quarta-feira, 28 de novembro de 2012
O MEU BEIJO
DEIXO O MEU BEIJO
SUAVE BRISA ... JOGADO NO AR
PARA VOCÊ, DE ONDE ESTIVER , PODER PEGAR...
E SENTIR TODA A EMOÇÃO
DO BATER, NESSE TIC TAC DO MEU CORAÇÃO...
TE QUERO SIMPLESMENTE
COM TODAS AS DIFICULDADES DO CAMINHO
SÓ O PRAZER DE ESTAR CONTIGO
JÁ É LEVEZA PARA O MEU SER
QUE TANTO TE QUER,
QUE TANTO TE AMA
E DE PAIXÃO, SE DERRAMA...
SEREI A FADA DOS TEUS DESEJOS
TEREI NA MÃO FLORES
EM VEZ DE VARINHA DE CONDÃO
MAS TROCO AS FLORES POR BEIJOS
SE ASSIM VOCÊ QUISER
MEUS BEIJOS SÃO PARA SEMPRE
AS FLORES NÃO...
Fátima Abreu
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Eu, o anjo e o meu amor. REEDITADO
Eu, o anjo e o meu amor...
Meu anjo caiu do céu, no meu quintal...
Disse que vinha me cobrir em bençãos
E que me queria ajudar, no que preciso fosse...
Eu, meio que sem saber o que dizer, falei ao anjo:
_ Queres mesmo saber?
Deixa o meu amor, comigo continuar...É isso que eu mais quero!
Disse que vinha me cobrir em bençãos
E que me queria ajudar, no que preciso fosse...
Eu, meio que sem saber o que dizer, falei ao anjo:
_ Queres mesmo saber?
Deixa o meu amor, comigo continuar...É isso que eu mais quero!
O anjo perturbado ficou. Meio desiludido...
Não era essa a resposta que ele queria ouvir...
Não era essa a resposta que ele queria ouvir...
Percebi.
Assim perguntei-lhe:
_ O que houve, meu anjo? Estás triste?
Ele então me disse, que tinha vindo ali, para declarar seu amor por mim...
Eu, boba que sou, falei de outro amor!
Queria que o outro amor continuasse...E meu anjo aqui, a me querer...
Que faço eu?
Dou as mãos e voo com meu anjo, ou fico com aquele que é minha paixão?
_ O que houve, meu anjo? Estás triste?
Ele então me disse, que tinha vindo ali, para declarar seu amor por mim...
Eu, boba que sou, falei de outro amor!
Queria que o outro amor continuasse...E meu anjo aqui, a me querer...
Que faço eu?
Dou as mãos e voo com meu anjo, ou fico com aquele que é minha paixão?
Ter
que decidir, se com meu anjo ir...voar entre as nuvens...
Ou simplesmente aqui, com meu amor, ficar?
Meu anjo tem um coração enorme!
Mas meu bem querer é minha tentação...
Que difícil decisão!
FÁTIMA ABREU
**************
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A ROSA E O CRAVO DISTANTE
A ROSA E O CRAVO DISTANTE...
REEDITADO
Sou rosa, cercada de cravos vermelhosVibrantes
Da cor do desejo
Do pecado
Da maçã
Cravos vermelhos
Que circulam desejosos de mim
No meio da roda estou
Eu, rosa desabrochada
Depois de longos meses em botão
Agora, com todo viço
Chamo a atenção
Cravos vermelhos me procuram, indóceis
Por uma resposta
Mas essa rosa, já tem uma paixão...
Eu, rosa desabrochada
Penso em um certo cravo distante
Mas que tenho esperança
Que chegue logo ao meu jardim
Eu, rosa
Ele, cravo
Falta apenas estar embaixo de uma sacada
E declarar o amor
Que diz sentir por mim
Venha logo, cravo de meus sonhos!
Antes que outro, se aposse de mim
Tantos cravos ao redor
O cerco está sendo fechado
Tenho medo de sufocar
E perder meu amado...
Pela demora da sua chegada,
Me sentir desanimada
E deixar um dos outros cravos
Me fazer de namorada...
A pressão está grande,
Estou ficando sem saída!
Mas, apenas o meu cravo distante
É o que importa na minha vida...
Fátima Abreu
PERCEPÇÃO
MEU OLHAR CAIU SOBRE O HORIZONTE
VIA O MAR,
LINHA CRUZADA COM O CÉU,
DE UM AZUL ÍMPAR!
MEU OLHAR ATINGIA LIMITES,
MAS AO MESMO TEMPO DELINEAVA
UMA REALIDADE INFINITA...
ESCUTAVA SONS QUE NINGUÉM MAIS OUVIA.
SENTIA...
PERCEBIA A ATMOSFERA AO REDOR
ARREPIAVA COM OS SENTIDOS AGUÇADOS
PRESSENTIA...
MEU OLHAR CAIU SOBRE O HORIZONTE
DESCOBRIA MENSAGENS
TRAZIDAS PELO MAR,
VENTOS SE APROXIMAVAM
E EU TINHA A MAIS NÍTIDA IMPRESSÃO
QUE TUDO MUDARIA, A PARTIR DE ENTÃO...
FÁTIMA ABREU
NOVO LIVRO, CONT DO ANTERIOR
https://www.clubedeautores.com.br/book/137761--A_Fraternidade_Do_Circulo_II
TEMA: Romance erótico/policial
Olá, amigos e leitores. Eu estava fazendo o meu livro de realismo fantástico, mas dei por mim, que o melhor seria contar o antes e o depois, da narrativa do livro anterior:
A FRATERNIDADE DO "CÍRCULO", pois quem não conhece ainda minhas personagens, poderia saber um pouco delas. Fiz então o reagrupamento de tudo que eu tinha em contos, dessas mulheres retratadas por mim, coloquei em novo livro, assim quem leu a 'FRATERNIDADE' antes, poderá tbm comprar esse novo livro, para entender melhor. Espero que os pedidos em e-book venham, principalmente de quem já leu o primeiro... Aqui está a capa.
QUEM QUISER, É SÓ ENVIAR MENSAGEM AQUI ( COMENTÁRIOS ), NO FACEBOOK,
*QUEM AINDA NÃO COMPROU O PRIMEIRO LIVRO, COMPRE, QUE EU ENVIO O SEGUNDO COMO CORTESIA.
TEMA: Romance erótico/policial
Olá, amigos e leitores. Eu estava fazendo o meu livro de realismo fantástico, mas dei por mim, que o melhor seria contar o antes e o depois, da narrativa do livro anterior:
A FRATERNIDADE DO "CÍRCULO", pois quem não conhece ainda minhas personagens, poderia saber um pouco delas. Fiz então o reagrupamento de tudo que eu tinha em contos, dessas mulheres retratadas por mim, coloquei em novo livro, assim quem leu a 'FRATERNIDADE' antes, poderá tbm comprar esse novo livro, para entender melhor. Espero que os pedidos em e-book venham, principalmente de quem já leu o primeiro... Aqui está a capa.
QUEM QUISER, É SÓ ENVIAR MENSAGEM AQUI ( COMENTÁRIOS ), NO FACEBOOK, - fatimaabreu.fatuquin
ha@facebook.com
*QUEM AINDA NÃO COMPROU O PRIMEIRO LIVRO, COMPRE, QUE EU ENVIO O SEGUNDO COMO CORTESIA.
sábado, 24 de novembro de 2012
O mundo não muda, só troca de século
O burburinho, em toda parte estava:
Uma Grande Guerra, se aproximava...
A população, de jornais na mão
Lia atenta as notícias que vinham de longe,
Um certo receio, tomou conta de todos.
Era a primeira Grande Guerra que chegava!
E uma certeza que traria muitas baixas.
Fora, a escassez de víveres...
Doenças, e por toda parte, a violência...
Não foi apenas uma enfim, que aconteceu naquele século de mudanças.
Foram duas. Mas o 'ser humano' não abrindo mão do seu orgulho, providenciou ainda as guerras aqui e ali, que vieram depois no Vietnam, no Golfo, nas Malvinas, no Oriente, outras e outras...
Os tempos mudaram, novo século surgiu.
Entretanto, as 'novas guerras' estão por aí...
Matam todos os dias, civis, militares
E quem mais surgir...
As notícias nos jornais, continuam até hoje.
Mesmo a mídia digital existindo,
Nunca ira substituir o gosto
De ter um jornal, se abrindo...
Fátima Abreu
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Os contos de fadas, não são mais os mesmos...
Os contos de fadas, não são mais os mesmos.
A 'Branca de Neve' tornou-se uma moça bem atual:
Despiu-se dos trajes antigos,
Colocou algo mais sensual...
