terça-feira, 16 de julho de 2024

Pote de Ouro

Não há muito o que dizer quando estamos sem soluções.

Apenas sentir, como se fosse uma brisa tocando em uma árvore, fazendo as folhas bailarem.

Deixar estar. Quem sabe, as coisas se resolvam?

Um oceano ainda tem terra no fundo. Tudo se completa. 

Os pensamentos são caixinhas que se abrem.

Então, podem acontecer as possibilidades...

Enfim, na taquicardia do momento, vai se tentando levar a vida.

As intempéries vem e vão, no ciclo de nossa história!

Aqui é escola. Mas, por que temos que ficar repetindo lições já conhecidas?

Acho que se já aprendemos, teria que ir embora o sofrimento.

As soluções por enquanto não chegam. 

Mas, como sou resiliente, aguardo um momento em que tudo mude!

Assim, como dia de chuva, em que abre um sol...

E se apresenta no céu, as sete cores lindas do arco íris!

O problema nesses tempos cinza, que aparecem de vez em quando, é que sempre não depende de mim a solução! 

Teria que vir de outras pessoas, e isso fica além do meu patamar.

O que me resta então? Torcer para um pote de ouro só meu, estar no fim daquele arco íris, que estive a mencionar...

Fátima Abreu Fatuquinha




domingo, 7 de julho de 2024

Imperatriz ou Deusa? Parte 2




 Imperatriz ou Deusa- Parte 2


Impera os meus desejos febris sobre os teus.

Não há margem para erro, quando se trata desse nosso jeito de se entrelaçar...

Quero mais e você ali está.

A resposta é rápida, e o meu deleite segue. O calor sobe, o suor vem.

Eu te toco o corpo, absorta em prazer.

E teu êxtase se apresenta num gemido meio indescritível, que só eu posso ouvir no silêncio do quarto.

Assim, o servo tem sua recompensa: Brota seu líquido, dessa nossa cavalgada intensa...

********

A "Deusa" é uma figura intocável para você.

Habita teus pensamentos, e a voz produz o efeito que tanto te estimula.

Apaixonado por uma voz? Sim, assim o som das palavras ditas, soam para você como uma conquista.

Mas, não sendo essa a intenção da "Deusa", ainda assim, te provoca os sentidos.

A Deusa se tornou sua musa; uma paixão de anos a fio...

Uma personagem de livro, a autora também.

Todos esses livros lidos por você com admiração, e a pergunta vem: 

Será  Cecília * , a verdadeira "Deusa" dentro de você?

A resposta não importa na verdade. O que importa é o afeto que você tem pela autora e personagem.

A "Deusa' é tua, quando a imagina em uma noite de lua.

E o resto você só pensa, e continua...


Fátima Abreu Fatuquinha

* Cecília protagonista de toda saga do CASARÃO:

A TRILOGIA DO CÍRCULO, 1001 LIBERDADES, O RETORNO DO CASARÃO.





Um Cantinho Assim...

 






quinta-feira, 20 de junho de 2024

Imperatriz ou Deusa? Parte 1

 



Um, me chama de "Imperatriz", o outro de " Deusa".

Um, está comigo no mundo real. O outro, é um fã dos meus contos, e me conhece no virtual.

A terapia do elogio é feita para mim.

Muito mais agora, que entrei na fase entre a meia idade e a terceira...

A libido não cai. Ainda bem!

Mas, as pequenas ruguinhas me deixam chateada.

Não há como lidar com isso, além de esse ou aquele produto, para melhorar a "fachada".

Pois, mesmo que eu tivesse dinheiro para fazer plástica, não faria.

Alás, já fiz muitas cirurgias nessa vida, por precisar no campo da saúde!

Nada no entanto, para prolongar a juventude.

Eu queria ter um elixir "mágico" para isso.

Porém, ninguém o tem.

E vou me nutrindo de elogios. Não me deixo abater enfim...

Coloco um filtro nas imagens em vídeo ou foto, maquiando os anos que me denunciam.

Contudo, tenho que aceitar a idade chegando...

Isso é mais difícil! Olhar novamente o "espelho carrasco", e dizer frente à ele, tudo que eu acho:

Sinto-me jovem, pois, sim!

Há uma beleza na alma dentro de mim!

Sou aquela que sente intensamente.

A que deixa palavras para adoçar a boca de um e outro de forma diferente...

Assim, eu me deixo levar, dizendo a mim:

Você é Imperatriz de um, Deusa do outro.

Nem todos podem dizer o mesmo...

Então, tenho valor ainda que a idade seja cruel!

Eu me nutro da energia e carinho que um me dá.

E do elogio que o outro está sempre fazendo.

São pessoas diferentes, de idades distintas.

Mas, que representam algo de muito bom para mim:

Não deixar a melancolia tomar conta.

Eu abraço o braço que me conforta. 

Que diz que sou a sua Imperatriz, em momentos muito nossos.

E agradeço ao outro, por dizer as palavras que preciso, e me alimento em ouvir.

Assim vou levando dia e noite, para não ter que me deparar muito com a verdade do espelho.

E com a ajuda do filtro na câmera do celular, uso a ideia de ainda jovem, assim estar.

Fátima Abreu Fatuquinha






quarta-feira, 24 de abril de 2024

Meu Nome em Marte

 



Meu Nome Em Marte

Para quê serviria, se lá ninguém estaria? Uma pergunta óbvia, para pessoas ditas "normais"...
Bem, eu sou impetuosa, e ao saber que isso poderia ser feito, não pensei duas vezes e enviei...
Caso os seres que habitam em forma etérica (invisível aos olhos humanos, ou das sondas que andam por lá) vejam um dia! E poderão saber que nesse meu planetinha, Fatuquinha quis se mostrar, para além da Terra, céu e mar.

