segunda-feira, 1 de junho de 2026

Deixei de Dizer Algo?

Meu texto foi atualizado. 

Imagem colhidas na web. Desconheço autoria dessas imagens.



Deixei de dizer algo? Não até aqui... Não desperdicei a dádiva do tempo.
Eu, que sou tão preocupada com ele. Sei valorizá-lo.
Sei que o tempo não é como pensamos realmente. E por isso, talvez, faço bom uso dele.
Amo, cuido, perdoo, ajudo.
Realmente é UM PRESENTE DE DEUS.
Pois, ao acordar pela manhã, estamos vivos; e isso é um grande presente.
O nosso tempo restrito entre nascimento e morte, deve ser bem vivido.
Aliás, alguém já disse em algum tempo e lugar:
"Não nascemos só para comer, beber, fazer filhos, dormir, trabalhar e morrer. A vida é muito mais que isso..."




O tempo é areia que desce na ampulheta.
Não é razão de desculpas, mas, muitos usam dele para isso.
O tempo é a semente que veio do Cosmos e adaptou-se a cada planeta.
Uns tem sua órbita em um dia, outros em meses...
Por isso, ele não segue uma regra definida para todos.
E cada um de nós, teríamos que utilizá-lo positivamente.
Numa fração de segundo, pode ser tarde demais.
Não deixe de dar o abraço. Não deixe de estender a mão.
Não deixe para amanhã o : EU TE AMO, esperando que outro (a) diga primeiro. Arrisque-se!
Não deixe muda, a palavra presa na garganta.
Da mesma forma, interrompa ciclos que não cabem na sua vida!
Velhos conceitos, estigmas familiares, pesos que vem de outras gerações...













Livrar-se do peso carregado por gerações anteriores, é um recomeço, sem karmas.
Lembre-se que amar, não é ter que levar nas costas, o que sua família trouxe por décadas!
Jogue fora o que não te cabe e comece uma nova história!
Ciclos doentios precisam ser findados.






Vai ter gente que não entenderá sua mudança, no entanto, ela se faz necessária, se o ciclo que vive te deixa doente. Mesmo de âmbito familiar.
Siga em frente, escale sua montanha e veja o que tem no topo. 
Você pode e consegue, se tiver motivação e vontade de romper o cordão que te mantém preso.

Fátima Abreu Fatuquinha


IMAGENS & POESIAS- REPUBLICADO



DELÍRIO

DELÍRIO É PODER BEIJAR E SENTIR QUE O CORPO FICOU DORMENTE!
DELÍRIO É SABER QUE O GOSTO FICOU, QUANDO FECHA SEUS OLHOS.
DELÍRIO É SABER QUE VAI QUERER SENTIR TUDO ISSO NOVAMENTE...

Fátima Fatuquinha Abreu






Mudas Palavras

Ah, a pena foi deixada!
As palavras emudeceram,
Sobre a mesa, somente o livro amarelado pelo tempo, e a rosa na jarra d' água...
Restos de uma história.
Poesias que existiram...
Rabiscos floridos.
Encantados pelos sentimentos de outrora...


Fátima Fatuquinha Abreu




 Uma Rosa e um Café

Ah, era tudo que eu queria!
Sobre os livros que contavam os romances de outrora...
Folhas amareladas pela erosão do tempo.
E as lembranças de uma época que não volta mais!
Tempos que o romantismo existia na melhor concepção da palavra...
E que o meu amor, ao teu, se consolidava...
Uma rosa e um café.
Disso que eu preciso agora.
Reler poesias nossas, com gosto de saudade...
E a vontade imensa de ter-te novamente a meu lado.
Óleo e água não se misturam, entretanto, café e leite, sim...
Ah, se nada disso tivesse se transformado em pétalas de rosas secas!
Um romance que ainda não teve fim...

Fátima Fatuquinha Abreu





 






 TRANSFORMAÇÃO

COMO CAFÉ QUE TRANSBORDA DA XÍCARA, TENHO SENTIMENTOS QUENTES E EUFÓRICOS, MAS, ÀS VEZES, ME TORNO CHÁ:

FICO CALADA E CALMA...

EMBORA NESSES MOMENTOS, ESTEJA FORA DE MIM.

TENHAM RECEIO, SE EU FICAR ASSIM...

Fátima Fatuquinha Abreu




 O BAR

Era ali que as noites, se arrastavam.
Uma profusão de luzes e som, às vezes a ausência da primeira...
Porém, era o ponto de encontro.
Não havia outro.
E mesmo que ela nunca chegasse a saber, era amada...
Ele a procurava olhando pelas mesas de canto, em que ela gostava de sentar.
Não tinha certeza se viria...
Ele, o barman.
Ela, a artista...
Nunca foram apresentados por alguém.
Ele a atendia, ela pagava e se ia...