O que será que a Madrasta malvada acharia?
Agora mais bela do que nunca, sua enteada estaria...
E o príncipe,
Seria de seu agrado, a princesa singela de antes,
Se tornar musa amante?
Fato é, que ela ficou mais acessível ao universo masculino,
Aqueles meninos de antes, da infância de outrora,
Enxergam a 'Branca de Neve' de hoje,
Com olhos de lobo,
Como o da 'Chapeuzinho Vermelho'.
Bem, mas isso já é outro conto...
Agora a madrasta da 'Branca', que se entenda, com seu espelho!
FÁTIMA ABREU
*******************************
Nota: Link dessa imagem:

quarta-feira, 21 de novembro de 2012
MARIBEL NÃO TINHA OLHOS COR DO CÉU- FINAL
FINAL
Maribel estava numa sessão de fotos, quando Jairo chegou para lhe dar a notícia da ida ao Oriente Médio. Ela se desculpou com os colegas pedindo uma parada por instantes, para falar com seu marido ( nessa época, já haviam casado ).
Tomada de surpresa, ficou abatida, com medo do que poderia acontecer ao amor de sua vida. Parecia adivinhar o desfecho trágico que viria a acontecer...
_ Não fique assim, Maribel. É um trabalho como outro qualquer que eu já tenha feito no exterior.
Disse Jairo, cobrindo de beijos sua face.
_ Mas, amor... Morro de medo só de pensar que te aconteça algo.
_ Tudo vai dar certo, fique calma. Não quero que isso atrapalhe suas fotos, você está tão linda nesse vestido branco, transparente!
Ela sorriu. Jairo lhe deu um abraço apertado e saiu para acertar os detalhes na redação do jornal.
***************
Agora parecia para ela, uma cena de novela, depois de tanto tempo...
Saiu da cafeteria e foi para sua casa, onde as memórias eram ainda mais vívidas. Tudo na casa, 'respirava' o amor que vivera com Jairo. Ela foi incapaz de se livrar de coisa alguma. Estavam intactas todas as coisas dele, como se ainda vivesse ali.
Depois de 4 dias do encontro entre Maribel, seu amigo Miguel e Horácio Magalhães, ela finalmente assinou a papelada que precisava para colocar seu livro nas livrarias e bancas. Uma tarde de autógrafos na semana seguinte, encerraria a maratona de eventos que ela precisou estar presente.
Foi nessa tarde, que enfim tudo veio à tona:
Maribel, sentada atrás de uma mesa semi circular, de madeira bruta, dava seus autógrafos forçando sorrisos.
Horácio Magalhães e Miguel, recebiam as pessoas e lhes indicavam onde sentar, para que ao término dos autógrafos, Maribel, lesse o primeiro capítulo do livro para todos ali presentes.
Entrara na sala, um rapaz de seus 15/16 anos. Sentou-se perto do editor.
"Nada estranho", pensou Horácio.
O rapaz até o fazia lembrar alguém, mas não sabia dizer quem, exatamente...
Maribel sorriu abertamente, ao perceber a presença do rapaz ali.
Começou a leitura então. Ao terminar, recebeu aplausos. Em seguida, as pessoas foram dirigidas ao coquetel de praxe. Nesse momento, Horácio que havia se levantado, foi até Maribel cumprimentar o sucesso do evento e a venda segura de muitos livros ainda.
Maribel apertou sua mão e sorriu agradecendo. Chamou então o rapaz, para as devidas apresentações.
_ Este é Jairo Júnior. J J, fale com seu avô.
Horácio a olhou espantado, com os olhos quase a saltar das órbitas!
_ Mas que brincadeira é essa, Maribel? Não estou entendendo onde quer chegar...
_ Não é uma brincadeira, é a mais pura realidade!
O homem começou a respirar com dificuldade e sentou novamente na cadeira onde estava antes. O rapaz afrouxou a gravata do avô. Isso lhe dera certo alívio.
Maribel continuou:
_ O senhor teve um relacionamento clandestino muitos anos atrás, com uma certa moça, de nome Amália Torres de Almeida, lembra disso?
_ Sim, sim... Amália era minha assistente de produção na editora, que estava começando ainda.
_ Pois então. Ela soube que era casado. Resolveu se afastar, pediu demissão. Mas já levava no ventre, Jairo, o homem da minha vida e pai de J J. O que lhe faz avô dele... Esse é seu neto, e não poderia deixar ser apresentado por mim, sua mãe. Prometi para Jairo que se ele não voltasse do Oriente Médio, o senhor um dia saberia da existência do neto e de toda a verdade.
_ E o que aconteceu com Amália?
_ Ela morreu há 8 anos atrás, vítima de uma cirrose, pois passou a beber todos os dias. Nunca lhe esqueceu senhor Horácio, isso a fez tornar-se 'escrava' do vício.
Horácio levantou com dificuldade, ainda sem ar. Agora, se reconhecia naquele rosto jovem em sua frente.
O rapaz era sem dúvida alguma, seu neto...
Apoiou o braço no ombro de J J, dizendo:
_ Perdi a vida de um filho sem saber, mas ganho a partir de hoje, um neto e uma nora. Lamento pela desgraça que fiz na vida de Amália, isso não poderei deixar de pensar nunca...
_ Tudo já é passado senhor Horácio. Estaremos rumo ao futuro agora.
Disse Maribel, dando um breve sorriso.
J J, que estivera calado todo o tempo, finalmente falou:
_ O que aconteceu antes não me importa. Poderemos ser amigos, senhor Horácio. Sei que meu pai gostaria que assim fosse.
Mas as forças do velho decairam, e ele de súbito desmaiou. Chamaram o médico dele, mas teve que ser levado ao hospital mais próximo, e antes de dar o último suspiro, olhou para o neto que acabara de conhecer e disse arfando:
_ Que você J J, nunca cometa os erros de seu avô. Que sua mãe um dia se recupere da perda de seu pai.
E o livro dela, seja um sucesso. Procure minha família, minha esposa já faleceu, mas tenho 2 filhos, você é sobrinho deles J J, quero que receba parte da herança que lhe caberá, como meu neto.
_ Não se preocupe com isso. O senhor vai melhorar e vai me apresentar para meus tios.
_ Não, sei que não, J J...
Horácio virou a cabeça para o lado, fechou os olhos e morreu.
Maribel subitamente teve um sentimento de culpa. Afinal, se nunca houvesse contado a verdade, ele não teria passado mal...
J J, como e lesse os pensamentos da mãe, deixou que as palavras dessem o tom certo ao momento:
_ Mãe, a verdade tem que ser dita. Não há como fugir dela. A senhora fez uma promessa ao meu pai e a cumpriu, isso que importa. Não se culpe quanto ao meu avô. Ele já estava doente do pulmão e coração, devido ao cigarro. Fiquei sabendo pelo médico dele, ainda agora, no corredor do hospital.
Maribel abraçou o filho, pensando como apesar de tudo era feliz:
Tinha ao seu lado um jovenzinho esperto, saudável, era tão bonito quanto o pai um dia fora, que a amava e respeitava muito.
Maribel não tinha olhos cor do céu, mas tinha o céu por testemunha de sua vida.
Fátima Abreu
terça-feira, 20 de novembro de 2012
MARIBEL - CAPT 3
Maribel havia tido uma verdadeira história de amor com Jairo. Digna de um romance escrito.
Fora isso que a levara ao livro que agora estava nas mãos do editor. Ele guardou os originais de Maribel na pasta e foi direto ao assunto:
_ Moça, vamos aos negócios: Vou financiar seu livro, tomar todas as providências necessárias para que chegue as livrarias e bancas. Falaremos do pagamento de direitos autorais e participação nas vendas, etc...
_ Trate tudo com nosso amigo aqui, e eu assinarei os papéis necessários, depois que ele me der o 'ok'.
Feito isso, ela arrumou a roupa que estava amassada de tanto ter dormido encolhida na poltrona, penteou os cabelos frente ao espelho antigo, pegou sua bolsa, e saiu acenando para os 2 homens que ficaram ali. Depois se virou e disse olhando para o editor:
_ Senhor Horácio, faça um favor, sim? Não em chame mais de 'MOÇA', já passei dessa fase há muito tempo.
Ao fechar a porta atrás de si, pensou:
" Agora é tudo ou nada..."
O editor e seu amigo, que estavam na biblioteca comentavam:
_ Bela mulher ainda, apesar de já passar dos 35 anos. Quantos anos ela tem na verdade, Miguel?
_ Se eu te disser não vai acreditar... Ela tem 10 anos a mais!
_ Sério mesmo?
_ Sim, eu a conheço desde que ela e Jairo começaram seu romance. E lá se vão muitos anos atrás!