FÁTIMA ABREU
FATUQUINHA



quinta-feira, 11 de abril de 2024

TERAPIA DA ESCRITA (reeditado)




Eu existo. Eu persisto. Eu faço acontecer; e você?

Hoje tenho novas versões de mim. Não somente Fátima e Fatuquinha.

Tenho a Faty um misto das duas anteriores. 

Essa mais recente, além de mãe, avó, namorada, autora e terapeuta, faz o papel de filha mais velha, tomando conta dos pais octagenários.

É uma odisséia nova. Uma missão a ser cumprida.

Um dia de cada vez, como uma comparação aos membros de uma reunião do AA...

Não é fácil. Na verdade, bem difícil!

Como sempre recorri à escrita como minha terapia básica, cá estou a teclar novamente.

Entre uma coisa e outra que povoa a minha mente...

Dias de expectativa: Será que vão ficar bem enquanto saio rapidamente?

Será que não vão cair?

Será isso, aquilo...?

Meu Deus! Não esperava que fosse uma tensão constante!

Por mais que a gente pensa estar preparada para determinada situação na vida, no cotidiano é muito mais complicado que qualquer ideia pré concebida!

Minha mãe me deixa muito tensa às vezes. Não é culpa dela, e sim, da mente que já não é a mesma.

Confunde, teima, repete, esquece, se enfurece se a gente teima de volta (no caso eu, e meu pai).

Muitas vezes por mais que se faça, ela ainda coloca uma ressalva aqui e ali.

Comprei duas cadeiras (que na época foram caras  para mim) para que eles quando viessem morar comigo, tivessem um conforto na hora das refeições (antes eu usava uma mesinha com bancos na cozinha somente). Ela reclamou que eram estreitas e que não se acostumava. 

Troquei a cama, por ela dizer que era alta. Fiz mudanças na casa, para acolher da melhor forma os novos moradores. Aliás, troquei de casa para uma maior, por conta disso.

Enfim, lidar com a teimosia e os interrogatórios de todo dia ("Onde vai? Volta logo? O que vai fazer? Não dá para deixar para depois?") é o que acho mais complicado.

Não estou acostumada a isso. Sou um espírito livre. Não dou satisfações a alguém há muito tempo!

Essas são algumas coisas que tento pensar: Que os interrogatórios são porque ela tem medo de acontecer algo comigo na rua, "enquanto vou num pé e volto no outro". Porque tem que ser tudo muito rápido!

E quando insistem de ir comigo: Ah, meu Deus! Complica mais ainda!

O passo deles não é o meu. A hora deles é mais lenta que a minha. Cada segundo que perco, é uma coisa a menos que faço no decorrer do meu dia. tão ocupado (atualmente, com as coisas deles mesmo).

Queria ter quem me ajudasse, pelo menos quando tenho que sair...

Tem gente que quando me vê na rua com eles, oferece ajuda gentilmente. 

Um senhor me disse outro dia, quando me ajudou a atravessar a rua com sacolas no braço, e segurando papai e mamãe: 

- Minha filha, vejo sua luta com seus pais quando vocês saem juntos... Não é nada fácil!

Pois é, os de "fora" percebem. Quem pode me julgar por estar me abrindo aqui?

Atirem a primeira pedra, quem nunca teve uma fraqueza, ou momentos assim!

Não podem dizer nada, se não passaram a mesma situação.

Eu tento levar a vida com muitíssima paciência! E quase todo tempo consigo, embora a pressão esteja grande!

Não gosto de sair de casa para médicos e exames, só quando é extremamente necessário! Levei a vida toda assim.  Passei anos fazendo isso, pelo meu falecido marido, que ficou 17 anos doente no total.

Contudo, para minha mãe, não somente agora idosa, como também antes, consultas médicas eram passeios, e exames, grandes eventos!

Agora imaginem o que mais me deixa tensa, então?

Essa enxurrada de médicos que ela insiste que precisa ir durante o ano, mesmo estando medicada para tudo. 

Ah, ainda tem as manias e crenças limitantes, que foram levadas de geração em geração, até ela. 

Coisas até absurdas; que não tem fundamento científico nenhum, mas, que na sua cabeça, soam como verdades absolutas!

E haja discurso para provar que ela foi enganada por toda vida!

Outra coisa é quando estou ao celular falando com alguém, seja por mensagem ou áudio, ela quer saber com quem! E se eu não digo logo, ela fica tentando adivinhar: 

"É com fulana, é com beltrano?"

Ela está sem filtro, sem noção, e diz umas coisas sem pensar para as pessoas, que geram constrangimento.

Acho que ficam tão sem graça, que emudecem... 

Devem pensar que todos os idosos acabam ficando sem noção do que podem e não podem dizer.

Minha mãe ainda abraça por aí, gente que nunca viu antes, que acabou de conhecer; e vai abençoando com palavras católicas, pessoas que nem sempre tem o mesmo segmento religioso que ela.

Eu já expliquei mil vezes, que nem todas as pessoas gostam de ser abraçadas por gente que não são de suas relações sociais. Ainda mais depois da pandemia, porque isso ficou bem complicado...

Não adianta eu e meu pai falarmos, porque entra por um ouvido e sai pelo outro: Ela continua fazendo isso. 

Você diria: "Idoso é assim mesmo!"

Respondo: Sim, idoso é assim. 

Porém, quem como eu, já teve tantos karmas , desafios e missões... 

Só  queria que ela ficasse tranquila  e me deixasse também.  Ando muito agitada por conta de tudo isso.

Deixei de dar aulas online, de sair com meu namorado. Estou fazendo certos sacrifícios por eles, natural, eles me criaram, contudo, sozinha é uma barra! 

