quinta-feira, 21 de maio de 2026

O BAÚ DO PIRATA "PAVIO CURTO" (REPUBLICADO)

Esse conto faz parte do meu livro:
Fatuquinha Para Pequenos :
http://www.clubedeautores.com.br/book/165464--Fatuquinha



 
 
 
 

O BAÚ DO PIRATA "PAVIO CURTO"
 
 
Séculos atrás, os mares estavam infestados de piratas.
A pirataria era crime que levava um homem à forca ou outras penalidades daqueles tempos... Havia um pirata chamado 'PAVIO CURTO', que navegava pelos mares do Caribe com seus companheiros, saqueando as naus que por ventura viessem da Europa.

Uma nau espanhola acabara de atracar no porto, para descarregar algumas mercadorias, quando os piratas atacaram. Houve tumulto e uma moça que levava consigo um bauzinho, que continha as poucas jóias da família, tropeçou e caiu no chão.
Havia dentro do seu bauzinho, um colar de esmeraldas e uma pulseira cravejada de rubis.
Era isso que sua mãe havia lhe deixado como única herança antes de falecer.
Carmensita descera ali no porto, procurando um lugar para trabalhar e morar, pois não restava mais ninguém de sua família.
Assustou-se com os piratas e procurou se esconder para que não lhe levassem o seu bauzinho.
PAVIO CURTO, entretanto, a viu, e de um puxão segurou-a ela cintura e a trouxe perto de si.
Carmensita era uma bela morena de curvas sinuosas e chamava atenção.
Ele, a olhando de cima a baixo disse: 

- Ora, ora, o que temos aqui? Uma bela jovem, no meio dessa confusão toda! Mas que sorte a sua, de ser eu a te encontrar mocinha! Se fosse outro, talvez estivesse em apuros...
- Deixe-me em paz, seu pirata grosseiro! Quero sair daqui, agora, solte-me!
- Nossa, mas como ela é corajosa! Sabe, gosto disso numa mulher... Vou levá-la comigo. Suba no meu navio, vamos!

Assim, foi empurrando Carmensita para dentro do navio sujo, dos piratas.
A pobre moça, nervosa, apertava contra o seio, o seu bauzinho. Não poderia deixar que eles tirassem dela, a sua lembrança de família.
Olhou tudo ao redor e percebeu então a quantidade de homens que ali estava e temeu que lhe fizessem algum mal, pois a olhavam de forma indecorosa...
‘PAVIO CURTO’ percebeu que ela levava o bauzinho, mas estranhamente, não o tirou dela.
Ele a levou para a cozinha do navio e mandou que fizesse a comida, juntamente com o cozinheiro Nestor.
A moça sentou-se numa cadeira em frente à bancada cheia de batatas, e o cozinheiro deu- lhe uma faquinha para que começasse o trabalho...

À noitinha, todos jantaram. Carmensita comia triste, temendo a sua sorte em meio aqueles piratas terríveis!
PAVIO CURTO anunciou durante o jantar, que no dia seguinte, iriam para sua ilha, onde guardariam o baú do tesouro acumulado pelas pilhagens.
Foram todos dormir, ficando acordados, apenas dois vigias e o capitão. Naquela noite, Carmensita não conseguia pegar no sono, preocupada.
Mas ao mesmo tempo, sabia que o capitão PAVIO CURTO, a protegeria dos outros. Notou que havia despertado interesse nele...
E para dizer a verdade, ela também nutriu uma simpatia por ele, porque até aquele momento, foi respeitoso para com ela. Algo novo surgia em seu coraçãozinho, que nunca antes havia experimentado...

Carmensita decidiu sair do alojamento onde estava, e foi até o convés, para tomar o ar fresco da madrugada. Distraiu-se olhando o mar e não percebeu a chegada de PAVIO CURTO...
Ele vinha de mansinho e mais uma vez a segurou pela delicada cintura.
O pirata a virou e ficaram de frente um para o outro. Os olhos castanhos dela brilharam...
Ele percebeu isso, e tomou como aprovação, pelo que viria a seguir:
Um beijo ardente! Estavam apaixonadas, sem dúvida alguma.
Um silêncio veio a seguir, pois as palavras tornaram-se desnecessárias...

