quarta-feira, 8 de março de 2017

SELO




                                              * IMAGEM CEDIDA POR Adilson Bonassa


SELO

Eu queria dizer, mas, o nó na garganta não deixou.
Quis abraçar, mas, não houve a oportunidade...
Imaginei tua presença. Só isso.
O beijo ficou à espera, nos lábios molhados.
E o desejo contido, embora latente.
É que coisas assim, são quase como utopia:
Quando o outro não sabe, ou não sente.

Foi selado todo e qualquer movimento.
Não era para acontecer.
Você tem outras preferências, eu sei...
O que me leva a achar, que isso é bom!
Pois assim, meu poder de sedução, não falhou.
Apenas, o que você gosta, é o mesmo que eu.
A química é a mesma.
Nada mudou: Continuo no meu canto, a olhar somente...
Existem coisas para apenas serem apreciadas, outras, saboreadas...
O vinho ficou na taça.
O sabor você não provou.
Contento-me que não exista outra.
Caso gostasse do sabor do vinho tinto suave, seria o meu a ter nos lábios...

Fátima Fatuquinha Abreu




DESNUDE- REEDITADO


Desnude
Os muitos segredos e mistérios que tem uma mulher.
Encante-se com o que vai descobrir!
Voe alto com os sonhos que ela pode te dar...
  Mas, ao final dessa graciosa aventura, que possa sorrir e dizer:
"Mulher, amo você" !

Em um cantinho da alma que ninguem vê, está uma miscelânea de sentimentos, que só Deus pode entender...

Fátima Fatuquinha Abreu
 
 
 
Desnude a mente e o corpo
 Descubra segredos que ela detém...
 Faça isso de maneira harmoniosa, homem!
 
 
 


O corpo feminino é conhecido.
A mente, uma incógnita!
Seja esperto, meu amigo:
Somente com paciência, saberá o que passa consigo...


Fátima Abreu Fatuquinha
 
 

MULHERES





Mulheres

Para ser mulher não basta ser do sexo feminino:
Tem que ter força, magnetismo...
Ainda perspicácia: astuta como raposa, companheirismo, sexto sentido.
E ao mesmo tempo, ser dócil, suave, como pétala de flor.
Saber levar um homem e a família que formou.
Cuidar para que as tarefas do cotidiano, não atrapalhe sua vida social ou afetiva.
Saber dizer o que quer (ainda que não tenha muita certeza disso), contudo, muitas vezes é o que faz sentido.

                                                                                   

Mulher: A parte feminina do ser humano.
O batom vermelho da relação.
A responsabilidade da humana continuidade...
Somos assim:
Pau para toda obra.
Fertilizante para terra seca.
Chuva no pomar e jardim.
Bálsamo para dores de outrem (porque para as nossas, não acertamos na fórmula)
Primeiro a mulher sangra.
Depois, perde o lacre.
Mulher dá a luz e cria.
E quando idosa, conta sabedoria.
E por tudo isso, como não seria?
Somos mulheres, com muito orgulho, em todo sentido da palavra.
Desde Eva, a primeira, quando comeu a maçã.
E de menina à anciã.

Fátima Abreu Fatuquinha



terça-feira, 7 de março de 2017

Dona

 



 
 
Um tudo ou nada, se faz necessário.
Teus passos seguem os meus.
Alinhando sentimentos seus...
Não é que eu esqueça o que vivemos.
Apenas, não posso corresponder aos teus anseios mais...
Essa mulher já foi dona dos teus "ais"...
 
Agora fique somente com a lembrança.
Dos dias e noites, de dois apaixonados.
Os lençóis marcados.
Uma boca querendo sedenta, a outra, para os beijos e as preliminares...
Sim, crie um quadro dessa forma, na memória.
E aceite, dói menos assim.
Agora faço o que quero de mim...
 
Fátima Abreu Fatuquinha


 

segunda-feira, 6 de março de 2017

CAMINHO - DUETO

CAMINHO

Teu corpo estrada de seda
vou no passo à passo
sentindo teu cheiro
e aguardando surpresas
a cada curva do caminho.
Toco minha língua e minha boca rasteja
cada pêlo eriça num gostoso arrepio, prossigo.
Teus mistérios são infinitos, meu beijo sela
tua boca e minh'alma goza.

