoon! Com essa voz meio rouca e suave... Os arrepios na pele vem...
E eu aqui escutando pelo Spotify, essa canção que já ganhou meu coração:
"Come Back To Me", fico louca por você.
"Uhu uhu, uhu..." Vou cantando junto, colocando os braços para o alto... "Divine, Divine..."
Sabe de uma coisa? Você é maravilhoso!
Sei que o mundo inteiro deve pensar o mesmo.
O que você me provoca, não tem preço!
E além dos sonhos que tenho, quando estou acordada, sua voz toca no celular enquanto tomo banho.
Passo o sabonete pelo corpo espumando... Sim, é o que você pensou...
E me entrego à música, dançando e cantando. "Uhu, uhu, uhu", novamente.
E o resto é "Divine"...
Te amo, meu gênio.
Para: NAMJOON do BTS
De: Fátima Abreu Fatuquinha
Eu Te Escrevo em Poesias ( Para Kim Namjoon do BTS) republicado pelo aniversário
Por que penso em você, Namjoon (RM)? Se nunca responderá minhas mensagens.
Coisas de um coração que não tem tamanho para amar como o meu.
Coisas de uma mulher que a idade não define sentimentos...
Contudo, não sou sua mãe ou tia. E entre mulher e homem, a atração fica maior que documentos.
Você me atraiu com sua música intensa, viril e desafiadora.
Nunca conhecerei você pessoalmente. Nunca sentirei a tua respiração próxima a mim.
Mesmo que eu tivesse a sua idade, e morasse no mesmo país, isso seria extremamente difícil nessa vida... Afinal você é um Idol!
O que posso então fazer? Tornar a sonhar sempre com você.
Eu te amo tanto quanto, aos outros seis membros do BTS.
Embora o que sinto por você, está além de todo esse amor: É uma atração pela pessoa que é!
Culto, bonito, sensual, auto didata (como eu fui a vida inteira, em vários setores), e desafiador de sistemas!
Esse é o meu Nam!
O homem alto, forte, atraente, decidido, líder, talentoso; e que povoa meus sonhos durante a noite.
Será que um dia pelo menos, lerá um livro da minha autoria? Afinal, são 30, em um mês, um para cada dia.
Mesmo que não lesse livro algum, olhasse somente minhas poesias, me daria por satisfeita!
Um homem de QI alto como o seu, lendo algo meu...
Eu te amo. Eu te sonho. Eu te escrevo em poesias.
O vento que sai pelo mundo, chega até você,12 horas à frente de mim. Um oceano de separação.
Mas, a tua imagem está comigo na mente e coração.
Para: NAMJOON do BTS, ou RM.
Conto de Fadas Inverso- REPUBLICADO
Conto
Heloísa Helena não era uma moça muito romântica. Lia livros tal qual como se bebesse água. Precisava disso.
Era no mundo do 'Faz de Conta", que ela podia fugir da sua realidade.
Não, ela não era a pobrezinha sofredora dos contos de fadas, que se tornava princesa e casava-se com o lindo e perfeitinho 'Príncipe Encantado'...
Seu enredo de vida era diferente: Ela simplesmente não gostava de nada a sua volta e criava seu mundinho particular.
Os livros, eram fonte de sua inspiração para moldar esse mundo:
Poderia ser uma princesa solitária que continha muitos poderes!
Voar sobre os mares, comer do que ela imaginasse e... Puft! Lá estaria o alimento desejado em suas mãos.
Heloísa Helena, não tinha sobrenome.
Naqueles tempos, as mocinhas só o obtinham com um casamento: Herdando assim, naquele mundo machista, o sobrenome do esposo e não, o do pai.
Seu pai que a criava, quis arrumar-lhe um marido, pois já estava na idade de casar-se: Tinha 17 anos!
Para os padrões da época em que vivia, Heloísa estava ficando para 'Titia', pois suas primas estavam todas casadas, desde os 14/15 anos...
Heloísa não cogitava casar-se com alguém que não pudesse amar.
Aliás, ela não apreciava os homens, achando todos, uns brutos!