Além do que, minha saúde (estou com um problema relativamente sério, e que eles desconhecem) não está lá essas coisas também. Tenho dormido mal, e tido dores de cabeça várias vezes na semana.

A pressão sanguínea deles está estabilizando (é aferida 2x ao dia, pela mania da minha mãe de querer isso), devido aos cuidados que dou a eles, e a minha subindo toda semana, quando antes era baixa...


Enfim, para terminar a "terapia da escrita" por hoje, digo e repito: 

Ter idosos em casa é uma missão para poucos! Deus continue me dando a paciência, e ajudando minha saúde, para cuidar deles e me manter viva, sem "entrar em parafuso".

OBS:

Ah, não atire a primeira pedra, se você não tem ideia do que é  isso (e tudo que já passei), nesses meus 59 anos nesse planeta!

E amo meus pais mesmo!

Foi só  um desabafo. Queria um milagre de ter alguma ajuda, só isso.

Fátima Abreu Fatuquinha 

Faty





terça-feira, 19 de março de 2024

DUETO COM JDAVI MIGUEZ


Ainda na vibe do dueto anterior com a canção, fiz esse novo com JDavi Miguez:



Você não beija;

Você deixa meu corpo em festa!

Você não beija: 

Você aquece o sangue frio das minhas veias...

Você não beija;

Você eleva o mais profundo dos meus desejos.

JDavi Miguez 


********


Você  não  beija; acende meu corpo.

Você  não  beija; coloca ritmo no meu desejo.

Você  não beija; deixa minha boca em êxtase!

Você  não  beija; faz meu corpo tremer em frêmito de prazer.

Você  não beija; faz meu corpo ter orgasmos.

Fátima Abreu Fatuquinha 


quarta-feira, 13 de março de 2024

Você Não Beija; Faz Amor Com a Boca

Então, quando vejo uma letra que dá para duetar com ela, saio fazendo na mesma hora...

https://www.letras.mus.br/lauana-prado/voce-humilha/


Você Humilha (a letra)

Lauana Prado


Tatuei na minha alma seu rosto

O meu paladar já tem o seu gosto

Então, me fala como apagar

Como não lembrar, como não gostar


Até o espelho te admira

Quando me encara, não vejo saída

É que, simplesmente, quando se cala

Aí que seu corpo joga na minha cara

Mas o principal, o principal


Você não beija, você humilha

Todas as bocas que eu beijei na vida

Você não fala, você recita

Faz um bom dia virar poesia


Você não beija, você humilha

Você não beija, você humilha

Encontrei em você minha paz escondida

Encontrei em você minha paz escondida


Tatuei na minha alma seu rosto

O meu paladar já tem o seu gosto

Então, me fala como apagar

Como não lembrar, como não gostar


Até o espelho te admira

Quando me encara, não vejo saída

É que, simplesmente, quando se cala

Aí que seu corpo joga na minha cara

Mas o principal, o principal


Você não beija, você humilha

Todas as bocas que eu beijei na vida

Você não fala, você recita

Faz um bom dia virar poesia


Você não beija, você humilha

Você não beija, você humilha


Você não beija, você humilha

Todas as bocas que eu beijei na vida

Você não fala, você recita

Faz um bom dia virar poesia


Você não beija, você humilha

Você não beija, você humilha

Encontrei em você minha paz escondida

Encontrei em você minha paz escondida

É que você não beija, você humilha


Tatuei na minha alma o seu rosto.


********


E lá vou duetar:

Você não beija; devora com teus lábios ardentes e provoca a minha língua quente...

Você não beija; esquece em mim sua língua atrevida, num vai e vém constante com tua saliva.

Você não beija; instiga a libido, antes um pouco contida, pelo olhar que deixou no ar...

Contudo, mais uma vez eu digo: 

Você não beija; me devora na boca de cima. Enquanto a de baixo, clama pela tua espada viril.

E nesse beijo que me alucina, e faz delirar, quente como labareda, eu me entrego sem pensar...

Você não beija; faz amor com a boca.

Fátima Abreu Fatuquinha








Duetanto com Cartola




Preciso Me Encontrar
Cartola
Compositores: Antonio Candeia Filho
*Letra de Preciso Me Encontrar © Universal Music Publishing Group



* Minha versão preferida no vídeo acima, retirada da série da Netflix: 3%


Letra:

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por…

********

Vou por aí, preciso andar,
seguir em frente a procurar
Alguém que me ouça,
E que saiba não perguntar, para não ferir.
Seja hábil,
Para meu Universo, não vasculhar
Que saiba tanto quanto eu, rir para não chorar...
Preciso ir, não me detenha,
Essa é a vida, buscar o meu lugar
para rir, em vez de chorar...
Quem por mim guardar algum
querer,
Pode então dizer:
Ela seguiu e foi cantar, escrever, dançar,
E rir para não chorar...

domingo, 15 de outubro de 2023

Espelho Carrasco



    As canções de  ninar da infância ficaram para trás... É  quando  se encontra frente ao espelho, vê  sua vida como num filme e descobre  as marcas do  tempo  em  você. 

Rugas que vem com um sentimento  triste, de que a sua jovialidade  de antes, não  é  mais  reconhecida,  e que já  te dão  lugar  no transporte público...

E você  se olha  novamente nesse carrasco, chamado espelho (que também  é  algoz do peso das pessoas) e não  acredita  no que vê; porque se sente muito  jovem  por dentro!

Você tem um flash  de epifania! Não  se reconhece  naquele reflexo doloroso!

Ainda  precisa lidar com isso, além  de infinitas questões  diárias...

É  preciso motivação  para  seguir sem se deixar  enfraquecer...

