sexta-feira, 22 de maio de 2026

Um Conto que Eu Conto ( + 18 anos )

 



A personagem era loira, encantadora. Ele a acompanhou por toda saga.

Um dia, a história toda foi finalizada, e Cecília  com ele, casada.

Em sua imaginação, sempre esteve com ela; porém, um dia ele se tornou personagem também.

Cecília e César.

Um casal finalmente!

E como um passe de magia, da saga, Cecília surgia!

Aqui começa um conto alternativo, para essa história:




A noite anterior tinha sido de muita insônia para César. 

Ele pegou mais uma vez o último livro da saga: "Enfim, Cecília, volume 2", onde era também um dos protagonistas, e releu tudo.

Aquele final que aqueceu seu coração, mente, e partes íntimas, onde ficava finalmente com Cecília, sua musa, seu amor, o deixou ainda mais excitado, e o sono não veio até as primeiras horas da manhã.

Quando finalmente os olhos baixaram com o sono, ele também sonhou com ela.

O subconsiente agia e o sonho era tão nítido!


Ele estava com Cecília numa praia paradisíaca. Sabe-se lá onde... Sonhos são assim.

A sensação era maravilhosa! O céu, o mar, a areia, as palmeiras, e ela ao seu lado.

Cecília invadiu seus sonhos e preencheu aquele vazio que sempre lhe acompanhava...

César era um homem maduro, contudo, nunca teve de verdade, aquele sentimento na vida real.

A autora, sua amiga de longa data, o colocou na saga. 

Ela deu um final feliz para os protagonistas, como era de se esperar.

Em sonho ou na ficção, Cecília era sua!


********


Cecília caminhava em sua direção, saindo do mar esplendorosa!

A idade da personagem não importava. 

Em sua mente, ela ainda era jovem, corpo fenomenal, de pele firme e viçosa. 

Com um balançar de quadril que a tornava sexy sem vulgaridade.

Pensou então: "Que mulher maravilhosa!"




Agora ela se sentava ao seu lado, e numa expressão de puro encanto, deixou o homem arrepiado. 

Ela tinha esse poder. O sol, a areia e o mar, eram pinturas para aquele cenário de paixão.

E ao ouvir sua voz macia como seda, seu corpo todo tremeu.

Poderia dizer que era tesão? 



Dali foram para o bangalô que haviam alugado, para aquele final de semana. 

Seria o ápice de seus desejos realizado.

Um lugar de tirar o fôlego, paisagem natural digna de cartão postal!

Uma cama "Queen", espelhos  por toda parte, flores, frutas, vinhos, queijos... 

E o amor para concretizar.

Cecília estava ali! 

Com olhos marejados, quase sem acreditar, César a beijou intensamente.

Ela estava contra a parede, de braços esticados, como se fosse vulnerável.

E a olhou num mudo silêncio de amantes. 

O desejo percorria o corpo de ambos; também a vontade de concretizar o tanto de pensamentos que ele imaginou para aquele momento crucial:

Quando estariam juntos, rentes, corpos colados um com outro, e sim, numa entrega total.





Cecília queria; e ele, não aguentava mais dessa eterna agonia.

Levou-a no colo para a cama finalmente, depois de muito a beijar contra a parede.

Carícias quentes, dedos hábeis de Cecília, percorriam o corpo do homem que a teria...

Com muita volúpia querendo seu pescoço, ela se lançou e o beijou.

De mastro levantado, como vela içada para ser levada pelo vento, ele levemente a acariciou entre as coxas fimes e bonitas.

Não era surpresa que a encontrasse molhada, como flor de orvalho da manhã.

Cecília ficava facilmente assim.

Um beijo mais acalorado, e ela já explodia seu vulcão interno, com lavas quentes, de cor transparente...

Os dedos de César explorou o local primeiro, para fazê-la gozar em primeiro lugar.

A vulva quente e úmida, era a morada para o broto vermelhinho e teso: Seu clitóris excitado.

Ela gemeu rebolativa na cama...

No clímax de seu orgasmo, ela agarrou as nádegas firmes de César (moldada a tantas hora de academia), e cravou as unhas delirante...

Gemeu, pediu que a penetrasse naquele instante. 

Logo depois desse gozo, seria o melhor momento: 

Quando a vulva já molhada, estava mais que pronta para o receber.

A cavalgada, os galopes, os gemidos, o suor na pele... 

Tudo era mágico para César; diferente de experiências anteriores, com outras mulheres.

Talvez porque estava sonhando, e tudo isso se tornasse seu ideal de relação sexual.

Cecília gozava e gozava novamente, para ela, tudo era intenso!