Sentia falta de presença feminina em sua vida:
A mãe havia morrido quando ela nasceu, no parto.
As primas casadas, eram uma chateação, pois só falavam de seus maridos e afazeres domésticos...
Não sendo compreendida, ela viajava nos livros...
Considerava o mais fiel dos maridos que alguém poderia ter:
Não reclamava, mostrava-lhe mundo diferentes, ensinava lições preciosas, dizia-lhe poesias doces e além do mais, dormia ao seu lado sem roncar...
Numa dessas leituras que fazia ao ar livre, percebeu a presença de uma pomba ou seria pombo? Não sabia dizer. Ela apenas notou que o pássaro estava lhe prestando atenção.
Assim foi durante uma semana inteirinha.
Heloísa Helena não entendia o porquê daquela bichinho vir todos os dias, apreciar-lhe a leitura.
Certa manhã, o pássaro trouxe no bico, um talismã todo em ouro e nele havia o desenho de um pássaro com inscrições embaixo. Heloísa leu, e ao pronunciar as palavras que ali estavam, o pássaro transformou-se em um bonito rapaz de seus 22/23 anos.
Ao contemplar aquela cena, digna de um dos livros que lia, ficou boquiaberta.
O rapaz aproximou-se, beijou suas mãos e disse olhando bem dentro dos olhos de Heloísa:
_ Tenho a observado todos esses dias. Tinha que conhecer bem, a pessoa que poderia desfazer o encanto que estava sobre mim... Essa, com certeza, teria de ser a senhorita. Peça-me o que quiser, pois sou um mago.
_ Ah, estou ainda absorvendo isso tudo! Nossa, é mesmo um mago?
_ Sim, mas, como não quis casar-me com a rainha das Terras de Melanie, ela lançou um feitiço sobre minha pessoa, transformando-me em ave.
_ Bem, quero apenas um sobrenome, de resto tenho tudo que preciso.
_ Para ter um sobrenome tem que se casar, senhorita...
_ Sei disso. Mas, como mago, não teria de inventar outro jeito?
_ Case-se comigo, Heloísa Helena, e lhe darei meu sobrenome.
_ Casar-me com o rapaz? Eu acabei de conhecê-lo! Precisaria amar para me casar...
_ Já sei então! Peça-me para que a faça me amar. Então, lançarei um encantamento e tudo será resolvido!
_ Bem, até que não é má ideia! Assim calo a boca das minhas primas fofoqueiras e de meu pai...
_ Concorda então?
_ Sim, faça o encantamento.
Combinaram um encontro para o dia seguinte, pois o mago traria uma poção para que a mocinha tomasse e ficasse apaixonada por ele, para enfim ser realizado o casamento.
Durante o trajeto, o mago parou para tomar água numa fonte, mas deixou cair a poção quase inteiramente quando se abaixou. Levou o pouco que tinha, para dar à Heloísa Helena.
A moça já esperava ansiosa no local.
O mago que tinha o nome de Ciro Leão da Esperança, deu-lhe de beber do frasco e recitou palavras mágicas, enquanto ela tomava a pouca poção que sobrara.
Heloísa Helena disse então, olhando-o de modo diferente:
_ Esse pouco que me trouxe foi o necessário para apenas gostar de si. Ainda não o amo. Entretanto, quem sabe se o senhor ao casar-se comigo, for me conquistando dia após dia? De uma forma que depois lhe revelarei...
_ Esperava que dissesse isso. Pois o amor, muitas vezes se conquista dessa forma: Melhor do que poções mágicas, é o sentimento verdadeiro que pode ser semeado e cultivado.
Assim, Heloísa Helena tornara-se senhora Leão da Esperança.
Mas, nas horas de intimidade matrimonial, seu esposo tinha que se transformar em uma bela jovem como ela, pois só dessa maneira, ela conseguia amá-lo com toda intensidade.
Fátima Abreu
Imagem retirada do Google
O CAMINHO- republicado
CONTO SURREAL
Espelhos são portais. Disso ela já sabia.
