sábado, 2 de novembro de 2019

VIDA- POEMA DE J DAVI MIGUEZ

         https://formacao.cancaonova.com/atualidade/a-natureza-nos-ensina/

Imagem retirada do site acima

A natureza nos ensina



                                                     Vida

Vida
Sou eu
Meu amores
Liberdade
Um abraço apertado

Vida
Sol na pele
Um bom  banho de mar
Cachoeira
Riacho, com sua correnteza mansa, como se estivesse com preguiça de passar

Vida
Pipa no ar
Bola que rola...
Criança a gritar , e uma nova brincadeira começar
Sorriso escancarado, alegria no ar

Vida
Apreciar o por do sol
Sua pintura interativa
Para as nuvens manipularem
E a todos momentos novos cenários criarem

Vida
Apreciar a chegada da noite
As  estrelas,  o céu pontilhar
A lua aparece vez  tímida, outra exuberante!
Para o delírio dos poetas e amantes

Vida
A chuva que cai
O alimento nos traz
A sede  matar
Enchendo de mais beleza no olhar

Vida
Beijo bem dado
Sexo gostoso
Sem hora para começar e terminar...
Prazer do corpo, relaxamento da mente

Vida
Agradecimento por mais um dia vivido
A mãe natureza por nos permitir usá-la sem nada cobrar
Somente pede para preservá-la!
Para as futuras gerações terem a oportunidades de usufruírem
Paz e harmonia

J Davi Miguez






 


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

DINÂMICA DE OUTUBRO








NOS 2 PRIMEIROS CARDS, EXISTE UMA MENSAGEM DE RECOMEÇO. 
NA SUA VIDA, COMO VÊ ISSO?
JÁ HOUVE MUITOS?
COMENTE SOBRE OS CARDS.


"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça."
Cora Coralina


VOCÊ PODE RECLAMAR DAS FOLHAS NO CHÃO OU APRECIAR ESSE QUADRO...
O QUE ESCOLHE?
A SUA VISÃO DAS COISAS, MOSTRA COMO IDENTIFICA O QUE LHE CABE NO MUNDO.


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Eu, Fátima Abreu:

No primeiro card fica claro que todos os dias vencemos batalhas e também perdemos. Quando isso acontece, temos que nos reinventar... Aí vem na mente aquela frase que se conhece muito bem:
"Levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima!"
Por mais um momento assim na nossa história, é que nos damos a luz e renascemos, como Fênix das cinzas...

No segundo card é transmitida quase a mesma ideia do anterior. O diferencial é que dá a 
compreensão que houve um fator externo, uma pessoa ou situação que nos fez mal...
Então, nossas flores murcharam as pétalas, ou cortaram essas flores, contudo, a árvore se renova e nasce daquele brotinho  que teimou em ficar.
Já vi muito isso na Natureza, e não é diferente conosco, seres humanos. 
A metáfora cai muito bem.

O último card expressa o modo que enxergamos a vida: Ou se reclama de tudo e de todos, ou repara nos detalhes e deixa fluir... Percebe então, que tudo tem um lado belo e é bom ser apreciado, como um tapete de folhas outonal...
Eu escolho agradecer por ter olhos para vivenciar algo assim!
Sou grata por escutar os pássaros cantando e me acordando todos os dias bem cedinho e olhar meu quintal coberto de folhas caídas...
Triste sim, quem não pode.


Folhas caídas no chão.
Beleza em forma de tapete...
Uma estação própria para isso.
E a certeza que Deus fez para a nossa apreciação!
Deixo então, as folhas em quadro natural, espalhadas por aí.
Tendo a visão ampliada, da Arte da Criação.
Fatuquinha


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Lílian Furtado:


Dinâmica de outubro.

Tanto no primeiro como no segundo card, a mensagem é a mesma.
Refere-se à nossa capacidade de nos refazermos diante das adversidades da vida.
Durante o transcurso de nossa vida sofremos várias situações que nos destroem por dentro e nos obrigam a "renascer" e ter de agir de forma positiva diante da adversidade. 
Como uma "fênix"  que se refaz das cinzas, assim temos que nos portar diante da vida, pois, todos nós (por vários motivos), seremos abalados por inúmeras situações ao longo da nossa existência; E que pensaremos na hora,  não se ter uma saída! 
Mas, com o tempo perceberemos que a nossa capacidade de resiliência é muito maior do que pensamos. 
Os obstáculos que se colocam em nosso caminho contribuem para o nosso amadurecimento e crescimento espiritual.
 Nada na vida é por acaso, e necessitaremos "florescer" diante da vida várias vezes. 
É a única escolha possível ou sofreremos uma morte existencial.
Temos de aprender a "ser rosa" entre os espinhos.

No card das folhas no chão temos uma bela paisagem ali formada, mas, quantos de nós não focaria somente na quantidade de folhas no chão. 
Da mesma forma, somos assim diante da vida. Só olhamos para os nossos problemas e não percebemos e valorizamos o que a vida tem de bom.  
Somente quando nos é retirado algo importante, é que nos damos conta que enquanto tínhamos conosco não percebíamos o seu real valor... Somente porque estava ali o tempo todo, com a gente. Aprender a olhar a vida pelo lado bom é algo que ainda o ser humano não conseguiu assimilar em sua existência. Por isso, muitas vezes, as pessoas se tornam amargas e depressivas; Pois, só ficam olhando para os problemas. 
Muitas vezes a solução está na maneira como encaramos a vida. 
Se é se vitimizando ou seguindo em frente, apesar disso ou daquilo tentar nos derrubar. 

Assim é a vida. Não basta somente "ser rosa",mas, também temos de aprender a enxergar a rosa em meio aos espinhos.


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Mônica Miguez:

Primeiro card:

O renascimento é constante, principalmente nos dias atuais. Com tantos nos apunhalando, nos destruindo emocionalmente e profissionalmente. O renascer acontece  com as reflexões, que devem ser feitas diariamente, para que a cada um venha mais forte, mais edificado, em nossos conhecimentos sobre a vida em si.

Segundo card:

Quando a alma está transbordando paz o corpo responde com o sorriso bobo, terno e amigo para todos. Sejam conhecidos ou não.

Terceiro card:

Vejo que mesmo as pedras pelo caminho podem se transformar num lindo castelo, ou até mesmo, numa belíssima ponte para a felicidade.
As folhas caídas nos mostram uma nova etapa assim como nossa vida, que são feitas de ciclos.


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J Davi Miguez:

Terceiro card:

É lindo esse quadro pintado pela natureza! Principalmente porque não é no meu quintal...



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Frann Pereira:


Nós humanos estamos sempre nos reinventando, caímos, levantamos, choramos, sorrimos , estamos sempre nos reinventando renovando... E por maior que seja o que passamos, estamos sempre renascendo, e essa força nos renova cada dia! Eu mesma sai do casulo e virei borboleta, e acredito que essa força que nos faz renascer a cada manhã, a cada obstáculo, a cada sofrimento,vem de Deus...



Regar a alma por dentro de amor ao próximo, as coisas belas que vemos, nos faz ter prazer de viver,nós não estamos livres de passar por coisas ruins nessa vida, mas temos que renovar nossa alma por dentro, o que temos de bom por dentro reflete no nosso sorrir... O amor nos ilumina...

Jamais reclamaria de tanta beleza nesse tapete vermelho,andaria saltitante sobre ele,e minha alma leve se deleitaria com tanta beleza,com certeza teria prazer em deleitar meus olhos horas à contemplar tanto esplendor...
















quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Metafísica/ FÍSICA QUÂNTICA/ESPIRITUALIDADE





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LINK DA IMAGEM E DO TEXTO ABAIXO:

Via @philippe.rodrigues  Chico Xavier, através do espírito André Luiz, nos trouxe o conhecimento de que o nosso BANHO DIÁRIO tem o poder de um PASSE ESPIRITUAL!
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Segundo Chico Xavier e André Luiz, a ÁGUA possui propriedades magnéticas espirituais que percorrem todo o nosso corpo.
Esta ação da água sobre nós é capaz de limpar o nosso corpo físico e o astral e também de carregá-lo com fluidos vibracionais poderosos.
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Vamos aprender como podemos TRANSFORMAR O NOSSO BANHO em um verdadeiro RECARREGAMENTO VIBRACIONAL E ENERGÉTICO?
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1- Defina exatamente qual energia você irá magnetizar em seu banho, para que você comece a se conectar e a vibrar na frequência do seu objetivo (prosperidade, Proteção Espiritual, etc).
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2- Neste momento, eleve o pensamento até o mais alto e faça uma oração que venha do seu coração!
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3- Sempre que for tomar o seu banho, mentalize coisas positivas.
Visualize a água percorrendo o seu corpo e levando embora, pelo ralo, toda a energia negativa e possíveis miasmas espirituais.
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4- Utilize, em seu banho diário, os CRISTAIS PARA BANHO! Os Cristais para Banho são sabonetes especiais que carregam poderosas energias cristalinas, que alteram positivamente o seu campo vibracional e te impulsionam a vibrar diariamente na frequência da Luz.