Pablo Queiróz

                                                                                   


Meus mistérios hão de ser desvendados.
No dedilhar dos teus dedos ágeis e gentis.
Provoca o deleite da rosa. E ela agradece e pede mais...
As tuas mãos passeiam pela estrada nua, de seda, como disse...
Eu, te faço da mesma forma.
Assim, acariciando os corpos, desvendaremos os segredos neles contidos...
E sendo assim, o primeiro passo será dado.
E o que vem a seguir?
O rompantes de uma paixão desenhada entre linhas tuas e minhas...

Fátima Abreu Fatuquinha

domingo, 5 de março de 2017

NA PENUMBRA DO SONHO - O Recomeço- REPUBLICADO

REEDITADO

A SINOPSE:

                                                           NA PENUMBRA DO SONHO

                                                                        O Recomeço

Por: FÁTIMA ABREU
Um livro surreal que tem nomes bem conhecidos da Humanidade: Adão, Eva e Lilith, personagens principais dessa trama, passada num tempo chamado: NOVA ERA.
O 'Recomeço' da nova Humanidade.
A eterna luta do Bem contra o Mal, é um dos pontos entre os muitos, que o leitor irá encontrar nesse pequeno livro..
Boa leitura e surpreenda-se...

Trecho do livro:



...Vésper e Virgílio foram ter com os mais velhos que estavam no alojamento maior, onde eram realizadas reuniões. O mentor mais velho, disse quando os gêmeos adentraram no recinto:
_ Estávamos aguardando vocês, meus queridos. Sabíamos que viriam o mais rápido possível. Vejo que suas auras estão desequilibradas. Principalmente a sua, Vésper.
_ Sim, estou muito nervosa. Sinto que a culpa é minha, pelos relâmpagos e trovões ainda agora. Tenho tido pesadelos que se transformam em realidade...
_ Seus sonhos podem ter esse poder sim, minha amiga. A magia que envolveu seu nascimento e de seu irmão, é a responsável certamente, por tudo que aconteceu.
Os irmãos se entreolharam sem entender.  Virgílio perguntou então:
_ A que exatamente se refere senhor? Não sabemos nada, sobre essa magia de que fala...
_ Não me cabe dar detalhes. Somente quem pode dizer algo, são seus pais. Apenas lhes coloco a par de que todas as suas potencialidades chegaram finalmente ao auge, agora que já são adultos. As mudanças de seus corpos e mentes já estão feitas, basta apenas aprender a usá-las com sabedoria.
Dirigindo-se novamente a Vésper ele completou:
_ Vésper, tem uma missão que nem imagina, minha amiga. E Virgílio, será o principal guerreiro da Luz, nos dias que virão, para dar fim aos planos de Liliane...
Novamente os gêmeos  fizeram a expressão de espanto.
Uma das senhoras que estava presente, continuou:
_ Não se assustem. Esse é o destino para que foram criados...Tudo isso, já estava escrito nas estrelas, antes do seu nascimento. Foram as únicas crianças nascidas na época do NOVO RECOMEÇO.  Somente 10 anos atrás, as mulheres tornaram a engravidar e nasceram novas crianças, mesmo assim, bem poucas. Assim tem que ser. O povo que está espalhado pelo planeta, já é o suficiente. A NOVA  TERRA, em breve, será apenas de adultos, que viverão como no inicio dos tempos, cerca de 300 a 400 anos. Até quando chegar o dia, que finalmente todos desse orbe, migrarão para a outra dimensão, onde corpos materiais, não mais serão necessários...





QUEM QUISER, É SÓ ENVIAR MSGM PELO FACEBOOK:
DAREI OS DETALHES.
https://www.facebook.com/fatima.abreu.9250


* Para comprar em ebook e ler na tela, peça pelo email:
fatuquinha@gmail.com

* somente se tiver interesse mesmo

TRECHO DE: 1 CONTO & 1 CAFÉ- republicado




TRECHO DO MEU LIVRO: 1 CONTO & 1 CAFÉ

* REALISMO FANTÁSTICO:



O céu, antes colorido pelos seus deuses, tornara-se cinza  e nunca mais voltara ao normal...
Uma forma que eles acharam de punir, aos que não os queria como divindades. O 'novo sistema', impôs regras e as pessoas não poderiam, viver  nuas nos campos e bosques, nem como pouca roupa. As vestes tornaram-se pesadas e sem o colorido de antes. As mulheres ainda tinham o poder sobre os homens, mas fora diminuído.

