sábado, 12 de outubro de 2024

Só Por Uma Noite- POESIA SENSUAL - Republicada


goodbye

Só por uma noite
Deveria mesmo ser assim;
Sempre.
Pouparia, despedidas,
Dissabores sem medidas...

Só por uma noite, sim!
Melhor para você e para mim:
Anônimos amantes.
Sem se deixar levar pelo sentimento.

Paixão é bom, mas passa.
Amor, não:
Enraíza, dói...
Há as decepções.
Meu coração já  está cansado.
Não quer navegar em mares de desilusões.

Só por uma noite,
Deixemos nos levar...
Nos lençóis, nos beijos quentes,
Na respiração ofegante e profunda.
Na Geografia de nossos corpos,
Rentes e desnudos.

Meus montes firmes, você acaricia...
Eu, em troca, te sirvo em meu cálice.
E depois de tanto sentir,
Um brado surdo mudo:
Dentro do corpo, desagua...
Êxtase.


Amanhece, o sonho passageiro, se desfaz...
Coloca o traje de homem sério.
Olha para mim, ainda coberta em lençóis de cetim.
Dou um aceno com a mão.
Fecha a porta atrás de si.
Eu me visto logo depois...
E fico olhando solitária pela janela.
Mas, é melhor assim:
Só por uma noite.

Fátima Abreu

QUER OUVIR NA MINHA VOZ?
CLIQUE NO LINK DO RL:
http://www.recantodasletras.com.br/audios/poesias/66249 

Sabor de Vinho- poesia



Como no sabor do vinho, eu te saboreio.
Assim como entre lençóis.
A vontade é a mesma.
Na embriaguez dos sentidos,
Te sinto comigo.
Fico corada:
Rubra, como a rosa vermelha.
Querendo-te mais e mais...
Sim, você é o meu vinho.

Fátima Abreu

Momento- poesia sensual

Momento

E se o mundo parasse enquanto estou em seus braços, eu nem ligaria... O relógio é apenas um detalhe.
Nessa hora meus olhos encontram o seus, num sincronismo que só há em quem tem razões para continuar...
O teu toque mágico me excita para além do carnal. É que para mim, passa a ser transcendental...
Eu, você, e a vontade louca de todo dia fazer...

 Fátima Fatuquinha Abreu​



ARTE QUE INSPIRA



A Espera
O saber esperar é compensador!
E aqueles sonhos da mocinha, um dia se fazem realidade!
Ter ao lado quem se ama...
O toque dos dedos na pele de forma lenta e sensual.
O vinho na taça.
A fome de amor, que nunca passa...
Arruma os cabelos loiros, de forma a deixar que na hora do amor, eles sejam como crina de fêmea no cio.
E se fazer dona e ao mesmo tempo refém.
Coisas que só eu e você, entendemos bem.
A lingerie negra não é a minha favorita, mas, a verdade, é que excita...
Então, se usa nas minhas fantasias mais febris, pois caem bem; seja mulher de família ou uma meretriz...
E o quadro pintado se revela como cena de alguma novela:
A mulher loira, a ele submissa espera...
Entretanto, nos lençóis quando estão juntos fazendo amor, ela é Dona soberana, dessa história profana...
Bebe o vinho na taça, o seu amor.
Parece agora um suave licor...
Ela, por sua vez, abre os lábios de forma sensual, esperando que a língua dele penetre boca a dentro, bailando como um festivo Carnaval...





Transformação
Que vento é aquele que vem do mar?
Serão novidades que ele trará?
Eu aqui fico observando...
Calmaria.
Antes eram ventos de tormenta, anos atrás.
Agora surgem novos tempos...
Que eles sejam de absoluta Paz!
Continuo na minha sublime contemplação.
Espero... Respiro fundo três vezes.
O vento que vai aqui, também corre por aí...
Questão de tempo. Mas, o tempo não considero linear.
Sou rebelde. Luto contra sistemas impostos da minha maneira:
Fazendo poesias, chamando atenção do modo lírico.
E dessa forma o vento transformador de que falo, sai do papel e da pena:
Levo a quem me lê a mais sincera confirmação:
Amar é e sempre será, a melhor solução.
Ame!
Fátima Abreu Fatuquinha




Sobre livros, mentes, e guarda chuvas...
A mente se expande, na leitura, e no contexto do que se é compreendido ali...
Caso saibamos abrir e seguir adiante um passo a mais, com toda certeza, a visão antiga, fica distorcida e um Universo de possibilidades, surge á frente...
Tal qual o guarda chuva que se abre no momento exato!
Quando a chuva vem, e cobre com suas gotículas de água, as calçadas.
É assim que se sente a verdade já latente:
No livro aberto de cada "desperta" mente...

FRENESI (reeditada)





Frenesi

Só essa palavra pode descrever.
Ações que juntos fazemos, eu e você.
Na geografia desnuda e detalhada de corpos que se tem mutuamente,
O frenesi se instala no corpo e mente.

Sim, não há outra palavra, só a que designa o final: ÊXTASE.
No chamado das carnes unidas, 
Eu suando frio, e seu corpo sobre a cama, labareda estendida.

Sempre foi assim: opostos que se atraem.
O doce e o amargo.
A claridade do luar e a escuridão da noite.
Eu e você.
Vejo brilho e possibilidade de futura poesia:
Romance.
Você sente. Entretanto, enxerga somente prazer.

Água com sal e açúcar: Soro de lágrima
Ao chegar ao ápice do enlace.
Escorre, única e satisfeita.
Entre gemidos meus e urros seus.

Fátima Abreu Fatuquinha

Essa poesia está no meu livro: Contos Molhados de Vinho & Vermelho.

Próximo Poema- republicado


 Pensava em um próximo poema,
Escrito na varanda,
Inspirado numa paisagem,
Que termina onde o horizonte
Se faz presente.

  Usando um leve e esvoaçante vestido branco
Diáfana como uma fada...
Somente esse traje "etéreo" sobre seu corpo nu.
Queria as palavras a serem colocadas no papel:
Perdia-se em pensamentos que não lhe deixavam decidir
Qual tema ainda, teria de surgir...

  Levantou os cabelos para o alto
O calor da manhã, a encobria agora
Uma brisa suave acalentou seu rosto.

 Acabara então a sua peleja:
Era o vento, seu amigo
Que seria seu tema.
Ainda que as rosas sobre a mesa,
Dessem também um lindo poema...