Ao amanhecer, chegaram à ilha. Carmensita ficou a bordo. Alguns piratas desceram com o capitão, levando pás para enterrar o tesouro.
Fizeram um mapa da localização exata.
Tudo terminado voltaram para o navio.
O pirata PAVIO CURTO procurou logo por Carmensita.
Daquele dia em diante, viveram uma grande paixão, mas que não agradava nadinha, alguns tripulantes do navio, principalmente o contra mestre...
Ele achava que um amor para o capitão, seria desastroso em suas empreitadas: 

Um lobo do mar teria que ser solteiro a vida inteira, pensava...
Resolveu fazer algo para atrapalhar aquele romance:
Colocaria o mapa que foi feito do local onde estava o tesouro, nas coisas de Carmensita, para que o capitão não confiasse mais nela.
Dessa forma, o contra mestre entrou na cozinha, pegou o bauzinho de Carmensita que estava lá, e depositou o mapa, que ele havia roubado do capitão, na noite anterior. 

Na hora do almoço, todos estavam alegres cantando e tomando rum, quando o capitão colocou a mão no bolso, percebendo que o mapa não se encontrava ali...
Ficou atônito.
Berrou com todos, dizendo que iniciassem uma procura por todo o navio, imediatamente! O malvado contra mestre foi até a cozinha fingindo estar procurando por lá.
Depois, disse ao capitão:

- Capitão, achei! Estava ali na cozinha, dentro do bauzinho da moça.
PAVIO CURTO surpreendeu-se.
Carmensita nervosa disse:

- Mas, como foi parar aí? Eu nunca peguei nisso antes, e não tenho porquê.
O capitão disse então para Carmensita: 

- Tem certeza? Será que não pretendia ir embora, assim que estivesse em terra, novamente?
- Não! E não posso acreditar que esteja desconfiando de mim! É evidente que fui vítima de alguma trama. Alguém colocou o mapa no meu bauzinho, para me deixar mal com você! Existe gente no navio, que não gosta da minha presença aqui!
Além disso, como poderia chegar até a ilha, já estando em terra firme em algum porto? Não vê que nada disso faz sentido? Se não acredita em mim, não é digno do meu amor!
- Espere, Carmensita. Perguntei isso, porque tenho receio que se vá da minha vida. Está mais do que certa: Alguém aqui tramou para nos desentendermos... E vou descobrir quem! 

Carmensita analisou os rostos de cada um, para descobrir algum traço de insegurança ou insatisfação.
Cabisbaixo, parecia estar sentindo culpa...
Achando seu suspeito, cochichou no ouvido de PAVIO CURTO, que chamou imediatamente seu subordinado.
Esse, não conseguia encarar o capitão. Isso mostrava sua culpa, faltava apenas a confissão.
O contra mestre, então disse de cabeça baixa:

- Desculpe meu capitão! Achei que seu romance com essa moça mudaria muita coisa aqui...
- Ah, quem pensa que é para decidir por mim? Nunca admiti que alguém se metesse em minha vida, que disparate!

O contra mestre aguardava o seu castigo.
A moça então tomou o seu bauzinho de volta e disse para PAVIO CURTO:

- Tive uma ideia! Faça com que ele fique sozinho na ilha, tomando conta do local onde vocês colocaram o tesouro.
Carmensita disse isso com um ar de ironia, pois queria assistir a reação do homem.
Ele logo suplicou:

- Não, por favor! Não suportaria a solidão!
 O capitão respondeu:

- Agora tem medo? Peça desculpas para Carmensita, porque ela foi a vítima da sua artimanha!
Dirigindo-se para a moça, o contra mestre disse arrependido:

- Mil perdões!
- Desculpa aceita. Mas não volte a conspirar contra mim!

Tudo resolvido, Carmensita deu as mãos suaves, ao capitão e saíram dali. Deixando a cargo de seus tripulantes, os olhares de desaprovação para o contra mestre, no convés.
Passaram-se vários meses desde aquele dia. Carmensita teve um menino, fruto de seu amor com o capitão.
PAVIO CURTO deu o nome de Santoro, ao seu filho.