Fátima Fatuquinha Abreu






PEQUENAS COISAS...reeditado









Pequenas Coisas


Sim, já se diz por aí, que "nas pequenas coisas se
encontram grandes surpresas, etc."
Tenho as minhas, que me dão alegrias:
Como prezo a humildade e detesto todo e qualquer tipo de futilidade, as minhas "pequenas coisas" são bem simplórias:

Uma xícara de café quentinho.
Um abraço apertado.
Um comentário gentil de alguém.
Uma barra de chocolate.
Um bate papo na rua ou numa fila qualquer...
Um livro que queria muito ler.
Um recadinho no espelho,

RISCADO DE BATOM,
QUE MUITO QUER DIZER...

Uma música que me emociona.
Um sorriso "dobrado' de um bebê.
Um foto que peço alguém para tirar,
Em um lindo lugar...

Um elogio à minha obra.
Sempre é bom escutar também...
A certeza de que passo algo e faço algum bem.

Pequenas coisas, do dia a dia
Cozinhar aquele prato preferido.
Beber um vinho tinto suave, na ocasião.
Ter a meu lado, quem me dê atenção.

Receber flores silvestres pela manhã.
E um café na bandeja, levado no quarto
Depois disso um beijo e um "BOM DIA"!
Pequenas coisas, que dão completa alegria.

Fátima Abreu Fatuquinha






O Mestre Calceteiro- Mini Conto REPUBLICADO

O Mestre Calceteiro




Dois amigos de longa data, estavam calçando com pedras ricamente moldadas e coloridas, uma praça, para onde foram designados a cumprir esse trabalho.

Conversavam animadamente sobre assuntos corriqueiros:
As notícias do jornal na noite anterior,  a inflação, o desemprego, as condições da saúde no país...
Em dado momento, um deles disse ao amigo (que era mais velho):

- Sabe tem dias que fico cá com meus botões filosofando sozinho.

- É mesmo? Isso é bom, faz pensar na vida!

- Sim, é exatamente isso! A vida! Como ela é diferente para todos, não acha? Uns ricos, outros pobres, uns com saúde, outros à beira da morte em uma cama... Uns se divertindo em férias, outros tantos, passando fome e desempregados. E por aí vai... Não vejo justiça nisso. Ficamos aqui de sol a sol, calçando, enquanto muitos estão em um escritório no ar condicionado...

- Ah, meu amigo, tudo é muito justo! As pessoas que não percebem. 
Cada um passa aquilo que tem que passar. 
Pagamos por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer, nada mais justo que isso!
Vou tentar te dar a minha visão das coisas, preste atenção: 
Um rico pode ter todo o dinheiro, mas, que disse que ele seja feliz totalmente? 
Ele pode ter alguém muito amado enfermo, ele mesmo pode estar condenado, e seu dinheiro de nada poderá salvá-lo.
Pode ter filhos viciados, que o dinheiro farto, facilitou os vícios...

É uma rede de possibilidades! Já um pobre pode ter apenas pão sobre a mesa e ser feliz. Já prestou atenção na felicidade da família reunida em um almoço de domingo?
 Existem famílias ricas que mal se falam durante o dia inteiro, que dirá para fazerem uma refeição dominical juntas! As pessoas mais afortunadas, não tem laços fortes de família e amizade, como os de classe média ou baixa.
Uma feijoada com os amigos, por exemplo..
 Já ouviu algum rico, falando que foi  numa dessas?
Dizem sim, de jantares que mal se come nada! 

Sabe, colocando seu olhar de forma diferente, você pode ser mais feliz, que a pessoa do escritório... Sabe-se lá, mais na frente, se ele vai continuar ali? 
O mundo dá voltas muito grandes, e em cada curva, uma surpresa!
As coisas de Deus, todas, tem um motivo e um porquê.

O outro calou-se refletindo sobre as palavras do amigo mais velho: Achou que aquilo que ele acabara de dizer, vinha de sua experiência de vida, já que tinham pelo menos uns doze anos a mais do que ele.

Continuavam calçando a praça por um tempo que não imaginavam... O amigo mais novo, finalmente rompeu o silêncio dizendo:

-  Vamos tomar um café? Tem ali na garrafa térmica que eu trouxe. Biscoitos também.

- Sim, boa ideia! Precisamos de uma paradinha mesmo! Sentamos ali na beira da calçada, perto daquele pequeno monumento.

O  amigo serviu em dois copinhos descartáveis o café, e depois dividiu os biscoitos, retomando a conversa:

- Sabe de outra coisa?   Ali tem uma esquina, e eu aqui calçando a praça. 
Caso venha um carro desavisado, me pega. Tem também aquela outra esquina, que se cruza com essa. Vem chegando uma jovem, que fala ao celular distraída... 
Um carro pode lhe pegar também.  
Quem poderia ser atropelado com mais facilidade? Os dois, você diria... 
Mas, se isso acontecer ao mesmo tempo, eu aqui e ela ali, quem Deus vai poupar?