Será  que conseguimos? Hum, eis a questão!

Sigo dançando,  cantarolando, fazendo poesia,  criando e ensinando as coisas que  sei...

Embora, uma lágrima  de um choro contido frente ao carrasco do espelho  teime em descer...

Fatuquinha

domingo, 1 de outubro de 2023

BREVE MOMENTO


   Ao olhar os seus pelos  pubianos que descansavam molhados, de teu sêmen  recém  jogado para fora, eu extasiei num momento mágico; a vulva também molhada, e internamente tendo teu leite ali, pulsava ainda em desejo pelo teu corpo.  Você  já  dormia  relaxado... 

   Eu, vislumbrava o corpo  que se estendia a meu lado. Num feixe de espasmos  elétricos, meu corpo ainda tremia. É  esse o verdadeiro sentido de estar com alguém  na intimidade: Mesmo que o breve momento do climax  chegue para o outro,  você ainda sente, e goza novamente...

Fátima  Abreu Fatuquinha

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Uma Atualização Sobre o que Ando Fazendo...

 





Olá, apareci aqui! Minha vida anda muito mudada, com os cursos que dou online, pelo WhatsApp.

Atualmente, meus textos são sobre as terapias complementares/integrativas/holísticas.

Consegui me tornar mestra Reiki em vários sistemas, começando logicamente com o tradicional Usui.

E depois foi uma coisa puxando outra e atualmente sou mestra nos seguintes sistemas de Reiki:

Usui, Arcanjo Miguel, Akáshico, Kuan Yin, St. Germain, Celta, Gaya, Flores Etéricas com conexão das Fadas e Lunar.

Também tive a graça de canalizar o Reiki Celta versão Brasileira, no ano passado, no comecinho de 2022.

E dou esse curso também. Todos os meus cursos de Reiki tem apostilas, áudios, vídeos gravados por mim, sintonização e certificado de participação no final.

Mas, eu não me limitei só ao Reiki! 

Fiz cursos para me especializar em Cromoterapia, Chakras e Cristais, Reflexoterapia podal, Massoterapia, Fito + ( com escalda pés energéticos), EFT  e PNL, Escutoterapia, Psicologia Livre Positiva, Radiestesia para Reikianos, Contato Angelical, Feng Shui Contemporâneo e Física Quântica ligada à espiritualidade.


Agora o meu convite!  Se quiser fazer qualquer um dos meus cursos mencionados até aqui, envie mensagem para +55 (21) 969110023, com a palavra Cursos.

 Não atendo  ligações telefônicas, então,  não adianta me ligar... 

Só envie mensagem, se tem interesse mesmo em adquirir esse tipo de conhecimento.


                               Ou qualquer um dos outros cursos☝😉😍

Visite: 

https://www.facebook.com/fatima.abreu.9250/posts/pfbid02idxKMBdf2K1JdXrX3jMRY5gmHjUYmDS9pToTm8ojYu16N7PEq1e6EdzyHPy57knyl?notif_id=1693072306592741&notif_t=



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Mulher, Seja Expansiva!

 




Mulher, Seja Expansiva!

Olhe além do que seus olhos possam alcançar...
Seja brisa do mar.
Não levante a voz.
Diga com suavidade aquilo que te dá um nó na garganta!
Seja flor, derrame amor.
Nada de vibrações negativas!
Colha o que planta, com serenidade...
E acima de ideais que podem não levar a nada, faça outra coisa:
Plante a paz, o carinho pelo seu semelhante, o perdão verdadeiro em seu coração.
Seja Luz na vida de outrem!
Seja coragem nas intempéries da vida.
Pois, há sempre a bonança!
A tempestade some.
E a vida continua...
Seja você, sem maquiagem social.
Porque o que fica, é a essência do ser!
E nada mais além disso.
Era o que eu queria aqui dizer.

Fátima Fatuquinha Abreu

domingo, 18 de dezembro de 2022

DESPERTAR

Despertar 

É saber que tudo está mudando, que se sente diferente, que enxerga as coisas de uma maneira nova.

É esquecer o passado, focando no Agora.
É perdoar enquanto há tempo.
É se reinventar para viver o novo.
É acreditar que dias melhores virão, mesmo com o caos lá fora.
É não se contaminar mais, com mídias mentirosas, que distorcem os fatos.
É se desprender da caixa Matricial (Matrix) , que viveu por tanto tempo...
Saber com consciência plena que é um ser espiritual num vaso material.
Despertar é se enxergar no outro.
Saber que todos Somos Um com a Fonte Criadora.
Centelhas Divinas que precisam ajudar o novo mundo que se avizinha...
Fatuquinha



VIDA BOA! Poesia de J. Davi Miguez

 Poesia nova de J.Davi Miguez:

 Vida Boa!


Da janela do meu apartamento vejo a aurora da minha infância: O campo aberto, coberto de margaridas brancas e amarelas; os pássaros a cantarolar nos galhos das árvores, o jardim com rosas de várias cores, os beija-flores a beijá-las... E as borboletas a bailar!
Vida boa!
O cheiro bom, vindo de minha mãe a cozinhar...
Os latidos alegre dos cães!
As piabas no riacho.
A folha que displicentemente, se deixa levar pelo fluxo do riacho...
Vida boa!
À noite, o manto azul do céu, cravejado de estrelas; e o luar a clarear a Terra.
O sono profundo, até o novo dia chegar...
Vida boa!























terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Eu Fui, Eu Sou...




Eu fui fogo ardente.

Eu fui atrevida.

Eu fui fêmea voluptosa entre lençóis.

Eu fui poetisa de prazeres e de rosas vermelhas, vinho e nudez.

