segunda-feira, 1 de junho de 2026

Deixei de Dizer Algo?

Meu texto foi atualizado. 

Imagem colhidas na web. Desconheço autoria dessas imagens.



Deixei de dizer algo? Não até aqui... Não desperdicei a dádiva do tempo.
Eu, que sou tão preocupada com ele. Sei valorizá-lo.
Sei que o tempo não é como pensamos realmente. E por isso, talvez, faço bom uso dele.
Amo, cuido, perdoo, ajudo.
Realmente é UM PRESENTE DE DEUS.
Pois, ao acordar pela manhã, estamos vivos; e isso é um grande presente.
O nosso tempo restrito entre nascimento e morte, deve ser bem vivido.
Aliás, alguém já disse em algum tempo e lugar:
"Não nascemos só para comer, beber, fazer filhos, dormir, trabalhar e morrer. A vida é muito mais que isso..."




O tempo é areia que desce na ampulheta.
Não é razão de desculpas, mas, muitos usam dele para isso.
O tempo é a semente que veio do Cosmos e adaptou-se a cada planeta.
Uns tem sua órbita em um dia, outros em meses...
Por isso, ele não segue uma regra definida para todos.
E cada um de nós, teríamos que utilizá-lo positivamente.
Numa fração de segundo, pode ser tarde demais.
Não deixe de dar o abraço. Não deixe de estender a mão.
Não deixe para amanhã o : EU TE AMO, esperando que outro (a) diga primeiro. Arrisque-se!
Não deixe muda, a palavra presa na garganta.
Da mesma forma, interrompa ciclos que não cabem na sua vida!
Velhos conceitos, estigmas familiares, pesos que vem de outras gerações...













Livrar-se do peso carregado por gerações anteriores, é um recomeço, sem karmas.
Lembre-se que amar, não é ter que levar nas costas, o que sua família trouxe por décadas!
Jogue fora o que não te cabe e comece uma nova história!
Ciclos doentios precisam ser findados.






Vai ter gente que não entenderá sua mudança, no entanto, ela se faz necessária, se o ciclo que vive te deixa doente. Mesmo de âmbito familiar.
Siga em frente, escale sua montanha e veja o que tem no topo. 
Você pode e consegue, se tiver motivação e vontade de romper o cordão que te mantém preso.

Fátima Abreu Fatuquinha


IMAGENS & POESIAS- REPUBLICADO



DELÍRIO

DELÍRIO É PODER BEIJAR E SENTIR QUE O CORPO FICOU DORMENTE!
DELÍRIO É SABER QUE O GOSTO FICOU, QUANDO FECHA SEUS OLHOS.
DELÍRIO É SABER QUE VAI QUERER SENTIR TUDO ISSO NOVAMENTE...

Fátima Fatuquinha Abreu






Mudas Palavras

Ah, a pena foi deixada!
As palavras emudeceram,
Sobre a mesa, somente o livro amarelado pelo tempo, e a rosa na jarra d' água...
Restos de uma história.
Poesias que existiram...
Rabiscos floridos.
Encantados pelos sentimentos de outrora...


Fátima Fatuquinha Abreu




 Uma Rosa e um Café

Ah, era tudo que eu queria!
Sobre os livros que contavam os romances de outrora...
Folhas amareladas pela erosão do tempo.
E as lembranças de uma época que não volta mais!
Tempos que o romantismo existia na melhor concepção da palavra...
E que o meu amor, ao teu, se consolidava...
Uma rosa e um café.
Disso que eu preciso agora.
Reler poesias nossas, com gosto de saudade...
E a vontade imensa de ter-te novamente a meu lado.
Óleo e água não se misturam, entretanto, café e leite, sim...
Ah, se nada disso tivesse se transformado em pétalas de rosas secas!
Um romance que ainda não teve fim...

Fátima Fatuquinha Abreu





 






 TRANSFORMAÇÃO

COMO CAFÉ QUE TRANSBORDA DA XÍCARA, TENHO SENTIMENTOS QUENTES E EUFÓRICOS, MAS, ÀS VEZES, ME TORNO CHÁ:

FICO CALADA E CALMA...

EMBORA NESSES MOMENTOS, ESTEJA FORA DE MIM.

TENHAM RECEIO, SE EU FICAR ASSIM...

Fátima Fatuquinha Abreu




 O BAR

Era ali que as noites, se arrastavam.
Uma profusão de luzes e som, às vezes a ausência da primeira...
Porém, era o ponto de encontro.
Não havia outro.
E mesmo que ela nunca chegasse a saber, era amada...
Ele a procurava olhando pelas mesas de canto, em que ela gostava de sentar.
Não tinha certeza se viria...
Ele, o barman.
Ela, a artista...
Nunca foram apresentados por alguém.
Ele a atendia, ela pagava e se ia...