César deu um gemido mais alto, quando seu gozo chegava: Ohhhhh...

Ela o puxou mais. Como se não quisesse que ele saísse de si.

Olhando seu parceiro nos olhos, de forma penetrante, ela disse:  

- Esse é só o começo de muitos que vou te dar!

César ainda sem fôlego, respiração ofegante, caiu para o lado, e respondeu:

- Se forem todos assim... Ai de mim!

Cecília riu, e ele também.

Era cumplicidade, desejo, tudo misturado.

E uma dose forte de atração de corpos, que se queriam há tanto tempo.

Contudo, Cecília pensou:

"Passei tanto tempo procurando paixão intensa, e acabei encontrando abrigo, além disso!"






Entre brincadeiras com travesseiros,  que acabaram por arrebentar, espalhando penas de ganso para todo lado, eles se divertiam como crianças felizes ao ganhar presentes.

Quando o cansaço da guerra de travesseiros, chegou, ficaram deitados, olhando as penas que ainda caíam sobre a cama.



De mãos dadas passeando pela praia, eles seguiam naquele fim de semana mágico. 

Cada minuto aproveitado: 

Era romance, fogo, suor, êxtase e tudo mais que se sonha ter, quando duas pessoas que se querem, resolvem conviver.

Pena César ter acordado!

Ele teria outros sonhos como esse? Ou quem sabe, Cecília num passe de mágica, pularia do livro para cima dele?




                                                                 Fátima Abreu Fatuquinha









quinta-feira, 21 de maio de 2026

Desejos Na Madrugada- REPUBLICADO

DESEJOS NA MADRUGADA

(Reeditado para esse blog)

Na avançada hora da madrugada,
Eu me reviro aqui deitada, nos lençóis de cetim.
Que você comprou para mim...
São suaves companheiros, que exalam em mim, o teu cheiro.
Odores meus e seus na verdade.
Fecho os olhos, sonho acordada.
Olho para você, mas, não quero te acordar.
Antes estavas insone, e eu agora, como vontade de amar...

Ah, esse fogo que me consome!
E as horas passando devagar...
Decido então me virar do meu jeito:
Silenciosamente, me esfrego em teu corpo.
Você se mexe então, e parecia acordar...
Bem, mas como isso não se deu.
Entreguei-me  a dedos meus...
Ágeis amigos. Fiéis operários!
Que encontram o caminho da minha libido:

Com sofreguidão eles trabalham...
E em alguns minutos eles terminam a operação:
Um gemido surdo mudo sai dos meus lábios.
E o êxtase do meu delírio carnal,
Encontra seu final.

Fátima Abreu

Para escutar na minha voz: 
http://www.recantodasletras.com.br/audios/poesias/66154




NA AVANÇADA HORA DA MADRUGADA
ME ENCONTRO AQUI DEITADA...
OS LENÇÓIS, MEUS COMPANHEIROS,
FAZEM DE MIM UMA ROSA,
DERRAMANDO MEUS ODORES DE SEXO,
QUANDO NELES ME ESFREGO...
AS HORAS PASSAM DEVAGAR,
MAS NÃO QUERO TE ACORDAR,
SEI QUE ESTÁ CANSADO:
ANTES ESTAVA INSONE,
EU, AGORA, SOU FOGO QUE SE CONSOME...

MAS ME "VIRO" ASSIM:
OLHANDO A LUA PELA JANELA
POR DETRÁS DA FINA TELA...
COLOCANDO MEUS DEDOS
PARA FAZEREM O TRABALHO:
ELES, SÃO HÁBEIS OPERÁRIOS!
NÃO FAÇO BARULHO!
GEMO BAIXINHO...
NÃO TE ACORDO, NEM UM POUQUINHO...

QUERO QUE TENHA BONS SONHOS...
EU AQUI, ME DELICIO,
COM OS TÁTEIS DEDOS MEUS
O LÍQUIDO MELADO JÁ ESCORRE,
SINTO AS FACES QUENTES, AGORA...
JÁ O GOZO, NÃO DEMORA

APERTO MEUS SEIOS,
PASSANDO A MÃO ENTRE OS MEIOS,
A MINHA LÍNGUA, BUSCA OS MAMILOS
LAMBENDO-ME, PARA SENTIR
O CALOR QUE QUERIA DE TI...

FÁTIMA ABREU


Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=148860 © Luso-Poemas
NA AVANÇADA HORA DA MADRUGADA
ME ENCONTRO AQUI DEITADA...
OS LENÇÓIS, MEUS COMPANHEIROS,
FAZEM DE MIM UMA ROSA,
DERRAMANDO MEUS ODORES DE SEXO,
QUANDO NELES ME ESFREGO...
AS HORAS PASSAM DEVAGAR,
MAS NÃO QUERO TE ACORDAR,
SEI QUE ESTÁ CANSADO:
ANTES ESTAVA INSONE,
EU, AGORA, SOU FOGO QUE SE CONSOME...