Eles já tomavam frente às decisões, coisa que antes cabia à matriarca de cada família ou do grupo nômade.
Mesmo assim eram ouvidas em suas opiniões e toda forma de Arte desenvolvida daquele período em diante, era voltada para a beleza feminina. Fazendo os homens se lembrarem que delas vinham, por elas seriam criados e delas teriam que cuidar, caso chegassem a uma idade avançada...
Quando um homem tomava uma mulher por esposa, teria que se comprometer a nunca cometer adultério, pois isso era imperdoável e o levaria à forca.

Os cabelos femininos na Terra de Melanie eram sempre longos, pois assim guardavam dentro de si, a memória do passado, quando a Grande Deusa era cultuada.
Os livros e a escrita surgida antes do novo sistema foram destruídos. Só era permitido a alguns homens usar da nova escrita que fora implantada, e os livros só poderiam ser lidos por um pequeno número de pessoas, que gerenciavam o sistema, através de uma cidade onde se erguia uma construção, na maior representação do estilo gótico.

Dali em diante tudo mesmo parecia sombrio e tomara ares de tristeza. O povo então passou a chamar seu mundo, de Terra de Melanie. Antes disso, era chamado de Terra Céltica.
Na verdade, aquele mundo parecido como seu fora antes, estava encantando as cinco mulheres recém chegadas. De certa forma, não queriam deixá-lo, mas sabiam que seria extremamente necessário.
Cada Terra Paralela estava em determinado estágio cronológico da própria História da nossa Terra.
Na Terra de Gaia, estavam no período clássico, já na Terra de Melanie, era como se fosse a Idade Média, na época mais tenebrosa, quando nenhum avanço acontecia, as pestes devastavam os povos e tudo era como um grande dia nublado, as crianças não tinham esperança de passarem dos 20 anos. Seu futuro era triste.

 Taís e suas irmãs fizeram brotar em seus corações, a vontade de mudar o rumo das coisas...
Alessandra chegou até onde Fedon estava, abriu a porta da alameda onde as duas mulheres continuavam a entretê-lo, bem devagar. Surpreso com a vinda inesperada de sua Senhora ficou totalmente desorientado, deixando as 'dormideiras' caírem no chão. Tratou de pegar sem jeito. Alessandra o censurava com seu olhar sem dar uma palavra se quer... As duas mulheres nuas que ali estavam vendo que 'algo estava no ar', saíram da mesma forma, sem nada dizer...

Fedon entregou a planta para sua dona que colocou em um saquinho e saíram dali. Mas antes, Alessandra deu-lhe o direito da explicação, pois  ela respirava justiça e sabedoria, esse fora o dom herdado de Palas Atena. Sabia que na sua forma humana, Fedon poderia cair em tentação, por esse motivo perdoou sua falta de  responsabilidade com  a missão, afinal, como humano, era falho!


FÁTIMA ABREU

O DIA DO FIM (2 ou seria 3 ?)

O dia do fim, surgiu num sonho meu. Assim como tantas versões dele, eu tive no decorrer de todos esses anos vividos...
 Esse novo sonho, apenas se difere dos outros, porque foi marcada a data de hoje, e um horário específico:
14:00 horas (ou para os americanos que leem sempre meu blog: 2:00 PM)

 As placas tectônicas se desprendiam causando  maremotos,  as tempestades haviam começado naquele horário. Eu sabia. Alguma coisa havia me dito, talvez um sinal telepático captado por mim, ou apenas o meu sexto sentido que estaria mais aguçado naqueles dias que antecederam aquele momento crítico, mas, decisivo em toda história da Humanidade:
 A tal falada Transição Planetária: Sair dessa realidade em 3 D, e evoluir para a 5 D.
 Deixar de ser carnívoro, para ser vegano, e coabitar com a  Natureza,  deixar o egoísmo e egocentrismo, e tornar-se uma coletividade. Deixar a matéria densa, e tornar-se mais leve, inclusive a ponto de não adoecer mais.
 Um planeta Terra, retirado da expiação e elevado para uma regeneração...
 Sim, eu havia  me conscientizado disso desde 2007, quando comecei a ler a respeito de tudo aquilo...
 Agora acontecia finalmente!

Pessoas ficavam cientes de tudo pelos noticiários em todas as mídias. O hemisfério norte estava indefeso. As catástrofes anunciadas aconteciam, e países inteiros eram tragados pelo oceano.