Eu fui, mas, a mulher de outrora ainda existe, numa versão livre de sedução.

Apenas calmaria de amor e não,  de avassaladora paixão.

Não pela idade, e sim, pela minha vontade.

Minha mente é jovem, mesmo que  os documentos não digam o mesmo...

O que acontece, é que os rumos da vida são tomados com as escolhas e situações vividas.

E aquela volúpia de tempos de cabeça avoada, não podem ficar numa mente e corpo, de quem não enxerga mais dessa forma carnal...

Para mim, sexo agora, é mais para o Tântrico, transcedental...

Eu Sou zen.

Eu Sou calmaria, como dias de manhã primaveril.

Eu Sou a leveza do meu Ser.

Eu Sou Fatuquinha, cinquentona, com alma leve de criança, mas, com a responsabilidade de mãe.

Eu Sou a minha melhor versão.

Fátima Abreu Fatuquinha


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Pontos de Vista. A Minha Verdade, não é a Sua.




O vento hoje para mim, tem outro significado: Foram-se as intempéries, foram-se os amargos.

Agora é brisa, ainda que em outros cantos, seja furacão com prenúncios de tempestade...

Tudo está na ótica da pessoa que observa.

Um mar em fúria, carrega navios inteiros, mas, se você está acima, ou abaixo dele, você ainda está seguro.

Percebe? É o ponto de vista de cada pessoa que conta. Podendo desesperar ou aceitar como verdade, aquilo que sua mente escolher acreditar. Isso é uma das bases da calmaria interna.

Doces são considerados veneno hoje em dia, mas, no passado era um regalo...

Disseram que ovos aumentavam o colesterol e muita gente deixou de consumir... Anos depois, que se poderia comer até seis ao dia! Qual seria a verdade? 

Nesse caso, eu criaria a minha: Comer apenas um, mas, diariamente.

Mas, esse é o meu modo de enxergar sobre essa e outra coisa; o seu, pode ser (ainda citando o caso dos ovos) acreditar no que te disseram sempre e não comer os ovos, ou comer desvairadamente...

Entende a significação que se dá a cada coisa na vida?

E cada um interpreta à sua maneira...

Então, não acredite em tudo que lê, ouve, ou assiste. CRIE A SUA VERDADE, FILTRE!

A verdade de um pode não ser a do outro. Respeite.

Um dia, todas as verdades se fundirão numa única vertente... É o que se espera  na Nova Era.


Algo de Bom







Não, eu não parei de escrever aqui! Estou apenas numa nova fase, e as letras tomam rumos novos agora!

Sou uma "metamorfose ambulante", e quem me viu, não reconhece a Fátima de hoje, na autora de outrora.

Não derrubei castelos de palavras ditas no âmago das paixões desvairadas que ficaram no passado. Apenas fiz dessas mesmas palavras, um baú de aventuras esquecidas, porque o ontem não me diz mais nada...

Vivo o hoje, o agora, o presente, cada segundo!

As palavras se tornaram amenas, leves, sem o fogo de um vermelho que emitia calor.

Agora posso dizer que são ainda mais para o azul (que sempre amei) ou o lilás, quem sabe, até o rosa...

Algo mais sutil, etérico!

O meu hoje é repleto de palavras que acalentam, e não que esquentam...

Também de frases que motivam, em vez de apenas excitar a imaginação alheia...

O meu Agora é coberto de calmaria, brisa. As tempestades ficaram lá fora, e não dou brecha alguma para entrar.

O meu incômodo é quando eu não consigo ajudar alguém: Faço o que posso, embora tenha coisas que não dependem somente da minha boa vontade...

Minha voz é para isso, minha escrita idem. Contudo, nem sempre tudo está a meu alcance. Tem ainda pormenores da vida, em que somos como expectadores de uma peça de teatro, podemos nos emocionar, todavia, sem poder mudar o rumo daquela trama apresentada à nossa frente... O que podemos fazer então?

Torcer, rezar, intencionar algo de bom.

Para 2022: Deixar rolar, viver, fazer acontecer, mas, sem ansiedade, gente! Seguindo o rumo da correnteza e agradecendo cada segundo aqui, vendo o lado positivo das coisas, assim vocês co criam uma nova realidade. Fica a dica.

Fátima Abreu Fatuquinha

GRATIDÃO!




 O Antes, veio do passado. É lá que deve ficar. e O FUTURO é para não se pensar. Deixe a vida fluir como tem que ser:

Como uma criança que está alheia às coisas do mundo, e que só quer passar o dia com a família, os amiguinhos, com a natureza, e brincar, sem querer saber do amanhã... Temos que ter essa leveza!

Viva o hoje, o agora, o momento presente! Fizemos tantos planos a cada virada de ano, e em um instante, tudo mudava de rumo... Foram dois anos assim. Cheios de todo tipo de sentimento! Coisas boas e ruins foram vivenciadas. Perdas, e também, reencontros!

Muitos só reclamaram, outros agradeceram: Sim, pela vida, por estar respirando!

Mas, as pessoas acostumam com os lamentos, e dão mais valor à mídia manipuladora, do que olhar para o lado e ver que ainda está por aqui... Por que não enxergar o lado positivo das coisas em vez de reclamar o tempo todo?

Muitos se foram, mas, muitos se salvaram!

                  Muitos choraram, outros tantos ainda sorriem!

Muitos saíram de empregos que consumiam seu tempo todo: Só trabalhando e não vivendo, outros descobriram então, dons novos e desenvolveram possibilidades de conseguir se manter de maneira diferente. Fazendo até algo que gostam, finalmente!

Uns dobraram os joelhos finalmente analizando tudo que viram, ouviram e passaram... E em súbita epifania, disseram: GRATIDÃO!