Fátima Abreu

JOGO DE XADREZ- CONTO REPUBLICADO




CRÔNICA

O Estranho Caso Do Homem Ensacado, Por Um Jogo De Xadrez

Marina viajava de ônibus de um município a outro, como fazia todos os dias, para ir ao seu colégio secundário.
Levava normalmente de 50 minutos a uma hora, conforme o trânsito nas primeiras horas da manhã.
Saía bem cedinho, por volta de 5:30h.
Aquela manhã em particular, estava diferente das outras: Coisas estranhas, que Marina percebeu ao longo de seu trajeto para o colégio. Viajava sempre que possível, na cadeira do canto, para observar a mesma paisagem, que já conhecia com detalhes, por quase dois anos.
Ao olhar ao acaso, viu uma árvore onde antes (tinha certeza), nunca houve uma, naquele local.
Achou bem estranho e continuou olhando pela janela...
 Até que mais à frente, numa região que tinha muitos motéis, pode constatar em frente a um deles, um homem ensacado e morto. Entretanto, parecia que ninguém o percebia ali! Passavam  pessoas ao longo da rodovia, e era como se o fato de um corpo estar estendido no chão, fosse comum como um lata de lixo.
O espanto é, que geralmente nesses casos, sempre existem curiosos em volta, mas ali, nada!

Cerca de um quilômetro depois, viu um porco preto, grande e muito gordo, passando pela beira da estrada.
Marina resolveu pegar o livro que estava dentro da mochila para ler e esquecer um pouco a janela onde estava vendo coisas fora do comum.
Abriu o livro sobre a família Bórgia, de Mario Puzo.
Mais um livro sobre eles! Estava fixada nesse assunto, ultimamente: Mini séries de TV, filmes online, livros e tudo que poderia saber sobre esses personagens históricos. Havia sido assim também no ano anterior, com a família Tudor. Estava uma 'expert' no assunto.
Já era assim também, com os Bórgia...
Mas, incrivelmente o livro não a prendeu na leitura dessa vez, fechou-o e tornou  a olhar para fora da janela do ônibus.
Já estava na Alameda principal da cidade, quando percebeu entre os carros e ônibus que transitavam ali, um cachorro branco, magro e morto, estendido bem no meio da passagem.
Incrivelmente era como se o cão ali não estivesse, porque ninguém aparecia para retirá-lo dali...
Achando que estava imaginando coisas, ela desceu no Terminal e seguiu a passos largos até o colégio.

Ao chegar para assistir duas aulas de Português, (pois a greve dos professores continuava) ela não tirava as imagens da mente. Estaria ficando alucinada?
Algo acontecia com ela ou as pessoas estavam cegas?
Tempos atrás, vira um monge medieval, de traje marrom com capuz, levando em uma da mãos, uma lamparina, também na mesma rodovia, surgido do nada e desaparecendo também diante de seus olhos, pela janela do ônibus...

Depois da aula, voltou para casa... Não vira nada de estranho no caminho de volta.
Marina não sabia, mas havia tido uma experiência inusitada da primeira vez, que se completara nessa manhã:
Presenciou o Tabuleiro de Xadrez da Vida e da Morte:
A árvore era a Torre de ascensão.
O cão branco e o porco preto, eram os Peões do tabuleiro.
O monge era o Bispo.
O corpo do homem ensacado, era o Rei derrubado.


Fátima Abreu


O Jogo- CONTO

Imagem relacionada

O Jogo


A tempestade era vista pelo vidro da janela. Ela estava assustada.
Isso sempre acontecia, porque desenvolvera uma fobia aos temporais.
Ouviu passos no velho assoalho de madeira. Era ele.

O idoso caminhava pelo corredor, vindo da rua. Trazia sacolas de compras para seus pupilos.
Não era um orfanato ou abrigo público. Ali até aquele momento, só moravam adolescentes.
E a maioria eram desajustados da sociedade, mas, ela não.
Estava ali nem sabia o porquê...
Era tudo nublado em sua mente.
O que a levaria a estar entre eles? E por onde andava sua família?
Por que não se lembrava de quando chegou ali?

Tinha muitos questionamentos na cabeça.
O quarto em que estava, era dividido com mais 3 pessoas. Era um casarão antigo de paredes mal conservadas.
A jovem tremia. Sabia que atrás daquela aparência altruísta daquele senhor, existia algo de muito errado.
Ele passou pelo quarto e não olhou. Seguia para a cozinha, para guardar as compras.
Os rapazes começaram a abrir uma caixa esquecida entre as prateleiras do quarto.
Interessante que nunca a tinham visto ali.
Ela observava sem mostrar curiosidade.
Os jovens perceberam um papel de instruções para o jogo e abriram para olhar.
Dizia umas palavras esquisitas, quase sem nexo.
E no rodapé uma observação: Teriam que ler aquelas palavras em voz alta, ao mesmo tempo, todos aqueles que quisessem jogar.

Ela sentiu um arrepio, talvez tivesse medo, existiam tantos filmes por aí, sobre jogos sinistros.
Quando fizeram o que as instruções ditava, repentinamente surgiu um outro rapaz com uma máscara de palhaço.
Parecia ter se materializado do nada. Todos ali permaneciam parados e pasmos.
Ela se movimentou meio temerosa, e pediu que ele tirasse aquela máscara. Era um jovem mulato.
Ele realmente não colocaria medo em ninguém, não fosse o modo inesperado em que surgiu...

Era um Guardião. Estava ali para ajudar aqueles jovens a se libertarem da semi prisão, que não desconfiavam que estavam:
Eles podiam ir ao colégio, podiam dar até uma festinha ali de vez em quando, mas, nunca podiam sair sem a supervisão do idoso, dono da casa.

O Guardião não respondia às perguntas que lhe faziam. Falava de outras coisas, como se já fosse parte do grupo. Mas, era fato que ele teria que se explicar...
Sem rodeios, a jovem o interpelou:

- O que você veio fazer aqui?
- Estou e sempre estive aqui, vocês que não me viam...
- Como assim?
- Estava preso no jogo. Sou o Guardião.
- Isso não pode estar acontecendo...

Os outros ali, continuavam sem entender aquilo, e o que representava o Guardião do jogo em suas vidas.
Saíram do quarto a mando do recém chegado. Eles foram até a sala, e se espantaram mais uma vez, quando o rapaz trouxe uma menina de uns 4 para 5 anos (vinda sabe-se lá de onde), e apresentou-a aos internos da casa.

Ouviu-se a voz do idoso vinda da cozinha:
- O que vocês estão fazendo, meus pupilos, aí na sala?