O Brasil  por estar no hemisfério sul e como foi anunciado pelos canalizadores, seria o berço da Nova Era, seria poupado em vários locais.  Porém, a costa  brasileira, sofria as consequências do que estava acontecendo no Atlântico Norte, e sentia-se o reflexo também: Ondas gigantescas, invadiram cidades litorâneas. As pessoas corriam desesperadas procurando abrigos no mais ato que pudessem estar.
 Outras, nem tão preocupadas em salvar a própria pele, procurava pelos seus familiares, pois, queriam estar juntos nesse momento crucial...
 Gritos eram ouvidos por toda parte, uns de desespero, e outros, chamando pelos parentes.
 Eu estava ali, no meio de todo aquele caos.
 Minha família espalhada em vários locais do Estado do Rio de Janeiro:
Meus pais, irmãos, sobrinhos, meu filho, nora e netos no Rio. Minha filha do meio e neta estavam aqui na Região dos Lagos, na cidade em que moramos mesmo, Maricá.
Já minha outra filha, a caçula, ainda solteira, tinha ido à outra cidade metropolitana: Niterói.


Ela costumava encontrar seu namorado aos sábados, mas, por um motivo que eu desconhecia, eles combinaram para o domingo. E lá estava nesse momento.

Eu estava sozinha. Não tinha ideia por onde estavam a filha do meio, meu genro e neta. Moramos perto, no mesmo bairro, mas, nem sempre nos  víamos.

Mas, como em todo sonho, as coisas parecem bem diferentes da realidade, o bairro  não era o que conhecia. E talvez a casa deles fosse muito longe, porque eu não conseguia chegar até lá, e estar com eles.
Talvez eles também estivessem procurando por mim...
Na tentativa de todos estarem juntos.


O chão se abriu enquanto eu cogitava essas coisas.
Pessoas gritaram mais.
Eu olhei e segui em frente.
Mas, tive uma vontade repentina de urinar... Procurei um local.  Lá era como um edifício garagem, e cada andar tinha um estacionamento.
Depois de me sentir aliviada, continuei minha procura.


O telefone celular não servia. Não tinha sinal. Isso aumentava o descontrole das pessoas, por não poderem saber a localização exata daqueles que mais amavam...

Chorei. Não poderia acreditar que nunca mais os viria, sem ter dado um beijo e um abraço em cada um deles... 
Porém, nutria a esperança de sobrevivermos e passarmos para a 5 D.

Não só a Terra como conhecemos estava sofrendo a mudança: Todas as dimensões, invisíveis a olhos humanos normais (e somente visíveis aos clarividentes), que coabitavam conosco também:
O mundo Deva era uma dessas dimensões. Ele também tinha que sofrer uma evolução, assim como seus habitantes.

Nesse instante as  dimensões se fundiram, e pude notar um elfo de cabelos negros, compridos e lisos, amarrados para trás, na altura da nuca, e de orelhas muito pontudas, saído diretamente daquele referido mundo, a me olhar estranhamente...
Via em seus olhos que me detestava por algum motivo...
Poderia dizer que sentia um olhar de vingança até...
O que eu teria feito  para ele?


Fui puxada dali, porque um outro homem apareceu, e me disse que havíamos passado muitas encarnações juntos. Que éramos almas gêmeas, e que me salvaria do tal elfo.
Perguntei então, se ele sabia o que eu tinha feito para aquele ser de outra dimensão.
Também não sabia, foi a resposta dele.
Tratamos de sair daquele local o mais rápido que podíamos, pois, era evidente que o elfo  viria atrás de mim e de sua vingança, sem eu nem saber o porquê...

E nesse corre corre, o mundo mudou e eu também.
Acordei na manhã de ontem, e contei o sonho para minha filha caçula, a Cathy, para que se eu esquecesse de algum detalhe, ela me lembrasse.
Só que eu lembrei da maioria, e ela, apenas do tal elfo.

Bem, assim termina esse mini conto baseado no sonho.
Havia feito em prosa poética, gravando pelo meu celular, para depois ao ouvir, escrever aqui... Mas, apaguei.
Decidi escrever diretamente de forma discursiva, assim todos entendem de maneira igual.
A prosa poética nem sempre...

Obrigada pela leitura.
                                        Fátima Abreu Fatuquinha





sábado, 4 de março de 2017

Eclipse- Dueto

ECLIPSE

Noite sem sal
dia sem mel
relâmpagos que trago na língua
pirilampos no olhar.

Noite de cordilheiras de saudades
dia com cardumes de afetos
meu cérebro embriagado de memórias
e um coração empoeirado de desejos
nesse eclipse de amor porque o fogo afaga
meu "eu" cheio de amor.

