Continuando a saga de contos alternativos, em prosa poética, o "lobo" me enviou mais uma imagem que ele produziu em IA...
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sexta-feira, 17 de abril de 2026
CHAPEUZINHO & O LOBO - SEGUNDA PARTE
terça-feira, 14 de abril de 2026
ARIRANG
E a turnê mundial Arirang do meu amado BTS, já começou.
Sabe aquela emoção que você não sabia que poderia existir, mesmo estando tantos e tantos quilômetros de distância de quem ama?
Pois é, eu sinto.
É tão indescritível, que palavras me faltam para dizer, mesmo sendo escritora, o que sinto por esse 7 homens sul coreanos que tanto amo!
Mesmo distante, acompanho todos os dias, como posso, a rotina do BTS.
Assisto pedaços dos shows disponíveis no You Tube, e vi o do Come Back inteirinho às 8 h (hora de Brasília) da manhã, do dia 21 de março passado.
Vejo trechos das entrevistas e apresentações em programas, e tudo que dá para consumir...
Como sempre, desde que me tornei B- Army, faço poesias para eles.
E aqui vai mais um texto, dedicado a quem me dá uma dose diária de amor:
BTS
Anjos encarnados; sete ao todo.
Vindos para fazer diferença na vida de tanta gente, globalmente...
Vozes que se completam, falsetes maravilhosos!
Notas que soam como carinho no coração.
Afago, abraço.
Beijo trocado no ar.
E a vontade imensa de estar no palco com aqueles anjos.
A vastidão de sentimentos que isso dá...
Nada explica o amor.
Idade não importa.
Sentimos, estamos vivos!
Nessa euforia de ouvir, cantar e dançar juntos, a vida segue...
Eu, vocês e todo o Army.
O amor se expressa no sorriso quando assisto a um vídeo, ao olhar na tela do celular.
No pensamento que voa até o outro lado do planeta, para abraçar a cada um de vocês, meus queridos!
O céu que nos encobre, mesmo um lado do globo claro, e no outro na escuridão da noite, dá a certeza que estamos juntos dentro da vastidão do Universo, na mesma galáxia.
Somos parte do todo.
E no meu Universo Paralelo, tenho vocês bem pertinho de mim.
As pessoas que amo tanto e que não me conhecem.
Me tomariam como a tia que os aprecia.
Já eu, nos meus devaneios, quero muito mais que ser chamada de tia brasileira...
Queria ser como uma pessoa muito querida, para cada um de vocês.
Então, me contento com sonhar dentro do meu Universo Encantado, onde sou personagem de uma aventura roxa, e subo numa baleia voadora espalhando meu amor.
O olhar do V, o sorriso do meu sol, J HOPE, as covinhas do Nam; os lábios de mel, do príncipe JIN, o jeito tímido do SUGA, o carisma infinito do meu pitico JIMIN, o jeito descontraído e muitas vezes aleatório do JKOOK, são a minha felicidade nesses dias difíceis que vivo atualmente.
Os 7 anjos me sustentam.
Eles não sabem, mas, é isso que eles fazem de melhor:
Cuidar de quem estar perto e também longe.
Fátima Abreu Fatuquinha
sexta-feira, 10 de abril de 2026
A Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Nem um Pouco Mau
E os contos de fada que foram feitos para assustar crianças, poderiam ter versões alternativas para adultos?
quinta-feira, 26 de março de 2026
PROSA POÉTICA SOBRE MEU LIVRO 34: BATOM VERMELHO
Prosa poética para BATOM VERMELHO:
Helena sempre usava o mesmo batom, ele era sua marca.
Então, criou o bordel, e as meninas vieram de toda parte.
A "marca" de Helena, deu nome à casa.
Uma a uma, com suas desventuras ou aventuras, chegaram ao lugar.
Algumas, porque precisavam se manter; outras por puro prazer.
Cinco histórias, vinda de duas...
Será que me entende?
Para saber de tudo, lendo somente...
Uma valia por duas pessoas, era o seu segredo, se chamava Ivany.
Nome comum de dois gêneros, segue sua imaginação, por aí...
Tereza a pianista e professora, sonhava ir para o exterior, o preconceito da época a barrou...
Alice era o romantismo em pessoa, contudo, a vida a magoou.
E no BATOM VERMELHO, ela finalmente sentiu-se acolhida.