A adolescente respondeu por todos:
- Nada senhor, apenas estamos jogando.
- Certo. Daqui a um pouco, comeremos. Estou preparando o lanche.

Depois disso, ao voltar a cabeça para o lado, notou a mudança de cenário:

Novamente uma nuvem em sua cabeça pairou...
Ela não sabia como daquele instante que respondeu ao homem, até aquele que estava no momento, tinha se passado a noite inteirinha!
Era como se fosse mágica!

Já era a manhã de sexta feira, e todos deveriam ir para o colégio.
A menininha ainda estava ali e dormia no sofá que ficava no quarto.
Certamente que aquela criança passou sem perceber pelo idoso, pois ali não ficavam nada além de adolescentes...

O Guardião  estava ali olhando todos se arrumando para sair depois que tomassem o café da manhã.
Passou pelo idoso e ele não o percebeu. Era como se fosse invisível aos seus olhos...
A menina da mesma forma, pois o rapaz havia lhe acordado, e a segurava pela mãozinha.

Todos queriam saber afinal, como seria o tal jogo, e como sairiam do controle do idoso.
E para onde iriam depois? Essas eram as incógnitas que seguiam em suas mentes...

Os jovens sabiam que o Guardião estava ali para ajudar, mas, como entender aquele jogo fantástico?
Quais os passos que deveriam dar?
Tinham receio, entretanto, sabiam que jogar seria o único meio de sair daquele local que moravam, sem nem saber o porque foram levados para lá...
Aprisionados talvez, em um Universo Paralelo, ou uma MATRIX.


A jovem que de um instante para o outro, estivera em dois tempos diferentes, acordava com o celular
vibrando ao seu lado, na cama:
Eram seis horas da manhã, e ela adulta que era (e não a adolescente do sonho), tinha que começar mais um dia de batalha...
Despertou dizendo:

"Eu saí do jogo, eu saí do jogo..."


OBS:
Esse é mais um daqueles sonhos de minha filha Catarina, que me inspiram a continuar fazendo um conto.












quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Miscelânea


                                     *  A tela desse notebook, reflete um dos temas do texto:



Não sei se republico meus livros eróticos. 

Meu médico perguntou porque eu os tirei do Clube de Autores (a minha plataforma de venda virtual), e eu disse:

 "Tornei-me Mestra Reiki, terapeuta complementar, e essas escritas, não combinavam mais com essa nova etapa da minha vida."

Ele então me disse que isso fazia parte de mim, da minha história; não devia deixar de mostrar esse meu lado.

Naquele dia pensei muito sobre isso, e republiquei somente a "ILHA DE LESBOS."

Fiquei com receio de que algo me acontecesse se eu fosse adiante, caso colocasse à venda, todos os outros no CDA novamente. 

Uma crença limitante que eu mesma criei, de que minha vida só melhoraria se eu não escrevesse mais sobre sensualidade. 

Entretanto, de dezembro para cá, a minha vida que antes estava zen, se tornou bem complicada, com a vinda dos meus pais octagenários, para morar comigo. 

Estresse, ansiedade, horários de remédios/ alimentação, dentista, médico, gasto de dinheiro extra, tudo de uma vez. Porque tenho que dar conta sozinha de tudo que se relaciona à eles, no cotidiano da minha casa...

Enfim, o fato de ter retirado meus livros eróticos do CDA, agora já não ajuda no meu equilíbrio da saúde, da paz, do dinheiro, etc.

Outro motivo pelo qual eu tirei a venda desses livros, foi minha idade. Antes, recebia inúmeras "cantadas" (que eu gentilmente dizia para não confundirem autora, com as personagens, e encerrava o assunto) por escrever sobre sexualidade. 

Contudo, era mais jovem. E isso mostrava que a minha criatividade além de vasta, era cativante de um certo modo. A imaginação dos leitores voava longe...

Nunca tive problemas de dizer minha idade. 

Porém, uma mulher que sonha de noite com o rapazes do BTS, não pode mais revelar sua idade, correndo o risco de se tornar ridícula aos olhos deles também (já que traduzo pelo GOOGLE meus textos para o coreano, quando as poesias são sobre eles).

Eu pausei meu dorama para estar aqui escrevendo... A cultura sul coreana entrou nas minhas veias!


                                                                     *********


Bem, ainda estou na dúvida se republico ou não. Talvez somente a saga da personagem Cecília, de: 

A TRILOGIA DO CÍRCULO > 1001 Liberdades e O Retorno do "Casarão".

Acho que tenho que fazer terapia em mim (com EFT e PNL, as 2 técnicas que uso nas outras pessoas), para retirar essa crença limitante que criei, que o Universo não gostaria que eu mostrasse novamente, tudo que foi escrito pelo calor dos meus pensamentos, jogados em frases no meu notebook, e se tornando livros + 18 anos...

Essa miscelânea de coisas, que em um pequeno texto coloquei aqui, descreve fielmente a minha vida na atualidade:

Cuidadora dos pais, autora, terapeuta, viciada na Coreia do Sul ( K- POP, K-DRAMA minhas válvulas de escape para o estresse diário), apaixonada por 7 homens asiáticos lindos e talentosos: BTS; que de vez em quando, vem me visitar nos sonhos da madrugada...

A dúvida, ou dilema: Republico os livros ou não?

Fátima Abreu Fatuquinha.












sábado, 21 de setembro de 2024

4 ESTAÇÕES- POESIA






4 ESTAÇÕES

Que eu seja o teu dia ensolarado, e no final da tarde possa dizer:
" Amo você!"
Que eu seja teu verão, para te esquentar...
Também tua primavera, e te fazer enamorar-se de mim...
E depois diga que encontrou o amor, enfim!
Que no inverno seja o teu "café quente", na cama ardente...
Quando o outono chegar, e as frutas estiverem repletas no pomar,
poderá então colher da maçã que te dou:
A sedução, tal qual Eva a Adão...

Fátima Fatuquinha Abreu

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

O Sonho




Foi naquela  noite, de não  sei qual dia, a única vez, que sonhei com você. 

E quantas sonhou comigo?

Pelo que me disse, algumas, anteriormente...


Em meu sonho, você vinha me conhecer pessoalmente. 

Eu, sem esperar, me assustei!

Quando o vi de costas, em minha casa, ao entrar.

E indaguei sobre o fato de vir de surpresa, sem me avisar...

A sua resposta era a que eu  já  tinha em mente:

Veio para me conhecer finalmente!

Foram tantos anos assim, entre uma poesia, um conto  ou um livro meu, que você  lia...