Outros  tantos, descobriram que não adianta ter dinheiro, se a saúde pode ser ameaçada por um vírus que se espalhava em todo lugar, não escolhendo idade, cor, religião, categoria social...

Tudo isso foi parte de um plano. Um plano que doeu, mas, fez nascer uma nova Humanidade:

Uma que sabe que todos estão no mesmo barco. E que a solidariedade, a gratidão, a perseverança, a caridade, a esperança e muito mais, devem ser agregados sempre ao cotidiano de todos, em todo lugar do planeta.

Para curar o mundo, precisou fazer a limpeza debaixo do tapete:


Catarse! Sentimentos foram revistos e lições foram aprendidas.

Seja grato (a) pela vida. Sua, da família, dos amigos, daqueles que ainda estão por aqui...

Fátima Abreu Fatuquinha

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

LIVRO 29- ROMANCE DE ÉPOCA: Cartas de Verão

Introdução: 



Resumindo o volume 1 para quem não leu, então possa entender esta continuação: 


 Final do século XIX. 


Dulcina uma jovem ainda na casa dos 20 e poucos anos, era viúva do primeiro marido, morava na Corte do Rio de Janeiro. Nessa época ainda estava no Segundo Reinado. No entanto, algum tempo depois, a República chegava... 


Agora morava a região cacaueira da Bahia, depois de uma breve estada em Taubaté, SP, na zona cafeicultora, onde seus pais tinham uma fazenda. Lá conheceu Valentim, professor de música na mesma escola em que lecionava...   

Encontrava-se agora separada do segundo marido, e vivia maritalmente com Gonçalo, primo de Valentim.  

Seu ex esposo morava em outra cidade com a nova família, que formara com uma de suas amantes que ficara grávida. No entanto, a criança morreu.


Alícia era afilhada de Dulcina e filha legalmente de seu marido Valentim com sua primeira esposa (embora a criança fosse de outro, pois Gabrielle teve um caso com um jovem que veio a falecer, deixando-a grávida, e Valentim assumiu a criança). 


Alícia fora criada por Dulcina diante da morte da mãe da criança (Gabrielle), e no casamento precoce com Valentim, descobriu que amava mesmo a menina como filha. 

Quando soube que o segundo marido a traía, ficou com Alícia, e ele seguiu sua vida... 

Ela refez a vida com Gonçalo que sempre a amparou e deu carinho. Assim, ela engravidou, e teve Mariana, dando uma irmãzinha “emprestada” para Alícia. 


 


 


 


 


 



 Capt 1 


 


 Os anos passam e quando se dá conta, a vida mudou... 

Dulcina agora balzaquiana, tinha duas lindas filhas crescidas, pois, Alícia contava agora 16 para 17 anos, e Mariana 12 anos. 


Os tempos não eram favoráveis para o maior produto da fazenda, pois, a colheita havia sofrido dano pela chamada “vassoura de bruxa”, um fungo que ataca os cacaueiros. 

Gonçalo evitava de falar sobre isso com Dulcina, não queria lhe trazer problemas. Afinal, cuidar das mocinhas já era sua preocupação.  

Chegou aos seus ouvidos que o ex marido, Valentim, havia morrido: 

Como era muito conquistador, engraçou-se para o lado da filha de um fazendeiro, que já tinha a fama de bom pistoleiro. 

A mulher com quem teve o filho que morreu, já não vivia mais com ele.  

Não suportando suas escapulidas, para os bordéis de Salvador, ela o deixou de vez. Claro, temia que pudesse até pegar uma doença venérea, coisa que nunca havia pego antes... Então, antes que isso acontecesse, pegou uma mala e foi embora numa manhã de sábado, quando Valentim ainda dormia. 

Com a saída dessa mulher de sua vida, ele se sentiu novamente apto à novas conquistas e a jovem filha do fazendeiro, para quem ele fazia a contabilidade, foi a sua investida. 


Ela, que se chamava Viviane, lhe garantiu que não era virgem, porque ela mesma havia tirado esse “probleminha” do caminho, com uma vela grossa. Espantado com o ato da jovem, mas, aliviado, ele então teve relações sexuais durante três meses com ela, sem ninguém perceber na fazenda.  


Todavia, numa tarde, uma das antigas mucamas que ainda vivia na fazenda, (mesmo depois da Lei Áurea, quando ganhou a liberdade), os viu deitados sem roupa, às margens de um rio. 

Sem pensar muito, e querendo ganhar umas moedas pela informação, foi direto ao patrão e revelou o que acontecia... 

O pai para defender a honra da filha, montou seu cavalo rapidamente e ao chegar ao rio, conseguiu avistá-los vestindo as roupas.  

Ele não chegou a descer do cavalo, dali mesmo atirou na cabeça de Valentim. Sua pontaria era a melhor da região. 

Viviane olhou ao redor para visualizar de onde havia saído aquele tiro, mas, enquanto ela segurava Valentim nos braços, seu pai já galopava de volta. 


A notícia da morte de Valentim, correu as fazendas de cacau, e até mesmo em Salvador, onde era muito conhecido... 

Dulcina tornara-se viúva então, e assim, depois de 13 anos vivendo com Gonçalo, ela enfim, pode casar-se com ele. 

A festa foi maior do que a primeira confraternização, anos antes... 

Suas filhas foram as damas do casamento, e tudo era festa naquele lindo final de semana! 


Dulcina que sempre pareceu ter menos idade, mesmo passando dos 35 anos, parecia ter uns 28, no máximo. Era uma noiva linda.  

Com um buquê natural de margaridas em suas mãos, ela arremessou no final do jantar, para que as mocinhas casadoiras da região, disputassem quem seria a próxima a se casar. 