O outro colocando o dedo indicador sobre os lábios, respondeu com firmeza:

- Deus pode poupar, um, os dois, ou nenhum. Segundo  a situação...

- O que quer dizer? Quem é bom vai ser poupado?  No caso, se os dois forem, os carros não pegam; se forem maus os carros matam, e se apenas um for bom, o outro morre?

- Não!

- Não?! Como assim?

- Vai depender da hora de cada um, e não, se é uma pessoa boa ou má. Cada ser humano tem hora de nascer  e morrer, independente do que se faz na Terra. Isso está escrito: Bons e maus seguem a mesma regra estabelecida por Deus.

O outro mais uma vez se calou , ficando com o olhar perdido na moça que passava pela esquina...

Voltaram ao trabalho e continuavam calçando a praça...

Ele então  se virou para o amigo e disse;

- Meu amigo, a gente fica aqui horas calçando essa praça, e parece que nunca termina!  Veja, sempre tem outro pedaço e  mais outro faltando... Que misterioso isso!

- Você então já percebeu isso...

- Sim, a gente nunca acaba esse serviço, parece condenação eterna...

- Para cada um existe um mistério a ser desvendado. Descubra o mistério desse calçamento...

Continuaram calçando e calçando...


O mais novo disse pensativo:

- Cada um tem aquilo que merece. Você acredita naquelas coisas de  Paraíso, Condenação Eterna, Purgatório?

- As mentes antigas viam as coisas de outra forma. Havia o medo para tolher as pessoas e manter certo equilíbrio. Dogmas e livros então foram criados. Outros tantos queimados na Inquisição... Mas, outros tempos surgiram, novas descobertas foram acompanhando a Humanidade... Outros livros foram escritos, outras verdades deram lugar aos mitos e palavras que foram modificadas ao  longo dos séculos... Hoje pode-se dizer, que cada um  vai para onde merece ir. E isso se aplica, às palavras de Jesus: "HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI!' Sendo assim, não poderia haver só 3 tipos de lugares para se ir, quando se fecha os olhos na Terra. Tudo é muito justo! Para cada ser humano, se tem um lugar certo, conforme seus feitos. Assim, podemos imaginar coisas diferentes...

 O amigo então vira-se para o mais velho e diz:

- Você é muito sábio. Pensei que fosse, porque tinha mais anos de experiência de vida, mas, vejo que é porque é realmente um pensador, um filósofo! E eu aqui, pensando ser um! Ai, meu Deus, quanto tenho que aprender ainda!

- Percebe isso então? Fico  muito feliz, porque vejo que está pronto para uma revelação...

- Revelação... Que revelação?

- O carro te pegou, amigo.

Fátima Abreu Fatuquinha







No Café da Manhã... (poesia sensual)




A brisa fresca do amanhecer, bateu no corpo nu, arrepiando tudo...
Na varanda, a mesa do café posta.
Ele chegou e beijou-me os lábios.

Um toque sutil no meu ombro.
E já sentia os beijos parando no pescoço...
Outro arrepio intenso.

Larguei o livro que lia, e a xícara de café.




Virei-me, e o olhei bem dentro dos olhos.
Disse tudo nesse olhar...
Era a minha vontade louca de amar.

Nova brisa, novos beijos.
E o toque das pernas por debaixo da mesa.
Meus pés percorriam toda a extensão de sua perna.
Provoquei-o.
Ele sorriu prendendo o lábio inferior entre os dentes.
Num gesto todo seu.
Da mesma forma eu tenho o meu:
Mordi o canto dos lábios, sorri com os olhos.

Percorri com meus pequenos dedos, toda extensão das veias que corriam pelos seus braços.
Eu amava fazer aquilo.
Saber que o sangue passava por ali e estava quente; claro, pelo desejo que eu lhe instigava.
Levantei-me, dando a volta por trás de sua cadeira.
Segurei os cabelos dele, levantando um pouco, e beijei-lhe a nuca.

Segui beijando sua orelha e penetrei a língua em seu ouvido.
Ele se virou, e novamente me beijou.
E foi ali mesmo, que tudo se deu.
Ao fim de tudo, eu estava dormente.
Coisa que só quem também já fez assim, sente...

Fátima Abreu
Fatuquinha




Café & Boa Companhia




São combinações perfeitas.
Um toque entre os dedos, um gole na xícara.
Um croc croc da torrada para acompanhamento...
E um carinho que se sente por dentro.
Café, torrada, mãos entrelaçadas...
Um olhar dentro do olhar do outro.
E um sentimento de cumplicidade ali.
Coisas que podemos perceber, quando a vontade se mostra explícita, do bem querer...






domingo, 31 de maio de 2026

Eu e Minha Versão Menina

 





                                   Com a IA, ajudando, fiz esse encontro: Eu, comigo mesma.


Aquela menina tinha medo, ninguém percebia.

Uma época que crianças, mal podiam entrar na sala ou cozinha, quando adultos conversavam, quem diria notar o que aquela pequena sentia...