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Trigueirinho

Com a mudança da inclinação do eixo magnético planetário, toda a vida do planeta mudará. Outras alterações podem ser anunciadas a partir de agora: Na rotação, na translação, na pressão atmosférica.
Isso trará transformações nas leis. 

Como os homens estão sempre sujeitos às leis do planeta no qual vivem, aquelas que os regem também terão que se modificar, como vereis.
Não se deseja que informações como essas criem psicoses; muitos não verão essas coisas, porque antes serão conduzidos ou atraídos para os níveis que se dispuseram a conhecer, e neles irão viver, em diferentes planetas. 

Alguns indivíduos jamais voltarão à Terra. Outros passarão às civilizações intraterrenas, às intra-oceânicas ou às suprafísicas, onde viverão em dimensões mais sutis.
#trigueirinho
A quinta raça – Irdin Editora



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Gratidão por compartilhar Hed!
O que é Thetahealing: a história de Vianna Stibal
O Thetahealing é uma terapia de cura energética e quântica, que transforma em nível emocional, psicológico, físico e também espiritual. Para explicar melhor, vou contar a história da Vianna Stibal, que canalizou esta técnica!
Sendo uma pessoa sensível, Vianna sabia que era cocriadora de sua realidade. Curou-se de um câncer na perna, e a partir disto foi em busca das respostas de como ela tinha atingido este feito.
Ela identificou que conseguiu realizar esta cura nela mesma, através das ondas cerebrais Theta – de onde origina o nome da terapia. Healing siginifica cura, em inglês.
Com o passar do tempo, ela e seu grupo de pesquisadores, notaram que algumas pessoas que vinham até ela para encontrar esta cura, de fato se curavam, porém outras não. A partir disto, ela estudou e identificou que as pessoas possuem sistemas de crenças que impedem elas de se curarem.
E o que são crenças?
Crença é tudo o que você toma como verdade para você e para a sua vida!
Se por exemplo, uma pessoa fala frases como “sou doente, não sou feliz”, ela acaba vibrando e atraindo isso para ela, e, consequentemente, tornando isso a sua realidade, tomando como crença.
O nosso cérebro é composto das partes consciente e subconsciente. Quanto mais você repete frases e afirmativas, mais o seu subconsciente toma isso como crença para você, alterando automaticamente sua realidade.
Dessa forma, Vianna Stibal incorporou à terapia ThetaHealing o desbloqueio do sistema de crenças que nos limitam.
Download de sentimentos
O que é felicidade para você?
Conforme Vianna ia aplicando o Thetahealing em seus pacientes, também descobriu que muitas pessoas não sabiam, por exemplo, o que era a felicidade, qual era a sensação de ter uma vida saudável fisicamente, o que era um amor genuíno.
Então, ela adicionou a técnica de Criação de Sentimentos, também chamada de Download de Sentimentos, que é a adição das sensações e sentimentos revigorantes em nossa vida. Incorporando sentimentos positivos, o Thetahealing coloca o cérebro em estado de aprendizado para uma vida plena.
Então resumindo, o Thetahealing é a união da remoção das crenças limitantes e substituição por crenças fortalecedoras, juntamente com a adição dos downloads de sentimentos. Dessa forma, abre energeticamente novos caminhos e possibilidades em nossa vida.
O que é possível curar em uma sessão de Thetahealing?
Os benefícios do Thetahealing e as possibilidades são infinitas: prosperidade, trabalho, saúde, amor, família, relacionamentos amorosos, felicidade, questões genéticas, crenças de outras vidas.. é possível até mesmo se conectar com seu anjo da guarda e com sua alma gêmea!
Você pode levar até uma sessão o assunto que quiser para tratar, algo que esteja te incomodando e atrapalhando na vida.
Como funciona uma sessão de Thetahealing?
Para iniciar a sessão, você deve levar um objetivo até o terapeuta.
Através de uma conversa, o terapeuta identifica quais são os comandos necessários para sua sessão, e o que você deseja como mudança.
Os comandos podem ser relacionados a limpeza energética, limpeza de traumas e memórias ruins, recuperação de fragmentos de alma, conversas com o anjo da guarda e com o eu superior, leitura de futuro, encontro de alma gêmea, dentre outros.
O terapeuta trabalha em estado meditativo para alcançar o estado mental Theta, de puro relaxamento. Automaticamente o paciente também entra em estado meditativo (não é preciso saber meditar).
Durante a sessão é comum as pessoas sentirem sensações de leveza e bem-estar. As ondas Theta se manifestam em nosso corpo no período onde estamos em estado de relaxamento, próximo ao sono.
O segredo para a efetividade da terapia está na entrega e na abertura para a mudança!
A sessão dura em média de 30 minutos à 1h. O tempo de resolução das questões varia conforme sua complexidade e o quanto a pessoa está preparada para esta mudança em sua vida, mas geralmente os resultados são imediatos.
O ideal é que depois de tantos anos com a crença limitante em sua vida (às vezes até mesmo, de outras vidas), você continue acompanhando este setor da vida para que a crença não retorne.
Após a sessão, continue fluindo nesta energia de cura e renovação. Viva positivamente através de seus pensamentos, falas e atitudes.
A frequência de sessões varia conforme o seu tempo de assimilação e sua necessidade de mudança!
Karin Lenz Rodrigues


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Texto copiado para cá. Desconheço o autor.

DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE ...
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, segue as Leis do Pai.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência elevada.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, o Mundo, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida que é eterna.

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Trecho interessante:

... O fenômeno da Ascensão não é um fenômeno linear, ou pontual.
Este é um fenômeno fadado a se estender durante todo o período da Revelação.
Há, de fato, como vocês dizem, várias ondas de Ascensão.
Essas ondas de Ascensão poderão ocorrer com ou sem o corpo.
Entretanto, a Ascensão final, que é a mais importante, se dará por meio de uma transmutação total do corpo físico.
Como será feita esta transmutação?
Ela será associada à chegada de uma onda mestra, nesta Terra, de uma irradiação solar extremamente potente, acoplada a uma irradiação proveniente do âmago do cosmos desta galáxia, vindo transmutar totalmente o corpo de carne.
São radiações ionizantes que vocês chamam de raios gama.
Esses raios gama não visam destruir sua estrutura física, mas sim transmutá-la, liberando totalmente o DNA e, principalmente, transmutando o carbono em silício.
Isto se fará de maneira muito natural, na época da chegada da onda galáctica final.
Aqueles que ainda não tiverem ascensionado, em uma Dimensão ou outra, viverão o que é denominado Fogo do Amor e vão enxergar uma Luz.
Esta Luz e este calor não queimam.
Trata-se da famosa Luz vivenciada pelas pessoas que passam por uma experiência às portas da morte e que a vêem ao longe.
Muito poucos são capazes de penetrar.
Aí, vocês serão penetrados por esta Luz e por esta Radiação e seu corpo viverá, nesse momento, esta transformação.
No entanto, vocês devem entender que antes disso, existem outros processos de transformação Vibratória.
Alguns vão passar pelo que vocês chamam de arrebatamento, em Naves de Luz pertencentes à Confederação Galáctica.
Estas vão se manifestar em diferentes épocas e em diferentes períodos.
Entretanto, vocês ainda não estão, a priori, neste momento.
Contentem-se em viver a Vibração.
Contentem-se em se colocar em meio à nova Vibração da Unidade que percorre a Coroa Radiante da cabeça e a Coroa Radiante do Coração, para integrar, em vocês, esta Vibração.
A Ascensão não é um problema em si.
A interrogação mental, em relação a ela, sim.
Porque, obviamente, vocês vão penetrar as dimensões que ainda são desconhecidas para a maioria de vocês.
Mesmo pelas portas da morte, vocês não encontram essas Dimensões, tais como as que vocês experimentaram em suas vidas passadas.
Trata-se verdadeiramente de um mundo totalmente novo para muitos dentre vocês.
Isto é um choque ao nível da Consciência.
Passar de um corpo físico para um corpo de pássaro.
Passar de um corpo físico, pelo ato de viajar no interior de outro corpo, como será o caso, para as Merkabas coletivas.
As Merkabas coletivas são o quê?
São seres pertencentes a Dimensões muito superiores à 11ª. Dimensão e que, no entanto, percorrem esta humanidade em um corpo de carne.
No momento oportuno, eles vão se transformar no que denominam uma Merkaba coletiva e vão poder então levar consigo muitos de seus irmãos e irmãs no seu próprio veículo.
PERGUNTA: A MERKABA COLETIVA NÃO SERIA ENTÃO APENAS A REUNIÃO DE VÁRIAS MERKABAS INDIVIDUAIS?
Bem amados, existem muitas Merkabas coletivas.
Algumas Merkabas coletivas são a reunião de Merkabas individuais, mas existem seres cuja Merkaba individual se torna uma Merkaba coletiva, pela potência Vibratória desses seres.
Eles serão capazes, no devido momento, de levar milhares de almas com eles, para a Luz.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

