Com a IA, ajudando, fiz esse encontro: Eu, comigo mesma.
Aquela menina tinha medo, ninguém percebia.
Uma época que crianças, mal podiam entrar na sala ou cozinha, quando adultos conversavam, quem diria notar o que aquela pequena sentia...
Era um terror da noite e o que ela trazia; visões, pesadelos(?) Nem ela mesma sabia.
Ela mal podia falar de seus sentimentos.
Vivia calada, sem mostrar aos adultos seu tormento.
Assim foi por um bom tempo.
Uma menina educada, estudiosa, premiada na escola; aquela que todos achavam bonitinha e talentosa, mas, que dentro de si, guardava seus medos e temia revelar pois, achariam que ela estava ficando maluca.
Assim, passaram-se os anos. A conversa nunca houve. Ninguém procurou saber.
A menina casou cedo, e assim, cuidando da propria vida, e de tudo que viria depois; não era necessário falar mais nada.
Carta fora do baralho.
Agora sigo aqui, com algumas memórias que ainda me afetam, porém, como terapeuta que sou, tento cada vez mais, deixar essa página virada na minha história.
Afinal, era a época, anos 60/70, e ninguém percebia muito o comportamento infantil.
Os adultos estavam focados em viver a família como uma sociedade: Cuidar do sustento, saúde física, educação escolar dos filhos, e o resto não precisava prestar muita atenção.
Mesmo não gostando muito do mundo como está hoje, isso eu tenho que validar:
A família atual, percebe as ações e sentimentos de seus filhos, sendo mais fácil detectar qualquer coisa que pareça diferente no comportamento.
Eu aqui, agradeço por isso, pois, outras crianças não serão ignoradas nesse sentido, como eu fui.
E como eu disse acima, a IA promoveu esse encontro, e eu digo para minha versão menina:
- Temos um parque de diversões na vida: Um dia ele está fechado para manutenção.
No outro, ele abre; e será nosso dia de brincar, esquecendo a alheia incompreensão.
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