Jairo me apresentou dias depois de se conhecerem. Eram dois jovens apaixonados... Pena que o destino acabou com isso...
_ Não acabei de ler o livro ainda... Me diga, como ele morreu?
_ Era jornalista e cobria uma reportagem no Oriente Médio, uma bomba o deixou em frangalhos.
_ É, deve ter sido uma grande perda para a moça...
_ Sim, nunca mais foi a mesma, desde então. A saúde não é boa, toma remédios sempre...
Ficaram ali ainda um pouco, acertando os detalhes do lançamento do livro de Maribel, e depois cada um seguiu seus afazeres de rotina.
Do outro lado da rua, Maribel entrara em uma cafeteria e saboreava o café fumegante, acompanhado de uns sequilhos de nata.
Miguel chegou, sentou ao seu lado. Disse:
_ Está tudo certo, minha querida. Poderá assinar a papelada ainda essa semana.
_ Ele está satisfeito então...
_ Sim.
_ Ele desconfia de algo sobre Jairo?
_ Não faz a mínima ideia de quem tenha sido Jairo, apenas o que sabe, é o que está no conteúdo do seu livro...
_ Melhor assim, por enquanto. Tudo tem seu tempo certo... A verdade um dia virá à tona, e quero estar lá para dizer.
Miguel pediu um café também, sem dizer mais nada. Bebeu, se despediu e saiu. Maribel continuou ali, perdida em seus pensamentos e lembrando do diálogo entre ela e Jairo, no aeroporto, quando ele foi para o Oriente Médio:
_ Estou preocupada com você. Aquilo lá é perigoso demais!
_ Não fique, meu amor. Mas se eu não voltar, faz uma coisinha para mim?
_ Não diga isso, por favor...
_ Quero que fale com Horácio Magalhães. Ele precisa saber da verdade.
_ Está bem. Mas sei que vai voltar, e você mesmo dirá tudo para esse homem.
Eles se beijaram...
Aquele foi o último toque dos lábios de Jairo, nos de Maribel.
( continua )
Fátima Abreu
Obrigada, gente!
* SÃO DADOS COPIADOS DAS ESTATÍSTICAS DO MEU BLOG 'LAR':
FICO FELIZ COM A PRESENÇA DE TODOS AQUI.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
MARIBEL ( CONT DO CONTO )
Era um livro perdido na estante agora.
Cerca de mais de mil títulos ali estavam.
Um candeeiro comprado na feira de antiguidades, iluminava a mesa tão antiga, quanto ele.
Mapas, canetas, blocos de anotações... Tudo devidamente organizado.
Um toque de séculos passados, cheiro de papel amarelado do tempo...
Devia ser um lugar especial para ele.
Na verdade, não era mais...
Ali, naquela mesma biblioteca particular, ele a encontrara duas semanas atrás...
**********************************************************
Rosto pálido, dos remédios que tomava.
Quilos devidamente espalhados pelo corpo ainda jovem.
Feições de quem tinha uma boa história de vida para ser contada...
Fora apresentada por um amigo em comum, alguém que gostava de ler tanto quanto ele.
Mostrou seus escritos: Folhas de papel, onde deixava sua marca no canto direito do final de cada página.
Uma rubrica com as letras MLRD.
Ele a convidou para sentar-se na poltrona ampla, ao lado de sua mesa, forrada em veludo vermelho, braços em cerejeira, com uma almofada muito grande, também em veludo da mesma cor.
Folheara o romance dela, durante 2 horas seguidas, enquanto esta dormia na poltrona, encolhida como criança. O amigo em comum, havia coberto suas pernas porque a saia que usava havia subido e estava com sua intimidade exposta.
Não acordou até o momento em que começou a ouvir o burburinho das vozes na biblioteca. Os dois homens comentavam o romance, pelo menos o que já haviam lido até ali.
Ela se espreguiçou sem cerimônia alguma e disse com seu jeito direto de ser:
_ Então, o que acharam?
O primeiro a falar foi seu amigo:
_ Maribel, seu romance apesar de pequeno, é simplesmente muito bom! Vai vender, com certeza.
As pessoas querem isso, pois estão tão cansadas de violência em toda parte: jornais, tv, internet, filmes...
Natural que queiram ter uma meio de escape de toda essa realidade que incomoda lá fora, isso você dará para elas!
Foi a vez do homem que era o dono da casa, se pronunciar naquele momento:
_ Moça, pode acreditar nas palavras do nosso amigo. Seu romance vai dar certo. Tem o meu apoio total.
Mas me diga: De onde veio essa inspiração?
Ela olhou fixo para um espelho que estava em sua frente, dizendo:
_ Um pouco de mim, do que vivi e do que a vida deixou de me dar.
Nesse instante, imaginou o rosto de Jairo ali.
Tanto tempo havia se passado desde o dia em que se conheceram, mas parecia que fora ontem...
( continua )
Fátima Abreu
MARIBEL NÃO TINHA OLHOS COR DO CÉU
( Conto )
Naquele dia ela parecia contente.
Saiu ainda cedinho pela rua. O dia acabara de nascer.
Não levara documento algum.
Apenas a vontade de caminhar sem rumo certo.
Precisava disso. Era assim que clareava seus pensamentos e tomava decisões.
Maribel não tinha olhos cor do céu, como na canção. Mas 'terrivelmente' expressivos!
Neles, se liam sua alma. Nada escapava...
Maribel conheceu Jairo nesse dia que mal saia da noite: Ele caminhava cabisbaixo, rosto contraído, esbarrou...
E na troca de olhares, fez-se a 'magia'. Dessas que ninguém vê, hoje em dia.
Tão difícil é acreditar nisso!
Amor à primeira vista... Até o termo diria-se hoje, é ultrapassado.
Mas acontecia, naquele dado momento para os dois.
Não interessava passado, nomes, profissão, religião ou qualquer que fosse rotulada pela sociedade.
_ Desculpe-me, moça. Ando tão desastrado ultimamente...
_ Não tem nada. Eu também estava aérea, não prestava atenção.
_ Sendo assim, estamos quites.
Disse, exibindo um largo sorriso para Maribel.
Ela retribuiu prestando bem atenção que o sorriso dele era realmente encantador...
Atrás deles estava um banco de madeira rústico, feito de um corte em tronco de árvore. Ele a convidou para sentar ali e conversar um pouco. Maribel assentiu.
Sem perceberem, uma hora se passou. Somente quando o celular dela tocou, soube disso.
Ela tinha deixado lembrete para seus afazeres.
Jairo deu-lhe seu número para que anotasse na sua agenda do celular e copiou o dela também.
Apertaram as mãos e despediram-se enfim. Mas não sem antes ficar certo que ligariam um ao outro para marcar um passeio juntos.
Esse foi o primeiro dia de um amor que duraria para sempre, mesmo estrelas distantes, se encontram em algum ponto lá no céu...
(continua)
Fátima Abreu
sábado, 17 de novembro de 2012
LEGADO
Se ao edificar uma casa, pensamos sermos donos dela, é ledo engano.
Tudo que é feito, construído, fica para a futura geração e assim sucessivamente...
Apenas usamos por um período de tempo.
Ontem ao assistir um filme, ouvi a frase:
"SUA CASA É PARA O FUTURO, PARA OUTROS, NÃO PARA VOCÊ"
Isso fez com que eu refletisse a respeito não somente disso, mas de outras coisas...
Passamos pela vida, compramos, usamos, mas daqui nada levamos.
Apenas o que podemos deixar é o que realmente importa.
Deixe um legado.
Uma marca sua, aquilo que você é bom em fazer. Isso, ninguém jamais esquecerá!
Ficará além de uma edificação, um registro de sua vida, da passagem pelo orbe terrestre.
Se assim não fosse, desde que o mundo é mundo, não teríamos tantas obras maravilhosas que ficaram para a posteridade, eras a fio...
Ora, eu escrevo, atiço as letras à minha frente.
Quero que elas se juntem e formem uma mensagem a ser lida e entendida.
Esse é o meu legado:
A minha escrita, tudo em mim está nela.
Mesmo as gerações futuras que nunca me virão de verdade, poderão conhecer um pouco de mim, quando ler algum texto meu.
Momentos de angústia, de alegrias, paixões, devaneios...
Assim que seja com você, que me lê.
Deixe a sua lembrança para os que virão depois.
Não seja ocioso, use seu tempo para algo que realmente sirva!
As areias do tempo correm,
Caindo sem trégua!
A ampulheta é a sua vida.
Os grãos, são pedacinhos de você...