'PINGO DE GENTE' ( NOVELA DA VIDA REAL ) reeditado






DESDE JÁ, OBRIGADA PELA LEITURA!







            Tudo na vida, acontece por um motivo.
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“Ela era uma gracinha, miudinha, todos a chamavam de PINGO DE GENTE”...






“Pingo de Gente”, quase nascera na boleia de um caminhão.
Sua mãe entrara em trabalho de parto e o pai da criança estava trabalhando.
Restou pedir ajuda ao vizinho caminhoneiro, que acaba de chegar de viagem.
Ele a levou a primeira clínica que achou no bairro de Vista Alegre, no Rio de Janeiro.
Um bairro praticamente de portugueses e seus descendentes.
Com sua família não era diferente.

Entretanto, essa clínica não estava inaugurada ainda, operários faziam os retoques finais para isso.
A pedido do homem e a título de emergência, o médico responsável aceitou realizar o parto.
A clínica não tinha nenhum bebê nascido ainda, por estar nesse processo de término das obras.  A menininha seria a primeira a nascer ali.

No alto da sala de recepção, estava uma santinha em uma prateleira de mármore, com uma rosa branca e um terço nas mãos.
A mãe, Abigail, decidiu trocar o nome escolhido para a filha (seria Cristina), para o nome da santa: Fátima.

Abigail era de Pernambuco, viera par o Rio de Janeiro com seu irmão ( transferido pelo trabalho) e mãe. Casou-se com Val, filho da portuguesa Emília e de Eduardo:
Um marinheiro cearense, filho de índio, que fez Emília fugir para se casar.

Abigail ao olhar para a santa, e sabendo ser sua filha a primeira a nascer ali, viu isso, como um sinal dos céus:
- Vai ter o nome da santinha, será minha homenagem.

De certa forma era, porque a menina nascera laçada.
O povo antigo dizia que quando uma menina nasce laçada tem que ter nome de Maria na frente.  Então, ela se tornou Maria de Fátima.
“Pingo de Gente” era rosadinha, sorridente, e tinha muito cabelo para um bebê. Olhos castanhos claros e cabelo castanho escuro, quase negro.




A infância


O que realmente a menininha gostava de fazer, era ficar na cozinha, vendo sua avozinha cozinhar e andar para lá e para cá.
“Pingo de Gente” era bem esperta e prestava atenção em tudo, começou a ler aos quatro  anos de idade.
Olhando o jornal que estava espalhado pelo chão da cozinha da avó, dizia:
-Vovó, está letra, mais essa letra, forma o que?

 A avozinha respondia paciente, ia explicando tudo para “Pingo de Gente”.
Sua avó paterna, a portuguesa Emília, tinha sido autodidata e aprendera também a ler e escrever por conta própria. Aliás, Emília sofreu muito em seu tempo, mas não se deixou esmorecer. Mais à frente, contou sua história de vida para a netinha, que ao se transformar em autora, muitos anos depois, escreveu tudo.
Dessa forma, registrou sua homenagem para a avó que tanto a incentivou no começo.

Voltando para nossa Pingo de Gente:
Pouco tempo depois, a menininha sabia as sílabas.
Juntando tudo, aprendeu finalmente que sozinha sabia ler o jornal do chão da cozinha.
A avozinha percebendo então, disse para a mãe da menininha:
- Põe logo essa menina numa escolinha! Ela já sabe ler, falta aprender a escrever e a desenhar as letras.
A mãe da menina, assim o fez.
Aos seis anos, já usava os óculos de tanto consumir os livros, revistinhas e tudo que fosse agradável de ler.
Era sempre todos os anos a primeira da sua classe.
Natural, pois adorava estudar! Assim, “Pingo de Gente”  ia para a escolinha, toda contente.

Aos oito anos, surgiu um problema na vida da menininha:
Com o sarampo que pegou, ficou sem enxergar por um bom tempo.  Via tudo em branco, como se estivesse com um pano dessa cor nos olhos,  e nada mais.
Todos pensam que os cegos enxergam o preto com seus olhos abertos, mas a menina não! Pelo menos com ela, era uma imensidão de branco total. 



A interferência divina veio, mas uma vez “Pingo de Gente” voltou a enxergar da noite para o dia, e ninguém entendia nada.
A menina não desanimava, crescia feliz.
Tinha um irmão três anos mais novo, sua única companhia na primeira infância.
Brincavam muito no quintal e faziam cavalinhos, dos cachorros que ali tinham.
Lá se iam os dois, aprontando o dia todo. 

As lembranças dessa época retratam bem como era aquele momento do final dos anos 60,  começo dos 70:
O armário de cozinha era CARIOCA, a vovozinha dizia assim para o vovô:
"Põe ali na CARIOCA, meu velho"...
O aparelho que tocava discos, era VITROLA
( móvel  de madeira lustrosa, que se usava nas salas de estar).
Aliás, nas salas havia sempre o mesmo jogo, com duas poltronas e um sofá, que chamavam de "sumiê".
Também tinha de ter uma mesinha com pés de rodízio para colocar a TV. Na parte de baixo, se colocava jornais ou revistas.
Nas camas, as famosas bonecas “dorminhocas” que ‘Pingo de Gente’ achava que eram muito feias.

O banheiro de ladrilhos brancos e cerâmica vermelha no chão tinha aqueles crochês todos:
Desde o jogo para sanitário, bidê e tapetinho, até o porta papel higiênico. No banheiro da avó Emília tinha decalques de bonequinhas tomando banho, para todos os lados. Era a moda da época.

As mulheres ainda gostavam de usar anágua. Usavam também cabelos com laquê se estivessem presos, e com uma corrente fininha sobre  a cabeça, se estivessem soltos.

A maquiagem era mais “pesada” que hoje me dia. Os cílios postiços estavam em alta.
Brincos de argola e cintos largos faziam o jogo com os vestidos mais floridos, no melhor estilo hippie: Paz & Amor.

E os homens então? Calça de nylon para os mais tradicionais e ‘boca de sino’ para os jovens que também deixavam o cabelo crescer nessa época, baseado no estilo que viera dos Estados Unidos.
Tempos que guarda chuva, chamavam de chapéu:
"Não vai levar chapéu? Olha que vai chover"...


Podiam-se ver as crianças na calçada, em noites de verão, brincando de roda, pique, coisas assim...
As pessoas se falavam mais, ficavam do lado de fora do portão conversando coisas simples do dia a dia, ou uma notícia que chamou atenção durante o REPÓRTER ESSO...

Pouco depois, substituído no coração dos brasileiros, pelo JORNAL NACIONAL.
As novelas eram "água com açúcar" e se aparecia um beijo mais acalorado, as mulheres comentavam:
"Nossa, isso está ficando uma perdição”...