Voltaram à ilha para desenterrar o tesouro.
O capitão decidiu depois do nascimento de seu filho com Carmensita, que ficaria em terra, e formariam uma família de verdade, com uma casa à beira mar.
Daria a parte de cada um de seus tripulantes, depois venderia o navio para comprar a casa, a mobília, e tudo que precisassem para um lar.
Queria que Carmensita e o bebê estivessem em segurança.
Mas, ao chegar à ilha, um bando de outros piratas, estava lá.
O capitão lutou contra eles, juntamente com seus companheiros...

Enquanto isso, um dos piratas oponentes, capturou Carmensita e Santoro.
O chefe dos outros piratas disse para PAVIO CURTO:

- Entregue seu mapa do tesouro agora, ou essa mulher e o filho morrerão!
O pirata estava com uma faca no pescoço de Carmensita, enquanto ela segurava o bebê em seus braços.
Seu coração acelerou. Jamais se perdoaria se alguma coisa acontecesse com eles!
O pirata inimigo, tomou o mapa das mãos de PAVIO CURTO, soltando Carmensita e seu filho.
Ela correu para os braços do capitão, que a abraçou e beijou o bebê.
Aproveitando da distração dos piratas inimigos, o contra mestre fora até o local do tesouro e desenterrara. Pegou o baú com muito esforço, pois era bastante pesado e arrastou para o pequeno barquinho que veio até a ilha, voltando para o navio com ele.
Deixou apenas algumas moedas de ouro no local que antes estava marcado no mapa com o X.

Quando a tripulação do 'GALERA DOS MARES' voltou ao navio, a grande surpresa estava lá:
O baú do tesouro!
Teriam que partir o mais rápido possível, pois quando os outros piratas chegassem ao local e apenas encontrassem uns dobrões de ouro, certamente ficariam furiosos e iriam atrás deles!
Colocaram as velas ao alto e partiram dali...

Carmensita agradeceu ao contra mestre, porque agora teria a chance de ter uma vida nova com PAVIO CURTO e seu filho, graças à astúcia do homem:

- Obrigada, dessa vez eu não tenho que perdoar e sim, agradecer...
- Não há porquê. Afinal, agora estamos quites!  Também levarei a minha parte no tesouro.
- Sim, todos aqui!

O capitão, aproveitando a 'deixa', disse então se voltando para os companheiros: 

- Agora mesmo! Vamos repartir tudo, justamente!
Assim, PAVIO CURTO, Carmensita e Santoro viveram com tranquilidade e segurança numa casa à beira mar, (sem ele temer pela forca), onde todos os dias poderiam apreciar o encontro do horizonte com o oceano...

terça-feira, 19 de maio de 2026

A LUA POR TESTEMUNHA- republicada

 Brilhante e gigante!
Na praia olhávamos
 Quase em êxtase de amantes apaixonados.
 Deitados sobre o tapete de areia branca e ainda quente, do sol que caíra na tarde que havia se despedido...
 Ali estávamos agora...
 E nos deixamos levar, pelo encantamento do lugar.
 Sim, a lua fora testemunha!
 Cobriu nossos corpos rentes e desnudados,
 com suaves  nuances cor de prata.
 E nós dois, encantados... 
 A troca aconteceu:
 Então, nos tornamos unos, de uma só vez.
Não era a carne que queria outra carne, sim, mais que isso:
 A conclusão do amor cultivado!
 Tendo a super lua como madrinha, desse enlace enamorado... 








domingo, 17 de maio de 2026

Arte de Fatuquinha

 