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
NOTÍCIAS
LINK PARA DAR UMA OLHADA NA RESENHA DO MEU LIVRO:
"O ESQUECIMENTO AZUL" ,FEITA PELO MEU AMIGO AUTOR J R VIVIANI:
http://vendedordeilusao.blogspot.com.br/2012/11/divulgando_12.html
* ESTAREI PARTICIPANDO COM O CONTO:
"O Bom Recomeço"
QUE POR ACASO, É O PRIMEIRO CAPT DO NOVO LIVRO...
FÁTIMA ABREU
"O ESQUECIMENTO AZUL" ,FEITA PELO MEU AMIGO AUTOR J R VIVIANI:
http://vendedordeilusao.blogspot.com.br/2012/11/divulgando_12.html
* ESTAREI PARTICIPANDO COM O CONTO:
"O Bom Recomeço"
QUE POR ACASO, É O PRIMEIRO CAPT DO NOVO LIVRO...
FÁTIMA ABREU
A SAGA DE FLEURINE E MORGANA
A SAGA DE FLEURINE E MORGANA ( CONT DOS CONTOS ANTERIORES, NO BLOG PARA ADULTOS)...
Fleurine Constance saíra de seu castelo. Aquele que seu cavaleiro lhe dera.
Tomara a decisão enfim! Livraria-se das amarras que a prendiam ali:
O 'dono' de seus sentidos, que Fleurine ainda amava, mas que não queria mais estar perto.
Natural, ela se sentia refém de uma paixão sem limites.
A sua família nobre, nunca aprovara tal relacionamento: Uma condessa e um simples cavaleiro! Mesmo assim, havia um castelo... Isso era fato, que tinham que aceitar, mesmo em desagrado geral...
O que a família não sabia e Fleurine nem desconfiava, é que o castelo estivera abandonado por anos a fio, quando o cavaleiro o encontrou. Fez com que servos o limpasse e deixasse novinho, as custas de algumas poucas sacas de comida.
Havia pertencido a um conde de uma outra região, 50 anos atrás. Mas ele havia sucumbido a uma emboscada:
Tinha muitos inimigos que decidiram se unir e dar ao conde uma boa surra, apanhou tanto, que morreu então...
Como ele não tinha herdeiros, o castelo ficou isolado em meio a floresta espessa... Foi quando o cavaleiro por ali passou rumo à Cruzada, e recuperou-o totalmente, para dar a Fleurine de presente.
Sendo submissa ao seu cavaleiro, perdera um pouco de sua identidade. Mesmo sabendo que gostava de todas aquelas experiências com ele, da paixão ardente, resolveu fugir.
Pegou seu garanhão branco, embrenhou-se pela floresta e seguia sem rumo. Não sabia para onde ir...
Junto, levara Morgana que tornara-se sua dama de companhia. Ambas montadas no mesmo cavalo, seguiam em frente, seguindo o instinto.
Para a casa paterna não voltaria mais, pois a renegaram pelo romance com o cavaleiro. Ela era muito orgulhosa para bater a porta novamente...
Fleurine e Morgana, chegaram a um vilarejo dois dias depois da fuga. Lá não existia nenhum nobre. Fleurine apresentando-se como Condessa, foi rapidamente tratada como uma rainha no lugar.
Conheceu novas pessoas, o que ajudou a achar onde se estabelecer.
A condessa Fleurine levara consigo uma bolsa presa na cintura, com seus pertences valiosos:
Várias jóias e moedas de ouro.
Com isso, ela comprou um casarão, a altura de seu antigo castelo.
Mas depois de toda a mobília no lugar, e de Morgana em tudo lhe ajudar, ainda assim, ela achava que ali faltava alguma coisa.
Em noites de lua cheia, um desejo forte tomava conta de seu corpo. Como um sortilégio que alguém havia lhe jogado, ela se tornava uma mulher felina, e queria amar e amar até a madrugada terminar. Sentia nesses momentos, falta do cavaleiro que alimentava suas fantasias...
* Para continuar de ler esse conto, somente no outro blog "DELÍRIOS"
Fátima Abreu
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
O CAMINHO II
Viviana e André, agora juntos, viviam intensamente o amor.
A sintonia era real, mesmo sendo suas épocas diferentes...
André sabia que a visitando em seus sonhos, despertaria a vontade daquela que estava
predestinada a vir de um futuro distante e ficar com ele o resto de sua existência.
Viviana veio, através de um espelho!
Ele a esperara... Agora estavam vivendo um momento mágico.
Ela teria que aprender a viver naquela nova realidade: Sem celulares, computadores, família, amigos que deixara para trás...
Mas mesmo sem tudo isso, estava imensamente feliz!
Em 1902 era tudo diferente, mas André ensinava cada dia um pouco, para que ela se habituasse com os costumes e o modo de viver daquela época, saida de uma foto em branco e preto.
Quando Viviana lhe falava de 2012, ele mal podia acreditar nos avanços da Ciência e Tecnologia!
Tudo que para ele ainda estaria por vir: 2 Grandes Guerras do século XX, no homem na Lua, computadores, aparelhos celulares, submarinos nucleares, cinema em 3D, estações espaciais, robôs no solo de Marte, nas maravilhas da Medicina: Corações artificiais, vacinas, transplantes...
Era como se abrisse um romance de ficção científica, que aliás em 1902, não existia se quer esse nome: Havia sim, autores de realismo fantástico, como as obras publicadas por Júlio Verne.
Para André, o que Viviana descrevia era justamente isso:
Uma obra não inventada ainda, desse escritor.
Viviana estava no campo agora com seu amado André, aquele, do sonho que lembrara... e enfim a trouxera até ali...
Dançavam sem música.
Apenas com os acordes do coração.
Fátima Abreu
A sintonia era real, mesmo sendo suas épocas diferentes...
André sabia que a visitando em seus sonhos, despertaria a vontade daquela que estava
predestinada a vir de um futuro distante e ficar com ele o resto de sua existência.
Viviana veio, através de um espelho!
Ele a esperara... Agora estavam vivendo um momento mágico.
Ela teria que aprender a viver naquela nova realidade: Sem celulares, computadores, família, amigos que deixara para trás...
Mas mesmo sem tudo isso, estava imensamente feliz!
Em 1902 era tudo diferente, mas André ensinava cada dia um pouco, para que ela se habituasse com os costumes e o modo de viver daquela época, saida de uma foto em branco e preto.
Quando Viviana lhe falava de 2012, ele mal podia acreditar nos avanços da Ciência e Tecnologia!
Tudo que para ele ainda estaria por vir: 2 Grandes Guerras do século XX, no homem na Lua, computadores, aparelhos celulares, submarinos nucleares, cinema em 3D, estações espaciais, robôs no solo de Marte, nas maravilhas da Medicina: Corações artificiais, vacinas, transplantes...
Era como se abrisse um romance de ficção científica, que aliás em 1902, não existia se quer esse nome: Havia sim, autores de realismo fantástico, como as obras publicadas por Júlio Verne.
Para André, o que Viviana descrevia era justamente isso:
Uma obra não inventada ainda, desse escritor.
Viviana estava no campo agora com seu amado André, aquele, do sonho que lembrara... e enfim a trouxera até ali...
Dançavam sem música.
Apenas com os acordes do coração.
Fátima Abreu
IMAGEM RETIRADA DO FACEBOOK:

terça-feira, 6 de novembro de 2012
Esse é o amor
Que sentimento contrastante dentro de mim.
Amo, mas o amor vale o que sinto em horas que os problemas aparecem?
Perco as forças para continuar amando...
Será que devemos colocá-lo acima de todas as outras coisas?
Cresci pensando assim. Resignei-me a vida inteira.
Amei e amo, só isso, por anos a fio!
Que poder é esse que supera até as maiores dores?
Não tenho essa compreensão, mas queria ter.
Para julgar se devo continuar colocando isso, acima de qualquer outra coisa.
Negar os próprios sentimentos, pelo amor, sendo que ele é o principal?Minha cabeça roda... Já não sei o que pensar. Acho que nem Freud explicaria isso.
Por que sou assim, tão intensa? Não queria ser.
Talvez pessoas 'superficiais' sofram menos.
Tudo para mim respira romantismo.
Embora conviva com pessoas que me acham uma tola.
Minha filha diz que amor não existe, que é uma coisa inventada pelos filmes, livros, etc...
Ela ainda não viveu um amor, por isso nem de longe imagina o que seja!
Amor é uma junção de sentimentos: Dor, prazer, tolerância, compreensão, perdão.
Esse é o amor.
Por mais que doa vivê-lo todos os dias de que me lembro, não sei viver sem ele.
Fátima Abreu
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O CHAVEIRO DE CORAÇÃO
Ela recebera o chaveiro numa ocasião especial,
Era aniversário do primeiro encontro.