Aqueles tempos eram muito bons, as crianças tinham poucos brinquedos, então inventavam brincadeiras de rua... Mesmo sem tecnologia digital nenhuma tudo era diversão!

Quando Fátima cresceu e começou a escrever como autora independente, pensou logo em um conto sobre algo que marcou sua infância. Chamou de:
Chá de Bonecas  
Uma casa que tivesse televisão significava certo status, a família que tinha, certamente era de classe média emergente...

Com o tempo, meu pai comprou e foi uma festa para mim.
Poderia assistir os desenhos, filmes e os programas voltados para as crianças pequenas como "O Capitão Furacão e Capitão Asa, além é claro, dos seriados da época: Robô Gigante, Perdidos no Espaço, etc...

Assim, sem muitas coisas novas para brincar, apenas a TV e uma vitrolinha portátil (que eu punha discos de vinil com historinhas de contos de fada e canções de roda), fazia então o meu entretenimento.
Seguia a vida da forma simples das crianças brincarem: inventando as próprias brincadeiras...

Minhas únicas coleguinhas eram: Stella Maria e Wilza Carla.
Porque na nossa rua, não havia muitas meninas e minha mãe também não deixava que eu brincasse fora do portão de casa.
Então ia brincar com elas em sua casa, ou vice versa...
Wilza Carla recebeu esse nome pela artista de outra época, a quem um de seus pais queria homenagear...
Acho que ela nunca gostou de ser chamada assim...

Todas nós tínhamos um Chá de Bonecas. Sempre havia quem os desse para as meninas:
Se não fosse seus pais, com certeza seria outro parente ou ainda um vizinho convidado para o aniversário da menina.

Eu mesma, em um aniversário, ganhei três de modelos diferentes, mas sempre de plástico. Muito embora, achasse que não combinava em nada com as 'Cozinhas Americanas' com fogões e panelinhas de ferro que também a maioria das meninas tinha como brinquedo...

Bem, eu apenas tinha o fogão com as devidas panelas, mas eles caíram no poço do quintal um dia, e fiquei sem...
Minhas duas amigas queriam então fazer o Chá de Bonecas, para que usássemos nossos joguinhos novos. Mas as bonecas mesmo eram escassas. Custavam caro. Eu tinha apenas três e era meu tesouro!
As irmãs Stella e Wilza, tinham umas duas, a mais do que eu, afinal quando uma ganhava de algum parente, a outra também recebia.
Porque já nesses tempos, estavam órfãs de pai (morrera afogado na praia devido a uma câimbra) e a família agora era chefiada pela mãe que recebia uma pequena pensão que mal dava para nada.
A mãe delas, Deuzith, fazia trabalhos extras para completar a renda e contava com a ajuda das filhas e algumas vezes oferecia a minha também:
Era um trabalho feito em casa, empacotando figurinhas e montando os fardos para serem levados para uma distribuidora de álbuns em bancas de jornal.

O Chá fora marcado, mas não queríamos usar mesmo nossas bonecas, porque poderiam estragar de alguma forma, e isso os pais não perdoavam... Tinha coleguinhas na escola, que contavam que as mães não deixavam que elas tirassem as bonecas da caixa.
Apenas ficavam enfeitando o quarto em que dormiam! Sempre achei aquilo um absurdo! Mas, ainda bem que minha mãe não se incomodava que eu brincasse com as minhas três bonecas.



Tivemos a ideia de ir para a varanda da casa das meninas e pegar uma cartolina para que eu desenhasse e montasse as bonecas. Elas recortariam e finalmente poderíamos brincar com o Chá, mas com bonecas de cartolina. Assim, passamos quase a tarde inteira entre a confecção das bonecas e o tal Chá, que não passou na verdade de refresco em pó diluído em água, daquela jarra gigante que aparecia nos comerciais de televisão, e que recebia nome de suco.


Entretanto, “Pingo de Gente” só foi aprender o que era brincadeira de rua, depois que ela, sua mãe, pai e irmão, foram morar em outro bairro:
No Irajá, em um apartamento, financiado em trinta anos.
Mas era preciso, pois Abigail e Val tinham que ter sua própria residência com seus filhos.
Emília sentiu uma grande tristeza quando viu a mudança do filho sair... Passou meses assim, até se acostumar.


Na casa onde passou sua primeira infância, rodeada de muitas árvores frutíferas, jardins e horta, (além de galinhas, porcos, muitos gatos e  dois cachorros), ficaram apenas seus avós paternos e uma prima de seu pai: Maria José, que viera do Ceará para estudar e tentar emprego no Rio.

Aliás, a casa de Emília e Eduardo, tinha essa característica de hospedar pessoas até que suas vidas se ajeitassem.




A   história de Emília e Eduardo, avós paternos de  Fátima


" Cabelo de milho" era chamada a portuguesinha rosada.


Emília era seu nome, mas ruivinha como era, os meninos da localidade onde morava  em Portugal, faziam essa chacota.
Aos dois anos de idade, seu pai foi embora.
Fazer a vida no Brasil, era esse seu plano.
Depois viria buscar a esposa e as duas filhas:
Olinda e Emília.
Mas não foi assim...
Passou-se muito tempo e ele não voltava.
Emília era a mais velha das filhas, e foi enviada para casa de sua avó paterna, por sua mãe.
Ela não queria ou não podia,  criar as duas crianças.
Apenas Olinda, a bebezinha, ficou com sua mãe.

Emília aos nove anos, não podia fazer nada além de trabalhar:
Sua avó paterna a empregou em casa de família, para cuidar de porcos, patos, galinhas...
Ela não tinha direito à instrução, pois a avó achava uma bobagem.
Emília dava alimentação aos animais primeiramente e depois limpava toda a sujeira que eles deixassem pelo terreno.
Cuidava que não faltasse água para a casa e os animais, com uma bomba d água movida a mão.
De uma coisa isso serviu: Logo a levaram para ficar no serviço dentro de casa, foi aí que ela aprendeu a ler e a escrever.

Como sua avó nunca se preocupara de dar-lhe estudo antes, criando-a apenas para ajudar nas despesas que ela tinha prazer de dizer que Emília lhe dava a menina finalmente teve sua chance.

Dentro da casa onde a menina Emília trabalhava, havia uma biblioteca. E ao limpar os livros todos os dias, ela aproveitava e os abria para aprender.
Foi em menos de um ano, que já estava alfabetizada.
As quatro operações básicas, também aprendera, ao estudar minuciosamente a Tabuada de Aritmética.
Depois disso, estava pronta para a vida.


Aos doze anos de idade, foi trabalhar em um arrozal, com água pela barriga, e as sanguessugas que lá existiam a apavoravam, entretanto, ela nada poderia fazer além de continuar.
Emília se sentia negligenciada pela mãe, pelo pai, pela avó.


Depois de muito tempo, sua mãe tomou uma decisão:
Já estava impaciente, depois de treze anos de espera!
Resolveu vir ao Brasil, procurar o esposo.

Primeiro, faria uma coisa:
Pegaria Emília de volta. Juntando as filhas novamente, faria uma surpresa ao marido, quando chegasse ao Brasil.

Emília ficou contente com a notícia, pois seria uma verdadeira "virada" em sua vida!
Para ela que tudo foi negado, poderia haver agora, uma esperança...
Ter afinal o que não teve, quando era mais criança.

Pegaram um navio a vapor, que era o que existia naquela época, e viajaram para Manaus, no Amazonas, pois era lá que seu pai estava.

Quando sua mãe chegou, soube que o marido havia casado pelas leis brasileiras com outra mulher, e já havia formado nova família, tendo filhos com ela.
A mãe abriu então uma mercearia em Manaus, pois não pretendia voltar para Portugal humilhada.
Se isso acontecesse, seria quando estivesse reerguida na vida...
Emília foi determinada para o serviço da mercearia enquanto Olinda, sua irmã, ficava com o serviço doméstico.
Sua mãe desiludida aceitou as investidas de Saraiva, um senhor (ainda solteirão) que vinha comprar em sua mercearia só para cortejá-la...
Acabou por ir morar com ela maritalmente, e foi um verdadeiro ‘pai’ para as meninas, ainda adolescentes. O pai que nunca tiveram antes.