Era um terror da noite e o que ela trazia; visões, pesadelos(?) Nem ela mesma sabia.

Ela mal podia falar de seus sentimentos. 

Vivia calada, sem mostrar aos adultos seu tormento.

Assim foi por um bom tempo.

Uma menina educada, estudiosa, premiada na escola; aquela que todos achavam bonitinha e talentosa, mas, que dentro de si, guardava seus medos e temia revelar pois, achariam que ela estava ficando maluca.

Assim, passaram-se os anos. A conversa nunca houve. Ninguém procurou saber.

A menina casou cedo, e assim, cuidando da propria vida, e de tudo que viria depois; não era necessário falar mais nada. 

Carta fora do baralho.

Agora sigo aqui, com algumas memórias que ainda me afetam, porém, como terapeuta que sou, tento cada vez mais, deixar essa página virada na minha história.

Afinal, era a época, anos 60/70, e ninguém percebia muito o comportamento infantil.  

Os adultos estavam focados em viver a família como uma sociedade: Cuidar do sustento,  saúde física, educação escolar dos filhos, e o resto não precisava prestar muita atenção.

Mesmo não gostando muito do mundo como está hoje, isso eu tenho que validar: 

A família atual, percebe as ações e sentimentos de seus filhos, sendo mais fácil detectar qualquer coisa que pareça diferente no comportamento.

Eu aqui, agradeço por isso, pois, outras crianças não serão ignoradas nesse sentido, como eu fui.

E como eu disse acima, a IA promoveu esse encontro, e eu digo para minha versão menina:

- Temos um parque de diversões na vida: Um dia ele está fechado para manutenção. 

No outro, ele abre; e será nosso dia de brincar, esquecendo a  alheia incompreensão.


sexta-feira, 29 de maio de 2026

O Dia 19 de Maio na Minha Vida, e as Borboletas Azuis

 



Nessa data comemoro meu aniversário. Foram anos sem bolo, e sem comemoração, até que depois de 2018, comecei a comemorar de forma simples: Com um bolo e algo salgado para contrabalançar. 

Uma vez torta salgada, outras vezes salgadinhos encomendados... Pelo menos 2 vezes, recebi pastéis de presente também.

Todavia, em janeiro de 2023 conheci os 7 amores da minha vida => BTS!

Eu me tornei B-Army (o fandom brasileiro) e daí em diante, minha vida ganhou mais alegria!

Como eu já disse em outro texto: Eles são o cobertor para meu frio e o sol para dias nublados.

Deram mais cor à minha vida; conforto, e esperança de dias melhores.

Então, em 2024, comecei a fazer pequenas homenagens em meu aniversário simples.

Foi o marco dos 60. O dia 19 d emaio passou a ser não só meu, como deles.

É o meu amor expresso em singela homenagem. A quem me dá tanto!

Vida que me trouxe o acalanto das músicas do BTS, para que eu cantasse e dançasse junto, em qualquer canto da casa: Fosse na cozinha, banheiro, sala ou quarto...


E assim, mandei confeccionar blusas, vestidos, com temática BTS para meus aniversários.

O meu refúgio está concentrado em 7 pessoas que nunca vou conhecer nessa vida; porém, que estarão no meu coração sempre, enquanto eu estiver nesse planeta!

BTS forever!


Fátima Abreu Fatuquinha 💜💜💜💜💜💜💜



quinta-feira, 28 de maio de 2026

Terapia da Escrita 2



Eu que nunca me dou por vencida, continuo aqui remando no rio da minha vida.

Tenho a idade de dizer o que penso.

Se incomodar alguém, vou dizer assim mesmo, pois, o julgo alheio não faz diferença para mim.

Foi- se o tempo que isso tinha alguma importância. 

Reflexos familiares, de criação, e sociedade arcaica.  Aparecer para outro: Mostrar beleza, status, formação acadêmica, poder de compra... 

Onde se vestiam máscaras de fantasia, para dar aparências boas, até onde não  havia!

Nunca gostei de temperamentos assim. Não servem para mim.

***

Eu sou o que sou, e pronto!

Não tenho medo de dizer que sou uma autora que escreve também* erotismo.

Aos puritanos, só lamento pela sua hipocrisia, porque de sexo, todo ser humano gosta!

É a nossa parte animal. Somos espírito, corpo e sensações.

Dentre tantas emoções humanas, o desejo sexual brota com os hormônios em ebulição.

Não seria eu a lhes dizer isso.  Você sentem.

Se não comentam nada nas minhas postagens de contos e poesias eróticos, não me importo com isso.





Já dizem por aí, que blogs no Brasil não são muito lidos mais.

E daí? Dou de ombros. Não escrevo para ganhar nada. 

Nem meus livros tenho tempo de anunciar direito! 

Desde que meus pais vieram morar comigo, em 2023, meu tempo é dedicado a eles, na maioria do dia. 

O tanto que venho aqui escrever, é para somente esquecer o meu dia atribulado.