O dia em que se conheceram...
Parecia tão distante agora!
Era em formato de coração,
Adornado em um dourado bem trabalhado,
Tinhas rosas ao centro, com 'sempre vivas' entre elas...
Algo bem diferente dos seus chaveiros anteriores.
Mas agora, em suas pálidas mãos,
Nada tinha de especial...
Apenas lembrança de outros dias,
Quando era feliz.
Fátima Abreu
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Imaginação
No meu recanto encantado, escondia-se a casinha pequenina.
Um lar.
O sótão tendo a janela com vista para toda a floresta.
A casinha feita de madeira, era cercada de verde por todo lado.
Um riacho descendo as pedras...
Águas serenas.
Paisagem linda de se olhar,
Não fosse apenas, na imaginação estar...
Fátima Abreu
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
"VEM NA MENTE"...( FRASES E PENSAMENTOS )
NOTA: ESSE TEXTO FOI FEITO EM 2009, QUANDO NÃO ERA UMA PESSOA NOSTÁLGICA, MINHA VISÃO DE PASSADO, ERA BEM DIFERENTE DE HJ EM DIA...
Sou pelo povo:
A desigualdade me incomoda.
*********
Aprendi que na vida nada é para a eternidade, apenas os momentos vividos devem ser desfrutados com sabor, podem acabar o 'gosto' a qualquer tempo...
*********
Tenho ânsia de mudar o Brasil, quem me dera ter o cargo que Dilma ocupa! Apenas sonho isso, nesta vida não poderia mais dar uma guinada:
Estou sem boa memória, anseio o que, não daria em nada...
*********
Sei que o passado é importante, digam isso os historiadores e quem trabalha diariamente em um museu... Mas se não tentarmos esquecer as perdas, os desencantos, as mágoas, não conseguiremos ir em frente.
Me perdoem os 'caranguejos', mas andar para trás, de nada adianta...
**********
Tenho em mente que a Terra já está condenada. E por mais que as políticas internacionais tenham a vontade de mudar o quadro, Gaia já foi transformada: O eixo já se movimentou, o polo norte magnético já mudou, indo do Alaska para a Sibéria.
OS DIAS ESTÃO MAIS CURTOS, AS PLACAS TECTÔNICAS SE MOVEM ANUNCIANDO A REVOLTA DO NÚCLEO TERRESTRE...
As geleiras estão descongelando e em consequência, o mar aumentando... O clima está todo mudado, as estações se fundem quase em apenas duas: verão intenso com temperaturas insuportáveis no hemisfério sul e inverno com nevascas que encobrem tudo, no hemisfério norte.
E as abelhas? ESTÃO SUMINDO!
Tal qual Einstein um dia profetizara:
"Se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida".
Peço então que cada ser humano, desse planetinha condenado, tente valer os dias que ainda restarão para cada um de nós, amando seu semelhante, fazendo caridade, boas ações, sendo fraterno, amigo (a), independente se vai estar perto do fim agora ou daqui há 4 anos...
Para não dizerem que sou imediatista, que sejam as perspectivas mais otimistas de certos cientistas: Daqui há 30!
De qualquer forma, ficam aqui meus pensamentos, gosto de registrá-los quando vem em mente...
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Fátima Abreu
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=180135#ixzz1bWGv5vg8
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
MEU PENSAMENTO DO DIA
Há momentos em que minha plácida quietude, é para esconder dos outros, a turbulência instalada em minha alma...
Fátima Abreu
Fátima Abreu
SORTILÉGIOS- CAPT 5 DO CONTO SURREAL
CAPT 5
Os gêmeos, filhos de Liliane e Adão, nasceram já com as 3 hélices de DNA, que era comum entre as crianças da Nova Era.
Esse particular, é a evolução da raça humana, capaz de desenvolver os sentidos 'adormecidos' durante eras, no DNA antigo: Telecinesia, Telepatia, Premonições. Além de aguçar alguns sentidos que já existiam, como enxergar no escuro ( a íris fora mudada com o novo DNA ), olfato apurado como dos caninos, a audição tornara-se potente ( as orelhas também ficaram maiores e pontiagudas como fadas e elfos ), paladar e tato ficaram no mesmo patamar de antes.
Liliane soltara de uma gaiola, uma ave aprisionada, que representava Adão. Feito isso, ele estaria livre, tal qual a ave que voava feliz, depois de 9 meses presa.
Vésper e Virgílio foram levados pelo pai para seu lugar de origem, pois o 'sortilégio' de Liliane chegara ao fim, com o nascimento das crianças.
Adão tentou levar juntamente com o grupo que o acompanhara, os seguidores de Liliane, que quisessem voltar com ele. Mas destes, cerca de 10 apenas, fizeram a viagem de volta.
Na verdade, estava muito preocupado em arrumar uma ama de leite para os gêmeos, já que Liliane, não dera os seios para os pequeninos aplacarem sua fome, nas primeiras horas de vida. Para ela, isso era inconcebível, já que a própria maternidade lhe era repugnante.
Não muito longe dali, o Universo conspirava a favor dos gêmeos:
Eva não sabia como, mas seus seios encheram de leite inexplicavelmente! Estava pronta para doar a quem precisasse, quando Adão chegou ao seu alojamento, sabendo da notícia, pediu que amamentasse seus filhos. Eva não perguntou nada, apenas pegou cada um dos bebês recém nascidos, e amamentou-os.
Finalmente alimentados, Adão então, começou as explicações...
Eva a princípio, ficou triste em saber do envolvimento dele com Liliane, pois a lembrança do beijo que trocaram na partida, deixou um forte sentimento dentro dela...
Entretanto, depois ficou certa que ele estava sendo vítima de um 'encantamento' qualquer, que Liliane havia feito.
Adão agradeceu a compreensão e ela respondeu apaixonadamente:
_ Não se preocupe Adão: Entendo bem tudo que lhe aconteceu. Mas os seus frutos estão aqui em meu colo, e sabe-se lá porque, estou tendo leite para amamentar. Deve ser mais uma das missões que tenho que prestar aqui. Serei a ama dos pequeninos.
Ele pegou suas mãos ( entre as dele ), levando aos lábios num toque suave de carinho.
Nunca mais voltou a procurar Liliane, embora soubesse por viajantes, que ela estava formando uma nova cidade, não muito longe dali, onde antes já havia existido uma metrópole do passado terrestre.
Quanto à Adão e Eva, estreitaram suas relações e uniram-se maritalmente.
Vésper e Virgílio tornaram-se os filhos dela também, amava-os e era retribuída.
Foram criados assim, sem desconfiar da sua verdadeira origem: Filhos de Liliane, "A Discórdia".
continua... NO MEU PRÓXIMO LIVRO!
Fátima Abreu
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Enlace
( Poema sensual )
ENLACE
Faz um carinho em minha alma
Sendo assim, o corpo corresponde também
Senti um desejo enorme
De ser de ti, meu bem...
És um doce
Que sabor tem?
Só provando desse doce
Para saber como degustar melhor
Com prazer, é claro
E sem nenhum dó...
Se prepare para o enlace:
Volve para mim, a tua face,
Te cubro de beijos quentes
A boca sente...
Começa por aí, a paixão...
Ah, amor meu!
como foi selvagem
o amor seu.
marcas das mordidas,
arranhões, quase feridas.
ah, amor meu!
descontrolou-se, eu sei...
diz que não tem fêmea como eu
de desejo, se deu...
ah, amor meu!
queria que fosse eterno
nosso enlace
e nós dois juntos na cama,
num vai e vém alucinado,
deixar o ápice do prazer, chegar...
e te chamando entre meus gemidos:
louco, desvairado!
FÁTIMA ABREU
ENLACE
Faz um carinho em minha alma
Sendo assim, o corpo corresponde também
Senti um desejo enorme
De ser de ti, meu bem...
És um doce
Que sabor tem?
Só provando desse doce
Para saber como degustar melhor
Com prazer, é claro
E sem nenhum dó...
Se prepare para o enlace:
Volve para mim, a tua face,
Te cubro de beijos quentes
A boca sente...
Começa por aí, a paixão...
Ah, amor meu!
como foi selvagem
o amor seu.
marcas das mordidas,
arranhões, quase feridas.
ah, amor meu!
descontrolou-se, eu sei...
diz que não tem fêmea como eu
de desejo, se deu...
ah, amor meu!
queria que fosse eterno
nosso enlace
e nós dois juntos na cama,
num vai e vém alucinado,
deixar o ápice do prazer, chegar...
e te chamando entre meus gemidos:
louco, desvairado!
FÁTIMA ABREU
NÃO COMEREI DA MAÇÃ
NÃO COMEREI DA MAÇÃ
Não insista, não comerei da maçã!