MAS ME "VIRO" ASSIM:
OLHANDO A LUA PELA JANELA
POR DETRÁS DA FINA TELA...
COLOCANDO MEUS DEDOS
PARA FAZEREM O TRABALHO:
ELES, SÃO HÁBEIS OPERÁRIOS!
NÃO FAÇO BARULHO!
GEMO BAIXINHO...
NÃO TE ACORDO, NEM UM POUQUINHO...

QUERO QUE TENHA BONS SONHOS...
EU AQUI, ME DELICIO,
COM OS TÁTEIS DEDOS MEUS
O LÍQUIDO MELADO JÁ ESCORRE,
SINTO AS FACES QUENTES, AGORA...
JÁ O GOZO, NÃO DEMORA

APERTO MEUS SEIOS,
PASSANDO A MÃO ENTRE OS MEIOS,
A MINHA LÍNGUA, BUSCA OS MAMILOS
LAMBENDO-ME, PARA SENTIR
O CALOR QUE QUERIA DE TI...

FÁTIMA ABREU


Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=148860 © Luso-Poemas



Ventos da Minha Vida- republicado


Prosa poética, Fátima Abreu Fatuquinha


Hoje não escrevo para tentar vender livros, como antes.

Quando as páginas do tempo passam, os interesses mudam.

A escrita em mim, faz o papel da terapia, e acho que para muitas pessoas é desse jeito mesmo.

Tem dias que o corpo sente o passar dessas páginas... Já em outros, sinto a plenitude daquela antiga juventude...

Danço, canto, escrevo. Vou liberando endorfina, ocitocina, dopamina e quantas forem as da alegria ou calmaria.  Ventos de brisa.

Entretanto, o livro se torna amarelo, com o passar do tempo, as páginas simplesmente ficam assim.

É o fator que nos envia cabelos platinados e depois, da cor do algodão.

Eu pinto. 

Brigo com o espelho, pois, ele não reconhece a minha criança/adolescente interior, mas ela está lá: Linda e fagueira, como nos tempos  idos...

Saltitando como pipoca na panela.


Continuo, embora cansada de tanta coisa, a escrever; para ter como jogar para o mundo, as minhas  melancolias ou alegrias.

Afinal poeta que sou, jogo flores onde há pedras no caminho. Contornando cada uma, faço uma trilha de amor, onde existem algumas lágrimas de dor.


E assim termina essa prosa poética, feita num dia de falta de ar. 

Coisa, que há muito eu não tinha, porém, são retalhos cortados, que de vez em quando se juntam; se transformam não em uma colcha, mas, eu diria, num paninho de mesa.

Ventos fortes, que me deixam agitada, como as marés em noites de lua cheia.

Retalhos renovados, não os de outrora, todavia, de uma nova história.

Eu sou Fátima Abreu, Fatuquinha para os íntimos.

A menina que cultivou sonhos, a adolescente da música, a mulher madura: Escritora, terapeuta, mãe e cuidadora dos pais idosos.

Ventos só mudam de rumo.




Ela & Ele- republicado

 
 
Ela era impulsiva e falava até ficar rouca.
 Ele era calmaria.
 Ela chovia com rompantes de tempestade...
Ele era a bonança e criava um arco íris em sua companhia...
 
Ela era fogo, que descia lavas do seu vulcão interior.
 Ele era rio, que recebia com gosto, as lavas por ela expelidas...
 Ela chorava, ele sorria.
 Ele a sentia com total intensidade.
 Ela percebia, e se sentia mais à vontade.
 
Ela era o café, e ele, o leite.
 E nisso, se mostrava a combinação certa...
Certamente, era mais uma boa descoberta!
 
 Ela era um dia de loucura, ele, noite serena.
 Eram  feitos um para outro:
Bastava se descobrirem a cada dia...
 
 
 
 

Outras Estações- republicado

 Estações... Será que falei de todas? Ou só as do ano?

Ah, estações de trens, não.

Também faltaram as de rádio.

Ainda as estações de humor.

Fases da lua, seriam estações também?

Alguém me disse que poderia ser...

Vai se saber...

***

Estações de trem são os modelos de filmes, séries e poesia.

Então, começo por elas:


                        Link da imagem:/https://passagenspromo.com.br/blog/trens-na-europa/




Um trem, uma estação que chegava, ele vinha percorrendo as cidades por toda madrugada.