Apaixonara-se por uma foto perdida no tempo. Ela trabalhava na Biblioteca da Cidade, como supervisora.
Por esse motivo, lera algo a respeito, pois gostava de vasculhar as prateleiras de assuntos místicos, mistérios antigos e outras coisas do tipo...
Não que a família quisesse para ela, uma profissão tão simples como bibliotecária (isso era o que achavam), almejaram voos maiores como a Medicina. Mas não se pode simplesmente fazer o que os outros querem, tem que se ter vocação e talento para cada profissão. Os livros foram sua paixão desde cedo e a Medicina nada representava para ela, definitivamente. Dizia para sua mãe e familiares que no dia que outra coisa lhe interessasse mais do que livros, ela seguiria em frente e deixaria o resto de lado...
*******************************
Numa tarde outonal, ela estava olhando os arquivos do computador, quando deparou com a foto antiga que datava do início do século XX: 1902, era o ano.
Não sabia porque, mas a fotografia lhe fazia lembrar alguém, ou mesmo parecia que conhecia o rapaz de cartola alta e casaca, que tinha em suas mãos também a bengala em moda, na época. Salvou o arquivo em seu e-mail para quando chegasse em casa, poder olhar com mais calma. Havia muito trabalho para ser feito e ela não poderia ficar presa aos detalhes de uma fotografia, dentre as muitas, que tinha ainda que catalogar da Biblioteca.
Não dormiu direito naquela noite.
Ao chegar em casa depois do trabalho, foi tomar banho e jantar. Logo em seguida, sentou-se em frente ao seu computador, abrindo a foto guardada em seu e-mail anteriormente. O rosto do belo rapaz de outra época, parecia suplicar algo: Tinha os cabelos castanhos tendendo para claros, os olhos caídos mas expressivos, o nariz fino...
Uma beleza masculina singular, embora com um 'ar' triste.
Será que havia conhecido algum neto dele, e por esse motivo, lembrava alguém? Isso foi a primeira coisa que lhe ocorreu, embora puxando pela memória, nada vinha...
Salvou a fotografia para imprimir depois.
Dias se passaram, ela continuava a dormir mal, quando isso acontecia, não lembrava os sonhos e seu primeiro pensamento era abrir sua agenda onde estava guardada foto que imprimira. Ficava olhando quase que hipnotizada...
Uma noite, finalmente lembrou um sonho:
Viajava em um coche e descia num campo à beira de um lago cercado por árvores lindíssimas!
Sentava-se ali na relva verdinha e ainda molhada do sereno da noite, a esperar alguém.
Abrira um livro de romance e aguardava...
O barulho do trote de um cavalo, a tirou da leitura:
Era ele, o rapaz da fotografia!
Ele sentou-se ao seu lado, beijando-lhe as mãos trêmulas. Viviana nada disse, apenas queria ouvir o som da voz de seu amado.
_ Minha doce Viviana, sei que terá que voltar para sua realidade, o que nos deixa terrivelmente distantes no tempo e espaço... Mas estive procurando meios para nos encontrarmos: Basta ter um objeto dessa época que seja um portal para vir mais vezes. Tente descobrir e quem sabe, meu amor, possamos ficar juntos de vez, e não somente em seus sonhos?
_ André, sei que não pertenço ao seu mundo antigo, mas como gostaria de aqui viver, com você... Tentarei sim, achar um veículo que me sirva de portal para estar aqui não somente desta maneira, e sim fisicamente. Transpondo o próprio tempo, pelo nosso amor!
Palavras não eram mais necessárias: Beijaram-se apaixonadamente e se deixaram ficar ali abraçados, e olhando o lago plácido, onde garças vinham para embelezar mais ainda, aquele quadro natural.
Acoradara com sua mãe sacudindo seu braço:
_ Viviana, vai perder a hora minha filha! Sei que não tem dormido direito esses dias, mas hoje dormiu, até demais!
_ Ah, sim mãe, já vou me arrumar, obrigada por chamar.
A mãe deu-lhe um beijo na testa e saiu do quarto para preparar o café da manhã.