Fátima Fatuquinha Abreu






PEQUENAS COISAS...reeditado









Pequenas Coisas


Sim, já se diz por aí, que "nas pequenas coisas se
encontram grandes surpresas, etc."
Tenho as minhas, que me dão alegrias:
Como prezo a humildade e detesto todo e qualquer tipo de futilidade, as minhas "pequenas coisas" são bem simplórias:

Uma xícara de café quentinho.
Um abraço apertado.
Um comentário gentil de alguém.
Uma barra de chocolate.
Um bate papo na rua ou numa fila qualquer...
Um livro que queria muito ler.
Um recadinho no espelho,

RISCADO DE BATOM,
QUE MUITO QUER DIZER...

Uma música que me emociona.
Um sorriso "dobrado' de um bebê.
Um foto que peço alguém para tirar,
Em um lindo lugar...

Um elogio à minha obra.
Sempre é bom escutar também...
A certeza de que passo algo e faço algum bem.

Pequenas coisas, do dia a dia
Cozinhar aquele prato preferido.
Beber um vinho tinto suave, na ocasião.
Ter a meu lado, quem me dê atenção.

Receber flores silvestres pela manhã.
E um café na bandeja, levado no quarto
Depois disso um beijo e um "BOM DIA"!
Pequenas coisas, que dão completa alegria.

Fátima Abreu Fatuquinha






O Mestre Calceteiro- Mini Conto REPUBLICADO

O Mestre Calceteiro




Dois amigos de longa data, estavam calçando com pedras ricamente moldadas e coloridas, uma praça, para onde foram designados a cumprir esse trabalho.

Conversavam animadamente sobre assuntos corriqueiros:
As notícias do jornal na noite anterior,  a inflação, o desemprego, as condições da saúde no país...
Em dado momento, um deles disse ao amigo (que era mais velho):

- Sabe tem dias que fico cá com meus botões filosofando sozinho.

- É mesmo? Isso é bom, faz pensar na vida!

- Sim, é exatamente isso! A vida! Como ela é diferente para todos, não acha? Uns ricos, outros pobres, uns com saúde, outros à beira da morte em uma cama... Uns se divertindo em férias, outros tantos, passando fome e desempregados. E por aí vai... Não vejo justiça nisso. Ficamos aqui de sol a sol, calçando, enquanto muitos estão em um escritório no ar condicionado...

- Ah, meu amigo, tudo é muito justo! As pessoas que não percebem. 
Cada um passa aquilo que tem que passar. 
Pagamos por aquilo que fizemos ou deixamos de fazer, nada mais justo que isso!
Vou tentar te dar a minha visão das coisas, preste atenção: 
Um rico pode ter todo o dinheiro, mas, que disse que ele seja feliz totalmente? 
Ele pode ter alguém muito amado enfermo, ele mesmo pode estar condenado, e seu dinheiro de nada poderá salvá-lo.
Pode ter filhos viciados, que o dinheiro farto, facilitou os vícios...

É uma rede de possibilidades! Já um pobre pode ter apenas pão sobre a mesa e ser feliz. Já prestou atenção na felicidade da família reunida em um almoço de domingo?
 Existem famílias ricas que mal se falam durante o dia inteiro, que dirá para fazerem uma refeição dominical juntas! As pessoas mais afortunadas, não tem laços fortes de família e amizade, como os de classe média ou baixa.
Uma feijoada com os amigos, por exemplo..
 Já ouviu algum rico, falando que foi  numa dessas?
Dizem sim, de jantares que mal se come nada! 

Sabe, colocando seu olhar de forma diferente, você pode ser mais feliz, que a pessoa do escritório... Sabe-se lá, mais na frente, se ele vai continuar ali? 
O mundo dá voltas muito grandes, e em cada curva, uma surpresa!
As coisas de Deus, todas, tem um motivo e um porquê.

O outro calou-se refletindo sobre as palavras do amigo mais velho: Achou que aquilo que ele acabara de dizer, vinha de sua experiência de vida, já que tinham pelo menos uns doze anos a mais do que ele.

Continuavam calçando a praça por um tempo que não imaginavam... O amigo mais novo, finalmente rompeu o silêncio dizendo:

-  Vamos tomar um café? Tem ali na garrafa térmica que eu trouxe. Biscoitos também.

- Sim, boa ideia! Precisamos de uma paradinha mesmo! Sentamos ali na beira da calçada, perto daquele pequeno monumento.

O  amigo serviu em dois copinhos descartáveis o café, e depois dividiu os biscoitos, retomando a conversa:

- Sabe de outra coisa?   Ali tem uma esquina, e eu aqui calçando a praça. 
Caso venha um carro desavisado, me pega. Tem também aquela outra esquina, que se cruza com essa. Vem chegando uma jovem, que fala ao celular distraída... 
Um carro pode lhe pegar também.  
Quem poderia ser atropelado com mais facilidade? Os dois, você diria... 
Mas, se isso acontecer ao mesmo tempo, eu aqui e ela ali, quem Deus vai poupar?