Escrita terapêutica; para uma terapeuta como eu, isso faz bastante sentido.

Lavar a alma nas letras. 

Formar frases inteiras com meus sentimentos, sejam de alegria, ou de tristeza.

Gosto de prosas poéticas, porque posso me dar ao luxo de rimar de vez em quando. 

Mas, se vocês não gostarem disso, sinto muito, outra vez. Esse é um problema seu, não meu.

***

Na ampulheta que conta o tempo, na areia que cai, eu sou aquela que vou dizendo o que vem em mente, nesse processo.

Meu tempo linear só conta nessa Matrix holográfica, criada por um sistema imposto há milhares de anos...

Na verdade, meu tempo é em espiral. Posso voltar na infância de forma natural:

Fecho os olhos, me vejo menina novamente... 

Vou até mim, sento na areia da praia, pois, é o meu cenário preferido; e tenho aquela conversa que precisava:

"Se prepare Fatuquinha, a vida vai ser difícil, seu karma é grande. Mas, fica tranquila, criança. Terá momentos de alguma bonança."

Nessa conversa, a menina de 5 anos, ainda de cabelos com franja, negros e lisos, bate apenas os pés na areia, e responde para mim:

"Dona Fátima, não tem problema. Se tem dias bons, ainda vai valer a pena."




E aqui eu choro escrevendo esse texto, porque preciso lavar toda essa história, e deixar o rio da  minha vida correr límpido, translúcido, me livrando da dor.

Ainda que seja assim, contando à vocês, o que meu coração leva.

Aqui as lágrimas descem, não copiosamente, mas, escorrem pedindo licença e desculpas ao meu rosto, por molhá-lo.

Sou Fátima Abreu Fatuquinha.

E se ainda não ouviu falar de mim, coloca no GOOGLE. Vai encontrar muitas páginas de referência.

Não sou importante, todavia, tenho muito conteúdo espalhado por aí...

Não sou influencer de nada. Me perdoe quem for, mas, acho tudo isso uma grande baboseira. 

Sobreviver de likes, de visualizações, ganhar dinheiro sem fazer quase nada, enquanto tem gente que mal tem onde descansar a cabeça para dormir, vivendo de uns trocados. 

Esse mundo é bem complicado!

Não reconheço esses tempo, onde vivo. Todo dia, fico de boca aberta com notícias terríveis! 

E penso: "Ninguém fala o que há de bom?

Porque existem ainda boas notícias por aí..."

Ah, mas, isso não dá IBOPE! Há uma inversão de valores explícita!

Acho que vou viver numa realidade paralela. Talvez lá, junto a outros que pensam parecido, possamos realizar coisas bonitas e boas.

E assim, finalizo esse meu blá blá blá, porque finalmente acabei de chorar.

A terapia da escrita funcionou.




( *Vejam bem: Também, porque minha escrita tem muitos gêneros literários)

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Um Conto que Eu Conto ( + 18 anos )

 



A personagem era loira, encantadora. Ele a acompanhou por toda saga.

Um dia, a história toda foi finalizada, e Cecília  com ele, casada.

Em sua imaginação, sempre esteve com ela; porém, um dia ele se tornou personagem também.

Cecília e César.

Um casal finalmente!

E como um passe de magia, da saga, Cecília surgia!

Aqui começa um conto alternativo, para essa história:




A noite anterior tinha sido de muita insônia para César. 

Ele pegou mais uma vez o último livro da saga: "Enfim, Cecília, volume 2", onde era também um dos protagonistas, e releu tudo.

Aquele final que aqueceu seu coração, mente, e partes íntimas, onde ficava finalmente com Cecília, sua musa, seu amor, o deixou ainda mais excitado, e o sono não veio até as primeiras horas da manhã.

Quando finalmente os olhos baixaram com o sono, ele também sonhou com ela.

O subconsiente agia e o sonho era tão nítido!


Ele estava com Cecília numa praia paradisíaca. Sabe-se lá onde... Sonhos são assim.

A sensação era maravilhosa! O céu, o mar, a areia, as palmeiras, e ela ao seu lado.

Cecília invadiu seus sonhos e preencheu aquele vazio que sempre lhe acompanhava...

César era um homem maduro, contudo, nunca teve de verdade, aquele sentimento na vida real.

A autora, sua amiga de longa data, o colocou na saga. 

Ela deu um final feliz para os protagonistas, como era de se esperar.

Em sonho ou na ficção, Cecília era sua!


********


Cecília caminhava em sua direção, saindo do mar esplendorosa!

A idade da personagem não importava. 

Em sua mente, ela ainda era jovem, corpo fenomenal, de pele firme e viçosa. 

Com um balançar de quadril que a tornava sexy sem vulgaridade.

Pensou então: "Que mulher maravilhosa!"




Agora ela se sentava ao seu lado, e numa expressão de puro encanto, deixou o homem arrepiado. 