Eu sou Arte.
Pincel e tinta.
Sou aquela que brinca:
Com palavras e sentimentos, vou colorindo minha tela.
Arte: Faço sim.
Em nome dos ventos, do mar, da lua e de qualquer coisa que eu pensar...
Arte de Fátima, arte de Fatuquinha.
Arte de mulher e da menina que habita em mim.
Coisas que só quem me acompanha sabe...
De devaneios a lágrimas.
De risos a confissões desesperadas.
Recebi tantos elogios pela minha Arte, mas, os anos foram passando...
E quem elogiava, sempre queria uma atenção que eu não poderia dar.
Então, resolvi me afastar.
Minha Arte não tem mais tantos olhares brasileiros.
Ela agora, foca em leitores estrangeiros.
Dos EUA  ao VIETNAM, passando por muitos países, sou lida.
Agradeço essa boa acolhida!
Faço Arte para o mundo.
E não me restrinjo, aonde vivo.
Se gostarem muito bem.
Caso não, só lamentarei.
Porque para ter leitores assíduos todos os dias, 
embora eles não comentem muito aqui, tenho meu valor assegurado!
E assim, continuo meu legado.

Fátima Abreu Fatuquinha.





sexta-feira, 15 de maio de 2026

IMAGENS & POESIAS- REPUBLICADO



DELÍRIO

DELÍRIO É PODER BEIJAR E SENTIR QUE O CORPO FICOU DORMENTE!
DELÍRIO É SABER QUE O GOSTO FICOU, QUANDO FECHA SEUS OLHOS.
DELÍRIO É SABER QUE VAI QUERER SENTIR TUDO ISSO NOVAMENTE...

Fátima Fatuquinha Abreu






Mudas Palavras

Ah, a pena foi deixada!
As palavras emudeceram,
Sobre a mesa, somente o livro amarelado pelo tempo, e a rosa na jarra d' água...
Restos de uma história.
Poesias que existiram...
Rabiscos floridos.
Encantados pelos sentimentos de outrora...


Fátima Fatuquinha Abreu




 Uma Rosa e um Café

Ah, era tudo que eu queria!
Sobre os livros que contavam os romances de outrora...
Folhas amareladas pela erosão do tempo.
E as lembranças de uma época que não volta mais!
Tempos que o romantismo existia na melhor concepção da palavra...
E que o meu amor, ao teu, se consolidava...
Uma rosa e um café.
Disso que eu preciso agora.
Reler poesias nossas, com gosto de saudade...
E a vontade imensa de ter-te novamente a meu lado.
Óleo e água não se misturam, entretanto, café e leite, sim...
Ah, se nada disso tivesse se transformado em pétalas de rosas secas!
Um romance que ainda não teve fim...

Fátima Fatuquinha Abreu





 






 TRANSFORMAÇÃO

COMO CAFÉ QUE TRANSBORDA DA XÍCARA, TENHO SENTIMENTOS QUENTES E EUFÓRICOS, MAS, ÀS VEZES, ME TORNO CHÁ:

FICO CALADA E CALMA...

EMBORA NESSES MOMENTOS, ESTEJA FORA DE MIM.

TENHAM RECEIO, SE EU FICAR ASSIM...

Fátima Fatuquinha Abreu




 O BAR

Era ali que as noites, se arrastavam.
Uma profusão de luzes e som, às vezes a ausência da primeira...
Porém, era o ponto de encontro.
Não havia outro.
E mesmo que ela nunca chegasse a saber, era amada...
Ele a procurava olhando pelas mesas de canto, em que ela gostava de sentar.
Não tinha certeza se viria...
Ele, o barman.
Ela, a artista...
Nunca foram apresentados por alguém.
Ele a atendia, ela pagava e se ia...

Fátima Fatuquinha Abreu






terça-feira, 5 de maio de 2026

Batom Vermelho- Meu livro n 34

 







                                                       Trechos do capítulo 1:















domingo, 3 de maio de 2026

Estoicismo, Minha Gente!



Acordar é um privilégio!

Muitos não conseguem.

Nós não somos responsáveis pelas ações de terceiros.

Por isso, não podemos pagar por isso.

É necessário se fazer entender esse pormenor.

Você pagar por aquilo que outro fez? Não.

Já passei por isso vártias vezes, não quero mais!

Eu sou uma pessoa, não uma coletividade!

Enfim, tudo que faço é escrever quando estou chateada, feliz, triste ou injustiçada...

Então, vamos lá, para desestressar, e esse povo finalmente acordar em todos os sentidos da palavra:


O meu rumo é diferente do seu.

As minhas ideias e ideais também.

