Nossa protagonista ruiva, abolicionista e à frente do seu tempo, abrindo a janela da fazenda e encontrando seu lugar no mundo...
RESUMO EM 4 PARÁGRAFOS - PELO SOL DO ENTARDECER
Parágrafo 1 - A Viúva da Corte:
Em 1880, Dulcina Azevedo Montes, uma jovem de 20 anos, ruiva de cachos intensos herdados da avó francesa, fica viúva após seu marido Maurício Noberto morrer de malária em Manaus. Educada na Europa com foco em Artes e Ciências, e com espírito abolicionista, ela não se encaixa no papel de dama da Corte do Rio de Janeiro que apenas borda e toca piano. Decidida a não ficar sozinha, escreve para seus pais, Miguel e Heloísa, que haviam comprado uma fazenda de café no interior de São Paulo, pedindo para voltar ao lar.
Parágrafo 2 - A Jornada:
Em vez de pegar a moderna Estrada de Ferro D. Pedro II, Dulcina escolhe a aventura e faz a travessia de um mês pelo histórico Caminho de D. Pedro I em uma carruagem de 4 rodas, tendo como único companheiro seu fiel ex-escravo Joaquim, a quem trata como tio. No caminho, enfrenta roda quebrada, chuva forte, pousa em sítios humildes como o da família de Dona Eulália em Santa Cruz e descobre a generosidade do povo do interior. Com sua tinta acabando, começa a fazer esboços a carvão da paisagem para depois transformá-los em telas, registrando tudo em um caderno que sonha virar livro.
Parágrafo 3 - O Recomeço na "Fazenda Figueira da Foz":
Ao chegar em Taubaté, é recebida com emoção pelos pais. Logo se encanta com o ar puro, aprende a cavalgar e descobre a pequena escola rural da região, dirigida pela professora Amanda Dubois. Vendo que a escola funciona com apenas 4 mulheres sobrecarregadas, Dulcina, que sempre sonhou trabalhar e ser independente, oferece-se para ser professora, mesmo ganhando pouco. Ela quer usar sua educação privilegiada para alfabetizar os filhos de trabalhadores do café.
Parágrafo 4 - Uma Mulher à Frente de Seu Tempo:
O romance retrata informalmente a segunda metade do século XIX, passando pela Corte, zona cafeeira paulista e fazendas de cacau da Bahia. Dulcina representa a nova mulher brasileira: Forte, curiosa pelas invenções que D. Pedro II trazia da Exposição Mundial como o telefone de Graham Bell, abolicionista que alforria seus escravos mas lhes garante casa e salário, e que busca seu lugar no mundo não pelo casamento, mas pelo conhecimento e pelo trabalho. É uma viagem ao Brasil Imperial, pelos olhos de quem ousou viver pelo sol do entardecer.
Capítulo 1 - O milagre da parteira
A ex-escrava que salva mãe e filha e ganha sua liberdade com o bebê, Marina.
Capítulo 2 - A carta
Heloísa lendo a carta de Dulcina viúva, no sofá nobre da Fazenda Figueira da Foz.
Capítulo 3 - A partida
Dulcina se despedindo de Maninha e Maria do Céu, Joaquim preparando a carruagem na Rua Capitão Félix, São Cristóvão.
Capítulo 4 - A artista na estrada
Sem tinta, Dulcina retrata o Caminho de D. Pedro I com carvão.
Capítulo 5 - Filó e o coque fofo
A manhã na fazenda, Filó ajudando Dulcina com água de flor de laranjeira e a pregadeira de flores.
Capítulo 6 - Valentim, o tenor espanhol
Alto, bonito, olhos miúdos, solteiro por opção, e com voz de tenor que desperta olhares.
O primeiro casamento de Valentim e o segredo de Alícia:
Na escolinha, Dulcina ainda guarda mágoa de amor quando, no meio da semana, Giselle anuncia que vai se casar com Valentim. O anúncio pega a todos de surpresa.
Valentim, de braços cruzados e calado, não parece feliz. Dez dias depois o casamento acontece e ele leva Giselle para a casa comprada com o dote. Mas a felicidade dura pouco. Giselle falece e deixa uma bebê, Alícia.
A escrava Jacinta vira ama de leite. É aí que o destino age: dois meses depois, Dulcina batiza Alícia na capelinha da Fazenda Figueira da Foz com Alcides Valente de Cascais como padrinho. Ela declama uma poesia própria, corta o bolo e toma a menina no colo: "Que Deus te abençoe, preciosa criaturinha..."
Valentim, mesmo não sendo o pai biológico de Alícia — segredo que só depois vem à tona — se apega cada dia mais à filha, e Dulcina também.