Uma nova família se formou, porém, sem nada mudar para Emília.
Pois continuava a trabalhar na mercearia de sua mãe.

Assim, desde os seus quinze anos, até os vinte e dois, Emília passou seus pedaços também aqui no Brasil.
Entretanto, tudo  mudou quando Eduardo entrou em sua vida.
O porto de Manaus era muito movimentado e nos passeios rápidos entre um trabalho e outro, realizado para sua mãe, Emília o conheceu.
Ele era da Marinha Mercante.
Um moreno, de estatura mediana para alto.
Forte e muito bonito, era o tipo de homem que qualquer mulher gostaria de ter. Foi paixão à primeira vista, pelo menos da parte dele.
Já Emília, foi gostando aos poucos...  

Em relação a Eduardo, ele tinha mais atrativos que ela, pois era esguia, branca rosada, cabelos lisos e ralos, talvez por esse motivo, ela antes não tivera nenhum namorado. Enquanto Eduardo, com seus trinta e oito anos, tinha realmente tido uma mulher em cada porto...
Mas já era hora de formar uma família. Era com aquela portuguesinha, sincera e virgem que teria que casar.
Encontravam-se escondido de início, sempre que ele vinha à Manaus. Com o tempo, ela contou para a mãe sobre seu namoro.
Sua mãe não queria esse romance, fazendo de tudo para atrapalhar e Emília desistir de Eduardo:
Dizia que ele como marinheiro, teria uma mulher em cada porto.

Eduardo e Emília, resolveram fugir para casar.
A fuga seria na manhã seguinte, quando sua mãe não estivesse em casa.
Olinda, ao perceber que Emília fazia a mala, perguntou-lhe o que queria dizer aquilo:

- Para que essa mala, aonde vai?

- Vou fugir para depois me casar com Eduardo. A mãe não quer por bem, então vou dessa maneira.
Não vou deixar escapar a chance da minha vida.
Ele está com 38 anos e quer formar família, ainda há tempo para termos filhos, e eu quero sair daqui e da tirania da mãe. Juntamos a fome, com a vontade de comer!

- Não percebe que isso pode ser uma aventura? Pode nada disso dar certo, e você ficar jogada no mundo...

- Vai dar certo, Olinda! Agora vou. Não se preocupe: Darei notícias em breve. Um beijo e fique com Deus.

Emília saiu apressada pela porta dos fundos.

Quando sua mãe chegou e estranhou que Emília não estava em casa, perguntou para Olinda:

_ Onde está sua irmã? Deveria estar fazendo o almoço.

- É que... Sabe mãe, eu acho que não posso esconder isso, porque vou ser cúmplice: Emília está indo ao porto, para fugir.

- O que está dizendo? É verdade isso, há quanto tempo ela já saiu?

- Mais ou menos meia hora, mãe. Deve estar no porto, agora...

- Vamos, vou impedir que ela faça essa asneira!

Puxando Olinda pelo braço, foram correndo em direção ao porto.
Mas já era tarde:
O navio acabara de sair.

Depois de uma passada em Belém do Pará, finalmente estavam casados no civil. 
O novo casal se estabeleceu no Rio de Janeiro.  Desse ponto em diante, a família começou: Após três anos de casada, Emília engravidou.
Teve uma filha e quase dois anos depois, nascia o pai de Fátima, Val.




 "PINGO DE GENTE", ainda tinha muito que passar, era apenas o começo de uma vida de grandes tormentos. Veio à febre reumática e com ela, muita dor.

Seu corpinho franzino e pequeno era todo moído pela dor imensa nos seus ossos e chorava para andar. Um tratamento de dois anos teve que fazer. Mais uma vez “Pingo de Gente” sofria.

Foi uma dura batalha na sua vida. Superou com muita força e vontade de viver. 
Dois anos se passaram, e com dez anos ficou mocinha: 
Começa outra etapa da sua vida.
A segunda parte dessa novela:

Já não era mais chamada de "PINGO DE GENTE", pois estava uma moça. Na verdade, a nossa personagem ”professorinha”.
Destacava-se na escola, pois era muito atuante:
Desde teatro, balé moderno, até o Centro Cívico Escolar, onde era a presidente.
Ah, e como a vida sempre aprontava, para ela!
Surgiram dores de cabeça todos os dias, passava por vários médicos, nada se descobria...
Tratamentos com neurologistas, exames, enfim tinha uma disritmia.
Nessa agonia de dores de cabeça, deixou de ir muito à escola, e pela primeira vez, quase perdia o ano, por faltas...
De tanto sua mãe pedir, Deus, mais uma vez, fez a mocinha ficar boa de vez!
Com crises de reumatismo, ela retomou ao tratamento que no começo, se fez...

Fátima agora estava já chamando a atenção dos rapazes, pois com o passar da adolescência, ficou uma morena de cabelos longos, corpinho definido e assim, despertava a libido.
Seu primeiro namorado “oficial”, ou seja, apresentado aos pais, foi quando ela tinha 13 anos. 
Ele se chamava Danilo, e tinha 21 anos na época. 
Um namoro que começou com suas férias escolares em Recife e depois passou à Caruaru, em PE, quando o conheceu. 
Pela distância entre Rio e Pernambuco esse namoro acabou em dois anos. 
Era difícil manter, somente por telefone e cartas. Apesar de que ele chegou a visitá-la no Rio... 
Estava bem apaixonado e ficou muito triste com o fim do namoro... Por algum tempo, Danilo ainda ia até a casa dos tios de Fátima, em Caruaru, para saber se tinham notícias dela no Rio.
Nutria a esperança de que ela reatasse com ele e até quem sabe, ficassem noivos quando ela completasse os 18 anos... Mas, isso não aconteceu.
 
Bem, depois de namorar alguns rapazinhos, ela já agora, no segundo ano colegial (naquele tempo, segundo grau), conheceu um rapaz por quem se apaixonou de verdade, seis anos mais velho que ela, ou seja, ela tinha 15 anos para 16, e ele já tinha feito 21, a mesma idade que o primeiro namorado...

Foi assim:
Ela estudava em Madureira e fazia o secundário, saindo todos os dias às cinco e meia da tarde.
Nesse dia, 11 de abril, houve um incêndio em uma loja de móveis infantis.
O trânsito que já não era dos bons ali, ficou pior, porque houve mudança  para os bombeiros cuidarem de apagar o fogo que já se alastrava por outra loja.
Então, depois de muito tumulto e de ficar mais que quarenta minutos, esperando um ônibus parar. Fátima, finalmente conseguiu subir  para voltar para casa.
Nesse mesmo ônibus ele já estava. Com um olhar encontrado, eles se comunicaram numa intenção muda de se conhecerem.
Fátima então teve um de seus “avisos”:
“ É com esse rapaz que você vai se casar”

Quando ela desceu em seu ponto, ele fez o mesmo, para segui-la.
- Posso te acompanhar até sua casa?
- Bem, não deveria deixar porque não te conheço, mas... Pode sim, vamos conversando.
Marcaram um cinema para o dia seguinte, à tardinha, pois era um sábado e ela não teria aula.  Daquele dia em diante, começaram o namoro.
Foram três meses sem contato íntimo. Entretanto, em uma tarde, a mocinha que já não se aguentava de desejo encontrou o namorado e fizeram amor... Assim, ela perdeu sua virgindade.

Um ano depois, ela ficou grávida. Teve que contar aos pais.
Eles providenciaram o casamento.  Iriam morar a princípio, na  casa da mãe do rapaz,  até arrumarem uma casinha para alugar.

Aos 16 anos, quase 17, ela entrou na igreja, para se casar, numa linda manhã ensolarada, de quarta feira.
Fátima parecia que fazia Primeira Comunhão, pois pequenina como era, parecia uma menina!
Foram passar a lua-de-mel em Muriqui, RJ, numa casinha em frente à praia, que a meia irmã de seu esposo emprestou para tal ocasião.
Assim, começa outra fase de sua vida, talvez a mais complicada...
Porque poucas foram as alegrias, que eles só tiveram por 17 anos.
Os outros dez anos seguintes, foram só tristezas em sua vida: Cada dia era um página para ser sofrida.
Deus é testemunha quanto sofrimento o casal passou!