Não sou carta marcada, de ninguém.

Os meus pensamentos são um conjunto de vivências de décadas...

Os seus e de outros ídem.

É o que nos torna diferentes uns dos outros.

Estoicismo, minha gente!

Você não pode se sentir culpado, pelo que outrém faça!

Tampouco, te culparem...

Somos seres únicos.

Individualidades.

E nesse mar de incompreensão que impera pelo mundo, façam essa reflexão.

E deixem em paz quem quer paz!

Não me atormetem mais!


Fátima Abreu Fatuquinha








terça-feira, 21 de abril de 2026

Porque Amo "Into the Sun"- BTS

 









Eu caminho para o sol.
Lá encontro o conforto quente do teu abraço.
O sol é uma sutil testemunha do meu amor por você.
Eu caminho para o sol.
Deixo nesse instante, as lágrimas para trás. 
Você é o meu suporte, meu pilar.
No caminho do sol, é onde vou te encontrar.
Eu caminho e te dou as mãos.
Juntos somos fortes.
Os momentos tristes passaram a ser memórias nubladas.
Como brumas leves no meio da estrada...
Eu caminho com você.
O teu afago nos meus cabelos loiros, me faz sentir protegida.
A tua voz em coro de sete, me faz sentir amada.
Porque você me mostra o caminho do sol.
E nesse caminho, eu te abraço agradecida.
O sol, a lua, e mais cinco estrelas...
Mostram o caminho onde há risos e esperança.
Onde eu volto a ser criança.
Eu caminho rumo ao sol que me mostrou.
Aquele que aquece e dá luz.
O sol do mundo BTS.
Que mexe com meus sentimentos de muitas formas.
Que me abriga, quando eu sinto o frio da tristeza.
Tornando-se cobertor.
Que me acolhe com palavras que sinto no fundo do coração.
E com a certeza, que sempre que olhar para você, tudo ficará bem.
Esse é o efeito BTS!
Abrir caminho para o sol.
Que venham sorrisos em vez de lágrimas!
E aqui, alguém que te ama, deixa essas palavras pela gratidão e amor intenso.
Também mostrando tudo que penso.


Fátima Abreu Fatuquinha




Imagem cedida por Catarina Abreu

Paraná




sábado, 18 de abril de 2026

Pés na Areia

 


Pés na Areia
Sentimento de paz.
Foi um dia bem assim...
Quando os problemas voaram com o vento forte, que fazia a beira mar.
Ventos de Maricá.
Estava com meu querido Davi.
E era bom tudo ali.
Pés na areia, e um sentir de folículos finos a roçar na pele exposta....
Com um salpicar esfoliante!
Todavia, era gostoso.
Natureza ligada a mim.
Pensamentos leves.
Som do mar batendo nas encostas da grande Pedra do Elefante.
Um cheiro forte da maresia, descia para os pulmões...
Resolvi tirar fotos do entorno:
O monte, a vegetação, o mar, as casas e pessoas que passavam...
Em um momento só meu, resolvi fotografar a beleza que via nos meus pés na areia.
Uma imagem tão comum, entretanto, para mim tinha um toque especial:
Um dia lindo, no litoral.
Essa imagem ficou guardada no celular.
Ela é do dia 29 de dezembro de 2025.
Hoje peguei para olhar, e a inspiração veio, como suave brisa no mar...
Os pés na areia e pertencimento!
Esse foi meu maior sentimento.




sexta-feira, 17 de abril de 2026

CHAPEUZINHO & O LOBO - SEGUNDA PARTE




 Continuando a saga de contos alternativos, em prosa poética:

Ela tinha rancores do antigo animal, porém, da Chapeuzinho não.


Parte 2:

Dias antes, nos confins da floresta, o lobo deu de cara com a bruxa.
Ela, ainda com rancores escondidos, foi falando de maneira grosseira:
- Então aprontastes mais uma vez!
- Do que fala bruxa malvada?
- Da Chapeuzinho Vermelho! Comeste da fruta intacta!
- E daí? Ela gostou e eu também.
Tornamo-nos amantes e está indo bem...
- Como se atreveu a isso, depois de tanto que fez no passad
- Águas passadas não movem moinhos. Nunca ouviu isso?
- Humf! Que descarado, és tu, lobo safado!
- Deixe de coisa, bruxa malvada. Não se meta onde não é chamada!