Já com Caroline, mesmo sendo rica, a rebeldia se juntou ao prazer, e no bordel, escolheu viver.
Úrsula, nascida ali, entendia a vida de uma forma diferente:
Queria ser amada, e amar, somente.
Mariana sua mãe, a criou longe da prostituição.
Seu objetivo maior, era lhe dar um bom casamento.
Mesmo que isso demorasse um tempo.
Um crime aconteceu no bordel, e Helena faleceu.
O mistério fora desvendado, no final do livro, como era de se esperar.
Entretanto, do início que já era o fim, muita coisa aconteceu.
E a vida de cada uma, eu descrevi.
Com seus sonhos ou mera ilusão, quem sabe?
São personagens criadas pela minha mente.
Que dou vida, com muita dose de sedução.
Pois, meu livro é dito erótico + 21.
O que isso quer dizer?
Que não basta ser adulto para ler.
Você sentirá! Então, isso é por sua conta e risco...
Agora me diga:
Há algum problema nisso?
Ah, mais uma coisa tenho que te avisar:
Se é solteiro (a) ou casado (a) não importa.
Depois que ler, procure alguém; porque o fogo vai crescer e bater na sua porta.
Você terá que se aliviar... 😉
quarta-feira, 25 de março de 2026
Maribel Não Tinha Olhos Cor Do Céu - republicado
Maribel Não Tinha Olhos Cor Do Céu
Por: FÁTIMA ABREU Fatuquinha
Um romance que começa em 1939, passa pelos 'Anos Dourados' e segue até os dias atuais.Marília era filha de Donana e a mãe de Maribel.
Uma mulher linda e bem independente para sua época.
O livro contém ainda, mini contos e prosas poéticas adicionados ao enredo.
O romance tem um final surpreendente...
Compre impresso pelo link do CDA:
http://www.clubedeautores.com.br/book/151374--Maribel_Nao_Tinha_Olhos_Cor_Do_Ceu
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Maribel tinha alguns 'poderes' que não entendia.
Qualquer relógio que estivesse perto dela, parava de trabalhar.
Qualquer bijuteria ficava escura, em questão de horas de uso.
Qualquer roupa ficava amarela, ao seu contato na pele. Muitas vezes as coisas que queria usar eram as primeiras a sumir inexplicavelmente de casa...
Podia ver luzes azuis saindo do alto do teto, de algum ambiente da casa.
Seus desenhos (de mulheres nuas), 'criavam vida', e houve gente que jurasse que eles piscavam os olhos e sorriam na parede.
Mas, para ela, o interessante era mesmo seu 'poder' de fazer os relógios pararem de contar o tempo.
Maribel não tinha olhos cor do céu. Contudo, tinha 'poderes' que ninguém da Terra, poderia explicar...
Fez então uma poesia sobre o tempo, os relógios e sobre ampulhetas.
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O TEMPO, O RELÓGIO, A AMPULHETA
Tempo foi, vem, tempo vai...
Não há na verdade um 'Presente'
Pois se houvesse, um segundo depois já seria passado...
O próximo momento é o futuro, o 'Presente' nem se sente!
Tempo contado, não que seja de nosso agrado
Ele nos envelhece!
Porém nos torna experientes e talvez até sábios...
O relógio para comigo, não sei o porquê.
Mas sei que quanto a isso, nada posso fazer.
Espero que o 'relógio biológico', dure na sua batida ainda bastante tempo,
Para que possa alçar voos que nunca fiz:
Realizar ainda algumas coisas pendentes,
Que o passar do tempo, não completa na gente...
A ampulheta sempre foi um objeto especial para mim
Desde pequena tive uma
Areias coloridas de uma azul muito lindo
Talvez aí esteja, a razão da minha paixão também por essa cor.
Mas a ampulheta é a mais implacável de todas as formas de contar o Tempo:
Quando o último grão de areia cai,
É sinal que mais um importante momento, se vai...
O Tempo, o Relógio e a Ampulheta, andam de mãos dadas
Apesar do primeiro não ser um objeto, como os outros dois.
Faz o pior estrago:
Conta, conta; e nos mantém presos nessa conta, horas,dias, meses, anos a fio...
E no fim de tudo, apenas o tempo de se fechar os olhos.
FÁTIMA ABREU Fatuquinha
As Areias Do Tempo II - republicada
O viajante se cobria com os panos listrados.