Mas, o contato frente a frente, nunca aconteceu antes.

E eu me tornei a sua "Deusa" de noite  ou de dia.

Bastava ler meus livros e a coisa toda acontecia...

E no sonho, você  queria ficar na casa; passar uns dias comigo!

Na insensatez  daquele momento, você se esqueceu que existe na minha vida, alguém que amo.

Como um vento que passa, e leva as folhas do chão, seu pensamento  se clareou, então...

E o celular tocou com o alarme de todos os dias, me acordando e deixando a lembrança  do sonho.

Esse, que eu te contei na mesma manhã, e que prometi escrever em poesia.

Cumpri aqui.

De: Fátima Abreu Fatuquinha

Para: SC, meu leitor e fã número 1 (segundo  ele).





terça-feira, 3 de setembro de 2024

SOBRE CONTOS DE FADAS- REPUBLICADO


Há muitos anos atrás, alguém deu sua versão para alguns contos passados de boca em boca, para distrair pessoas, em noite de lua cheia. Geralmente, eram contos para deixar as crianças alertas aos perigos que poderiam encontrar pelo mundo, alguns davam uma lição de moral ao final, outros ensinavam a desconfiança. Foi dado um nome para eles: Conto De Fadas ( e fada, praticamente não se tinha na maioria dos contos, essa era a verdade )
Eram tempos difíceis, onde quase ninguém passava dos 27 anos. Os poucos velhos, eram considerados sábios, talvez por isso: Terem vivenciados mais coisas do mundo que os demais...

Fato é, que as crianças e jovens, tinham de ter uma educação em que envolvessem o temor, porque nesses casos, estando alertas, poderiam defender-se.

Aproveitando-se desses contos, os pais passavam tudo que queriam aos filhos. Mas, quem conta um conto, aumenta um ponto... Sendo assim, eles tiveram versões diferentes em cada povo, adaptados para a realidade de cada um.

Com o passar dos séculos, esses contos foram ganhando um formato novo, mais humanizado, menos apavorante que no início.

A Chapeuzinho Vermelho, tinha 2 versões terríveis, em que numa ela era também comida pelo lobo e na outra, ela unia-se a ele e tornava-se tão má quanto ele, comendo a própria avó! Qual seria  a lição disso?
Eu realmente não sei ao certo. Mas, acredito que seja para mostrar que mesmo pessoas inocentes, possam ser corrompidas por más influências...
Na primeira versão, o ato do lobo, comer tanto a avó quanto a neta, tem 2 sentidos para mostrar aos jovens daqueles tempos sombrios:  Que o homem retratado como lobo, é capaz de atos extremos, até canibalismo se estiver com fome, e da outra forma, ele poderia ser um cruel estuprador ( o "comer" seria metafórico ) de mulheres de qualquer idade.


Na versão atual, "Chapeuzinho" conta com a ajuda do caçador que chega e acaba dando fim ao lobo. Conveniente, para mostrar ao mundo contemporâneo, que o Bem pode sempre vencer o Mal. E que as crianças não precisam ter tanto medo das coisas como antes.
Mas nem tanto, nem tão pouco: Se antes se aterrorizava para manter o alerta, era drástica essa atitude, não se pode também pintar um mundo maravilhoso cor de rosa para os filhos, havemos de prepará-los para tudo: Momentos bons e maus. O meio termo é  a melhor proposta.

A vida é isso:
Nem sempre o céu estará azul e bonito tampouco nublado o tempo inteiro.  Existem espinhos nas rosas, mas, ainda assim elas tem sua beleza. Assim é tudo no mundo.

Fátima Abreu



domingo, 1 de setembro de 2024

Mix: Um Nome & Um Destino- REPUBLICADO

Esse conto está no meu livro:
FATUQUINHA

http://www.clubedeautores.com.br/book/165464--Fatuquinha


 CONTO DE FADAS  ALTERNATIVO
(MINHA VERSÃO )






Mix recebera esse nome, perguntava-se porque.
Ninguém tinha um nome assim...
Um dia, um mago disse aos seus pais quando ela ainda estava no ventre de sua mãe, que teria que ser esse o nome da criança que nasceria.
Era o destino quem assim queria, pois, era seu futuro...

Os pais nada entenderam da premonição do mago.  Mas mesmo assim, esse nome colocaram.
Quanto Mix estava com 13 anos sua avó fez uma capinha vermelha combinando com o laço de mesma cor, que carregava sempre amarrando seus cabelos.
Soube-se que uma feiticeira má e muito bela, andava pela floresta, levando as criancinhas para sua casa e   dando de comer ao seu esposo, um lobisomem.
A família de Mix,  alertou para que ela e sua irmãzinha, ficassem longe da floresta e nunca voltassem para casa à noite, pois o lobisomem em noites de lua cheia, ficava mais poderoso do que nunca!

  Mix fora colher maçãs naquela tarde. Haviam muitas propriedades abertas e os donos não se importavam, era comum na região: Pois se não retirassem, cairiam mesmo, estragando no chão.
Estava distraída com sua cestinha, quando uma velhinha aproximou-se e puxou conversa.

_ Boa tarde, mocinha. Gosta de maçãs?
_ Meus pais dizem para não falar com quem eu não conheço, desculpe. Já estou de saída...
_ Calma, calma... que mal uma velha como eu poderia lhe fazer?
_ Não sei. O mundo anda tão estranho. Mas estou indo mesmo.
Virou-se e quando menos esperou, a velha já estava em sua frente novamente... Disse então:

_ Bem, já que se vai, coma dessa maçã: É a mais suculenta do meu pomar.
_ Agradeço, mas comerei depois, pois já comi outras antes. Vou levá-la.
_ Que seja!

 A velha seguiu para dentro da floresta, onde estava sua casa: Um chalé quase todo coberto de Heras e musgo na cerca.
Mix voltou para casa e contou tudo  para sua mãe.
Que achou muito estranha a atitude da velha, oferecendo uma maçã, já que Mix tinha ido até lá justamente para colher maçãs e o cestinho já estava cheio...
Pegou então a maçã que a velha ofereceu para a filha, e a separou num pote.
Disse então:

_ Mix, se essa dona aparecer de novo, ofereça essa maçã para ela, vamos ver o que acontece...

  Mas, na tarde do dia seguinte, Mix saíra novamente para colher várias frutas, e também novamente maçãs, porque sua mãe havia feito uma torta de manhã, com as que havia colhido na tarde anterior.
Um homem muito bonito e de cabelos negros de um tom azulado, peito peludo e voz bem grave, aproximou-se de Mix e disse-lhe:

_ Boa tarde, mocinha.