O outro colocando o dedo indicador sobre os lábios, respondeu com firmeza:

- Deus pode poupar, um, os dois, ou nenhum. Segundo  a situação...

- O que quer dizer? Quem é bom vai ser poupado?  No caso, se os dois forem, os carros não pegam; se forem maus os carros matam, e se apenas um for bom, o outro morre?

- Não!

- Não?! Como assim?

- Vai depender da hora de cada um, e não, se é uma pessoa boa ou má. Cada ser humano tem hora de nascer  e morrer, independente do que se faz na Terra. Isso está escrito: Bons e maus seguem a mesma regra estabelecida por Deus.

O outro mais uma vez se calou , ficando com o olhar perdido na moça que passava pela esquina...

Voltaram ao trabalho e continuavam calçando a praça...

Ele então  se virou para o amigo e disse;

- Meu amigo, a gente fica aqui horas calçando essa praça, e parece que nunca termina!  Veja, sempre tem outro pedaço e  mais outro faltando... Que misterioso isso!

- Você então já percebeu isso...

- Sim, a gente nunca acaba esse serviço, parece condenação eterna...

- Para cada um existe um mistério a ser desvendado. Descubra o mistério desse calçamento...

Continuaram calçando e calçando...


O mais novo disse pensativo:

- Cada um tem aquilo que merece. Você acredita naquelas coisas de  Paraíso, Condenação Eterna, Purgatório?

- As mentes antigas viam as coisas de outra forma. Havia o medo para tolher as pessoas e manter certo equilíbrio. Dogmas e livros então foram criados. Outros tantos queimados na Inquisição... Mas, outros tempos surgiram, novas descobertas foram acompanhando a Humanidade... Outros livros foram escritos, outras verdades deram lugar aos mitos e palavras que foram modificadas ao  longo dos séculos... Hoje pode-se dizer, que cada um  vai para onde merece ir. E isso se aplica, às palavras de Jesus: "HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI!' Sendo assim, não poderia haver só 3 tipos de lugares para se ir, quando se fecha os olhos na Terra. Tudo é muito justo! Para cada ser humano, se tem um lugar certo, conforme seus feitos. Assim, podemos imaginar coisas diferentes...

 O amigo então vira-se para o mais velho e diz:

- Você é muito sábio. Pensei que fosse, porque tinha mais anos de experiência de vida, mas, vejo que é porque é realmente um pensador, um filósofo! E eu aqui, pensando ser um! Ai, meu Deus, quanto tenho que aprender ainda!

- Percebe isso então? Fico  muito feliz, porque vejo que está pronto para uma revelação...

- Revelação... Que revelação?

- O carro te pegou, amigo.

Fátima Abreu Fatuquinha







No Café da Manhã... (poesia sensual)




A brisa fresca do amanhecer, bateu no corpo nu, arrepiando tudo...
Na varanda, a mesa do café posta.
Ele chegou e beijou-me os lábios.

Um toque sutil no meu ombro.
E já sentia os beijos parando no pescoço...
Outro arrepio intenso.

Larguei o livro que lia, e a xícara de café.




Virei-me, e o olhei bem dentro dos olhos.
Disse tudo nesse olhar...
Era a minha vontade louca de amar.

Nova brisa, novos beijos.
E o toque das pernas por debaixo da mesa.
Meus pés percorriam toda a extensão de sua perna.
Provoquei-o.
Ele sorriu prendendo o lábio inferior entre os dentes.
Num gesto todo seu.
Da mesma forma eu tenho o meu:
Mordi o canto dos lábios, sorri com os olhos.

Percorri com meus pequenos dedos, toda extensão das veias que corriam pelos seus braços.
Eu amava fazer aquilo.
Saber que o sangue passava por ali e estava quente; claro, pelo desejo que eu lhe instigava.
Levantei-me, dando a volta por trás de sua cadeira.
Segurei os cabelos dele, levantando um pouco, e beijei-lhe a nuca.

Segui beijando sua orelha e penetrei a língua em seu ouvido.
Ele se virou, e novamente me beijou.
E foi ali mesmo, que tudo se deu.
Ao fim de tudo, eu estava dormente.
Coisa que só quem também já fez assim, sente...

Fátima Abreu
Fatuquinha




Café & Boa Companhia




São combinações perfeitas.
Um toque entre os dedos, um gole na xícara.
Um croc croc da torrada para acompanhamento...
E um carinho que se sente por dentro.
Café, torrada, mãos entrelaçadas...
Um olhar dentro do olhar do outro.
E um sentimento de cumplicidade ali.
Coisas que podemos perceber, quando a vontade se mostra explícita, do bem querer...