Era uma tempestade de areia que chegava...
Abrindo caminhos pelo deserto,
Que naquele momento, parecia sem fim!
Ardia-lhe os olhos, lacrimejavam...
Triste estava, procurando a esmo, sua amada...
O tempo passava... A ampulheta não para!
Os grãos da areia desciam sem dó...
Revelando ao viajante, quão cruel era seu destino, itinerante...
A tempestade de areia, agora aumentava:
Chegava em ondas, tal qual, o mar distante...
Ele, já desiludido de encontrá-la, chorou.
A ampulheta esvaziou, seu tempo havia terminado!
A tempestade de areia, levou consigo,
O amor, que para os dois, era proibido...
Fátima Abreu Fatuquinha
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=198694#ixzz1XaO9cODG
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
AS AREIAS DO TEMPO I- REPUBLICADO
Contadas em grãos,
na ampulheta
que só faz
deixar o tempo,
escorrer pelas mãos...
Areias de esperança:
grãos que contam a vida também,
épocas remotas,
do passado da terra.
areias do tempo,
folículos de vidro,
pelo calor transformados.
areias, só areia, e mais nada...
Areia, chão
folículos, grão...
vento que leva a areia
de um lugar a outro
tece as dunas
formam-se as tempestades
na areia, nas desérticas cidades...
Os viajantes se cobrem, o ancião resmunga...
mantos, cobertas, e olhos cerrados
as areias fazendo seu trabalho
unem-se agora, ao vento
parente próximo do tempo...
O tempo, o vento
a areia, o grão
a tempestade, o ancião...
Um tópico do deserto,
os viajantes sabem disso...
as areias formaram pelo movimento constante,
as dunas à sua frente,
podem ficar sem orientação:
pelas areias do deserto, caminham cegos,
onde estão?
" Só há pó, areia, grão"
resmunga o ancião...
a ampulheta se encarrega de avisar,
que o tempo deles, já está a se acabar!
Mais areia, chão...
quem passará por essa imensidão?
o tempo, o vento, a areia, o grão...
Fátima Abreu Fatuquinha
A Saga da Fraternidade do Círculo num Pacote Só!
Chispas de Carinho- REPUBLICADA
A tua pele depois do amor, eu dedilhei cada pedacinho...
E também emarenhei nos pelos másculos do teu peito.
Senti ainda sua respiração ofegante.
Passei os dedos no contorno de teu rosto.
Percebi nos teus olhos chispas de carinho...
Eu ainda desnorteada por aquele momento intenso e febril de antes, notava as batidas do meu coração.
Não precisava falar, mas, eu queria; disse a você em forma de poesia.
Tantas vezes antes fora assim. Mais uma vez, que mal teria?
Afinal, nesses instantes em que nos damos, é que as palavras doces vem à cabeça;
brotam como flores no deserto.
Eu, que nem pensava em dizer dessa forma, apenas continuei...
Passei a mão entre sua coxa e virilha. Talvez um arrepio eu tenha causado, ainda não sei.
O importante é que saiu essa prosa poética, depois de mais um momento nosso.
Eu te disse que faria.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Meu Livro de Número 34: BATOM VERMELHO
Categorias
Sexualidade Humana, Amor E Romance, Adulto, Literatura Nacional, Ficção e Romance
https://clubedeautores.com.br/livro/batom-vermelho
Para comprar impresso use o link acima.
Caso queira em ebook (PDF), entre em contato comigo somente por mensagem no WP.
Não atendo ligações.
+55-21-969110023
Sinopse
Um romance bem erótico, passado nos anos de 1920, no estado do Rio de Janeiro, numa cidade fictícia.
A vida de cinco mulheres (ou sete, se contarmos todas as mencionadas) antes e depois de se cruzarem no bordel chamado: Batom Vermelho.
Cada uma com suas singularidades, lutas por sobrevivência, e uma surpresa para o leitor...
Também há um crime dando um tom "noir" na trama.
Cenas criadas por IA para meu livro:
sexta-feira, 6 de março de 2026
Ventos e Retalhos
Não, aqueles ventos de outrora não me incomodam mais.
Tanto quanto a linha do tempo que eles pertenciam.
Vivo em outra realidade, e aquele passado parece nunca ter pertencido à minha vida!
Acho que somos costuras de retalhos esfiapados, um dia eles se unem numa colcha bonita ou capa de um sofá.