PABLO QUEIRÓZ

Meu dia se depara com sua noite.
Quero te dar meu brilho:
Meus afagos, beijos e desejos.
Quero dar-te mel nos lábios.
Teu 'eu' cheio de amor, me chama...
E o meu, na nudez do corpo,
espera te receber assim:
Dentro de mim.

O fogo se instala.
A cama balança.
O grito de prazer emudece na boca:
Em seu lugar, os meus gemidos constantes
dizem à você, que sabe me satisfazer...

FÁTIMA ABREU FATUQUINHA


quinta-feira, 2 de março de 2017

Era uma vez num Carnaval...

Enviado pela amiga Lílian Furtado, do meu grupo no whatsapp, "Imaginação Poética" ,sobre nossa dinâmica de contos de Carnaval:















Era uma vez, num Carnaval...



Essa história aconteceu  com minha irmã Anita, nos anos 80, em um baile de carnaval, de um clube bem frequentado da nossa cidade. Moramos em Porto Alegre, RS.

Ana estava com umas amigas, quando avistou um belo rapaz: Alto, forte, e de olhos castanhos do outro lado de um enorme salão (ele começou a olhar para ela)... E ela é claro, retribuiu.

Ficaram um bom tempo trocando olhares quase que hipnotizados um pelo outro, até que esse rapaz que se destacava entre vários (e estava bem distante dela), atravessou o salão e foi até ela... Aconteceu, que na frente de todos, a beijou durante um longo tempo, tipo cena de cinema.
Após esse beijo, ele perguntou o seu nome, também lhe disse que se chamava Ricardo. 
Perguntou a Anita como faria para encontrá-la novamente.
Entretanto, ele estava na verdade, acompanhado da sua noiva; que por estar junto com outras pessoas, nem notou o seu distanciamento momentâneo. 
Em razão disso, não puderam passar o resto da noite juntos no baile. 
Ele voltou para onde estava sua noiva, porém, continuaram a trocar olhares até o final da festa.

Após essa noite que foi inesquecível para minha irmã, ambos se encontraram em vários bailes de carnaval. 
Até que começaram a namorar, tendo Ricardo rompido o seu noivado para ficar com Anita. 
E assim, durante um bom tempo, ficaram juntos e felizes... Depois, por razões diversas, romperam o namoro e Ricardo acabou reatando o noivado. 
Anita teve alguns amores depois disso, porém, nunca esqueceu essa história com Ricardo. 
Verdadeiro amor de carnaval.



Fim




**********





Era uma vez num Carnaval de um ano qualquer
Uma mocinha jeitosinha...
Chamava atenção: 
Tinha cabelos longos, de um castanho escuro quase negro, corpo definido e uma aguçada libido.
Era uma vez num Carnaval, uma casa cheia de gente. Ela estava ali.
Alguém apossou-se dos seus olhos, e o despertar se fez.
Namoraram durante os quatro dias, fizeram a sua própria folia...

 Ela  teve que voltar ao seu estado natal: Rio, tropical.
Ele ficou em São Paulo, junto com os outros primos da jeitosa mocinha.
 Porém, o que tiveram juntos, não saía da mente do rapaz.
 Embora, tivesse sido ele mesmo que sugerira:
- Caso você arrume outro, e eu outra, não há atrito: Será por um tempo indefinido... Um dia nos teremos de qualquer maneira... Nem que esperemos a vida inteira.
 
Ela se desencantou com isso... Parecia só pura diversão aquele romance de Carnaval, como se estivesse a disposição em qualquer época de sua vida!

Não, definitivamente, não era isso que ela queria.
Seguiu sua vida e  dois meses depois, por outro, ela se interessou.
Começou a namorar e levou para seus pais conhecerem.

 Entretanto, seu primo em São Paulo,  sem esquecê-la facilmente, tomou uma rápida decisão:
 Comprou um anel de noivado, para pedir sua mão.

Ela no entanto, já apaixonada pelo outro rapaz, se negou a aceitar o anel, que tinha diante de seus olhos.
Seu primo, deixou as lágrimas rolarem sobre a face. Tinha certeza que ela aceitaria...
Ledo engano. Caso não tivesse dito nada antes, estariam ali naquele momento, comemorando.

Ela se despediu dele entre lágrimas, e dó. Não tinha a intenção de magoá-lo...
Porém, ele mesmo deixou a entender, que fora apenas uma paixão de carnaval que poderia se repetir algum dia. E não pareceu naquele instante, que ele levaria a sério, para que ela também levasse..
Foi a última vez que se viram. Ele levou a mágoa. Ela ficou com a tristeza.