A resposta foi a mesma que dera para a velha. E já saindo, Mix sentiu a mão do homem bonito sobre seu ombro, que  a impediu de se mover mais.

_ Não tenha medo, nada vou lhe fazer. Quero apenas conversar. Viu uma velha estranha por aqui?
_ Ontem vi uma sim. Por que pergunta?
_ É minha mãe, sabe. Parece que anda meio louca ultimamente. Diz que tem um espelho que a torna jovem e bela quando se olha nele. Agora deu de andar por esses lados, a estou procurando.
_ Sim, entendo. Ela até me deu uma maçã ontem...
_ Deu? Onde está essa maçã?
_ Em casa... em um pote. Minha mãe guardou-a.
_ Mocinha, tome cuidado para que ninguém a coma, pode estar envenenada! Minha mãe, como disse anda louca por aí...
 _ Bem, nesse caso, deixe que me vá rápido... Antes que alguém sem saber, a coma: Tenho uma irmã mais nova e desavisada...
_ Vá então, se quiser falar comigo novamente, amanhã estarei por aqui.

  Mix não respondeu e saiu em disparada para casa.
Encontrou seus pais sentados em volta da mesa da cozinha e a irmã também. Agradeceu  aos céus, por ela não ter comido da maçã.
Relatou toda a conversa que teve com aquele homem para sua família. A mãe de Mix, dela disse então:

_ Vou fazer uma compota dessa maçã, e quando a velha aparecer, você a oferece como retribuição.
_ Sim, mamãe.

A velha realmente tornou a aparecer e  surpresa ficou quando viu Mix sã e salva. Esperava que ela estivesse morta já...
Perguntou-lhe então:

_ Tudo bem, mocinha? Comeu da maçã?
_ Não meu cachorrinho a comeu, estou procurando por ele agora, está desaparecido desde  aquele dia...
_ Ah, sim...
A velha compreendera tudo: O cão deveria estar morto em algum lugar a essas horas.
_ Bem, senhora...  Minha mãe preparou uma compota para eu lanchar, mas como a senhora foi tão boa para comigo noutro dia, quero lhe presentar com ela... tome, aqui está.
_ Obrigada, mocinha. Vou levá-la para comer em casa.
_ Sim, até outra hora, senhora.

  A velha fez um aceno, mas visivelmente chateada. Queria levar aquela menina de comida para seu lobisomem.
Foi para seu chalé, enquanto ao longe escutava Mix cantando:

" EU VOU, EU VOU PARA CASA AGORA EU VOU"...

  Quando abriu a porta, deu de cara com seu espelho mágico. Assim que levantou  a capa que o encobria, tornou-se a bela feiticeira à espera da chegada do seu esposo.
O lobisomem voltava de uma caçada quando viu o pote com a compota sobre  a mesa.
Disse então:

_ Temos doce para a sobremesa, mulher?
_ Sim, uma compota. Provemos agora.

Eles provaram no pote mesmo e caíram por terra.
Mix lembrara-se de que o homem bonito disse que a velha era sua mãe.
De súbito, correu até o chalé porque não queria que nada acontecesse ao homem que lhe avisara do perigo!

  Ao abrir a porta que ficara encostada, ela viu o casal no chão. Em vez de uma velha, encontrara sim, uma bela mulher ali ao lado do homem que conhecera. Foi até ele e viu seus lábios com um tom roxo e uma vontade louca apossou-se dela: Beijá-lo!
Sim, ele poderia estar morto, mas ainda era muito bonito...
Não conteve o desejo: Beijou suavemente os lábios daquele homem, que incrivelmente retornara do mundo dos mortos, para sorrir novamente...
Ela, abismada com aquilo, arregalou os olhos com espanto. O homem levantou-se ainda cambaleante e disse-lhe:

_ Somente um carinho ou beijo sincero poderia fazer tal coisa! Acaba de libertar-me dessa maldição que a feiticeira me impôs por séculos!

Mix disse gaguejando:

_ E- ela na não é sua mãe?
_ Não, nada disso. Era uma feiticeira que apenas se transformava em bela e jovem quando se olhava naquele espelho mágico. Sou um caçador. Vi um lobo na floresta e o matei. Era seu esposo, um lobisomem! Ela pegou os dentes dele, cravando na minha carne e dizendo umas palavras de bruxa, fez com que me tornasse um lobisomem também. Fiquei amaldiçoado com isso durante séculos, mas uma fada disse-me que se eu fosse beijado sinceramente por uma donzela, sem que ela não tivesse medo de mim, estaria salvo!
_ Bem, então lhe fiz um grande favor sem saber... A propósito: Me chamo Mix.
_ Sim, e agora quero desposá-la, Mix, aceita? Sou Feliciano.
_ Ainda sou muito nova, Feliciano...Meus pais não me deixariam casar agora, falta pelo menos uns 3 anos a mais... Sabe, aqui no lugarejo, as moças casam com dezesseis...
_ Podemos dar um jeito nisso... Vá até o espelho mágico, e imagine como queria estar com essa idade.

Mix foi até o espelho e imaginou-se uma jovem de 16 anos, pronta para casar.
E vupt! Lá estava seu corpo e semblante de moça mudados.

 Sideless Surcote—A woman's over-gown cut away at the sides from under the arms to the hips to show the cote-hardie or kirtle underneath; it was usually worn with a plastron at the front of the figure. It remained as a ceremonial dress for women during the latter of this period.
  Rumaram para a casa paterna.
Quando chegaram, seus pais levaram um susto com a filha mudada. Entretanto, ao contarem toda a história, ficou certo de que o destino havia se cumprido e que eles havia nascido um para o outro.
O casamento foi realizado. Mix sabia agora, a razão de seu nome:

Ela representava uma 'mistura' de 'BRANCA DE NEVE' com 'CHAPEUZINHO VERMELHO'.

FÁTIMA ABREU


******************

Para completar, recoloquei aqui o meu poema:

NÃO COMEREI DA MAÇÃ

Não insista, não comerei da maçã!
Sei os truques que nela há
E o mal que consequentemente me fará.

Não, tramas assim já vi antes,
E por isso mesmo, caí por terra...
A maçã? Coma-a você!
Prove de seu próprio veneno,
Bruxa malvada!
E saiba o que é sofrer:
Ação e reação, essa é a lei!
Pense nisso, antes de oferecer.

Fátima Abreu



  

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Primavera












Eu que persigo sonhos, me encontrava em inércia, nesse momento em que vivo.