Levava pessoas dormindo; outras, apenas lendo um livro, ou somente correndo os olhos e não assimilando seu conteúdo.

Alguém resmungava baixinho, remoendo infortúnios do passado.

Outra pessoa ouvia uma música pelo celular.

Uma mãe embalava o filho em seu colo, numa suave canção de ninar.

Um senhor viajava sozinho, com a foto da esposa falecida no paletó, fazia a viagem repleto de nostalgia.

Era aquele o caminho que tantas vezes fizera ao seu lado; agora era pura recordação de alguém que ainda habitava em seu coração.

Assim, a cada estação o cenário também mudava...

Um vento frio correu pelo vagão: Era a fronteira entre um estado e outro, que já se podia notar.

A viagem continuava e a expectativa de cada um, se moldava.

Um pensamento, um desejo, ou uma ideia a ser realizada.

O trem, as estações e o "som surdo" daquela madrugada.


Fátima Abreu Fatuquinha


***


Estações de rádio são canais que nos levam a ouvir o que queremos.

Pois, se não quisermos ouvir tal coisa, passamos para a seguinte.

Como a vida é; feita de escolhas!


Numa estação de rádio ela reconheceu  a voz que há muito não ouvia.

Era aquele locutor, que anos antes, fora seu amor.

O som que saía pelas ondas do rádio, fazia seu coração bater acelerado!

A voz rouca e sedutora que a levou ao êxtase...

Imaginou de olhos fechados ele, à sua frente:

Com o mesmo ar enigmático, que tanto outrora, chamou sua atenção.

Um terno fino, com uma gravata que não combinava. 

Era bem esse estilo que ele se vestia.

Banhado de perfume, que ardia no nariz dela.

Ah, mas aquela voz!

Podia sentir ao pé do ouvido...

Nada era mais sexy do que aquilo.

Mesmo que ele não fosse charmoso, a voz superava tudo.

Não era a toa que agora se transformara em locutor de rádio!

Contudo, ela trocou a estação. Tinha o poder de escolha.

Aquilo era passado.

Livro amarelado.


Fátima Abreu Fatuquinha.


                          Imagem colhida em: https://br.pinterest.com/pin/574771971191152061/


***


As estações do humor são como folhas de um caderno ou diário de alguém.

Um dia você escreve, e noutro, apenas lê o que foi escrito.

Hoje, você não está no seu melhor dia, amanhã estará bem.

E você pode ter seu "dia de fúria", escreve com rapidez, pois, assim passa a emoção sentida.

Todavia, ao se acalmar, e alma sentir que está leve como uma pluma, a escrita fica serena...

Como se seu interior, fosse uma cidade pequena.

Estações de humor vão do fogo ao vento de brisa.

Intercalando entre um e outro.

Como as estações do ano.

Que nos levam vagarosamente a chegar, onde o humor "vermelho ou branco", nos levar.


Fátima Abreu Fatuquinha



                                                           Imagem retirada do link:

                   https://www.psymeetsocial.com/blog/artigos/lidando-com-oscilacoes-de-humor



Chocam-se os Planos- republicado

 



Chocam-se os Planos


Ainda que a saúde não seja plena, e que eu esteja passando por momentos difíceis novamente, eu não me deixo abater facilmente...

 O sorriso existe, a vontade de cantar e dançar também.

A escrita persiste e o amor vai além...

Ainda que muitas vezes eu tenha vontade de dizer ao mundo que não sou tão forte quanto pareço, e que sou uma criatura com sentimentos, eu me calo e apenas por pequenos momentos deixo as lágrimas caírem.

Pensei que prosas poéticas assim, não fariam mais parte do meu contexto na vida. Ledo engano!

Chocam-se os planos!

Eu sou aquela que ri ainda que a paciência esteja menor que antes...

Eu sou aquela que tenta ajudar em vez de reclamar.

Estrela cintilante do meu próprio céu nublado.

Eu sou a brisa tentando se manter presente.

O turbilhão é imenso. Contudo, eu sou aquela que cuida.

A que não quer descumprir uma missão.

Eu sou a resiliência viva!

E aqui encerro minha escrita (por hoje).

Fátima Abreu Fatuquinha



Sol da Minha Madrugada- Republicado





Minha filha Cathy outro dia me disse que ninguém mais lê blogs. Nossa conversa não se referia exclusivamente a esse meu. E sim, de modo geral. 

Ela disse que isso se perdeu, com as redes sociais atuais; citou o Instagram.

Eu tenho (ainda) o Facebook, embora só compartilhe coisas do Instagram; ultimamente, comecei a postar coisas no Threads, também da Meta.