Sei os truques que nela há
E o mal que consequentemente me fará.
Não, tramas assim já vi antes,
E por isso mesmo, caí por terra...
A maçã? Coma-a você!
Não insista, não comerei da maçã!
Sei os truques que nela há
E o mal que consequentemente me fará.
Não, tramas assim já vi antes,
E por isso mesmo, caí por terra...
A maçã? Coma-a você!
Prove de seu próprio veneno,
Bruxa malvada!
E saiba o que é sofrer:
Ação e reação, essa é a lei!
Pense nisso, antes de oferecer.
Fátima Abreu
Bruxa malvada!
E saiba o que é sofrer:
Ação e reação, essa é a lei!
Pense nisso, antes de oferecer.
Fátima Abreu
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Chuva
Se a chuva vem, que venha logo!
Meu poço está vazio.
Minha paciência está no limite.
Que venha a chuva!
Água necessária para encher o poço.
O copo...
Veículo líquido que lava,
Mata a sede, cozinha...
Vem chuva, vem!
Já não posso suportar sua falta.
Fátima Abreu
Meu poço está vazio.
Minha paciência está no limite.
Que venha a chuva!
Água necessária para encher o poço.
O copo...
Veículo líquido que lava,
Mata a sede, cozinha...
Vem chuva, vem!
Já não posso suportar sua falta.
Fátima Abreu
Os gêmeos (capt 4 do conto surreal)
CAPT 4
Liliane havia se retirado da região onde estava residindo antes. Seus seguidores, pessoas inconformadas com a rotina ( embora de nada lembrassem do passado da Terra antes ), iam junto como uma procissão antiga.
Ansiavam construir uma sociedade diferente desses últimos anos, desde que despertaram do sono de 3 dias dessa Nova Era, cerca de quase 6 anos atrás.
Liliane aproveitava disso, tendo a lábia da serpente: Tal qual no paraíso das Antigas Escrituras.
Adão saiu atrás desse grupo na esperança de conseguir trazê-lo de volta, mesmo Eva pedindo que deixasse de lado, pois ser caso perdido para eles.
Eva chorava lembrando-o de seu sonho, onde Liliane havia seduzido Adão, a ponto dele se passar para seu lado...
Não adiantava, ele estava irredutível nesse ponto: Iria assim mesmo.
Despediram-se. Inesperadamente, Adão voltou-se e lhe dera um beijo. Eva correspondeu, mostrando assim seus verdadeiros sentimentos para com ele.
Liliane, sabia que ele viria em seu encalço, assim, tramando sua sedução, procurou estar o mais bela possível: Do traje negro que sempre usava, passou ao branco, cabelos soltos e compridos. Aromatizada de flores do campo, estava pronta!
Levou cerca de dois dias, para que Adão e seu grupo, finalmente achassem o campo onde Liliane estava.
Munida de sua magia ancestral, fez com que Adão entrasse em sua tenda para conversarem, nitidamente seduzido, a tomou em seus braços, passando ali muito tempo, sem lembrar nem o porque de sua viagem.
Assim como o grupo que lhe acompanhou nessa empreitada.
Liliane, conseguira então um de seus objetivos. Mas a sedução sobre Adão, também lhe trouxe um problema inesperado: Uma gravidez.
Mas tinha certeza que assim que o filho nascesse faria das duas, uma:
O mataria, ou faria com que fosse levado para longe de si.
Para ela, a maternidade seria insuportável dada sua alma leviana e cruel.
Achando melhor manter Adão mais tempo com ela, até que o filho deles nascesse, para decidir então que fim iria dar ao bebê, deu-lhe mais de uma poção que ela mesma fez.
Foi até o alto de uma rocha, recitou umas palavras e o encantamento tornou-se potente. Nesse momento a resposta seria vista por quem estivesse ali:
O horizonte transformara-se em cores foscas, uma mistura de cinza e um tom laranja.
Voltou para o campo, e esperou até o fim do nono mês de gravidez.
Foi quando veio a dupla surpresa:
Numa terça feira, dois bebês nasceram : Os gêmeos eram menina e menino.
Adão deu o nome de Vésper, para a menina, por ter nascido de tarde, e de Virgílio ao filho.
Mas Vésper representava muito mais que a filha de Liliane e Adão:
Ela seria a líder dos novos Guerreiros da Luz, no futuro.
Quanto à Virgílio, daria cabo da própria mãe, numa nova Batalha do Bem x Mal.
Continua...
Fátima Abreu
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
DESTINO TRAÇADO ( CONTO )
REEDITADO
Romance
Ela andava triste e cabisbaixa, não sabia o que faria sozinha. A filha, tinha ido morar na Europa, desde pequena dizia para a mãe:
"Ainda vou morar em Londres, é o meu sonho mamãe".
Olhava para a menina, balançava a cabeça, e dizia:
" Ai, minha filha, se tudo fosse como sonhamos, que bom seria"...
Mas a filha arrumou um intercâmbio, lá se foi... E ficou!
Agora se encontrava só, o marido já havia morrido há uns 3 anos, os parentes, estavam distantes, moravam em outras cidades.
Ela resolveu dar uma reviravolta em sua vida, e decidiu alugar um quarto na casa onde morava, assim teria companhia, alguém para conversar, comentar um filme, comer junto, essas coisas, que fazem falta, para quem não está acostumado a viver em solidão...
Colocou um anúncio no jornal, e em 4 dias, recebeu um telefonema de um senhor um pouco mais velho que ela, pois ele já tinha lá os seus 50 anos, e ela, 45...
Esse homem disse estar interessado, pois era também viúvo e seu único filho estava em Portugal, fazendo um estágio. Era provável até que arrumasse uma estabilidade na firma onde estava, foi isso que ele dissera ao pai, quando telefonou na semana anterior.
"Que coincidência", ela pensou... "
Minha filha também foi para a Europa, e nós dois somos
Minha filha também foi para a Europa, e nós dois somos
viúvos"...
Ela combinou que ele viesse dar uma olhada na casa, para saber se o quarto lhe agradaria, depois de dar devidamente o endereço.
No dia seguinte, sem esperar tão cedo, o senhor bate em sua porta:
_ Bom dia! Desculpe vir tão cedinho assim, mas estava curioso, e quero logo achar um cantinho para ficar, a solidão não me agrada em nada!
_ Ah, sim...Bom dia! Me chamo Fiona, e o senhor? Não me recordo se disse o seu nome ao
telefone...
_ Não, não disse. Porque a senhora também não mencionou o seu, naquela ocasião...
_ Desculpe-me... Ando tão aérea ultimamente... Mas entre.
Ele adentrou a sala e percorreu com os olhos, percebendo tudo muito ajeitadinho, peças de
artesanato, que possivelmente teriam sido feitas pelas mãos dela...
Fiona mostrou o sofá, para que ele se sentasse. E começou a puxar conversa, para poderem se conhecer a partir dali:
_ Bem, sr?
_ Mário, esse é meu nome.
_ Bem, sr Mário, o senhor tem algum vício?
_ Não, apenas gosto de tomar um bom vinho, nos fins de semana, é pela minha descendência
portuguesa...
_ Ah, pensei que fosse descendente de italianos, mas não sei porque tive essa impressão...
_ Ora, não tem problema, muita gente pensa isso, acho que é porque existem mais "Mários"
italianos, do que portugueses...
_ Bem, isso é mesmo... Mas voltando a nossa conversa: O senhor quer ficar mais ou menos por quanto tempo aqui?
_ Se a senhora se acostumar com a minha presença, o tempo é indefinido. Meu filho vai ficar
mesmo pela Europa, sei disso... E não tenho mais ninguém nesse mundo, além dele. Sinto-me muito só. Gostaria de estar com alguém conversando, jogando damas, comentando filmes que se possa assistir junto, cozinhando, passeando...Essas coisas que não se pode fazer sozinho.
_ Exatamente como eu penso! Isso eu sinto na carne, sr Mário, desde que fiquei só também...
_ Se é assim, diga-me quanto vai querer no aluguel do quarto, que eu já pago agora adiantado uns 3 meses, dinheiro não é problema...
_ Conversamos sobre isso no almoço, estou lhe convidando para almoçar, porque vejo que o senhor não veio para ficar hoje ainda, não trouxe suas coisas...
_ D. Fiona, as minhas coisas estão no meu carro, apenas estacionei um pouco mais distante da sua casa, por falta de vaga.
_ Ah, então seu carro está aqui na rua, com tudo dentro?
_ Sim, é só ir buscando aos poucos as minhas coisas. Percebi que aqui não tem garagem.
_ É não tem, porque comprei essa casa assim, já que nunca tive carro mesmo, e nem sei dirigir.