Viviana ainda com o rosto 'amarrotado', olhou-se no espelho e lembrou do que havia lido no tal livro...
Era isso: Espelhos são portais!
Procurou saber se no principal antiquário da cidade, tinha algum espelho de 1902. E qual não foi sua surpresa, quando achou um, intacto! Tratou de comprar aquela raridade, antes que não tivesse outra chance, e um sorriso de total satisfação correu seus lábios:
Estava chegando a hora de finalmente conhecer fisicamente seu amor, dono de seus sonhos românticos.
Foi para casa apertando contra o peito, aquele espelho que seria a chave para sua felicidade. Correu para o quarto...
Pôs o espelho recostado na cabeceira de sua cama, mentalizou o rapaz da fotografia, o ano de 1902 e firmemente desejou estar onde André estivesse...
Um minuto depois, lá estava ela: Passando por dentro do espelho e do outro lado, André a recebia...
Em sua casa, apenas um bilhete sobre a cama para sua família:
HOJE CHEGOU O DIA!
CORRO PARA MINHA FELICIDADE E FORAM OS LIVROS QUE ENSINARAM
O CAMINHO...
COM MEU CARINHO DE SEMPRE:
VIVIANA
Fátima Abreu
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=234392#ixzz2AyA3sagh
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
O 'ESQUECIMENTO' AZUL -CONTO SURREALISTA QUE DEU ORIGEM AO LIVRO 2011 (republicado)
REPUBLICADO
Ela se encontrava confusa, acabara de acordar e não sabia onde estava. Que lugar seria aquele?
A última coisa de que se lembrava, era de ter tomado um copo de água que alguém havia lhe dado, e depois um sono profundo se apossou dela...
Percebeu que estava em uma pequena suíte, levantou-se da cama aconchegante, que era forrada de colcha branca com detalhes bordados em azul bebê, muito bonita.
Olhou para os lados para fixar bem o ambiente:
Paredes azuis, teto branco neve, um armário de duas portas na mesma madeira maciça, que a da cama, com dois gavetões.
Ao lado, uma única cadeira com uma mesa também nesses moldes, mas com um tampo de vidro coberto por uma longa toalha bordada, estilo 'cearense'...
Havia apenas um quadro, adornando a parede azul:
Uma mulher sentada na areia da praia, olhando o horizonte, vestes quase transparentes e na cabeça, uma tiara de margaridas e flores silvestres, enfeitavam o cabelo castanho cacheado.
A mulher estava de perfil, e pareceu-lhe estranhamente familiar...
Sentiu-se bem, 'coberta' de tanto azul, para onde olhasse, afinal, essa era sua cor predileta, parecia até que alguém já sabia disso, e preparara o quarto para seu agrado.
Abriu a porta e resolver explorar aquele lugar, viu em sua frente, um corredor muito longo, e seguiu por ele, reparando que havia um número grande de quartos, a princípio pensou se tratar de um hospital ou coisa parecida, mas não tinha aquele cheiro característico de éter, nem havia nada que lembrasse isso...
No fim do corredor, deu com um balcão de recepção. Acima do balcão, na parede, estava escrito: "ALA A"
Ela arriscou uma conversa com a moça da recepção:
_ Olá, bom dia, ou boa tarde? Não sei ao certo, acordei agorinha, estou meio que perdida no tempo e no espaço...
_ Ah, Sra, é 'BOM DIA' são ainda 9:00 horas.
_ Nossa! Eu que acordo cedinho, dormir até essa hora... Me diga por favor: Onde estou, como vim parar aqui?
_ Sra, tudo a seu tempo, aguarde um de nossos monitores, que irá até seu alojamento e lhe dirá tudo que precisa saber. Se quiser dar um passeio, descendo a rampa, encontrará um pequeno rio, onde algumas pessoas aproveitam para o lazer.
APENAS TOME CUIDADO PARA NÃO SAIR DA "ALA A".
A recepcionista indicou a direção a seguir. Ela ficou sem entender como poderia ter um rio no subsolo daquele prédio! Sim, porque já havia notado que era um edifício grande, viu 2 elevadores que acima, estranhamente tinham letras em vez de números por andar...