Mas, isso não é como meu Blogger !

Aqui é minha casa, como sempre digo. Só eu moro aqui, e recebo as visitas de pessoas que escolheram ler meu conteúdo.

Não importa se nas redes sociais vigentes, milhares de pessoas olhem os perfis uns dos outros...

Na minha idade seguidores não importam. Quantidade não diz que é qualidade!

Se alguém vem aqui periodicamente, já fico contente.

Aqui posso ser eu mesma, dizer o que quero. 

Ah, e não me incomodo com um monte de coisas que nas redes sociais teria que passar...

Poucos são os que tem coragem de comentar esse ou aquele texto que faço.

Não me importo com isso. Como muitos de meus contos e poesias teve em sua maioria cunho erótico ou sensual, natural que leitores mais reservados não tivessem coragem de dizer o que acharam.

Nas postagens que faço desde 2010 aqui, teve vários leitores que fizeram comentários em épocas diferentes. Mesmo que de poucas palavras.

Mas, hoje sei através da minha filha, que os blogs caíram por terra... Hum, será?

Enfim, e para finalizar, deixo mais uma poesia, para não perder o hábito:


Sol Da Minha Madrugada

Você, sim você, que não sabe da minha existência!

É o sol da minha madrugada.

O cobertor sobre meu corpo quando ele arrepia de frio ou desejo.

O fogo que me toca, e me deixa quente.

Um sorriso seu, e já é o bastante!

Sol da minha madrugada.

Aquele que me acolhe quando choro, sem imaginar que está fazendo isso.

Meu mundo pararelo.

Meu refúgio.

Quando vejo suas fotos, meu sorriso se abre.

Meu humor melhora.

Quantas pessoas perto, e não fazem o mesmo efeito?

Só você, meu sol.

Ninguém me alegra tanto!

No teu sorriso largo e branco, o meu acalanto...

Nesses dias conturbados, de saúde meio complicada, é a minha felicidade plena, no meio da madrugada.

JHope, Hobi, ou Hoseok não importa como te chamam...

Vai ser sempre o meu solzinho que brilha sempre, tirando minhas mágoas.


De: Fátima Abreu Fatuquinha

Para: JHOPE DO BTS

Cenas de um Dorama (K- DRAMA) republicado

Quando a minha voz se calar, eu só quero escutar a sua.

Quando a lágrima cair, quero ter o seu lenço, oferecido rapidamente.

Quando chover, quero que chegue repentinamente com seu guarda chuva.

Quando estiver frio, tire seu casaco para me abrigar.

Quando estiver calor, me traga água para refrescar.

Quando estivermos felizes, beberemos juntos uma taça de vinho; não precisa ser um soju para comemorar.

Quando eu ameaçar cair, você vai me segurar.

Quando precisar, você vai me carregar.

Quando eu dormir, você simplesmente vai me olhar.

Cenas de um dorama (K-Drama).

Como flashes desses momentos bonitos na TV.

Eu e você.

Fátima Abreu Fatuquinha












Eu, Assim, Sem Segredos...




Fátima Abreu Fatuquinha, autora, terapeuta complementar.

Eu não gosto da noite.

Eu não gosto de dias nublados, ou de chuva muito forte.

Eu não gosto de nabo.

Eu não gosto de ser obrigada a ir onde não quero.

Eu não gosto de manipulação.

Eu não gosto de fingimento, tampouco de mentiras.

Eu não gosto de filmes violentos ou de terror.

Eu não gosto de tempestades.

Eu não gosto de facas.

Eu não gosto de bichos peçonhentos, ratos, morcegos e insetos.

Eu não gosto de ser pressionada por alguém.

Eu não gosto de perguntas que abalem minhas emoções.

Eu não gosto de ser cobrada a fazer algo, porque não cobro nada de ninguém!

Eu não gosto de pessoas que tenham vícios.

Eu não gosto de pessoas que falem coisas negativas o tempo todo, como doenças...

Eu não gosto de gente rica.

Eu não gosto de lugares chiques, onde eu possa me sentir "um peixe fora d´água"...


********


Eu gosto de me manter segura em casa.

Eu gosto de decidir sem interferências alheias.

Eu gosto de dias ensolarados.

Eu gosto de crianças.

Eu gosto de lugares de bela natureza.

Eu gosto de árvores, plantas e flores.

Eu gosto de golfinhos e baleias, aves, peixes ornamentais e grandes felinos.

Eu gosto de sinceridade (até um limite que não machuque).

Eu gosto de café, vinho tinto suave, chocolate e sexo.

Eu gosto séries fofinhas sul coreanas (doramas).