A vida em família na fase adulta

Teve seu primeiro filho, aos 17 anos, e todos achavam que ela por ser tão novinha, não daria conta da responsabilidade de criar um filho...
Ledo engano! Agora, ela era muito mais que uma adolescente, era uma mãe de família, que agarrou com unhas e dentes essa responsabilidade, e se tornou uma excelente mãe, que todos se admiravam como a jovem cuidava bem de tudo: da casa, do filho, do marido...
Quatro anos depois, estava tendo uma menina. Assim, aos vinte e um anos, ela já tinha dois filhos.

Nesses primeiros anos, a família viveu muito bem, faziam viagens pelo Brasil nas férias... Passeios, restaurantes, enfim, divertiam-se como podiam.

Foi uma época também de muito trabalho, pois Fátima abriu com o marido, uma lanchonete, uma mercearia, e ainda preparava pratos para entrega em domicílio...
As pessoas encomendavam até ceias de Natal, para ela, que fazia tudo: Entregava na casa da pessoa, tudo prontinho!
Pegou várias estafas nesse período, devido a tanto trabalho: Casa, negócio próprio, marido, filhos...

Todo o seu tempo era usado durante o dia, e muitas vezes, quando se deitava agradecia a Deus!
Entre crises de rins, pressão, ela foi se aguentando...

Surgiu um fibroma em sua boca, por dentro da bochecha (que ela ficou por dois anos), pois não tinha tempo algum para operar, porque muitas coisas dependiam dela!

Até que um dia, olhando no espelho a boca por dentro, tomou a decisão:
- Vou operar isso hoje!
Ligou para sua mãe, que já estava desesperada, pela demora da filha em operar, e chamou-a para acompanhar até a Clínica onde tinha convênio.
Lá chegando, passou pela consulta e a médica disse:
- Está muito passado... Devemos operar hoje e agora, para aproveitar o momento!
Assim, foi encaminhada para o centro cirúrgico.


Seus filhos estavam na escola, e seu pai de férias na época, foi buscá-los, assim os levou para sua casa...
Ela foi operada disso, e de mais: tiraram vários freios linguais que ela tinha na boca.

Seu esposo que estava no trabalho, foi informado pelo sogro, que ela tinha feito a cirurgia...
Ficou louco, por não estar sabendo de nada!
Largou o trabalho, correndo para lá e arrumando a maior confusão com a equipe médica...
Assim, levou-a da Clínica.
Fátima, que teria que ficar por mais duas horas, foi embora para casa antes do tempo...

Foram vários dias sem o marido falar com ela direito. Isso a magoou muito, porque nunca agira assim.
Sem poder falar direito ou comer normalmente, ela permaneceu calada.

O tempo passava...

Sempre mudando de casa, para lá e para cá, conforme os aluguéis aumentavam.
Assim, Fátima foi  vivendo até que aos trinta e três anos, quando teve a sua filha caçula.
Parentes, vizinhos e amigos acharam uma loucura, depois de dois filhos já adolescentes uma nova criança chegando. Principalmente porque seu marido apresentava sintomas de uma doença grave e que os médicos não acertavam o que era, e tratavam como psoríase.
Somente seis anos mais tarde, descobriu-se que era Hanseníase.
Já estava seu caso complicadíssimo, pela demora do tratamento específico, para essa triste doença.
Que  é mais conhecida como Lepra.

Então, todos tiveram  que fazer exames, para saber se contraíram.  Deus foi muito bom, e ninguém estava contaminado! Apenas ele.
Começou então, um tratamento que durou três anos (em vez de dois), porque o caso tornara-se muito grave...

Sendo assim, ela cuidou do esposo em tudo que ele  precisou.
Porém, essa doença é muito ingrata, e acaba enfraquecendo os ossos e nervos.
De uma queda na calçada da rua, ele fraturou três vértebras da coluna e achatou até a última, perdendo líquido da coluna.

Resumindo: Ele se tornou vinte centímetros mais baixo, e acabou ficando do tamanho dela, com 1,50m.
De uma perna para outra, os nervos também atrofiaram e encolheram, dando uma diferença de oito centímetros. Ficou manco.


Não podia ser operado, porque estava diabético, devido ao uso de corticoides para tratar a Hanseníase, e cardíaco também...
A essas alturas, ele já estava encostado, porque não podia trabalhar mais...

Fátima cuidou de tudo só:
Do marido doente, da bebezinha que acabara de nascer, do próprio negócio, da casa, e dos outros filhos agora, já adolescentes.
Novamente outra estafa para ela...

Seu esposo piorava em vez de melhorar, e já agora, só andava pendurado nas muletas, para todos os lados ela o acompanhava, com medo dele cair, porque o médico disse:
- Se ele cair de novo fica numa cadeira de rodas, para sempre!
Assim, ela foi levando...

Pouco depois, ele ficou também praticamente cego, apenas enxergando com 20% de visão.
Não podia operar porque além de cardíaco, posto que já havia tido três infartos, ainda atrofiara o pulmão, e não aguentava ficar deitado com a barriga para cima, pois o ar lhe faltava.  Como sua respiração era muito difícil, não daria para ficar na mesa de cirurgia.
Até tentaram, mas ele teve uma parada respiratória e teve que ficar no oxigênio...

Tudo isso, Fátima junto dele, acompanhando e sofrendo também.
A bebezinha, cresceu vendo o pai doente e a mãe se consumindo de tanto trabalho.
Nesse tormento passaram-se dez anos muito longos...
Ele: Sem enxergar, diabético, cardíaco, deficiente físico, com um pulmão atrofiado e um câncer no nariz, que apareceu por último...
Ela: Cansada, esgotada, e pedindo a Deus todos os dias misericórdia.



Agonia


Durante esses anos de tristeza, a nossa protagonista, teve uma vez pelo menos, uma casa própria.
A família mudou da Cidade do Rio de Janeiro, para outro município do mesmo estado: Itaguaí.
Foram pagando a casa durante quatro anos.
Entretanto, apenas moraram seis anos ali.
Com as doenças do marido, gastavam muito em tratamentos. Muitas coisas que tinham, foram sendo vendidas.

Quando a pequena caçula, também teve que ser operada às pressas, de apendicite supurada, em um Hospital do plano de saúde que tinham (mas não sabiam que não cobria a internação e a operação), ficou tudo pior.

A menina em duas horas poderia morrer, visto que tendo estourado o apêndice.
A 'sujeira' toda, tinha se espalhado pelo seu abdômen.

Assim, os pais nem pensaram muito e pediram ao médico para salvar a filha, a qualquer custo!
Depois pensariam como pagar ao hospital.
Outros problemas se formaram:
Fátima teve que deixar dois cheques como garantia.
Para cobrir os cheques, tiveram que vender aparelhos eletrônicos, computador e ainda não dava para pagar...
Amigos fizeram um bingo beneficente para ajudar a família.

Mesmo assim, não deu:  A conta era grande, visto que tudo era cobrado nos cinco dias que a mãe ficou no hospital com a filha internada... Até os algodões usados!

Deus sabe o que faz, e o porquê de termos que passar por tudo nessa vida...
A solução para tantos problemas, dividas e mais dívidas foi vender a casa e morar novamente de aluguel.
Foi o que aconteceu. Venderam por menos do que pagaram. Foi um prejuízo.
O dinheiro da venda foi para pagar o depósito do novo aluguel e para a família se manter ainda mais uns seis meses...
Nessa altura, os filhos mais velhos, já tinham se casado, pois casaram bem jovens.
Apenas a caçulinha Catarina, vivia com eles agora.
Ela herdou a ânsia de conhecimento de Fátima, e também era a primeira da turma, como a mãe por muitos anos fora.

Nesse ínterim, passaram muitas situações difíceis, porque já não existia mais a lanchonete e a mercearia para sustento...
Tiveram que vender também, para cobrir tudo que já deviam por aí...

O marido sem trabalhar, apenas recebendo o benefício do governo, nada mais poderia fazer.
Fátima não poderia trabalhar fora de casa também, porque seu esposo precisava de atenção o tempo todo, pelas suas doenças.
De vez em quando, a mãe e o pai de Fátima, levavam bolsas de compras para ajudar. Outras vezes, a comida já pronta.