A mocinha casou um ano depois, com o mencionado, namorado.
Já o primo, uns quatro anos depois disso, com alguém que muito a lembrava, diziam uns e outros...
Mas, enquanto o casamento dela, durou anos e anos, até a morte do marido, o do primo, não foi assim.  Acabou em pouco tempo, e hoje tem um segundo casamento.

O que se pode dizer sobre tudo isso?
Talvez uma xerox, seja apenas uma representação da original...
E assim, termina mais uma história real.

Fim

Fátima Abreu Fatuquinha







Dueto: DETALHES- republicado






Detalhes que agora lembro. 
Sensações que juntos sentimos. 
Momentos... 
Nada poderia definir melhor, do que a palavra 'paixão'. 
Quando teus dedos passavam suavemente pelos cachos de meus cabelos, e descia o toque, pela nuca exposta... 
Aproveitava e roçava seus lábios ali. 
Eu arrepiava toda, nesse gostoso sentir... 
Sabia como me deixar no 'ponto'. 

Percorria ainda com os dedos hábeis toda a extensão do meu corpo. 
Parava onde sabia, eu mais desejava... 
Já pronta para receber teu corpo sobre o meu (pois a gruta úmida, já estava), te beijava ardentemente, na sofreguidão da volúpia que tomava conta de mim... 

Serviu-me uma taça de vinho tinto. 
Não queria apressar nada.
As carícias seriam por toda noite... 
Percorri cada parte de ti, com minha quente e ávida língua. 
Arranquei-te um gemido másculo que combinava contigo. 
Parei finalmente aonde queria, para fazer-te crescer... 
Mastro viril para ter-me por inteiro. 

A nossa dança enfim começava... 
Toques, cavalgadas... 
Detalhes, muitos! 
Por toda madrugada...

Fátima Abreu

Sinestesiado pelo teu calor enlevado pelo teu ar sedutor... 
Desceste como larva vulcânica pelo meu corpo... 
Incendiando-me de prazer, decantando-me em excitação. 
Nas suas torres, deleitei-me, sugando-as languidamente... 
Minha língua aveludada e quente, circulando os seus mamilos. 
Membro teso em êxtase, colocado entre as duas torres, comprimindo-o... 

Ah, em deleite profanamo-nos diante de Eros, arrancando-lhe aplausos... 
Lancei-me, percorrendo a nuance do seu belo corpo, chegando onde repousa a flor rubra, com os lábios úmidos e cálidos, arranquei-lhe gemidos censurados. 
Deitado sobre o teu devasso corpo, num encaixe perfeito, 
fizemos a dança perfeita, tendo o nosso néctar amalgamado pelo frisson dos nossos ardentes corpos, jorrados na silhueta do nosso ninho de amor.

José Luiz Maia 



quarta-feira, 1 de março de 2017

Dueto: Naturalmente Amor





NATURALMENTE AMOR 

Teu corpo cedendo à languidez deixa a minha imaginação correr livre...
E selvagemente venho feito água, lambendo os rochedos que são teus seios, e caio tímido e suplicante a seus pés, pedindo amor. Teu seio palpitante e tu trêmula e feliz.
Eu selvagem e tímido, torno-me escravo na porta do teu jardim...
Abro tuas pétalas e selvagemente sorvo o néctar da tua flor e me embriago de mel...
E vou morrendo...
E vou morrendo de amor, com teu corpo na palma das minhas mãos. 

PABLO QUEIRÓZ


Embriaga-te em meu néctar, pois ele vem do que senti por ti... 
Não é a toa, que ele desce: 
E sim, pelo desejo que brotou desde o primeiro beijo... 
Meus seios são montes fartos, para teu deleite... Cuida dos mamilos que pedem teus lábios...
Fátima Abreu Fatuquinha

Deixarei entumescido com o calor dos meus lábios, e farei estrada no teu corpo...
Habitarei tua gruta, onde eu possa sentir o aroma do teu desejo, e calarei tua fala, com meu falo.
PABLO QUEIRÓZ

O teu falo cabe bem assim: Nos lábios, na gruta, faça o que quiser de mim...

 Antes porém, deixe que eu sorva de ti a primeira gota que brotar...
Da mesma forma, é assim que quero:
 A tua língua ávida e úmida,  abrir caminho, e sentir suavemente um certo "botãozinho"...

Um sobe e desce experimentarei então:
Desse jeito, pronta e entre gemidos de prazer contínuo,
abro a gruta para que siga  com teu falo, meu caminho...

Fátima Abreu Fatuquinha