Eu gosto de filmes de ficção científica, aventura, comédia, natalinos, romance e mistério. 

Eu gosto de BTS apaixonadamente!!!

Eu gosto de azul, lilás e verde.

Eu gosto de bossa nova e MPB dos anos 70, 80 e 90.

Eu gosto de jazz e blues.

Eu gosto de olhar o mar. Mas, não gosto de entrar nele.

Eu gosto de dizer "TE AMO" e ouvir também.

Eu gosto de ser elogiada verdadeiramente; sem bajulação.

Eu gosto que digam que ainda pareço mais jovem, do que minha idade atual.

Eu gosto de pessoas boas de verdade.

Eu gosto de Artes, Física Quântica, História Geral, Mitologia Greco-Romana, Mistérios da Antiguidade...

Eu gosto de ficar de mãos dadas, assistindo algo com meu namorado.

Eu gosto de expressões de carinho para comigo. E gosto de fazer o mesmo, com quem tenho apreço.

Eu gosto de saber que me lêem; sejam nos meus livros, ou mesmo aqui no blog.

Eu gosto de ajudar no que eu puder, ser útil, sem extrapolar! Porque não sou esponja, para assimilar os problemas de todas as pessoas que me procuram.


*******


Eu sempre gostei dos livros, porém, hoje estou sem paciência para ler. Estou mais para escrevê-los.

Eu sempre gostei de caminhadas, porém, hoje não posso fazer isso com grandes distâncias como antes, por ter problemas nos pés.

Eu sempre gostei de gravar vídeos cantando ou dançando, porque isso me faz bem. Porém, hoje em dia não me sobra tempo para tal coisa.

Eu sempre gostei de dar aulas online, dos cursos de terapias complementares, porém, a falta de tempo

(novamente) desde que meus pais idosos vieram morar comigo, me impossibilita...

Eu sempre gostei de falar muito sobre assuntos que domino; porém, hoje em dia, são poucas pessoas que entendem e gostam deles.

Eu sempre gostei de roupas estilo "Bo-Ho", mas, atualmente são caras, e não dá para eu bancar isso.


********


Eu sempre quis ir a um KARAOKÊ e cantar tudo que sei.

Eu sempre quis jogar boliche.

Eu sempre quis ser reconhecida como uma autora que quebrou tabus (me refiro à escrever muitos anos sobre sexualidade).

Eu sempre quis que certo passado fosse esquecido, desde 1981 até 2016, ficando desse período, só as boas lembranças.

Eu sempre quis a liberdade, que é a coisa que mais prezo!

Eu sempre quis a saúde.

Eu sempre quis a paz e o amor.

Eu sempre quis que as pessoas encontrassem a felicidade e que o mundo fosse outro: Como o que falei acima, também respeito e igualdade entre as nações.

Eu sempre quis que as religiões não tivessem conflitos.

E para finalizar, eu sempre quis que a Humanidade fosse restaurada, como no projeto inicial da Criação.


Fátima Abreu Fatuquinha













O BAÚ DO PIRATA "PAVIO CURTO" (REPUBLICADO)

Esse conto faz parte do meu livro:
Fatuquinha Para Pequenos :
http://www.clubedeautores.com.br/book/165464--Fatuquinha



 
 
 
 

O BAÚ DO PIRATA "PAVIO CURTO"
 
 
Séculos atrás, os mares estavam infestados de piratas.
A pirataria era crime que levava um homem à forca ou outras penalidades daqueles tempos... Havia um pirata chamado 'PAVIO CURTO', que navegava pelos mares do Caribe com seus companheiros, saqueando as naus que por ventura viessem da Europa.

Uma nau espanhola acabara de atracar no porto, para descarregar algumas mercadorias, quando os piratas atacaram. Houve tumulto e uma moça que levava consigo um bauzinho, que continha as poucas jóias da família, tropeçou e caiu no chão.
Havia dentro do seu bauzinho, um colar de esmeraldas e uma pulseira cravejada de rubis.
Era isso que sua mãe havia lhe deixado como única herança antes de falecer.
Carmensita descera ali no porto, procurando um lugar para trabalhar e morar, pois não restava mais ninguém de sua família.
Assustou-se com os piratas e procurou se esconder para que não lhe levassem o seu bauzinho.
PAVIO CURTO, entretanto, a viu, e de um puxão segurou-a ela cintura e a trouxe perto de si.
Carmensita era uma bela morena de curvas sinuosas e chamava atenção.
Ele, a olhando de cima a baixo disse: 

- Ora, ora, o que temos aqui? Uma bela jovem, no meio dessa confusão toda! Mas que sorte a sua, de ser eu a te encontrar mocinha! Se fosse outro, talvez estivesse em apuros...
- Deixe-me em paz, seu pirata grosseiro! Quero sair daqui, agora, solte-me!
- Nossa, mas como ela é corajosa! Sabe, gosto disso numa mulher... Vou levá-la comigo. Suba no meu navio, vamos!