As letras eram de todo o alfabeto, portanto a "ALA A", onde estava, era o primeiro andar do prédio...
Seguiu até o subsolo e achou o riozinho, ficou se perguntando onde daria aquilo, certamente para fora do edifício...
Observou pessoas tomando banho no rio, com vestes adequadas para isso. Sentou-se em uma das pedras redondas que estavam espalhadas por ali, e viu então quando um casal de mãos dadas, saiu da água.
Eles passariam perto dela, então adiantou-se e perguntou:
_ Oi, tudo bem com vocês? Poderiam me dizer que lugar é esse?
O casal apenas sorriu para ela e seguiu em frente...
Nesse momento, pode constatar que havia um código de silêncio, até que o tal monitor fosse em seu quarto, para tirar suas dúvidas, que apenas cresciam cada vez mais...
Levantou-se então da pedra, voltou pelo mesmo caminho de antes, até sua pequena suíte, e ao chegar, percebeu que na porta estavam escritos seu nome e ocupação:
ESCRITORA
"PUSERAM ISSO AÍ AGORA, PELO JEITO"... Pensou.
Abriu a porta e pode perceber que também haviam entrado no quarto e colocaram uma TV de LED, um DVD, e muitos CDs de jazz e blues, seu estilo musical preferido sobre a mesa.
Já ia ligar os aparelhos, quando bateram na porta:
_ Francis, posso entrar?
_ Bem, entre. Não sei quem você é, mas já o aguardava...
Um rapaz aparentando seus 25/26 anos, sorriu estendendo a mão, e disse:
_ Bem vinda, Francis! Sou Lúcio. Está tudo a seu gosto, por aqui?
_ Sim, sim... Mas estou ansiosa para saber onde estou, e como vim parar aqui!
_ Aqui é o "COMPLEXO DO AMANHÃ", como pode já observar é um prédio grande, e está alojada na "ALA A"... Trouxemos você para cá, para fazer parte do nosso projeto.
_ Por que não posso sair desta ala? Foi isso que a recepcionista me disse...
_ Cada um tem seu papel aqui, e uma ala correspondente com seus dons e aptidões. Está na "ALA A", de ARTES, por ser escritora, estando ligada diretamente com a literatura, que é uma das formas de percepção artística.
_ Quer dizer que na "ALA M" por exemplo, teriam médicos?
_ Exatamente! Você entende tudo rápido.
Aqui temos cientistas, engenheiros e muitas outras profissões e aptidões...
_ O complexo foi criado para quê?
_ Para eternizar todo conhecimento humano, nas gerações vindouras, por esse motivo o "AMANHÃ"...
_ Mas, por que eu? Tanta gente escreve melhor e reconhecidos mundialmente!
_ Justamente por você ser uma pessoa modesta, humilde, escrever liricamente com toda a sua alma, sem achar que é a melhor poeta do mundo, como muitos se denominam... Aqui não há lugar para grandes "EGOS"... Você se adequou ao nosso perfil, por esse motivo, foi uma das escolhidas.
_ E minha família, casa e minhas coisas?
Ele queria dizer a verdade, mas limitou-se a balançar a cabeça e abrindo a porta para sair, disse:
_ Esqueça tudo de antes...
Francis subitamente olhou o quadro pendurado na parede azul:
A mulher de perfil era ela! Pode perceber agora, com os pensamentos mais claros.
O pintor captou sua 'alma lírica', como uma ninfa do mar...
Teve a vontade de olhar na minúscula janela de cortinas brancas de seda.
Afastou-as, e num minuto silencioso, que pareceu uma eternidade, viu apenas flocos de nuvens branquinhas e uma imensidão de azul:
ESTAVA A CENTENAS DE MILHARES DE KMs DO PLANETA TERRA...
Fátima Abreu
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Um Baile, Uma Vida- REPUBLICADO
CONTO
Beatrice aguardava ansiosa que a notícia chegasse...
Um mensageiro viria lhe dizer se seria convidada para a recepção, na casa do jovem barão.