Os meus retalhos foram muitos, a colcha ainda não está pronta.
Mesmo com as décadas que carrego.
Os ventos? Ah, esses ainda falo em poesias.
quarta-feira, 4 de março de 2026
Segue, Moço
Segura moço, essa vontade.
Segue a vida, ao encontro da tua escolhida.
Segue moço, aquele caminho a frente...
Nele com certeza vem, a pessoa que se fará presente!
Não apenas uma foto perdida na galeria de um celular, mas sim, a musa verdadeira, para teus olhos encantar.
Segue moço.
A felicidade amorosa, ainda que pareça distante, está ali, a um passo de ti.
Caminha e vai encontrar, aquela que te fará sonhar.
Para meu leitor número 1.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Dueto: Paixão- JDMiguez e eu. Republicado
ENIGMA- REPUBLICADO *
*TAMBÉM REPUBLIQUEI ESSA POESIA, DEVIDO SER UMA DAS MAIS LIDAS NO ANO PASSADO, AQUI NO BLOG.
VOCÊS, LEITORES QUE ME ACOMPANHAM, SABEM COMO ADORO ARTE.
A MAIORIA DAS MINHAS POESIAS BROTAM DA IMAGEM QUE VEJO:
SINTO AS PALAVRAS QUE AS DESCREVEM.
OU ATÉ UM CONTO QUE SE PODE CRIAR EM TORNO DA FIGURA...
ENIGMA
Cansaço infinito se apossou da mítica figura.
Ela, que tantos milhares de anos esticava-se ali...
Queria ser apreciada.
Também decifrada.
Caso contrário, devoraria...
Não, ela não era má.
Apenas cumpria o objetivo para qual fora criada.
Dos deuses antigos, a fiel serva amada...
Seus dias de glória não foram esquecidos na imensidão das eras.
Natural, pois mesmo sofrendo a erosão já esperada, mantinha firme a sua missão.
E ficava ali:
Noites, dias...
Frio e calor.
Entretanto, ela não sentia:
Fazia por amor.
Mesmo ao devorar quem não a decifrasse, tinha certo sentimento de piedade:
Fechava os olhos.
Então, seguia aquilo que suas ordens ditadas desde sua construção, mandavam fazer...
Não queria matar, mas precisava, se seu enigma não fosse descoberto.
Era assim que tinha que ser.
" Decifra-me ou devoro-te"
Outros tempos aqueles...
Agora, cansada, retoma à sua forma original:
Moça, bela, formosa, que pelos deuses antigos foi tomada em prova...
Descanse, figura.
Este é o seu momento.
Pois todos tem começo e fim.
Sua missão acaba aqui.
Pode rumar para as estrelas enfim...
Pelos 'deuses' fora preparada.
Nada mais justo, que vá para sua morada.
Fátima Abreu
Fatuquinha
O CHORO DO VIOLINO-republicado
E eu, quando ouvi a primeira vez,
o choro do violino
que o rapaz em Niterói, tocava,
enchi o coração de uma mistura de angústia e embriaguez...
Era o meu tango preferido,
que ele ali, no meio da multidão que passava na calçada,
soava em acordes que alcançavam minha alma...
Queria ficar ali, perdida naquele som, que embriagava, como vinho tinto, na taça.
Dói meu coração quando relembro, pois, enquanto eu daria tudo para levar aquele som comigo,
e cobrir aquele jovem de gratidão, por momentos de pura beleza,
outros passavam e no corre corre, não reparavam,
que na Arte, se encontra uma espécie de alimento.
Acho que anjos tocam lá em cima,
e os dons se abrem em mãos preparadas para recebê-los,
pois, somente dessa forma pode-se explicar,
o porque da música, fazer-nos viajar...
A angústia, era de saber que ele não era aproveitado em uma orquestra, teatro, ou até em outro lugar.
Talento assim, desperdiçado em ruas, que tão pouco conseguiria de gorjeta...
Quando deveria estar brilhando em um palco,
suavemente deslizando aquele arco...
E sempre se repete para mim, o mesmo sentimento:
Toda vez que passo por ele, e com olhos marejados o observo,
tocando como um anjo, sem a devida recompensa...
Um anjo jovem na Terra, que chora um desespero nas cordas do violino:
A urgência do ser.
Que até aquele momento, nada além, poderia fazer...