Assim, foi empurrando Carmensita para dentro do navio sujo, dos piratas.
A pobre moça, nervosa, apertava contra o seio, o seu bauzinho. Não poderia deixar que eles tirassem dela, a sua lembrança de família.
Olhou tudo ao redor e percebeu então a quantidade de homens que ali estava e temeu que lhe fizessem algum mal, pois a olhavam de forma indecorosa...
‘PAVIO CURTO’ percebeu que ela levava o bauzinho, mas estranhamente, não o tirou dela.
Ele a levou para a cozinha do navio e mandou que fizesse a comida, juntamente com o cozinheiro Nestor.
A moça sentou-se numa cadeira em frente à bancada cheia de batatas, e o cozinheiro deu- lhe uma faquinha para que começasse o trabalho...

À noitinha, todos jantaram. Carmensita comia triste, temendo a sua sorte em meio aqueles piratas terríveis!
PAVIO CURTO anunciou durante o jantar, que no dia seguinte, iriam para sua ilha, onde guardariam o baú do tesouro acumulado pelas pilhagens.
Foram todos dormir, ficando acordados, apenas dois vigias e o capitão. Naquela noite, Carmensita não conseguia pegar no sono, preocupada.
Mas ao mesmo tempo, sabia que o capitão PAVIO CURTO, a protegeria dos outros. Notou que havia despertado interesse nele...
E para dizer a verdade, ela também nutriu uma simpatia por ele, porque até aquele momento, foi respeitoso para com ela. Algo novo surgia em seu coraçãozinho, que nunca antes havia experimentado...

Carmensita decidiu sair do alojamento onde estava, e foi até o convés, para tomar o ar fresco da madrugada. Distraiu-se olhando o mar e não percebeu a chegada de PAVIO CURTO...
Ele vinha de mansinho e mais uma vez a segurou pela delicada cintura.
O pirata a virou e ficaram de frente um para o outro. Os olhos castanhos dela brilharam...
Ele percebeu isso, e tomou como aprovação, pelo que viria a seguir:
Um beijo ardente! Estavam apaixonadas, sem dúvida alguma.
Um silêncio veio a seguir, pois as palavras tornaram-se desnecessárias...

Ao amanhecer, chegaram à ilha. Carmensita ficou a bordo. Alguns piratas desceram com o capitão, levando pás para enterrar o tesouro.
Fizeram um mapa da localização exata.
Tudo terminado voltaram para o navio.
O pirata PAVIO CURTO procurou logo por Carmensita.
Daquele dia em diante, viveram uma grande paixão, mas que não agradava nadinha, alguns tripulantes do navio, principalmente o contra mestre...
Ele achava que um amor para o capitão, seria desastroso em suas empreitadas: 

Um lobo do mar teria que ser solteiro a vida inteira, pensava...
Resolveu fazer algo para atrapalhar aquele romance:
Colocaria o mapa que foi feito do local onde estava o tesouro, nas coisas de Carmensita, para que o capitão não confiasse mais nela.
Dessa forma, o contra mestre entrou na cozinha, pegou o bauzinho de Carmensita que estava lá, e depositou o mapa, que ele havia roubado do capitão, na noite anterior. 

Na hora do almoço, todos estavam alegres cantando e tomando rum, quando o capitão colocou a mão no bolso, percebendo que o mapa não se encontrava ali...
Ficou atônito.
Berrou com todos, dizendo que iniciassem uma procura por todo o navio, imediatamente! O malvado contra mestre foi até a cozinha fingindo estar procurando por lá.
Depois, disse ao capitão:

- Capitão, achei! Estava ali na cozinha, dentro do bauzinho da moça.
PAVIO CURTO surpreendeu-se.
Carmensita nervosa disse:

- Mas, como foi parar aí? Eu nunca peguei nisso antes, e não tenho porquê.
O capitão disse então para Carmensita: 

- Tem certeza? Será que não pretendia ir embora, assim que estivesse em terra, novamente?
- Não! E não posso acreditar que esteja desconfiando de mim! É evidente que fui vítima de alguma trama. Alguém colocou o mapa no meu bauzinho, para me deixar mal com você! Existe gente no navio, que não gosta da minha presença aqui!
Além disso, como poderia chegar até a ilha, já estando em terra firme em algum porto? Não vê que nada disso faz sentido? Se não acredita em mim, não é digno do meu amor!
- Espere, Carmensita. Perguntei isso, porque tenho receio que se vá da minha vida. Está mais do que certa: Alguém aqui tramou para nos desentendermos... E vou descobrir quem! 