Da sacada de sua cobertura, no prédio da cidade, mais conhecido, ela olhava os passantes...
A mãe sabia como era importante garantir o futuro da filha, pois seu marido, estava agora completamente falido... Fora sócio de um grande banco, mas agora pelo vício nos jogos e nas patas dos cavalos, perdera tudo. Os seus amigos até tinham sido bons:
Pois mesmo tendo que se afastar, ainda compraram a parte das ações que lhe cabia, com um pouquinho mais do que elas valiam, somente para ajudá-lo à pagar seus cobradores (que não era gente para brincadeiras).
Mas, depois de pagá-los, nada mais restava... E para recomeçar tudo, já estava de certa idade, pouco entusiasmo e nenhum capital para empreendimento, o melhor seria garantir para a filha Beatrice, um bom casamento.
Dessa forma, seria menos um problema em sua vida. O jovem barão seria certamente, uma boa pedida!
Depois de resolvido o caso da filha, ele a esposa, iriam morar na fazendinha que tinham no interior.
Ali ficariam até o fim de seus dias, vivendo do gado leiteiro e da colheita das frutas, poderiam também plantar café. Alguns barões enriqueciam dessa forma, naqueles tempos.
Beatrice e sua mãe, viram então quando o mensageiro, fez sinal lá de baixo, olhando para a cobertura. Chegara a hora de saber quando seria o baile, pois se o mensageiro estava ali, era certamente porque toda a família havia sido convidada para tal.
Ledo engano... Era justamente o contrário! O mensageiro viera dar-lhe o recado que o jovem barão não os convidaria, baseado no fato da falência da família. Eles não seria bem vindos, pela causa dessa falência:
O vício de jogo de seu pai.
Beatrice totalmente desapontada, ficou catatônica por momentos. Sua mãe leu o bilhete que o mensageiro que dera instantes antes:
" É de certa forma constrangedor dizer-lhes, que não estão convidados ao baile em minha casa, pois é conhecida por todos nessa cidade, a falência de sua família, relativa à causas pouco comuns, como sabemos...
Desta forma, perdoe, mas a sociedade obriga-me a não ter sua presença entre nós.
Grato pelo entendimento da situação.
Barão Agenor Martins de Lima "
Como Cinderela, triste por não ir ao baile, Beatrice chorou por todo aquele dia, que lhe pareceu ser uma eternidade. Estava marcada, sabia agora! Nenhum bom partido daquela cidade iria querer-lhe pelo erro que seu pai havia cometido. A mãe, tentou consolá-la mas foi inútil naquele dia. Deixou-a então liberar as lágrimas que lhe pareceu intermináveis...
Já o pai, tomado de ira, por saber agora, que seu nome circulava pela cidade como um jogador viciado, jurou que mostraria para todos aqueles que estavam lhe difamando, que poderia novamente se reerguer! Quem sabe, até seu um grande barão do café?
A família na mesma semana, vendera a cobertura e seu mobiliário todo. Juntaram tudo que possuíam de uso pessoal, em grandes malas de couro reforçado. Pegaram um trem à vapor, rumo à sua fazendinha, no interior.
Beatrice mudara de comportamento: De moça casadeira e sonhadora, tornara-se fria e calculista.
Sabia que nunca mais seria a mesma...
Encontraria alguma forma de subir na vida, ser alguém, ainda que tivesse que ir contra seus ideais de antes. Depois voltaria aquela cidade que desprezara sua família, dando a volta por cima.
Brincaria com os sentimentos de todos, como forma de vingança. Compraria uma casa maior do que a cobertura que viviam antes, e daria o seu próprio baile.
Quem além deles saberia do fracasso? Era óbvio que comentaram com outras pessoas, e o mexerico espalhou-se pelo lugar...
Estava decidida: Cada lágrima chorada no dia que soube que não iria ao baile, seria chorada também por eles!
(continua em...)
https://www.clubedeautores.com.br/book/161389--Um_Baile_Uma_Vida
Fátima Abreu