O buquê não caiu na mão de nenhuma delas, e sim, na mão de Maria do Céu, a ex escrava tão companheira de Dulcina. 

Ela já achava que nunca se juntaria a alguém, pois, era tão balzaquiana quanto Dulcina... 

Mas, diante de ter caído o buquê em suas mãos, ela sorriu, com a esperança renovada. Era uma bonita representante de seu povo.  


As festividades com música e dança continuaram por toda noite...  

Depois de tudo, na tarde do dia seguinte, Gonçalo teve então coragem de dizer à Dulcina a situação dos cacaueiros. E a perda de dinheiro que se daria por conta disso... 

Dulcina, resoluta respondeu: 


- Não se afobe, meu querido Gonçalo. Tudo tem solução nessa vida. Só a morte é que não. 

Daremos um jeito. Poderemos partir para outro empreendimento... Vou estudar algumas ideias, e me atualizar do que anda acontecendo pelo mundo. 

Ouvi falar da implantação de máquinas para tecelagem aqui na Bahia. Que tal mudarmos os rumos? Quem sabe, de produtores de cacau, para algodão na confecção de tecidos? Afinal, em todo lugar precisam de roupas! 


- Minha querida Dulcina, que ideia mais interessante! Então, tome mais conhecimento desta causa, e me traga algo palpável para que analisemos a possibilidade da compra desse tal maquinário. 


- Exatamente, o que pensei. Vou pedir que me tragam jornais da capital para ler a respeito, e fazer contato com quem precisar... Sei que esse tipo de indústria começou em Santa Catarina, depois em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e aqui na Bahia desde 1844. Podemos seguir esse empreendimento também! 


- Ah, Dulcina! Você é a mulher que todo homem gostaria de ter! Linda, culta e visionária! 


 Ela ficou rubra. Os elogios dele eram constantes em sua vida, mas, quando ele dizia essa frase específica, ela se sentia como uma deusa ou imperatriz, algo bem forte... 


Os dias se passaram... O algodão deu lugar aos cacaueiros. Os meses revelavam nova estação. Mas, até tudo estar no ponto de produção têxtil, demoraria ainda.  

Dulcina então, pegou algumas de suas joias, e investiu na compra do algodão colhido em outras fazendas, para dar o pontapé inicial na confecção de tecidos.   

Gonçalo havia comprado as máquinas com uma reserva de dinheiro que mantinha para possíveis crises.  

A antiga senzala, desabitada há muito tempo, havia sido totalmente reformada para abrigar o maquinário da pequena indústria têxtil que ali começava... 

Mariana e Alícia estavam empolgadas com a nova movimentação na fazenda, e se prontificaram a ajudar no que fosse necessário. Evidente que Gonçalo e Dulcina não queriam tal coisa. Afinal, empregados não faltavam na fazenda. 


Todavia, as jovens não se deram por vencidas, e pediram para ajudar pelo menos na ideia dos modelos de vestidos que poderiam produzir, caso depois fossem expandir para a confecção de roupas... 

Dulcina aceitou isso como uma produção futura, se desse certo o negócio da tecelagem. De qualquer forma, demorariam a tomar um segundo passo, pois, mal começavam com o primeiro... 


 


 


 


 Capt 2 


 


 A produção crescia na fazenda, e também algumas culturas da região, foram assimilando a do algodão. 

A Bahia tinha o dom de se reinventar... O povo era alegre e isso facilitava seguir em frente, vencendo obstáculos pelo caminho. Gonçalo, mesmo espanhol, estava ali fazia tanto tempo, que se considerava um bom baiano. 


Dulcina, a carioca cheia de ideias novas, seguia de mãos dadas, ajudando o marido. 

Passaram-se mais três anos e meio, e Alícia, agora contava 20 anos. Pela sociedade em si, estava mais do que na hora de casar. Mas, ela era diferente. 

Fora criada por Dulcina, e tornara-se um espelho de seus ideais. Interessava-se por Geografia, lugares nunca vistos, invenções, Ciência e Literatura.  


E já ouvia rumores que no Rio de Janeiro, torres de energia que utilizariam como fonte a própria atmosfera (éter), seriam instaladas para a produção de energia elétrica! 

Ela ficou entusiasmada com tantas descobertas novas (que lia nos periódicos), que pediu para que os pais pudessem deixá-la ir para a capital do país. 


Dulcina via nos olhos de Alícia, o mesmo brilho que tinha os seus, no passado, quando lia sobre as grandes novidades daquela Feira na Filadélfia, onde D. Pedro II esteve. 

Sendo assim, Dulcina depois de muito pensar, resolveu deixar que Alícia conhecesse o Rio de Janeiro.  

Pensando melhor, ela viajaria com as duas filhas para ser sua “guia turística”.  

Dessa vez, teria também Gonçalo na viagem.  

Ele, finalmente poderia conhecer a sogra; e as meninas, a avó, pois, desviariam um pouco o itinerário, para passar pelo estado de São Paulo.  

O pai de Dulcina já havia falecido fazia dois anos, e ela não pode vê-lo antes de descer túmulo, pois, não havia como chegar a tempo para o sepultamento. 

Dessa forma, seria agora uma chance de rever sua mãe, e quem sabe, até convencê-la a morar com a família que Dulcina construiu? Ela vivia solitária na fazenda, mesmo rodeada de trabalhadores e da criadagem da casa.


A viagem foi planejada nos mínimos detalhes.  

Gonçalo providenciou que a produção continuasse a todo vapor, deixando tudo nas mãos de pessoas de sua confiança. 

Assim, seguia com a família para o sudeste. Seria a primeira viagem de férias em tantos anos... 