Ela tinha esse poder. O sol, a areia e o mar, eram pinturas para aquele cenário de paixão.

E ao ouvir sua voz macia como seda, seu corpo todo tremeu.

Poderia dizer que era tesão? 



Dali foram para o bangalô que haviam alugado, para aquele final de semana. 

Seria o ápice de seus desejos realizado.

Um lugar de tirar o fôlego, paisagem natural digna de cartão postal!

Uma cama "Queen", espelhos  por toda parte, flores, frutas, vinhos, queijos... 

E o amor para concretizar.

Cecília estava ali! 

Com olhos marejados, quase sem acreditar, César a beijou intensamente.

Ela estava contra a parede, de braços esticados, como se fosse vulnerável.

E a olhou num mudo silêncio de amantes. 

O desejo percorria o corpo de ambos; também a vontade de concretizar o tanto de pensamentos que ele imaginou para aquele momento crucial:

Quando estariam juntos, rentes, corpos colados um com outro, e sim, numa entrega total.





Cecília queria; e ele, não aguentava mais dessa eterna agonia.

Levou-a no colo para a cama finalmente, depois de muito a beijar contra a parede.

Carícias quentes, dedos hábeis de Cecília, percorriam o corpo do homem que a teria...

Com muita volúpia querendo seu pescoço, ela se lançou e o beijou.

De mastro levantado, como vela içada para ser levada pelo vento, ele levemente a acariciou entre as coxas fimes e bonitas.

Não era surpresa que a encontrasse molhada, como flor de orvalho da manhã.

Cecília ficava facilmente assim.

Um beijo mais acalorado, e ela já explodia seu vulcão interno, com lavas quentes, de cor transparente...

Os dedos de César explorou o local primeiro, para fazê-la gozar em primeiro lugar.

A vulva quente e úmida, era a morada para o broto vermelhinho e teso: Seu clitóris excitado.

Ela gemeu rebolativa na cama...

No clímax de seu orgasmo, ela agarrou as nádegas firmes de César (moldada a tantas hora de academia), e cravou as unhas delirante...

Gemeu, pediu que a penetrasse naquele instante. 

Logo depois desse gozo, seria o melhor momento: 

Quando a vulva já molhada, estava mais que pronta para o receber.

A cavalgada, os galopes, os gemidos, o suor na pele... 

Tudo era mágico para César; diferente de experiências anteriores, com outras mulheres.

Talvez porque estava sonhando, e tudo isso se tornasse seu ideal de relação sexual.

Cecília gozava e gozava novamente, para ela, tudo era intenso!

César deu um gemido mais alto, quando seu gozo chegava: Ohhhhh...

Ela o puxou mais. Como se não quisesse que ele saísse de si.

Olhando seu parceiro nos olhos, de forma penetrante, ela disse:  

- Esse é só o começo de muitos que vou te dar!

César ainda sem fôlego, respiração ofegante, caiu para o lado, e respondeu:

- Se forem todos assim... Ai de mim!

Cecília riu, e ele também.

Era cumplicidade, desejo, tudo misturado.

E uma dose forte de atração de corpos, que se queriam há tanto tempo.

Contudo, Cecília pensou:

"Passei tanto tempo procurando paixão intensa, e acabei encontrando abrigo, além disso!"






Entre brincadeiras com travesseiros,  que acabaram por arrebentar, espalhando penas de ganso para todo lado, eles se divertiam como crianças felizes ao ganhar presentes.

Quando o cansaço da guerra de travesseiros, chegou, ficaram deitados, olhando as penas que ainda caíam sobre a cama.



De mãos dadas passeando pela praia, eles seguiam naquele fim de semana mágico. 

Cada minuto aproveitado: 

Era romance, fogo, suor, êxtase e tudo mais que se sonha ter, quando duas pessoas que se querem, resolvem conviver.

Pena César ter acordado!

Ele teria outros sonhos como esse? Ou quem sabe, Cecília num passe de mágica, pularia do livro para cima dele?




                                                                 Fátima Abreu Fatuquinha









quinta-feira, 21 de maio de 2026

Desejos Na Madrugada- REPUBLICADO

DESEJOS NA MADRUGADA

(Reeditado para esse blog)

Na avançada hora da madrugada,
Eu me reviro aqui deitada, nos lençóis de cetim.
Que você comprou para mim...
São suaves companheiros, que exalam em mim, o teu cheiro.
Odores meus e seus na verdade.
Fecho os olhos, sonho acordada.
Olho para você, mas, não quero te acordar.
Antes estavas insone, e eu agora, como vontade de amar...

Ah, esse fogo que me consome!
E as horas passando devagar...
Decido então me virar do meu jeito:
Silenciosamente, me esfrego em teu corpo.
Você se mexe então, e parecia acordar...
Bem, mas como isso não se deu.
Entreguei-me  a dedos meus...
Ágeis amigos. Fiéis operários!
Que encontram o caminho da minha libido:

Com sofreguidão eles trabalham...
E em alguns minutos eles terminam a operação:
Um gemido surdo mudo sai dos meus lábios.
E o êxtase do meu delírio carnal,
Encontra seu final.