Não que não os tenha ainda. Sem sonhos, o ser humano não segue  em frente...

O problema são as situações diferentes.

Enfim, sou a mesma Fátima Abreu Fatuquinha:

A mesma essência adolescente, num corpo de mulher madura.

Mente e corpo separados(?!) Pois, o meu esquema não segue os demais.

Meu pensamento é jovial, meu corpo não é mais.

Contudo, no viés da vida que segue, eu mantenho os sonhos, mesmo nesse quadro atual em que me encontro.

Hoje, fiz uma coisa que faz tempo queria. Será um passo arriscado? Será que deveria?

Enfim, está feito. Caso me dê frutos, ótimo!

Caso não, apenas mais uma decepção...

E assim vou seguindo nas páginas desse meu livro chamado VIDA.

Flores se abrirão na primavera, a que mais amo, como estação.

Esperança renovada, em que dias melhores virão.


Fátima Abreu Fatuquinha.




terça-feira, 27 de agosto de 2024

Que Venham os Ventos da MUDANÇA!


https://www.instagram.com/p/C_JUF89voIM/

(Para ser direcionado ao link do meu mini vídeo, se for de seu interesse assistir) 






A minha primavera será melhor. Os problemas não vieram dessa vez no outono, como todo ano acontece... 

Contudo, teve o inverno no meio, e esse tal mês de agosto, que até então, não me incomodava como a maioria das pessoas.

Sempre acreditei que é melhor quebrar estigmas  já infiltrados na cabeça das pessoas.

Mas, esse ano foi diferente. 

Depois de abril de 2017, quando tive "aquela" virose quando a gente sai da Matrix, (e passa a enxergar o mundo totalmente diferente do que a maioria vê), eu nunca mais tive outra virose, gripe e resfriado, até duas semanas atrás, quando adoeci.

Não fiz teste de COVID, pois achei que não era o caso. 

Fui ao médico e ele descobriu o que eu já achava que fosse: A imunidade baixou e adoeci por estresse!

Sim, minha vida mudou da água para o vinho desde dezembro do ano passado:

Meus estudos e também os cursos que eu dava online, ficaram para trás. Meus atendimentos de terapias complementares também. Ficando apenas com duas clientes de reflexoterapia podal e massoterapia.




Meu tempo tornou-se escasso devido aos cuidados com meus pais octagenários...

As prioridades se tornaram outras.

E com tudo isso, sem suporte de alguma ajuda, eu adoeci. 

A pressão foi a 18 x 11 no primeiro dia da tal virose (ou sei lá o quê).

Enfim, nem a endoscopia que eu iria fazer, não pude, pela pressão alta. 

Era para saber se a tal H-pylori tinha ido embora de vez, depois daquele coquetel de remédios para retratamento.

Assim, a vida continua e nada muda... 

Ainda espero um vento de brisa; como esperei de 2009 até 2015, quando ele enfim veio, e levou o que não servia para longe da minha vida!

Agora a brisa pode vir sem levar ninguém, basta eu receber ajuda tanto financeira, quanto de suporte, pois, tem muito em cima dessa pessoa aqui...

Aguardo os ventos com alguma mudança.

Enquanto isso, sigo lutando com a saúde. 

E fazendo meus códigos Grabovoi para ajudar, quem sabe (?)

Eu ativo 520 741 777 889 8. Ativado!

Eu ativo 18 14 321 8. Ativado!

E jogo para o Universo.

O Reiki também ajuda muito, faz com que eu não me desequilibre energéticamente.

Para terminar mais esse desabafo no blog, eu me converto em poesia:


O Vento,  A Montanha, O Deserto , O Céu, O Mar e a Lua

O vento vai chegar, é só questão de tempo.

A esperança, eu guardo no coração.

A força vem da mente.

Coisas que se juntam e fazem de mim, uma mulher resiliente.

Não jogo palavras para que me escutem.

Acho que as situações falam por si...

Então, se no alto de uma montanha, existe vida, e no deserto ainda há também, porque me preocupar, ficar nervosa? É só olhar para o céu ou o mar e tentar me acalmar.

Como também nunca mais fui à praia, resta o céu laranja do fim de tarde, ou o da noite, com a lua a me fazer companhia...

Essa é minha alegria, e nunca me deixou. Em dias turbulentos, espero a próxima lua cheia e a contemplo.

Digo as palavras que aprendi quando me tornei mestra do Reiki Lunar:

"A lua é minha mãe e eu sou sua filha.

Não me desampare, nem de noite, nem de dia." 


Fátima Abreu Fatuquinha





 


segunda-feira, 26 de agosto de 2024

EU TENHO UM AMOR ROXO: BTS

 





Minha inspiração vagueia entre os sonhos, a realidade, e o que posso fazer entre uma e outra coisa.

Atualmente meu hiper foco é o grupo sul coreano BTS. Que eu aprendi a amar cada membro.

Aliás, eles se fazem apaixonar... E esse amor é um para cada dia da semana. 

Como a paixão na letra de "SEVEN" do JKOOK, sendo que para mim, é o amor deles que representa os sete dias.

O coração não envelhece os sentimentos, células do corpo, sim...

Meu chakra cardíaco bate em rosa e verde, pelos de cor roxa: Meus amados homens do BTS!

E nesse turbilhão de amor, eu os defendo, como Army que sou!

O que fizeram com meu "gatinho" SUGA ou AGUST D, foi a coisa mais bizarra que já vi em mídia!

Meu Deus, quando as pessoas vão deixar de ser hipócritas?

O meu querido nada fez! Não prejudicou ninguém! Apenas caiu de um patinete em frente a sua casa, porque tinha saído para comer e beber um pouco. TALVEZ FOSSE MAIS CANSAÇO, DO QUE TEOR DE ÁLCOOL, a razão do seu pequeno tombo!

Ah, mas era o Suga do BTS! Então, a mídia sul coreana fez alarde! 

Falso puritanismo de um povo que bebe o tempo todo, por qualquer razão. Vimos isso até nos K- DRAMAS!

Enfim, prefiro estar no meio dos meus sonhos, onde protejo e encorajo meus sete amores!

Os sonhos são amorosos e mais seguros, que esse mundo surreal que vivemos atualmente.

Se eu pudesse, carregava cada um dos meus queridos num potinho, e os guardava para mantê-los longe de todo mal.

Eu espalho a cor roxa por aí, pois acredito que tudo vai passar e  sou mais uma nessa batalha, querendo espalhar o BEM. 