_ Hum, terei que arrumar um estacionamento por aqui, e pagar mensalmente. Mas isso resolvo depois. Agora vou buscar minhas tralhas e me acomodar no quarto. Se incomoda de me mostrar agora, onde vou ficar?
_ Não, claro... Venha, é por aqui...
Fiona foi levando Mário pela casa, e mostrando tudo em cada detalhe, para que ele se inteirasse do funcionamento...
Até que mostrou o quarto, era bem arejado de janelas amplas, com cortinas rústicas, cama de casal, tudo com muito artesanato. Era uma suíte, na verdade... Ele gostou muito mesmo, e mostrou isso sorrindo.
_ Gostei de verdade... Então vou pegar minhas coisas. E já vou colocando aqui.
_ Sim, vá...
No decorrer da primeira hora, foi colocando as suas coisas desordenadamente na suíte. Fiona ajudou-o porque diga-se de passagem, ele não tinha o menor jeito para arrumar nada!
Tudo arrumado então, foram almoçar e acertar os detalhes do aluguel.
Depois, Mário foi procurar um estacionamento em que pudesse guardar seu carro, pagando
mensalmente a vaga...
Passados uns dias, a integração entre os dois era total, parecia que tinham se conhecido durante a vida inteira! Faziam as refeições juntos, passeavam, assistiam filmes que escolhiam juntos, na locadora, e até caminhavam bem cedinho pela região...
Meses correram...
Agora, um sentimento mais forte já os unia, mas nem um nem outro admitia, talvez por timidez... Até que um fato veio a mudar essa situação:
Agora, um sentimento mais forte já os unia, mas nem um nem outro admitia, talvez por timidez... Até que um fato veio a mudar essa situação:
Fiona saída do banho, escutou o celular tocando insistentemente, e correu para atender... Estava apenas de toalha, e sentou-se em sua cama para falar melhor ao celular. Era sua filha de Londres...
Dizia estar passando bem, mas não era como a hospitalidade brasileira, os ingleses eram muito sérios, e cada um se preocupava com a própria vida, não tinham a convivência entre vizinhos... "Nem Fiona, sorriu levemente", pensando como ela realmente estaria, sem sua comida caseira...
Conversavam animadamente, quando Mário chegou, vendo a porta do quarto de Fiona aberta, pensou que poderia lhe falar, não contava que ela estivesse praticamente nua ali, no momento...
E ao entrar, lhe deu um susto, mesmo sem querer...
Fiona terminou a conversa com a filha e desligou o aparelho.
Fiona terminou a conversa com a filha e desligou o aparelho.
Voltou o rosto para Mário, e disse:
_ Ah, Mário, que susto me deu, meu amigo!
_ Desculpe, Fiona. É que, como vi a porta aberta, pensei que poderia lhe falar...
_ Sim, esqueci aberta... Você não tem culpa. Mas fale...
_ Nunca tinha percebido como seus ombros são tão bonitos!
_ Ora, que nada! Mas não era isso que queria me dizer...
_ Fiona, te vendo assim, agora tenho coragem... Um sentimento diferente tenho por você. Faz
tempo que quero te dizer, mas sou muito tímido...
_ Será que é o que penso? Está se apaixonando por mim?
_ É isso sim... O que começou com uma amizade, acabou se transformando em amor.
Espero que não me leve a mal, mas gostaria de saber o que acha, e se tenho chance de conquistar você...
Espero que não me leve a mal, mas gostaria de saber o que acha, e se tenho chance de conquistar você...
_ Olha, Mário, eu também estive com esse problema com uma pessoa, sem saber como dizer que estava apaixonada... Mas sabe, essa pessoa se adiantou e se declarou agora!
_ Quer dizer, que sou eu? Que você também sente o mesmo?
_ Sim, Mário!
Sem mais um segundo de espera, eles se beijaram ardentemente, e ali mesmo se entregaram ao amor, tantos meses recolhido em seus corpos...
Passaram a viver como marido e mulher depois daquele dia...
Parecia que nada iria abalar esse relacionamento, mas a filha dela resolveu voltar ao país, e uma nova virada nessa estória aconteceu:
Parecia que nada iria abalar esse relacionamento, mas a filha dela resolveu voltar ao país, e uma nova virada nessa estória aconteceu:
Quando ela foi receber a filha no aeroporto, Mário foi junto, porque Fiona e ele, sempre faziam tudo juntos.
Não havia mencionado nada sobre seu novo companheiro para a filha, seria uma surpresa...
Não havia mencionado nada sobre seu novo companheiro para a filha, seria uma surpresa...
Ao chegar no desembarque, sua filha estava abatida, Fiona correu para lhe abraçar, Mário veio logo atrás.
Fiona apresentou-o à filha:
_ Filha, esse é meu novo marido, Mário. Moramos juntos há um ano, já... Não te contei antes,
porque queria fazer uma surpresa...
_ Ah, sim... Tudo bem? Que surpresa mãe! Mas sabia que a senhora do jeito que fala tanto, não iria conseguir viver sozinha... Sem ter com quem falar, comentar alguma coisa...
_ É filha, mas Mário me conquistou primeiro a amizade, depois fomos nos apaixonando dia a dia, até que... Deu certo!
Mário, que ainda nada havia dito, então se adiantou:
_ Sua mãe é maravilhosa, impossível não se apaixonar por ela!
Fiona respondeu:
_ E você é a pessoa mais dedicada do mundo! Filha ele até me serve café na cama, todos os dias, acredita?
_ Bom pra você, mãe... Agora vamos?
Fiona notou a falta de interesse da filha, pelo seu momento atual.
Seria a experiência na Inglaterra tão deprimente, que ela havia voltado pior?
Porque ela sempre foi muito distante, e só procurava o "colo" materno quando estava muito precisada, com alguma depressão, problema, etc...
Seu temperamento era bem parecido com sua avó paterna, já falecida...
Sempre desse jeito: Muito calada, meio egoísta, e criava um mundo onde não deixava transparecer os sentimentos...
Era uma pessoa digamos fria, que quase não ria.
Seria a experiência na Inglaterra tão deprimente, que ela havia voltado pior?
Porque ela sempre foi muito distante, e só procurava o "colo" materno quando estava muito precisada, com alguma depressão, problema, etc...
Seu temperamento era bem parecido com sua avó paterna, já falecida...
Sempre desse jeito: Muito calada, meio egoísta, e criava um mundo onde não deixava transparecer os sentimentos...
Era uma pessoa digamos fria, que quase não ria.
Sua filha era realmente parecida em vários aspectos, com sua falecida sogra...
Isso deixava Fiona triste...
Uma filha que enxerga seus problemas em primeiro lugar e a mãe vem depois...
Isso deixava Fiona triste...
Uma filha que enxerga seus problemas em primeiro lugar e a mãe vem depois...
"Enfim... Cada um com seus problemas", pensou.
Os três entraram no carro de Mário, e dirigiram-se para casa.
Os dias foram passando, algumas mudanças foram feitas na rotina do casal, devido à presença de Carolina na casa...
Mário ficava chateado com algumas coisas que ela fazia, como por exemplo:
Deixava as coisas sujas onde comia, não limpava, não levava para a pia, molhava o banheiro social, não enxugava, ficava até altas horas da madrugada no computador, batendo papo com as amigas de msn, fazia muito barulho antes de dormir, quando já ele e Fiona estavam dormindo há tempos...
E acabavam por acordar.
Além de praticamente só querer sair acompanhada da mãe, o tempo todo...
Era muito insegura, e não sabia se virar sozinha. Talvez fosse por isso que não deu certo na
Europa.
Isso incomodava muito Mário, mais que tudo... Afinal, Fiona e ele não durariam para sempre, e ela tinha direito de ser feliz enquanto vivesse junto dele. Carolina teria que entender isso, e não exigir tanto da mãe, porque o mundo aí fora, não passaria a mão pela cabeça dela, ela teria que aprender viver com seus próprios passos...
Mas em matéria de amor, ele e Fiona estavam cada vez mais apaixonados, isso nada mudou.
Seu relacionamento era quente, cheio de volúpia, se davam muito bem na cama, e no cotidiano, havia apenas as divergências pela presença de Carolina, que fazia sempre das suas para irritar a mãe, e em consequência disso, a ele também...
Seu relacionamento era quente, cheio de volúpia, se davam muito bem na cama, e no cotidiano, havia apenas as divergências pela presença de Carolina, que fazia sempre das suas para irritar a mãe, e em consequência disso, a ele também...
Um dia, seu filho lhe enviou um e-mail dizendo estar voltando também para o Brasil.
Então passou dias analisando a situação. Não comentou no mesmo dia com Fiona.