Fátima Abreu

Para escutar na minha voz: 
http://www.recantodasletras.com.br/audios/poesias/66154




NA AVANÇADA HORA DA MADRUGADA
ME ENCONTRO AQUI DEITADA...
OS LENÇÓIS, MEUS COMPANHEIROS,
FAZEM DE MIM UMA ROSA,
DERRAMANDO MEUS ODORES DE SEXO,
QUANDO NELES ME ESFREGO...
AS HORAS PASSAM DEVAGAR,
MAS NÃO QUERO TE ACORDAR,
SEI QUE ESTÁ CANSADO:
ANTES ESTAVA INSONE,
EU, AGORA, SOU FOGO QUE SE CONSOME...

MAS ME "VIRO" ASSIM:
OLHANDO A LUA PELA JANELA
POR DETRÁS DA FINA TELA...
COLOCANDO MEUS DEDOS
PARA FAZEREM O TRABALHO:
ELES, SÃO HÁBEIS OPERÁRIOS!
NÃO FAÇO BARULHO!
GEMO BAIXINHO...
NÃO TE ACORDO, NEM UM POUQUINHO...

QUERO QUE TENHA BONS SONHOS...
EU AQUI, ME DELICIO,
COM OS TÁTEIS DEDOS MEUS
O LÍQUIDO MELADO JÁ ESCORRE,
SINTO AS FACES QUENTES, AGORA...
JÁ O GOZO, NÃO DEMORA

APERTO MEUS SEIOS,
PASSANDO A MÃO ENTRE OS MEIOS,
A MINHA LÍNGUA, BUSCA OS MAMILOS
LAMBENDO-ME, PARA SENTIR
O CALOR QUE QUERIA DE TI...

FÁTIMA ABREU


Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=148860 © Luso-Poemas
NA AVANÇADA HORA DA MADRUGADA
ME ENCONTRO AQUI DEITADA...
OS LENÇÓIS, MEUS COMPANHEIROS,
FAZEM DE MIM UMA ROSA,
DERRAMANDO MEUS ODORES DE SEXO,
QUANDO NELES ME ESFREGO...
AS HORAS PASSAM DEVAGAR,
MAS NÃO QUERO TE ACORDAR,
SEI QUE ESTÁ CANSADO:
ANTES ESTAVA INSONE,
EU, AGORA, SOU FOGO QUE SE CONSOME...

MAS ME "VIRO" ASSIM:
OLHANDO A LUA PELA JANELA
POR DETRÁS DA FINA TELA...
COLOCANDO MEUS DEDOS
PARA FAZEREM O TRABALHO:
ELES, SÃO HÁBEIS OPERÁRIOS!
NÃO FAÇO BARULHO!
GEMO BAIXINHO...
NÃO TE ACORDO, NEM UM POUQUINHO...

QUERO QUE TENHA BONS SONHOS...
EU AQUI, ME DELICIO,
COM OS TÁTEIS DEDOS MEUS
O LÍQUIDO MELADO JÁ ESCORRE,
SINTO AS FACES QUENTES, AGORA...
JÁ O GOZO, NÃO DEMORA

APERTO MEUS SEIOS,
PASSANDO A MÃO ENTRE OS MEIOS,
A MINHA LÍNGUA, BUSCA OS MAMILOS
LAMBENDO-ME, PARA SENTIR
O CALOR QUE QUERIA DE TI...

FÁTIMA ABREU


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Ventos da Minha Vida- republicado


Prosa poética, Fátima Abreu Fatuquinha


Hoje não escrevo para tentar vender livros, como antes.

Quando as páginas do tempo passam, os interesses mudam.

A escrita em mim, faz o papel da terapia, e acho que para muitas pessoas é desse jeito mesmo.

Tem dias que o corpo sente o passar dessas páginas... Já em outros, sinto a plenitude daquela antiga juventude...

Danço, canto, escrevo. Vou liberando endorfina, ocitocina, dopamina e quantas forem as da alegria ou calmaria.  Ventos de brisa.

Entretanto, o livro se torna amarelo, com o passar do tempo, as páginas simplesmente ficam assim.

É o fator que nos envia cabelos platinados e depois, da cor do algodão.

Eu pinto. 

Brigo com o espelho, pois, ele não reconhece a minha criança/adolescente interior, mas ela está lá: Linda e fagueira, como nos tempos  idos...

Saltitando como pipoca na panela.


Continuo, embora cansada de tanta coisa, a escrever; para ter como jogar para o mundo, as minhas  melancolias ou alegrias.

Afinal poeta que sou, jogo flores onde há pedras no caminho. Contornando cada uma, faço uma trilha de amor, onde existem algumas lágrimas de dor.


E assim termina essa prosa poética, feita num dia de falta de ar. 