Capítulo 7 - A professora de Arte
Dulcina consegue doações dos fazendeiros e as crianças festejam telas e pincéis novos, enquanto o café entra em decadência.
Animada com a estrutura simples mas acolhedora - corredor ao centro, quatro salas pintadas de branco com listras azul marinho, cozinha ao fundo e um anexo para a creche - Dulcina é apresentada à equipe: A cozinheira Zezé, a faxineira Sandra e a estagiária Giselle, filha de franceses e amiga de Amanda Dubois, que fica mais quieta com medo de perder o cargo de futura alfabetizadora.
Amanda explica que ali trabalham apenas 4 mulheres e que as mães, muitas viúvas que precisam trabalhar, deixam os pequenos das 12h às 17h. Ao conhecer sua turma do último ano primário - 20 alunos, 8 meninos e 12 meninas, quase todos filhos dos senhores das fazendas de café -
Dulcina, olhando pela janela para o pátio com balanço, escorregador e área de Artes, tem a ideia de dar aulas de pintura em tela, já que sua formação principal é em Artes Plásticas.
Com um brilho nos olhos, diz resoluta a Amanda: "Deixe isso comigo, tenho uma boa ideia para arrecadar fundos", imaginando pedir doações aos fazendeiros da região através de seus pais.
E assim, naquela manhã, seu primeiro dia como mestra, finalmente começava com um sonoro: "Bom dia"(!), respondido em coro.
*O pedido e o novo casamento:
A decadência do café no Vale do Paraíba começa naquele ano.
O pai de Dulcina, Miguel, já tenta o feijão para cobrir despesas da casa grande e dos imigrantes.
É nesse cenário que Valentim vai à fazenda pedir Dulcina em casamento.
Ele confessa que quer ir para a Bahia, onde um primo tem uma fazenda de cacau entre Ilhéus e Itabuna e o quer como administrador por ter mais estudo. Miguel questiona como ele se manterá, e Valentim explica o convite.
Naquela mesma noite, ele surpreende Dulcina na frente dos pais: "Ambos somos viúvos, não há nada que impeça!" Dulcina hesita, brinca: "Cacau, Bahia? Dizem que é muito mais quente!" e ele responde: "Vai desistir do casamento só pelo calor?" Ela ri: "Claro que não! Caso-me sim com você, Valentim. Ora, até rimou!" Escolhem os padrinhos — ela quer Amanda Dubois como madrinha.
Dois meses depois, o padre Carlos Milani, da colônia italiana, celebra o matrimônio no gazebo sob o sol, com mesas no gramado e o mesmo casal de noivinhos de louça portuguesa do casamento dos pais dela. Valentim compra alianças novas, maiores, porque Dulcina merece mais que Giselle.
* Rumo ao Nordeste, uma nova vida:
Cerca de dois meses depois, Alícia dá seus primeiros passos e chama Dulcina de mãe. Dulcina se despede dos pais e das colegas, leva consigo Joaquim e Filó — e faz questão de dizer alto: "Caminhe ao meu lado, Filó. Você não é mais escrava." O que as espera é um mundo novo: sotaque diferente e gostoso de ouvir, comidas com azeite de dendê e pimenta, e na chegada à fazenda do primo de Valentim, a recepção é de tirar o fôlego — batida de atabaques, baianas rodando em saias brancas rendadas e ginga de capoeira ao som do berimbau. "Os grilos das fazendas de cacau pareciam gritar, não eram como nas fazendas de café", pensa Dulcina.
Mas, há mistérios no ar: Valentim tem um passado em Barcelona que nunca contou, faz viagens misteriosas ao povoado de Milagres para receber cargas de trem, e há sussurros sobre outras mulheres. Dulcina, com seu instinto aguçado, sente que descobrirá tudo em breve. Era uma nova vida que começava sob o sol forte da Bahia.
Capítulo 8 - A vida na Bahia
Gonçalo, o primo galego loiro, recebe Dulcina que diz: "Caminhe ao meu lado..."
Capítulo 9 - Lendas ao redor da fogueira
Noite estreladíssima na fazenda de cacau, histórias de Saci e lobisomem, com Alícia no colo.
Capítulo 10 Final - Mulher emancipada
Dulcina orgulhosa, com dinheiro da venda da casa no Banco do Brasil e joias, criando Alícia sozinha sob o sol do entardecer, com Gonçalo que a ama.
Quer ler mais? Conheça essa história, comprando meu livro impresso no link:
https://clubedeautores.com.br/livro/pelo-sol-do-entardecer
Mas, se quiser ler em tela, compre diretamente comigo em PDF, por apenas 20 Reais, pelo WP:
+55-21-969110023. SOMENTE POR MENSAGEM, NÃO ATENDO LIGAÇÕES!
Nenhum comentário:
Postar um comentário