Nesse tormento, que continuou por dez anos.
Um câncer no nariz de seu marido também apareceu, e por pouco, não ficou sem o nariz inteiro.
Mais um sofrimento.

Até que um dia, resolveram mudar de novo, desta vez, para Maricá.

Ele estava muito 'ruinzinho', e como a filha do meio, ali morava desde que tinha se casado, resolveram ficar perto dela. Alugaram uma casa por lá.
O filho mais velho, já casado também, permaneceu em Itaguaí.

A família, agora se instalava na Região dos Lagos
( RJ ).

O marido de Fátima, só vive trinta e um dias mais, do dia que chegou a Maricá.
Ao chegar, no dia mesmo da mudança, disse à filha do meio:
- Estou trazendo sua mãe, para você. Cuida dela e da tua irmã, porque sei que vim para cá, mas está perto de Deus chamar...

Assim, foi.
No dia 3 de abril de 2008, ele veio a falecer, depois de 4 paradas cardíacas, e traumatismo craniano também... Devido a mais uma queda, em sua vida.
A última semana dele de vida, foi totalmente triste, porque perdeu-lhe a razão... 


Insano dentro de casa tinha alucinações.
Fátima chorava de ver mais isso: O marido assim, louco...
E a filha caçula, presenciando tudo.

A família teve que o internar, no mesmo dia em que morreu.
Ao chegar ao hospital com a pressão 19x15, as paradas cardíacas começaram...
Na quarta 'parada', ele morreu.
A esposa ao ver o médico chegar para dar a notícia, disse:
- Não precisa dizer doutor. Já sei que ele se foi.

 “Pingo de Gente” ficou viúva aos quarenta e três anos de idade.

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EXTRAS:

Sem perder a vontade de escrever e relatar tudo que passara na vida, Fátima juntou fatos ocorridos também com pessoas conhecidas e/ou ligadas de alguma forma, à sua família, em alguns contos.
Um caso que aconteceu quando ela ainda tinha sua mercearia e lanchonete, registrou como conto em um de seus livros. Foi esse:

A BOLSA DE PEDRAS


Thiago nasceu na mesma época que Maria.
Viviam na mesma rua, do mesmo bairro,  na Cidade do Rio de Janeiro.
Ambos tinham atestada esquizofrenia.
Ao longo dos anos a doença se apresentou.
Diz-se por aí, (não sei se isso é verdade mesmo) que essa forma de doença mental precisa de um estopim, algo que desencadeie, como um grande choque na vida.

De qualquer forma, com ambos realmente foi preciso isso, para deixarem de parecer pessoas ditas "normais", e apresentarem o quadro de esquizofrenia.

Thiago era de estatura mediana, mulato de cabelos ondulados, bem apessoado. Maria era branquela, loira, descendia de italianos, uma mulher nem bonita nem feia.
Maria fez curso de instrumentadora cirúrgica, quando era moça. Trabalhou um tempinho em clínicas e hospitais, levando uma vida normal sem desconfiar da doença.


Conheceu um senhor mais velho que ela, por quem se apaixonou e desse relacionamento nasceu sua única filha.  Entretanto, ele tinha família e sumiu da vida de Maria...

Já Thiago, era contador e trabalhava para várias firmas. Morava sozinho numa casa que seu avô lhe dera. Mas Thiago um dia  casou-se  com uma bonita mulher e teve um filho com ela. Tudo corria bem até que certo fim de tarde, ele chegou cedo a casa (num horário que não era o de costume), pois sempre era lá pelas 19h00min horas, que retornava do centro do Rio.

Queria fazer uma surpresa para a esposa e levá-la para jantar fora com o filhinho. Mas ao chegar não a encontrou na cozinha, e um silêncio imperava na casa. Foi até o quarto do bebê e ele dormia tranquilo.
Ao abrir a porta do quarto de casal, deu com uma cena que daquele dia em diante, ficou em sua mente:
A esposa estava com um amante, na cama, que eles tantas vezes fizeram amor...
O choque profundo, bateu como um punhal em seu peito.
Dali foi desencadeada sua esquizofrenia, e a esposa foi embora levando o filhinho do casal.
Ele voltou a ficar só.
Ninguém lhe dava mais emprego. Com o passar dos meses a casa, antes bonita tornara-se feia  e suja.


Ele, em sua loucura, pichava as paredes de dentro e de fora. Espalhava lixo pelo quintal. Tinha crises em que jogava pedras nos vidros das janelas e quebrava as portas. Gritava dia e noite trechos da Bíblia, pois era evangélico, assim como Maria.

Esta, depois de ser deixada de lado pelo senhor com quem tinha tido uma filha, deixara seu emprego e vivia nua de um lado para outro das ruas do bairro. Seus parentes eram avisados e a levavam para casa.


Mas ela acabou ficando agressiva demais, atacando os vizinhos com pedras e paus. Sob a pressão da vizinhança, a família de Maria, a internou em hospital psiquiátrico várias vezes durante os ano seguintes...

Thiago também era levado vez por outra para o sanatório, quando também começava a passar dos limites e atacar quem passasse perto de seu portão.
Seu avô era chamado e se encarregava de interná-lo.

Tanto Maria como Thiago, quando controlados pelos remédios, passavam por pessoas 'normais'. Ninguém dizia que eram mentalmente doentes. Chegavam perto de mim e conversavam amenidades como uma novela que estivesse chamando a atenção do público, ou uma notícia do jornal.
Certa vez, falando comigo normalmente, Maria pegou um pedregulho na rua, e varou para me atacar dentro da minha lanchonete sem motivo algum. Escapei da pedra enorme por pouco, não estava na minha hora de partir desse mundo.

Thiago certa vez, vinha todo arrumado em um traje de passeio completo, com uma bolsa "tiracolo" (era assim chamada na época, não sei agora) para comprar um sanduíche na lanchonete.

Perguntei  enquanto preparava o cheeseburger, se ele estava trabalhando novamente.
Thiago respondeu:
- Estou sim D. Fátima, para a minha igreja, sou contador de lá agora.
- Ah, que ótimo Thiago! Recomeçar  a vida é sempre bom. Espero que dê tudo certo agora.

Ele deu um sorriso e respondeu de volta:
- Eu também D. Fátima. Quero ver como meu filho cresceu. Não entendo porque  a mãe dele, não traz o menino para que eu veja!

Eu apenas dei um olhar de compreensão e nada respondi. Mexer em feridas é muito ruim, ainda mais com quem  a gente nem sabe se vai de um minuto para o outro, nos atacar...
Reparei que a bolsa dele estava muito cheia. Perguntei então:
- Thiago, sua bolsa está tão pesada...
É necessário mesmo, levar tantas coisas para o escritório da sua igreja?

Ele pegou a bolsa colocou em cima do balcão da lanchonete e disse abrindo-a:
- É,  vou tirar um pouco do peso.

Foi quando Thiago começou  a tirar pedras de vários tamanhos da bolsa.
Não havia trabalho para ir, apenas delírio de uma mente insana...


Outra pessoa que Fátima quis homenagear escrevendo sobre sua vida, foi de sua madrinha Vanda.  Neste conto, descrita como Vânia. Seu padrinho que era Eduardo também (assim como seu avô), aqui tem o pseudônimo de Edson.
O início desse conto se mescla com a história de Emília e Eduardo: Aqui retratados como Conceição (que era o segundo nome de Emília) e Honório (também segundo nome de Eduardo)  e depois com a história de Fátima, como Fiona.
                                

 VÂNIA

Vânia era uma jovem pernambucana que conheceu um rapaz que trabalhava na Marinha Mercante: Edson;
Gostaram um do outro, em pouco tempo já namoravam.
Edson trabalhava juntamente com seu melhor amigo, Honório.
Honório, já tinha se casado com Conceição.
Sempre dizia a Edson que se casasse também, porque aquela vida de viajante pelo mundo, um dia iria acabar...

Teria de arrumar um emprego em terra firme. O ideal seria ter uma esposa quando voltasse para casa no fim de cada dia, esperando com um bom jantar e o carinho da mulher...

Animado com o incentivo de Honório, Edson pediu Vânia em casamento. Afinal, estavam apaixonados mesmo, por que esperar mais? Ela aceitou.