Coisa, que há muito eu não tinha, porém, são retalhos cortados, que de vez em quando se juntam; se transformam não em uma colcha, mas, eu diria, num paninho de mesa.

Ventos fortes, que me deixam agitada, como as marés em noites de lua cheia.

Retalhos renovados, não os de outrora, todavia, de uma nova história.

Eu sou Fátima Abreu, Fatuquinha para os íntimos.

A menina que cultivou sonhos, a adolescente da música, a mulher madura: Escritora, terapeuta, mãe e cuidadora dos pais idosos.

Ventos só mudam de rumo.




Ela & Ele- republicado

 
 
Ela era impulsiva e falava até ficar rouca.
 Ele era calmaria.
 Ela chovia com rompantes de tempestade...
Ele era a bonança e criava um arco íris em sua companhia...
 
Ela era fogo, que descia lavas do seu vulcão interior.
 Ele era rio, que recebia com gosto, as lavas por ela expelidas...
 Ela chorava, ele sorria.
 Ele a sentia com total intensidade.
 Ela percebia, e se sentia mais à vontade.
 
Ela era o café, e ele, o leite.
 E nisso, se mostrava a combinação certa...
Certamente, era mais uma boa descoberta!
 
 Ela era um dia de loucura, ele, noite serena.
 Eram  feitos um para outro:
Bastava se descobrirem a cada dia...
 
 
 
 

Outras Estações- republicado

 Estações... Será que falei de todas? Ou só as do ano?

Ah, estações de trens, não.

Também faltaram as de rádio.

Ainda as estações de humor.

Fases da lua, seriam estações também?

Alguém me disse que poderia ser...

Vai se saber...

***

Estações de trem são os modelos de filmes, séries e poesia.

Então, começo por elas:


                        Link da imagem:/https://passagenspromo.com.br/blog/trens-na-europa/




Um trem, uma estação que chegava, ele vinha percorrendo as cidades por toda madrugada.

Levava pessoas dormindo; outras, apenas lendo um livro, ou somente correndo os olhos e não assimilando seu conteúdo.

Alguém resmungava baixinho, remoendo infortúnios do passado.

Outra pessoa ouvia uma música pelo celular.

Uma mãe embalava o filho em seu colo, numa suave canção de ninar.

Um senhor viajava sozinho, com a foto da esposa falecida no paletó, fazia a viagem repleto de nostalgia.

Era aquele o caminho que tantas vezes fizera ao seu lado; agora era pura recordação de alguém que ainda habitava em seu coração.

Assim, a cada estação o cenário também mudava...

Um vento frio correu pelo vagão: Era a fronteira entre um estado e outro, que já se podia notar.

A viagem continuava e a expectativa de cada um, se moldava.

Um pensamento, um desejo, ou uma ideia a ser realizada.

O trem, as estações e o "som surdo" daquela madrugada.


Fátima Abreu Fatuquinha


***


Estações de rádio são canais que nos levam a ouvir o que queremos.

Pois, se não quisermos ouvir tal coisa, passamos para a seguinte.

Como a vida é; feita de escolhas!


Numa estação de rádio ela reconheceu  a voz que há muito não ouvia.

Era aquele locutor, que anos antes, fora seu amor.

O som que saía pelas ondas do rádio, fazia seu coração bater acelerado!

A voz rouca e sedutora que a levou ao êxtase...

Imaginou de olhos fechados ele, à sua frente:

Com o mesmo ar enigmático, que tanto outrora, chamou sua atenção.

Um terno fino, com uma gravata que não combinava. 

Era bem esse estilo que ele se vestia.

Banhado de perfume, que ardia no nariz dela.

Ah, mas aquela voz!

Podia sentir ao pé do ouvido...

Nada era mais sexy do que aquilo.

Mesmo que ele não fosse charmoso, a voz superava tudo.

Não era a toa que agora se transformara em locutor de rádio!

Contudo, ela trocou a estação. Tinha o poder de escolha.

Aquilo era passado.

Livro amarelado.


Fátima Abreu Fatuquinha.


                          Imagem colhida em: https://br.pinterest.com/pin/574771971191152061/


***


As estações do humor são como folhas de um caderno ou diário de alguém.

Um dia você escreve, e noutro, apenas lê o que foi escrito.

Hoje, você não está no seu melhor dia, amanhã estará bem.

E você pode ter seu "dia de fúria", escreve com rapidez, pois, assim passa a emoção sentida.

Todavia, ao se acalmar, e alma sentir que está leve como uma pluma, a escrita fica serena...

Como se seu interior, fosse uma cidade pequena.

Estações de humor vão do fogo ao vento de brisa.

Intercalando entre um e outro.

Como as estações do ano.

Que nos levam vagarosamente a chegar, onde o humor "vermelho ou branco", nos levar.


Fátima Abreu Fatuquinha



                                                           Imagem retirada do link:

                   https://www.psymeetsocial.com/blog/artigos/lidando-com-oscilacoes-de-humor