Carmensita analisou os rostos de cada um, para descobrir algum traço de insegurança ou insatisfação.
Cabisbaixo, parecia estar sentindo culpa...
Achando seu suspeito, cochichou no ouvido de PAVIO CURTO, que chamou imediatamente seu subordinado.
Esse, não conseguia encarar o capitão. Isso mostrava sua culpa, faltava apenas a confissão.
O contra mestre, então disse de cabeça baixa:

- Desculpe meu capitão! Achei que seu romance com essa moça mudaria muita coisa aqui...
- Ah, quem pensa que é para decidir por mim? Nunca admiti que alguém se metesse em minha vida, que disparate!

O contra mestre aguardava o seu castigo.
A moça então tomou o seu bauzinho de volta e disse para PAVIO CURTO:

- Tive uma ideia! Faça com que ele fique sozinho na ilha, tomando conta do local onde vocês colocaram o tesouro.
Carmensita disse isso com um ar de ironia, pois queria assistir a reação do homem.
Ele logo suplicou:

- Não, por favor! Não suportaria a solidão!
 O capitão respondeu:

- Agora tem medo? Peça desculpas para Carmensita, porque ela foi a vítima da sua artimanha!
Dirigindo-se para a moça, o contra mestre disse arrependido:

- Mil perdões!
- Desculpa aceita. Mas não volte a conspirar contra mim!

Tudo resolvido, Carmensita deu as mãos suaves, ao capitão e saíram dali. Deixando a cargo de seus tripulantes, os olhares de desaprovação para o contra mestre, no convés.
Passaram-se vários meses desde aquele dia. Carmensita teve um menino, fruto de seu amor com o capitão.
PAVIO CURTO deu o nome de Santoro, ao seu filho.

Voltaram à ilha para desenterrar o tesouro.
O capitão decidiu depois do nascimento de seu filho com Carmensita, que ficaria em terra, e formariam uma família de verdade, com uma casa à beira mar.
Daria a parte de cada um de seus tripulantes, depois venderia o navio para comprar a casa, a mobília, e tudo que precisassem para um lar.
Queria que Carmensita e o bebê estivessem em segurança.
Mas, ao chegar à ilha, um bando de outros piratas, estava lá.
O capitão lutou contra eles, juntamente com seus companheiros...

Enquanto isso, um dos piratas oponentes, capturou Carmensita e Santoro.
O chefe dos outros piratas disse para PAVIO CURTO:

- Entregue seu mapa do tesouro agora, ou essa mulher e o filho morrerão!
O pirata estava com uma faca no pescoço de Carmensita, enquanto ela segurava o bebê em seus braços.
Seu coração acelerou. Jamais se perdoaria se alguma coisa acontecesse com eles!
O pirata inimigo, tomou o mapa das mãos de PAVIO CURTO, soltando Carmensita e seu filho.
Ela correu para os braços do capitão, que a abraçou e beijou o bebê.
Aproveitando da distração dos piratas inimigos, o contra mestre fora até o local do tesouro e desenterrara. Pegou o baú com muito esforço, pois era bastante pesado e arrastou para o pequeno barquinho que veio até a ilha, voltando para o navio com ele.
Deixou apenas algumas moedas de ouro no local que antes estava marcado no mapa com o X.

Quando a tripulação do 'GALERA DOS MARES' voltou ao navio, a grande surpresa estava lá:
O baú do tesouro!
Teriam que partir o mais rápido possível, pois quando os outros piratas chegassem ao local e apenas encontrassem uns dobrões de ouro, certamente ficariam furiosos e iriam atrás deles!
Colocaram as velas ao alto e partiram dali...

Carmensita agradeceu ao contra mestre, porque agora teria a chance de ter uma vida nova com PAVIO CURTO e seu filho, graças à astúcia do homem:

- Obrigada, dessa vez eu não tenho que perdoar e sim, agradecer...
- Não há porquê. Afinal, agora estamos quites!  Também levarei a minha parte no tesouro.
- Sim, todos aqui!

O capitão, aproveitando a 'deixa', disse então se voltando para os companheiros: 

- Agora mesmo! Vamos repartir tudo, justamente!
Assim, PAVIO CURTO, Carmensita e Santoro viveram com tranquilidade e segurança numa casa à beira mar, (sem ele temer pela forca), onde todos os dias poderiam apreciar o encontro do horizonte com o oceano...