Seguindo cantando e dançando com a música deles. Sorrindo ao olhar suas fotos e vídeos, e tendo notícias de sete pessoas do outro lado do mundo que amo infinitamente!

Esse seria um desejo, que nessa realidade atual não posso realizar: 

Contemplar sete estrelas, além desse mar que nos separa. 

O que posso fazer? Amar e amar.

Fátima Abreu Fatuquinha


Fonte:

<a href='https://pt.pngtree.com/freepng/army-love-bts-purple-ornamnet_6479303.html'>imagem PNG de pt.pngtree.com/</a>



                                                          Imagem retirada do X: 

https://x.com/bts__RMnamjoon/status/1828073715156066764/photo/2


terça-feira, 16 de julho de 2024

Pote de Ouro

Não há muito o que dizer quando estamos sem soluções.

Apenas sentir, como se fosse uma brisa tocando em uma árvore, fazendo as folhas bailarem.

Deixar estar. Quem sabe, as coisas se resolvam?

Um oceano ainda tem terra no fundo. Tudo se completa. 

Os pensamentos são caixinhas que se abrem.

Então, podem acontecer as possibilidades...

Enfim, na taquicardia do momento, vai se tentando levar a vida.

As intempéries vem e vão, no ciclo de nossa história!

Aqui é escola. Mas, por que temos que ficar repetindo lições já conhecidas?

Acho que se já aprendemos, teria que ir embora o sofrimento.

As soluções por enquanto não chegam. 

Mas, como sou resiliente, aguardo um momento em que tudo mude!

Assim, como dia de chuva, em que abre um sol...

E se apresenta no céu, as sete cores lindas do arco íris!

O problema nesses tempos cinza, que aparecem de vez em quando, é que sempre não depende de mim a solução! 

Teria que vir de outras pessoas, e isso fica além do meu patamar.

O que me resta então? Torcer para um pote de ouro só meu, estar no fim daquele arco íris, que estive a mencionar...

Fátima Abreu Fatuquinha




domingo, 7 de julho de 2024

Imperatriz ou Deusa? Parte 2




 Imperatriz ou Deusa- Parte 2


Impera os meus desejos febris sobre os teus.

Não há margem para erro, quando se trata desse nosso jeito de se entrelaçar...

Quero mais e você ali está.

A resposta é rápida, e o meu deleite segue. O calor sobe, o suor vem.

Eu te toco o corpo, absorta em prazer.

E teu êxtase se apresenta num gemido meio indescritível, que só eu posso ouvir no silêncio do quarto.

Assim, o servo tem sua recompensa: Brota seu líquido, dessa nossa cavalgada intensa...

********

A "Deusa" é uma figura intocável para você.

Habita teus pensamentos, e a voz produz o efeito que tanto te estimula.

Apaixonado por uma voz? Sim, assim o som das palavras ditas, soam para você como uma conquista.

Mas, não sendo essa a intenção da "Deusa", ainda assim, te provoca os sentidos.

A Deusa se tornou sua musa; uma paixão de anos a fio...

Uma personagem de livro, a autora também.

Todos esses livros lidos por você com admiração, e a pergunta vem: 

Será  Cecília * , a verdadeira "Deusa" dentro de você?

A resposta não importa na verdade. O que importa é o afeto que você tem pela autora e personagem.

A "Deusa' é tua, quando a imagina em uma noite de lua.

E o resto você só pensa, e continua...


Fátima Abreu Fatuquinha

* Cecília protagonista de toda saga do CASARÃO:

A TRILOGIA DO CÍRCULO, 1001 LIBERDADES, O RETORNO DO CASARÃO.





Um Cantinho Assim...

 






quinta-feira, 20 de junho de 2024

Imperatriz ou Deusa? Parte 1

 



Um, me chama de "Imperatriz", o outro de " Deusa".

Um, está comigo no mundo real. O outro, é um fã dos meus contos, e me conhece no virtual.

A terapia do elogio é feita para mim.

Muito mais agora, que entrei na fase entre a meia idade e a terceira...

A libido não cai. Ainda bem!

Mas, as pequenas ruguinhas me deixam chateada.

Não há como lidar com isso, além de esse ou aquele produto, para melhorar a "fachada".

Pois, mesmo que eu tivesse dinheiro para fazer plástica, não faria.

Alás, já fiz muitas cirurgias nessa vida, por precisar no campo da saúde!

Nada no entanto, para prolongar a juventude.

Eu queria ter um elixir "mágico" para isso.

Porém, ninguém o tem.

E vou me nutrindo de elogios. Não me deixo abater enfim...

Coloco um filtro nas imagens em vídeo ou foto, maquiando os anos que me denunciam.

Contudo, tenho que aceitar a idade chegando...

Isso é mais difícil! Olhar novamente o "espelho carrasco", e dizer frente à ele, tudo que eu acho:

Sinto-me jovem, pois, sim!

Há uma beleza na alma dentro de mim!

Sou aquela que sente intensamente.

A que deixa palavras para adoçar a boca de um e outro de forma diferente...

Assim, eu me deixo levar, dizendo a mim:

Você é Imperatriz de um, Deusa do outro.

Nem todos podem dizer o mesmo...

Então, tenho valor ainda que a idade seja cruel!

Eu me nutro da energia e carinho que um me dá.

E do elogio que o outro está sempre fazendo.

São pessoas diferentes, de idades distintas.

Mas, que representam algo de muito bom para mim:

Não deixar a melancolia tomar conta.

Eu abraço o braço que me conforta. 

Que diz que sou a sua Imperatriz, em momentos muito nossos.

E agradeço ao outro, por dizer as palavras que preciso, e me alimento em ouvir.

Assim vou levando dia e noite, para não ter que me deparar muito com a verdade do espelho.

E com a ajuda do filtro na câmera do celular, uso a ideia de ainda jovem, assim estar.

Fátima Abreu Fatuquinha






quarta-feira, 24 de abril de 2024

Meu Nome em Marte

 



Meu Nome Em Marte

Para quê serviria, se lá ninguém estaria? Uma pergunta óbvia, para pessoas ditas "normais"...
Bem, eu sou impetuosa, e ao saber que isso poderia ser feito, não pensei duas vezes e enviei...
Caso os seres que habitam em forma etérica (invisível aos olhos humanos, ou das sondas que andam por lá) vejam um dia! E poderão saber que nesse meu planetinha, Fatuquinha quis se mostrar, para além da Terra, céu e mar.

FÁTIMA ABREU
FATUQUINHA



quinta-feira, 11 de abril de 2024

TERAPIA DA ESCRITA (reeditado)




Eu existo. Eu persisto. Eu faço acontecer; e você?