Rapidamente Conceição e Vânia já eram amigas também.
Os dois marinheiros ficaram em terra de vez, trabalhando agora, na estiva.
Moravam em bairros vizinhos e pelo menos uma vez a cada dez dias se visitavam.
Conceição teve dois filhos: Linda e Val, e Vânia três: Sérgio, Marina e Nadir.

As famílias durante anos se visitaram, a amizade cada vez mais firme...
Dos filhos de Conceição e Honório, Linda casou-se primeiro, e teve um único filho: Luiz Eduardo.
Val casou-se anos depois com Maria Abigail, e tiveram três filhos.

Sua primeira filha, Fiona, foi batizada por Vânia e Edson, que já estavam na casa dos quarenta e tantos anos, nessa época...

Os filhos de Vânia e Edson, já estavam todos casados e também com filhos. Apenas Nadir, não: era estéril... Ou seria o marido?

Anos se passaram, e as visitas de Fiona aos padrinhos era motivo de muita alegria para a menina: Sua madrinha Vânia, sempre fazia o seu bolo preferido: molhado com caldo de laranja ao sair do forno, e depois polvilhado com açúcar e canela. 

Além disso, ainda tinham os biscoitinhos de nata,  as brevidades e o café com leite mais gostoso, que em qualquer outro casa: com leite de cabra!
Tudo isso servido com pães e geleia que sua madrinha fazia, numa mesa grande (com toalha bordada e com crochê nas pontas) no centro da copa.
Havia no aparador, um relógio que batia a hora exata, mas fazia um estrondo danado! Era muito gostoso para todos, aquelas tardes de domingo!

Fiona, no dia da festa de seus 15 anos, ganhou de sua madrinha uma pulseira cravejada de pedras azuis, a sua cor preferida.

Um ano depois, seus padrinhos foram ao seu casamento: Fiona casara-se grávida, mas eles em nenhum momento fizeram qualquer comentário. Ela adorava seus padrinhos Vânia e Edson, que nesse tempo, já se encontravam na terceira idade...
Quando Fiona já tinha dois filhos, seu padrinho faleceu.
Ela sentiu... Gostava muito dele.
A madrinha Vânia, estava sem seu companheiro de tantos anos agora. Triste e preocupada, sofria tremendamente.
Dali em diante, a vida de Vânia se transformou:


Naquela época, quando se ficava viúva, os trâmites da pensão eram bem demorados, não havia a tecnologia de hoje, e a burocracia dos papéis em nada ajudava.
Vânia estava sem receber dinheiro, já fazia seis meses! Quem a ajudou nesse período foi justamente Val e Maria, seus compadres.

Vânia vivia outro drama: Quando sua filha Nadir foi largada pelo marido, ficou vivendo com ela, e estava diabética também. Sorte de Nadir por não ter filhos com seu marido: era um aproveitador barato, sempre vivendo à custa dos sogros por todos aqueles anos.
Nadir ficou cega pelas complicações do diabetes.
Nesse momento, Vânia já estava recebendo sua pensão e agradecida, quis pagar a Val, pelos meses de ajuda contínua...
Logicamente ele não quis receber, eram compadres, isso era como uma grande família, os laços de amizade eram assim naquela época...

Vânia estava apenas no começo do fim:
Nadir piorava a olhos vistos.
As despesas aumentavam, contas, medicação, alimentação...
Vânia tinha se queixado ao seu filho mais velho, Sérgio.
Pois não incomodaria seu compadre Val, mais uma vez.
Aliás, achava um abuso que seu filho nunca lhe oferecera ajuda, sabendo tudo que passava!
Sérgio tinha planos diferentes:
Queria vender a casa enorme de sua mãe, (seria o procurador) alegando que seria melhor para ela e Nadir,  uma casa menor para morar. Pois teriam menos trabalho.
Vânia aceitou a proposta do filho; assinou a procuração lhe dando plenos poderes para cuidar disso.
Entretanto, veio mais um choque em sua vida:
Sérgio deu-lhe apenas uma pequena parte da venda e ficou com praticamente todo o resto.
Fiona, que nessa época estava morando numa casa que pertencia a seu pai, já havia dito que iria se mudar. Vânia lembrou-se disso e ligou para seu compadre Val:

- Compadre, Fiona vai mudar de bairro, não vai?
- Sim, comadre. Por quê?
- Gostaria de alugar sua casa, se não tiver problema. Quando ela sair, logo em seguida eu entro. O que acha?
- Por mim tudo bem, comadre. Mas e sua casa?
- Vendi. Depois lhe conto tudo...
- Está bem. Na semana que vem, pode vir buscar as chaves, porque Fiona muda no sábado.
- Obrigada, compadre. Mande lembranças para a comadre Maria. Até logo.
- Até logo, comadre.

Depois disso, foi só uma coisa atrás da outra: Nadir faleceu.
Vânia ficou só e seu filho não mais a visitava, talvez fosse remorso, sem coragem de encarar a mãe.

Sua outra filha Marina, morando distante, também não vinha...
A depressão tomou conta de seu ser.
Em certa tarde, Vânia pegou um ônibus para ir pagar umas contas no banco.
Teve um mal súbito e caiu.
Os passageiros a ampararam e a levaram para o pronto socorro mais próximo, mas de nada valeu: Vânia teve um derrame fulminante e faleceu.
Era o fim de uma vida que havia sido muito feliz, até o dia em que seu marido morreu e tudo se modificou...
Agora devem estar juntos e sossegados.




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Ainda sobre Pingo de Gente:

A vida da “Pingo de Gente” continuava com seu “sobe e desce”, mesmo depois da morte de seu marido.
Durante um ano e meio, mais ou menos, estava numa fase melhor, já recebendo sua pensão, mas, quando seu senhorio pediu a casa, tudo se complicou...
Antes porém, ela conheceu alguém que mudou  seu ritmo de vida, deixando de ponta a cabeça, ( por 6 anos) finalmente terminou em 15 de outubro de 2015.
Foi a melhor decisão em sua vida atribulada com essa pessoa...
Recuperando então, sua paz de espírito.
Já em dezembro, no mesmo ano, fez uma cirurgia para retirada da vesícula.


Em 29 de fevereiro de 2016, devido à uma enchente em MARICÁ, RJ, nossa protagonista perdeu tudo e acabou desenvolvendo também uma asma, devido a proliferação de mofo que ficou na casa que ela alugava até então... Nova mudança tinha que ser feita. Ali, ela e a filha não poderiam ficar.
Mudaram para uma vila de 6 casas, muito simples, mas, tentavam recomeçar mais uma vez...

Em 27 de outubro de 2016, Fátima quase morreu de um ataque asmático:
Foi em plena passarela do bairro, quando uma fortíssima tempestade, tomava conta da cidade de Maricá, pela ação de um ciclone em alto mar, que teve consequências em terra.
Foi socorrida no ponto do ônibus onde uma enfermeira enviada pelos céus, lhe deu os primeiros socorros, pois, estava já desfalecendo...
Voltando à situação de moradia: Fátima e a filha ficaram na vila por dois anos.

Hoje, moram finalmente em uma casa independente (de aluguel), num lote familiar.
Pingo de Gente  redescobriu o amor com Davi; Moram portão frente a portão, na mesma rua.
Ele a trata com carinho, atenção, combinam atitudes e cotidiano. E são felizes na simplicidade do amor de pessoas de meia idade.





Atualmente, Fátima não pode mais fazer suas caminhadas: Em abril de 2018, torceu o pé esquerdo.
Isso gerou 3 problemas diferentes. A solução seria mais uma cirurgia... Ela não quer.
Ela segue, com dias doloridos , mas, feliz.

Bem, sua filha continuava trabalhando e fazendo faculdade, mas, atualmente isso mudou; Ela tem o mesmo namorado da adolescência, e pode ser, com quem dividirá sua vida nos próximos anos...
Enquanto isso, mãe e filha superam as mesmas lutas juntas, seguindo em frente com suas metas e desejos.
 
Então, quando eles acontecerem, será mais um novo recomeço... 






Por:
Fátima Abreu


* Alguns contos aqui, já estavam nos livros: “FIOS DO DESTINO” e  “UM BAILE, UMA VIDA"