Deixou passar um tempinho, até que decidiu revelar, pois já estava se aproximando o dia da chegada de Mauricio, seu filho.
Então passou dias analisando a situação. Não comentou no mesmo dia com Fiona.
Deixou passar um tempinho, até que decidiu revelar, pois já estava se aproximando o dia da chegada de Mauricio, seu filho.
Mauricio era um jovem de 25 anos, bonito e que chamava a atenção feminina, de estatura mediana, forte, de cabelos castanhos claríssimos, beirando o loiro... Olhos esverdeados, como os de seu pai, Mário.
Fiona estava ansiosa para conhecer o enteado, e saber qual seria a reação dele, ao saber que seu pai agora estava com ela.
Carolina, por sua vez, era indiferente ao novo membro da família, fosse quem fosse, para ela não teria importância, pois seu 'mundinho' não seria abalado por nada...
Todos estavam juntos aguardando a chegada dele no aeroporto, mas Carolina foi a pedido de sua mãe, para não dar a entender que não ligava para a chegada de Mauricio.
Ele veio de encontro ao pai, assim que o avistou, diferentemente de Carolina, quando chegou de sua estada na Inglaterra.
Logo percebeu que o pai estava acompanhado, e foi se apresentando com um sorriso largo, bem característico de sua personalidade...
Isso muito agradou Fiona, por desta forma perceber que ele ficara contente de seu pai ter alguém...
Feitas todas as apresentações, saíram dali para a casa de Fiona, onde um quarto já estava
separado para ele.
Bem instalado, jogaram conversa fora muito tempo, na sala...
Depois Fiona foi para a cozinha com Mário adiantar o jantar.
Depois Fiona foi para a cozinha com Mário adiantar o jantar.
Carolina e Mauricio ficaram na sala, numa situação meio chata, pois ela mal abria a boca, apenas para responder aquilo a que ele questionava...
Maurico resolveu então investir na conversa, mais drasticamente:
_ Percebi que você é muito calada mesmo, Carolina. Não gosta de novas amizades?
_ Para te falar a verdade, Mauricio, eu tenho dificuldades de relacionamento com todo mundo, até com a mamãe...
_ Entendo... Mas nada que uma boa terapia não resolva. Já tentou?
_ Fiz terapia por uns seis meses, depois até isso já me irritava... Aí decidi cair fora...
_ Bem, tem outras maneiras também, atividades que te levem ao contato maior com as pessoas. O que você faz atualmente?
_ Quer saber? Para uma pessoa que acaba de chegar, você pergunta muito! E se me dá licença, vou para o meu quarto.
Dito isso, saiu 'chispada' da sala, com cara de poucos amigos...
Mauricio percebia agora, que seria mais difícil do que pensava, dobrar aquele mau gênio da moça, para que pudessem conviver bem ali...
Os dias transcorriam bem, embora Carolina não conversasse muito com Mauricio. Entretanto ele estava encantado com Fiona, adorou o jeito de ser dela.
Parabenizou o pai mais de duas vezes pela escolha de uma mulher tão boa, para se conviver.
Parabenizou o pai mais de duas vezes pela escolha de uma mulher tão boa, para se conviver.
Carolina estava enciumada, achava que sua mãe dividia a atenção com muita gente agora...
Mauricio não havia desistido de conseguir a amizade da moça, e a convidou para um cineminha, ela poderia escolher o filme.
Ela respondeu:
Ela respondeu:
_ Bom, se é assim, eu vou, tem mesmo um filme que estou querendo assistir. Isso é uma das coisas que nunca recuso, um bom cineminha...
Nos seus 22 anos, Carolina, parecia mais ser uma velha do que uma mulher da atualidade, vivia reclusa, e apenas algumas atividades como ir ao cinema e ao shopping, a agradavam... Mas uma coisa ela adorava de verdade: Ler!
Podia ficar horas dentro de uma biblioteca ou livraria, folheando os livros...
Podia ficar horas dentro de uma biblioteca ou livraria, folheando os livros...
Fiona e Mário acharam ótima a idéia dos dois saírem juntos, para uma maior integração...
Quem sabe a amizade poderia sair desse passeio?
No sábado, lá se foram do shopping para o cinema, depois um lanche na praça da alimentação, e terminariam em uma das livrarias, para deleite de Carolina...
Enquanto isso, Fiona e Mário não poderiam estar mais apaixonados, e aproveitando a saída deles, fizeram algo bem diferente:
Colocaram uma música para tocar, A MÚSICA DELES, e dançaram na sala, se encaminhando para a cozinha...
Depois, Mário despiu bem devagar Fiona, e fizeram amor ali, retirando tudo de cima da mesa...
A intensidade era tanta, que os vizinhos poderiam até ouvir os gemidos do casal...
Depois de um bom banho, onde juntos se ensaboavam com carinho, Mário a levou de volta a sala, e tirou tudo da mesa de centro de madeira antiga, que valia um bom dinheiro, e disse:
_ Sobe aqui, amor...
Fiona ficou relutante, pensando que a mesa não aguentaria, mesmo pesando apenas 48 kg...
_ Não sei... Será que aguenta, amor? Mesmo eu sendo magra, acho que para uma mesinha de centro, ainda é peso...
_ Sobe, querida, ela suporta sim...
Fiona subiu e perguntou a Mário:
_ E agora?
_ Agora vou por outra música, e você dança aí em cima da mesinha.
Assim foi...
Ele reverenciava a dança de Fiona, uma dança do ventre, ambos gostavam de música árabe ou cigana...
Mário beijava-a com ardor, em tudo! Desde os cabelos, face, ouvidos, nuca, até os dedinhos dos pés de Fiona, não eram esquecidos...
E brincavam como crianças, esquecendo da idade madura que estavam: Rolavam pelo chão
abraçados, ele fazia cócegas nela, que quase morria de tanto rir, bebiam vinho tinto suave, que tanto gostavam de tomar nos fins de semana, e depois faziam amor de novo...
A noite chegou, e com ela, Maurício e Carolina chegavam em casa.
Ela estava mais animadinha, depois de um ótimo dia com Mauricio no shopping...
Ela estava mais animadinha, depois de um ótimo dia com Mauricio no shopping...
Realmente a amizade nasceu desse dia em diante...
Um dia, Carolina acordou mal, e teve de ser hospitalizada as pressas, era uma apendicite...
Fiona, Mário e Mauricio foram para o hospital com ela, e aguardavam as notícias do lado de fora do centro cirúrgico.
Depois de quase duas horas ela finalmente saiu da cirurgia, carregada em uma maca e sendo levada para um quarto particular. Onde eles puderam ficar esperando que ela acordasse, pois tinha tomado anestesia geral.
A sua cirurgia foi complicada e exploratória...
A sua cirurgia foi complicada e exploratória...
Meses depois desse susto, Mauricio e Carolina já eram mais do que "irmãos emprestados", ele conseguiu conquistar aquele coração tão indiferente do começo...
Estavam até pensando em se casar, já que Mauricio estava com a vida estabilizada por aqui, pois ocupava um bom cargo na firma que trabalhava. Carolina, por sua vez, arrumou também o que fazer, e agora trabalhava como instrutora de Informática, porque mexer com computador era mesmo sua especialidade...
Estavam até pensando em se casar, já que Mauricio estava com a vida estabilizada por aqui, pois ocupava um bom cargo na firma que trabalhava. Carolina, por sua vez, arrumou também o que fazer, e agora trabalhava como instrutora de Informática, porque mexer com computador era mesmo sua especialidade...
Os pais adoraram a idéia desse casamento, afinal, eles teriam vida nova fora dali...
Um começo, em um novo lar...
Um começo, em um novo lar...
Mas levaram um susto, quando Mauricio e Carolina revelavam que pelo menos durante um ano, ainda morariam com eles ali... Até poderem comprar mesmo um imóvel.
Fiona e Mário se entreolharam, mas... O que fazer? Aceitaram então que ficassem mais um ano ali, com eles.
Fiona comentou à noite, deitada com Mário, porque era nessa hora que eles colocavam todos os assuntos em dia:
_ Amor, parece que temos que levar nossos filhos nas costas, por mais um ano mesmo...
_ É querida... Só espero que isso não seja "fogo de palha", e que depois de um ano, resolvam se separar, e dar tudo no mesmo...
_ Não isso não vai acontecer, Mário, estão mesmo apaixonados!
_ Não tanto como nós... Agora vem aqui meu amor...
_ Ah, Mário... Te amo tanto, que até dói, amar assim desse jeito!
Ele a abraçou com carinho, beijou-lhe os olhos, desceu para seus lábios de canela, e se amaram por toda noite...
FIM
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