Hoje tenho novas versões de mim. Não somente Fátima e Fatuquinha.

Tenho a Faty um misto das duas anteriores. 

Essa mais recente, além de mãe, avó, namorada, autora e terapeuta, faz o papel de filha mais velha, tomando conta dos pais octagenários.

É uma odisséia nova. Uma missão a ser cumprida.

Um dia de cada vez, como uma comparação aos membros de uma reunião do AA...

Não é fácil. Na verdade, bem difícil!

Como sempre recorri à escrita como minha terapia básica, cá estou a teclar novamente.

Entre uma coisa e outra que povoa a minha mente...

Dias de expectativa: Será que vão ficar bem enquanto saio rapidamente?

Será que não vão cair?

Será isso, aquilo...?

Meu Deus! Não esperava que fosse uma tensão constante!

Por mais que a gente pensa estar preparada para determinada situação na vida, no cotidiano é muito mais complicado que qualquer ideia pré concebida!

Minha mãe me deixa muito tensa às vezes. Não é culpa dela, e sim, da mente que já não é a mesma.

Confunde, teima, repete, esquece, se enfurece se a gente teima de volta (no caso eu, e meu pai).

Muitas vezes por mais que se faça, ela ainda coloca uma ressalva aqui e ali.

Comprei duas cadeiras (que na época foram caras  para mim) para que eles quando viessem morar comigo, tivessem um conforto na hora das refeições (antes eu usava uma mesinha com bancos na cozinha somente). Ela reclamou que eram estreitas e que não se acostumava. 

Troquei a cama, por ela dizer que era alta. Fiz mudanças na casa, para acolher da melhor forma os novos moradores. Aliás, troquei de casa para uma maior, por conta disso.

Enfim, lidar com a teimosia e os interrogatórios de todo dia ("Onde vai? Volta logo? O que vai fazer? Não dá para deixar para depois?") é o que acho mais complicado.

Não estou acostumada a isso. Sou um espírito livre. Não dou satisfações a alguém há muito tempo!

Essas são algumas coisas que tento pensar: Que os interrogatórios são porque ela tem medo de acontecer algo comigo na rua, "enquanto vou num pé e volto no outro". Porque tem que ser tudo muito rápido!

E quando insistem de ir comigo: Ah, meu Deus! Complica mais ainda!

O passo deles não é o meu. A hora deles é mais lenta que a minha. Cada segundo que perco, é uma coisa a menos que faço no decorrer do meu dia. tão ocupado (atualmente, com as coisas deles mesmo).

Queria ter quem me ajudasse, pelo menos quando tenho que sair...

Tem gente que quando me vê na rua com eles, oferece ajuda gentilmente. 

Um senhor me disse outro dia, quando me ajudou a atravessar a rua com sacolas no braço, e segurando papai e mamãe: 

- Minha filha, vejo sua luta com seus pais quando vocês saem juntos... Não é nada fácil!

Pois é, os de "fora" percebem. Quem pode me julgar por estar me abrindo aqui?

Atirem a primeira pedra, quem nunca teve uma fraqueza, ou momentos assim!

Não podem dizer nada, se não passaram a mesma situação.

Eu tento levar a vida com muitíssima paciência! E quase todo tempo consigo, embora a pressão esteja grande!

Não gosto de sair de casa para médicos e exames, só quando é extremamente necessário! Levei a vida toda assim.  Passei anos fazendo isso, pelo meu falecido marido, que ficou 17 anos doente no total.

Contudo, para minha mãe, não somente agora idosa, como também antes, consultas médicas eram passeios, e exames, grandes eventos!

Agora imaginem o que mais me deixa tensa, então?

Essa enxurrada de médicos que ela insiste que precisa ir durante o ano, mesmo estando medicada para tudo. 

Ah, ainda tem as manias e crenças limitantes, que foram levadas de geração em geração, até ela. 

Coisas até absurdas; que não tem fundamento científico nenhum, mas, que na sua cabeça, soam como verdades absolutas!

E haja discurso para provar que ela foi enganada por toda vida!

Outra coisa é quando estou ao celular falando com alguém, seja por mensagem ou áudio, ela quer saber com quem! E se eu não digo logo, ela fica tentando adivinhar: 

"É com fulana, é com beltrano?"

Ela está sem filtro, sem noção, e diz umas coisas sem pensar para as pessoas, que geram constrangimento.

Acho que ficam tão sem graça, que emudecem... 

Devem pensar que todos os idosos acabam ficando sem noção do que podem e não podem dizer.

Minha mãe ainda abraça por aí, gente que nunca viu antes, que acabou de conhecer; e vai abençoando com palavras católicas, pessoas que nem sempre tem o mesmo segmento religioso que ela.

Eu já expliquei mil vezes, que nem todas as pessoas gostam de ser abraçadas por gente que não são de suas relações sociais. Ainda mais depois da pandemia, porque isso ficou bem complicado...

Não adianta eu e meu pai falarmos, porque entra por um ouvido e sai pelo outro: Ela continua fazendo isso. 

Você diria: "Idoso é assim mesmo!"

Respondo: Sim, idoso é assim. 

Porém, quem como eu, já teve tantos karmas , desafios e missões... 

Só  queria que ela ficasse tranquila  e me deixasse também.  Ando muito agitada por conta de tudo isso.

Deixei de dar aulas online, de sair com meu namorado. Estou fazendo certos sacrifícios por eles, natural, eles me criaram, contudo, sozinha é uma barra! 

Além do que, minha saúde (estou com um problema relativamente sério, e que eles desconhecem) não está lá essas coisas também. Tenho dormido mal, e tido dores de cabeça várias vezes na semana.

A pressão sanguínea deles está estabilizando (é aferida 2x ao dia, pela mania da minha mãe de querer isso), devido aos cuidados que dou a eles, e a minha subindo toda semana, quando antes era baixa...


Enfim, para terminar a "terapia da escrita" por hoje, digo e repito: 

Ter idosos em casa é uma missão para poucos! Deus continue me dando a paciência, e ajudando minha saúde, para cuidar deles e me manter viva, sem "entrar em parafuso".

OBS:

Ah, não atire a primeira pedra, se você não tem ideia do que é  isso (e tudo que já passei), nesses meus 59 anos nesse planeta!

E amo meus pais mesmo!

Foi só  um desabafo. Queria um milagre de ter alguma ajuda, só isso.

Fátima Abreu Fatuquinha 

Faty