quinta-feira, 28 de maio de 2026

Terapia da Escrita 2



Eu que nunca me dou por vencida, continuo aqui remando no rio da minha vida.

Tenho a idade de dizer o que penso.

Se incomodar alguém, vou dizer assim mesmo, pois, o julgo alheio não faz diferença para mim.

Foi- se o tempo que isso tinha alguma importância. 

Reflexos familiares, de criação, e sociedade arcaica.  Aparecer para outro: Mostrar beleza, status, formação acadêmica, poder de compra... 

Onde se vestiam máscaras de fantasia, para dar aparências boas, até onde não  havia!

Nunca gostei de temperamentos assim. Não servem para mim.

***

Eu sou o que sou, e pronto!

Não tenho medo de dizer que sou uma autora que escreve também* erotismo.

Aos puritanos, só lamento pela sua hipocrisia, porque de sexo, todo ser humano gosta!

É a nossa parte animal. Somos espírito, corpo e sensações.

Dentre tantas emoções humanas, o desejo sexual brota com os hormônios em ebulição.

Não seria eu a lhes dizer isso.  Você sentem.

Se não comentam nada nas minhas postagens de contos e poesias eróticos, não me importo com isso.





Já dizem por aí, que blogs no Brasil não são muito lidos mais.

E daí? Dou de ombros. Não escrevo para ganhar nada. 

Nem meus livros tenho tempo de anunciar direito! 

Desde que meus pais vieram morar comigo, em 2023, meu tempo é dedicado a eles, na maioria do dia. 

O tanto que venho aqui escrever, é para somente esquecer o meu dia atribulado.

Escrita terapêutica; para uma terapeuta como eu, isso faz bastante sentido.

Lavar a alma nas letras. 

Formar frases inteiras com meus sentimentos, sejam de alegria, ou de tristeza.

Gosto de prosas poéticas, porque posso me dar ao luxo de rimar de vez em quando. 

Mas, se vocês não gostarem disso, sinto muito, outra vez. Esse é um problema seu, não meu.

***

Na ampulheta que conta o tempo, na areia que cai, eu sou aquela que vou dizendo o que vem em mente, nesse processo.

Meu tempo linear só conta nessa Matrix holográfica, criada por um sistema imposto há milhares de anos...

Na verdade, meu tempo é em espiral. Posso voltar na infância de forma natural:

Fecho os olhos, me vejo menina novamente... 

Vou até mim, sento na areia da praia, pois, é o meu cenário preferido; e tenho aquela conversa que precisava:

"Se prepare Fatuquinha, a vida vai ser difícil, seu karma é grande. Mas, fica tranquila, criança. Terá momentos de alguma bonança."

Nessa conversa, a menina de 5 anos, ainda de cabelos com franja, negros e lisos, bate apenas os pés na areia, e responde para mim:

"Dona Fátima, não tem problema. Se tem dias bons, ainda vai valer a pena."




E aqui eu choro escrevendo esse texto, porque preciso lavar toda essa história, e deixar o rio da  minha vida correr límpido, translúcido, me livrando da dor.

Ainda que seja assim, contando à vocês, o que meu coração leva.

Aqui as lágrimas descem, não copiosamente, mas, escorrem pedindo licença e desculpas ao meu rosto, por molhá-lo.

Sou Fátima Abreu Fatuquinha.

E se ainda não ouviu falar de mim, coloca no GOOGLE. Vai encontrar muitas páginas de referência.

Não sou importante, todavia, tenho muito conteúdo espalhado por aí...

Não sou influencer de nada. Me perdoe quem for, mas, acho tudo isso uma grande baboseira. 

Sobreviver de likes, de visualizações, ganhar dinheiro sem fazer quase nada, enquanto tem gente que mal tem onde descansar a cabeça para dormir, vivendo de uns trocados. 

Esse mundo é bem complicado!

Não reconheço esses tempo, onde vivo. Todo dia, fico de boca aberta com notícias terríveis! 

E penso: "Ninguém fala o que há de bom?

Porque existem ainda boas notícias por aí..."

Ah, mas, isso não dá IBOPE! Há uma inversão de valores explícita!

Acho que vou viver numa realidade paralela. Talvez lá, junto a outros que pensam parecido, possamos realizar coisas bonitas e boas.

E assim, finalizo esse meu blá blá blá, porque finalmente acabei de chorar.

A terapia da escrita funcionou.




( *Vejam bem: Também, porque minha escrita tem muitos gêneros literários)

 

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