A bruxa deu de ombros e fez uma careta para o lobo.
Antes de sair voando com sua vassoura, jogou outro feitiço no lobo. 
Desta feita, em vez de fazê-lo retornar a forma animal, ela completou seu corpo; e humano inteirinho, ele ficou afinal!
Quando percebeu seu erro, disse para ele:
- Destes sorte mais uma vez, lobo matreiro! Mas, cuida para que não te encontre novamente; na próxima posso deixá-lo bem diferente...
- Sai logo, bruxa feiosa e maluca, que aqui não retornes nunca!

A bruxa que tinha nome, é claro, disse para finalizar:
- Eu, Aghata, te digo uma coisa: 
Não trate mal Chapeuzinho, se não volto, e te transformo numa formiga; para pisarem em ti, e acabar com toda essa história. Tu serás lobo apenas na minha memória!

Voando alto, a bruxa ainda o alertou:
- Estou de olho, no senhor!

O lobo saiu dali, floresta a dentro, para a casa da Chapeuzinho.
Mostrar que agora, era tão humano quanto ela.
A bela loira de trança de lado, se encantou quando viu a nova façanha da bruxa.
Transformou o lobo, num homem faceiro!
Ele correu e pegou a mulher no colo, levando para dentro de casa.
Ela ainda de traje vermelho, se entregou ao lobo por inteiro.

E dessa vez começou pelos beijos calorosos, que antes não podia dar.
Sem mais delongas, o homem de agora, se pôs a tocá-la.
Encantada com a nova face a sua frente, se jogou na cama, provocativa, dizendo simplesmente:
- Não ande por aí se deitando com uma e outra, pois, posso virar uma loba e te devorar!
- Não se preocupe, minha loira, que não quero sassaricar!
- Ainda bem. Agora, deixa de lero e lero e vem...

Ele ainda a estava beijando; e entre carícias, toques e cavalgadas, romperam aquela quente madrugada...

Mais uma noite de lua cheia! Porém, dessa vez ele não uivava... 
Contudo, no deleito do gozo, ele urrava.
Chapeuzinho, chegou ao êxtase muitas vezes.
Natural, mulheres tem essa vantagem sobre os homens.
Sexo é um grande prazer. 
Ser mulher, é ter esse prazer diferencial: 
Pode-se ter muitos orgasmos numa relação.
E com Chapeuzinho, tudo era muito especial...
Ela lambia, arranhava, galopava e beijava.
Nunca ficava cansada!



terça-feira, 14 de abril de 2026

ARIRANG





E a turnê mundial Arirang do meu amado BTS, já começou.

Sabe aquela emoção que você não sabia que poderia existir, mesmo estando tantos e tantos quilômetros de distância de quem ama?

Pois é, eu sinto.

É tão indescritível, que palavras me faltam para dizer, mesmo sendo escritora, o que sinto por esse 7 homens sul coreanos que tanto amo!

Mesmo distante, acompanho todos os dias, como posso, a rotina do BTS.

Assisto pedaços dos shows disponíveis no You Tube, e vi o do Come Back inteirinho às 8 h (hora de Brasília) da manhã, do dia 21 de março passado.

Vejo trechos das entrevistas e apresentações em programas, e tudo que dá para consumir...

Como sempre, desde que me tornei B- Army, faço poesias para eles. 

E aqui vai mais um texto, dedicado a quem me dá uma dose diária de amor:


BTS

Anjos encarnados; sete ao todo.

Vindos para fazer diferença na vida de tanta gente, globalmente...

Vozes que se completam, falsetes maravilhosos!

Notas que soam como carinho no coração.

Afago, abraço.

Beijo trocado no ar.

E a vontade imensa de estar no palco com aqueles anjos.

A vastidão de sentimentos que isso dá...

Nada explica o amor.

Idade não importa. 

Sentimos, estamos vivos!

Nessa euforia de ouvir, cantar e dançar juntos, a vida segue...

