sexta-feira, 22 de maio de 2026

Um Conto que Eu Conto ( + 18 anos )

 



A personagem era loira, encantadora. Ele a acompanhou por toda saga.

Um dia, a história toda foi finalizada, e Cecília  com ele, casada.

Em sua imaginação, sempre esteve com ela; porém, um dia ele se tornou personagem também.

Cecília e César.

Um casal finalmente!

E como um passe de magia, da saga, Cecília surgia!

Aqui começa um conto alternativo, para essa história:




A noite anterior tinha sido de muita insônia para César. 

Ele pegou mais uma vez o último livro da saga: "Enfim, Cecília, volume 2", onde era também um dos protagonistas, e releu tudo.

Aquele final que aqueceu seu coração, mente, e partes íntimas, onde ficava finalmente com Cecília, sua musa, seu amor, o deixou ainda mais excitado, e o sono não veio até as primeiras horas da manhã.

Quando finalmente os olhos baixaram com o sono, ele também sonhou com ela.

O subconsiente agia e o sonho era tão nítido!


Ele estava com Cecília numa praia paradisíaca. Sabe-se lá onde... Sonhos são assim.

A sensação era maravilhosa! O céu, o mar, a areia, as palmeiras, e ela ao seu lado.

Cecília invadiu seus sonhos e preencheu aquele vazio que sempre lhe acompanhava...

César era um homem maduro, contudo, nunca teve de verdade, aquele sentimento na vida real.

A autora, sua amiga de longa data, o colocou na saga. 

Ela deu um final feliz para os protagonistas, como era de se esperar.

Em sonho ou na ficção, Cecília era sua!


********


Cecília caminhava em sua direção, saindo do mar esplendorosa!

A idade da personagem não importava. 

Em sua mente, ela ainda era jovem, corpo fenomenal, de pele firme e viçosa. 

Com um balançar de quadril que a tornava sexy sem vulgaridade.

Pensou então: "Que mulher maravilhosa!"




Agora ela se sentava ao seu lado, e numa expressão de puro encanto, deixou o homem arrepiado. 

Ela tinha esse poder. O sol, a areia e o mar, eram pinturas para aquele cenário de paixão.

E ao ouvir sua voz macia como seda, seu corpo todo tremeu.

Poderia dizer que era tesão? 



Dali foram para o bangalô que haviam alugado, para aquele final de semana. 

Seria o ápice de seus desejos realizado.

Um lugar de tirar o fôlego, paisagem natural digna de cartão postal!

Uma cama "Queen", espelhos  por toda parte, flores, frutas, vinhos, queijos... 

E o amor para concretizar.

Cecília estava ali! 

Com olhos marejados, quase sem acreditar, César a beijou intensamente.

Ela estava contra a parede, de braços esticados, como se fosse vulnerável.

E a olhou num mudo silêncio de amantes. 

O desejo percorria o corpo de ambos; também a vontade de concretizar o tanto de pensamentos que ele imaginou para aquele momento crucial:

Quando estariam juntos, rentes, corpos colados um com outro, e sim, numa entrega total.





Cecília queria; e ele, não aguentava mais dessa eterna agonia.

Levou-a no colo para a cama finalmente, depois de muito a beijar contra a parede.

Carícias quentes, dedos hábeis de Cecília, percorriam o corpo do homem que a teria...

Com muita volúpia querendo seu pescoço, ela se lançou e o beijou.

De mastro levantado, como vela içada para ser levada pelo vento, ele levemente a acariciou entre as coxas fimes e bonitas.

Não era surpresa que a encontrasse molhada, como flor de orvalho da manhã.

Cecília ficava facilmente assim.

Um beijo mais acalorado, e ela já explodia seu vulcão interno, com lavas quentes, de cor transparente...

Os dedos de César explorou o local primeiro, para fazê-la gozar em primeiro lugar.

A vulva quente e úmida, era a morada para o broto vermelhinho e teso: Seu clitóris excitado.

Ela gemeu rebolativa na cama...

No clímax de seu orgasmo, ela agarrou as nádegas firmes de César (moldada a tantas hora de academia), e cravou as unhas delirante...

Gemeu, pediu que a penetrasse naquele instante. 

Logo depois desse gozo, seria o melhor momento: 

Quando a vulva já molhada, estava mais que pronta para o receber.

A cavalgada, os galopes, os gemidos, o suor na pele... 

Tudo era mágico para César; diferente de experiências anteriores, com outras mulheres.

Talvez porque estava sonhando, e tudo isso se tornasse seu ideal de relação sexual.

Cecília gozava e gozava novamente, para ela, tudo era intenso!

César deu um gemido mais alto, quando seu gozo chegava: Ohhhhh...

Ela o puxou mais. Como se não quisesse que ele saísse de si.

Olhando seu parceiro nos olhos, de forma penetrante, ela disse:  

- Esse é só o começo de muitos que vou te dar!

César ainda sem fôlego, respiração ofegante, caiu para o lado, e respondeu:

- Se forem todos assim... Ai de mim!

Cecília riu, e ele também.

Era cumplicidade, desejo, tudo misturado.

E uma dose forte de atração de corpos, que se queriam há tanto tempo.

Contudo, Cecília pensou:

"Passei tanto tempo procurando paixão intensa, e acabei encontrando abrigo, além disso!"






Entre brincadeiras com travesseiros,  que acabaram por arrebentar, espalhando penas de ganso para todo lado, eles se divertiam como crianças felizes ao ganhar presentes.

Quando o cansaço da guerra de travesseiros, chegou, ficaram deitados, olhando as penas que ainda caíam sobre a cama.



De mãos dadas passeando pela praia, eles seguiam naquele fim de semana mágico. 

Cada minuto aproveitado: 

Era romance, fogo, suor, êxtase e tudo mais que se sonha ter, quando duas pessoas que se querem, resolvem conviver.

Pena César ter acordado!

Ele teria outros sonhos como esse? Ou quem sabe, Cecília num passe de mágica, pularia do livro para cima dele?




                                                                 Fátima Abreu Fatuquinha









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