FÁTIMA ABREU
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Tempo Para a Escrita- republicado
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Um Trem Diurno Partindo Para as Estrelas
Um trem Diurno Partindo Para as Estrelas
E sem esperar (ela deitada), ele então lhe disse:
"Um trem Diurno Partindo Para as Estrelas..."
Era um motivo para escrever, tinha que ser.
Ela não esperava aquela viagem naquele momento...
Ele já se deitando sobre ela, a beijava...
E o trem diurno partia na direção almejada.
Ela abriu o caminho, ele seguia intrépido; O motivo era levar sua passageira até as estrelas.
Que ela visse uma constelação inteira!
Seria pouco apenas uma ou duas...
A passageira estava extasiada com o percurso que o trem seguia..
E nessa embriaguez sem vinho, ela gemia...
A primeira estação chegava.
O trem não parou, ao contrário, seguiu em frente acelerou...
Era um trem diurno. Poucas vezes havia esse horário disponível.
Muito embora, tempo não faltasse para essa viagem.
É que de vez em quando, a manhã se torna atrativa para esse passeio...
Ela e o trem, em completa sintonia, deixam as estações passarem para aproveitar cada uma, no dia.
Finalmente quando o trem chegava na última estação,
Ela sorriu e satisfeita, disse-lhe que era a sua total superação...
Cada viagem que ela tinha nesse trem, era mais bonita e atrativa...
E ele superava, pois o percurso sempre mudava.
Em vez do apito de aviso, ouvia-se gemidos e sussurros na chegada.
Fátima Abreu Fatuquinha
Eu Vou Quando o Vento Parar- republicado
Eu vou quando o vento parar.
Não sei ser aventureira, no meio de uma tempestade.
Sou apenas cautelosa...
Quem passou por intempéries antes, se mantém na defensiva!
Irei quando o vento parar o seu sopro.
Ele atormenta.
Sinto apenas falta da brisa em dias de calor intenso...
É apenas pequeno sopro de um vento.
É assim na subida, fazendo força contra ele...
E também na descida, quando o vento forte, empurra para baixo.
Então, me desculpe essa falta de coragem, mas, irei quando o vento passar.
A vida espera sim. Não existe tempo cronológico, enquanto há amor em mim.
Fátima Abreu Fatuquinha
VIVER É TÃO SOMENTE CAMINHAR- republicado
VIVER É TÃO SOMENTE CAMINHAR
Voei, entretanto, não criei asas.
Fugi, mas, não esqueci.
Amei e fui amada, amo novamente...
Tudo é passado, se contar como TEMPO.
Porém, tempo é relativo, e errar também.
Não existe fórmula nem para mim, ou para mais alguém...
Sorri mares.
Amo oceanos.
Continuo no meu caminhar.
A estrada é longa, mas, um dia vou chegar!
Há pessoas que pegam atalhos... Bem, isso parece, mas, não é conveniente:
Um atalho mal escolhido, pode dar numa curva de enorme perigo...
Domingo de Carnaval
O Carnaval nos tempos idos, faziam para mim, algum sentido:
Eu realmente, no ápice da minha juvenrtude, brincava, pulava...
Em blocos, clubes e em toda parte, que eu pudesse ir na minha menor idade.
Eu escolhia minha fantasia, e minha mãe como boa costureira que era, a confeccionava.
Escolhia os apetrechos nas lojas de Madureira.
Ficava realmente bonita.
Claro, era jovem, corpo perfeitinho, e as fantasias combinavam comigo.
Passei muitos carnavais desde pequena, na minha cidade, Rio de Janeiro.
Mas, no carnaval de 1978, isso foi diferente:
Conheci o de Recife e Olinda; e toda aquela divertida gente!
Foi bom, memorável, diria...
Contudo, 3 anos depois, a palavra CARNAVAL, na minha mente, se dissolvia:
Casei cedo, aos 16 anos, e a vida mudou.
O gosto pelo antes divertido, passou.
Restaram fotos antigas, para lembrar essa época de euforia.
Não tenho a menor vontade de olhar.
Tudo passa na vida.
Cada época, gostamos de coisas diferentes...
Cada década, uma nova história; um novo capítulo a ser vivido.
Todavia, recorri a IA, para fazer minha participação, no carnaval da ilusão.


