Eu, vocês e todo o Army.

O amor se expressa no sorriso quando assisto a um vídeo, ao olhar na tela do celular.

No pensamento que voa até o outro lado do planeta, para abraçar a cada um de vocês, meus queridos!

O céu que nos encobre, mesmo um lado do globo claro, e no outro na escuridão da noite, dá a certeza que estamos juntos dentro da vastidão do Universo, na mesma galáxia.

Somos parte do todo.

E no meu Universo Paralelo, tenho vocês bem pertinho de mim.

As pessoas que amo tanto e que não me conhecem.

Me tomariam como a tia que os aprecia.

Já eu, nos meus devaneios, quero muito mais que ser chamada de tia brasileira...

Queria ser como uma pessoa muito querida, para cada um de vocês.

Então, me contento com sonhar dentro do meu Universo Encantado, onde sou personagem de uma aventura roxa, e subo numa baleia voadora espalhando meu amor.

O olhar do V, o sorriso do meu sol, J HOPE, as covinhas do Nam; os lábios de mel, do príncipe JIN, o jeito tímido do SUGA, o carisma infinito do meu pitico JIMIN, o jeito descontraído e muitas vezes aleatório do JKOOK, são a minha felicidade nesses dias difíceis que vivo atualmente.

Os 7 anjos me sustentam.

Eles não sabem, mas, é isso que eles fazem de melhor:

Cuidar de quem estar perto e também longe.


Fátima Abreu Fatuquinha





sexta-feira, 10 de abril de 2026

A Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Nem um Pouco Mau

 


OBS: IMAGENS DE IA CEDIDAS PELO LOBO.


E os contos de fada que foram feitos para assustar crianças, poderiam ter versões alternativas para adultos? 
Aqui eu crio, é meu espaço.



Chapeuzinho se transformou numa bela moça; vivia sozinha na floresta ultimamente.
Sua avozinha se foi, já estava bem doente.
A casa ficou para a neta, como era de se esperar. 
O caçador, volte e meia, ia lhe procurar...
Mas, Chapeuzinho Vermelho, não cedia à suas investidas!
Era do lobo que ela queria tal coisa.

Ele, agora, sob um feitiço de uma bruxa atrapalhada, tinha corpo humano; porém, a cabeça continuava, como sempre fora.
Tirando isso, era encantador!
 Chapeuzinho suspirava, pelo lobo, que há muito não encontrava...

Uma noite de lua cheia, ele enfim, apareceu perto de sua casa.
E quando a moça escutou seu uivo, saiu sem medo de qualquer perigo.
Ela se jogou para ele, com toda volúpia. 
Esquecendo a cabeça que denunciava sua índole; talvez má?
Bem, isso não importava. 
Ela fecharia os olhos e com ele ficaria por toda noite.
Era um instinto animal que também a consumia, e nem se quer ela mesma entendia...

O lobo esperto, entendeu seu desejo, logo ao olhar para ela.
Então, a segurou no colo e perguntou:
- Por que tanta emoção nos teus olhos mocinha?
-Nem eu sei, Sr. Lobo, é uma coisa que mexe comigo. Explicar não consigo...
-Sabia que humanos também tem instintos animais?
- Sim, sei; acho que no meu caso bem carnais...
-Se é assim, bela loirinha, quer entender o processo?
- Quero!

O lobo então deitou-se sobre ela, levantando a barra do vestido vermelho.

Com pequenas carícias, ela ficou toda excitada.
Ele então, disse:
-Será minha, por toda madrugada!
Ela afirmou que sim, com a cabeça.

E logo, o lobo tirava o selo da moça.
Chapeuzinho Vermelho virou mulher!

Ele lhe mostrou o que era sentir prazer.
Ela gemeu, ele arfou.
Ela cravou as unhas pintadas em suas costas.
Ele a dedilhou entre as pernas.
Chapeuzinho Vermelho, Chapeuzinho... O lobo dizia...
Ela sorria.


Agora ele vinha toda lua cheia, para ser seu macho.
Ela agradecia sorrindo; e já mostrando para ele, seu corpo lindo...