Capt 3




A viagem foi cansativa como era de se esperar. Dulcina corria os olhos pela paisagem relembrando quando fez aquele mesmo caminho tantos anos atrás...

Pensava como foi corajosa em refazer o caminho de D. Pedro I, contudo, era tão jovem naquela época! Ah, o ímpeto da juventude! 

Quando deixara o Rio, ainda estava no segundo Reinado, agora era uma República!

Isso fazia com que novos rumos fossem tomados. Novas expectativas!

Talvez aquelas mesmas ruas que passeou tanto, agora estivessem mais modernizadas... Era um palpite, pois com novos governos, vem as iniciativas também de progresso.


O primeiro local que Dulcina visitou depois que voltou ao Rio de Janeiro com as filhas e o marido, foi o chamado "Chapéu do Sol", no Morro do Corcovado.  Ali as pessoas podiam observar toda a Baía de Guanabara e o explendor das matas daquela época, sem as habitações que vieram posteriormente...

Um dia, aquele Coreto seria substituído pelo Cristo Redentor já no século XX.

Contudo, ali estavam extasiados com tanta beleza!

 





                                 Ilustração do Chapéu do Sol e posteriormente , o Cristo Redentor


E nessa emplogação passearam por toda parte. A família estava estabelecida temporariamente, num hotel.  Claro, a intenção era achar uma casa para alugar por temporada. Depois de muitas visitas aos antigos conhecidos de Dulcina e a contatos que eles lhe forneceram de possíveis moradias, finalmente, acharam onde ficar.

Para comemorar essa temporada no Rio, decidiram dar um baile, convidando todos aqueles a que fizeram visitas antes. Seria aos moldes do Rio, bem diferente das festas que aconteciam nas fazendas da Bahia.

Os jovens de boa reputação que poderiam ser futuros pretendentes das moças, também foram convidados. Quem sabe Alícia se interessaria por algum? Já Mariana, poderia ter mais tempo para isso...

Dentro de si, Dulcina sabia que a jovem Alícia, não ficaria confinada na fazenda: Os seus sonhos eram amplos...Isso ela sempre deixou claro. Alçava voos maiores!

Sendo assim, natural que ficasse morando fixamente no Rio de Janeiro, onde tudo acontecia.

O baile aconteceu numa noite de sábado. Tudo era frescor, pois, flores por todo lado, davam contam disso. Havia um piano num canto da sala maior, onde Alícia fora convidada a tocar pelo menos uma melodia para os convidados.

Como esperado, ela tocou divinamente arrancando aplausos de todos que ali estavam. Uma pessoa, em particular, teve vontade de conhecê-la, ou seja, ser apresentado à jovem Alícia: Era Marques (gostava que o chamassem pelo sobrenome). 

Um homem de seus 30 anos, advogado bem conceituado no Rio de Janeiro, tendo estudado anos antes também na Europa. Aproximou-se de Dulcina, pedindo que esta lhe apresentasse à filha mais velha, pois, ficara imensamente entusiasmado com sua beleza e talento ao piano.

Dulcina vendo uma oportunidade, de quem sabe, um futuro enlace entre os dois, não mediu esforços para apresentá-los rapidamente:

- Filha, já teve o prazer de conhecer o advogado Marques? Ele é muito requisitado aqui, segundo eu soube...

Alícia sem mostrar seu desinteresse, o cumprimentou dando a mão coberta com uma luva delicada, de renda branca. Ele fez uma reverência e beijou a mão estendida, como cavalheiro que era.

- Ah, como vai? Sou Alícia.

- Muito bem. Achei-a ótima pianista, há em sua pessoa, muito talento!

Dulcina sorrindo, então deu uma desculpa para deixá-los conversando à sós:

- Jovens devem ter muito o quê conversar... Vou saber como estão nossos convidados.

Saiu antes que Alícia pudesse dizer uma palavra.

E o advogado retomou a conversa, tentando manter Alícia interessada em suas palavras...

Dulcina olha vez por outra em direção ao casal, para tentar descobrir se havia possibilidades naquele diálogo. No entanto, percebeu que Alícia já estava cansada e conhecendo sua filha adotiva, sabia que fazia apenas a gentileza de ouvir aquele homem.

Dia se passaram depois do baile. Dulcina e Gonçalo já pensavam em voltar para a Bahia. Alícia disse que ficaria no Rio. Quanto à Mariana, ela teria que voltar com os pais, contudo, Alícia propôs aos pais que deixassem sua irmã ficar também. Comprometendo-se a cuidar da caçula, como se fosse a própria mãe, Dulcina.

Os pais entreolharam-se achando aquilo tudo muito inesperado! Não era essa a ideia à princípio. Contudo, Alícia sabia levar uma conversa, sendo muito persuasiva quando queria...

Os pais disseram que iriam pensar e no dia seguinte, dariam a resposta.

Todavia, Alícia já sorria vitoriosa e Mariana também.

Gonçalo e Dulcina partiram sozinhos, mas, deixaram algumas joias como dote para as filhas e uma boa quantia em dinheiro para que pudessem comprar uma casa, e ainda sobrar bastante.


Continua no livro...


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Meu novo romance de época pode ser comprado nesse link da editora do CDA:

https://clubedeautores.com.br/livro/cartas-de-verao



Sinopse

Esse é um livro que pode ser lido independente do vol 1. É um romance de época. Traz um pouco da história do Rio Antigo e seus costumes, locais, etc. Muito sensível, para pessoas que gostam do gênero.

 Cartas de Verão

Vol 2 de "Pelo Sol do Entardecer"
Código do livro: 397833
Categorias
Amor E Romance, Adoção, Literatura Nacional, Ficção e Romance, Família E Relacionamentos