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quarta-feira, 25 de março de 2026

Maribel Não Tinha Olhos Cor Do Céu - republicado

REPUBLICADO

Maribel Não Tinha Olhos Cor Do Céu 

 Por: FÁTIMA ABREU Fatuquinha

Um romance que começa em 1939, passa pelos 'Anos Dourados' e segue até os dias atuais.
Marília era filha de Donana e a mãe de Maribel. 
Passou para a filha boas lições de vida, ensinou como ser uma pessoa organizada e objetiva. 
Era amante das citações de NELSON RODRIGUES.

Uma mulher linda e bem independente para sua época. 
Venceu na vida fazendo fotos publicitárias para calendários masculinos. 
Maribel cresce seguindo os passos da mãe como modelo fotográfico e também torna-se escritora. 
A trama se desenvolve a partir daí, com outras personagens e a presença de Maribel, bem marcante em suas vidas.

 O livro contém ainda, mini contos e prosas poéticas adicionados ao enredo.
 O romance tem um final surpreendente...

Compre impresso pelo link do CDA:
 http://www.clubedeautores.com.br/book/151374--Maribel_Nao_Tinha_Olhos_Cor_Do_Ceu


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Maribel tinha alguns 'poderes' que não entendia.
Qualquer relógio que estivesse perto dela, parava de trabalhar.
Qualquer bijuteria ficava escura, em questão de horas de uso.
Qualquer roupa ficava amarela, ao seu contato na pele. Muitas vezes as coisas  que queria usar eram as primeiras  a sumir inexplicavelmente de casa...
Podia ver luzes azuis saindo do alto do teto, de algum ambiente da casa.
Seus desenhos (de mulheres nuas), 'criavam vida', e houve gente que jurasse que eles piscavam os olhos e sorriam na parede.
Mas, para ela, o interessante era mesmo seu 'poder' de fazer os relógios pararem de contar o tempo.

Maribel não tinha olhos cor do céu. Contudo, tinha 'poderes' que ninguém da Terra, poderia explicar...
Fez então uma poesia sobre o tempo, os relógios e sobre ampulhetas
O 'TEMPO' tornara-se uma fascinação para ela.

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O TEMPO, O RELÓGIO, A AMPULHETA

Tempo foi, vem, tempo vai...
Não há na verdade um 'Presente'
Pois se houvesse, um segundo depois já seria passado...
O próximo momento é o futuro, o 'Presente' nem se sente!
 Tempo contado, não que seja de nosso agrado
Ele nos envelhece!
Porém nos torna experientes e talvez até sábios...

O relógio para comigo, não sei o porquê.
Mas sei que quanto  a isso, nada posso fazer.
Espero que o 'relógio biológico', dure na sua batida ainda bastante tempo,
Para que possa alçar voos que nunca fiz:
Realizar ainda algumas coisas pendentes,
Que o passar do tempo, não completa na gente...

A ampulheta sempre foi um objeto especial para mim
Desde pequena tive uma
Areias coloridas de uma azul muito lindo
Talvez aí esteja, a razão da minha paixão também por essa cor.
Mas a ampulheta é a mais implacável de todas as formas de contar o Tempo:
Quando o último grão de areia cai,
É sinal que mais um importante momento, se vai...

O Tempo, o Relógio e a Ampulheta, andam de mãos dadas
Apesar do primeiro não ser um objeto, como os outros dois.
Faz o pior estrago:
Conta, conta; e nos mantém presos nessa conta, horas,dias, meses, anos a fio...
E no fim de tudo, apenas o tempo de se fechar os olhos.

FÁTIMA ABREU Fatuquinha




As Areias Do Tempo II - republicada


As Areias Do Tempo II

O viajante se cobria com os panos listrados.

Era uma tempestade de areia que chegava...
Abrindo caminhos pelo deserto,
Que naquele momento, parecia sem fim!
Ardia-lhe os olhos, lacrimejavam...
Triste estava, procurando a esmo, sua amada...

O tempo passava... A ampulheta não para!
Os grãos da areia desciam sem dó...
Revelando ao viajante, quão cruel era seu destino, itinerante...

A tempestade de areia, agora aumentava:
Chegava em ondas, tal qual, o mar distante...
Ele, já desiludido de encontrá-la, chorou.
A ampulheta esvaziou, seu tempo havia terminado!
A tempestade de areia, levou consigo,
O amor, que para os dois, era proibido...

Fátima Abreu Fatuquinha


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AS AREIAS DO TEMPO I- REPUBLICADO

 Fatuquinha
                                  As Areias Do Tempo I

AS AREIAS DO TEMPO

Contadas em grãos,
na ampulheta
que só faz
deixar o tempo,
escorrer pelas mãos...

Areias de esperança:
grãos que contam a vida também,
épocas remotas,
do passado da terra.
areias do tempo,
folículos de vidro,
pelo calor transformados.
areias, só areia, e mais nada...

Areia, chão
folículos, grão...
vento que leva a areia
de um lugar a outro
tece as dunas
formam-se as tempestades
na areia, nas desérticas cidades...

Os viajantes se cobrem, o ancião resmunga...
mantos, cobertas, e olhos cerrados
as areias fazendo seu trabalho
unem-se agora, ao vento
parente próximo do tempo...

O tempo, o vento
a areia, o grão
a tempestade, o ancião...

Um tópico do deserto,
os viajantes sabem disso...
as areias formaram pelo movimento constante,
as dunas à sua frente,
podem ficar sem orientação:
pelas areias do deserto, caminham cegos,
onde estão?

" Só há pó, areia, grão"
resmunga o ancião...
a ampulheta se encarrega de avisar,
que o tempo deles, já está a se acabar!

Mais areia, chão...
quem passará por essa imensidão?
o tempo, o vento, a areia, o grão...

Fátima Abreu Fatuquinha

A Saga da Fraternidade do Círculo num Pacote Só!



Gente que não comprou meus romances eróticos/policiais, sequenciais da Fraternidade do Círculo, atenção:
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ENFIM, CECÍLIA!
ENFIM, CECÍLA ! VOL 2

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Para pedir, envie mensagem aqui nos comentários.
Sem medo das surpresas que vai encontrar...



















Chispas de Carinho- REPUBLICADA

 



A tua pele depois do amor, eu dedilhei cada pedacinho...

E também emarenhei nos pelos másculos do teu peito.

Senti ainda sua respiração ofegante.

Passei os dedos no contorno de teu rosto.

Percebi nos teus olhos chispas de carinho...

Eu ainda desnorteada por aquele momento intenso e febril de antes, notava as batidas do meu coração.

Não precisava falar, mas, eu queria; disse a você em forma de poesia.

Tantas vezes antes fora assim. Mais uma vez, que mal teria?

Afinal, nesses instantes em que nos damos, é que as palavras doces vem à cabeça;

brotam como flores no deserto.

Eu, que nem pensava em dizer dessa forma, apenas continuei...

Passei a mão entre sua coxa e virilha. Talvez um arrepio eu tenha causado, ainda não sei.

O importante é que saiu essa prosa poética, depois de mais um momento nosso.

Eu te disse que faria.

Fátima Abreu Fatuquinha



quinta-feira, 19 de março de 2026

Deixei de Dizer Algo?

Meu texto foi atualizado. 

Imagem colhidas na web. Desconheço autoria dessas imagens.



Deixei de dizer algo? Não até aqui... Não desperdicei a dádiva do tempo.
Eu, que sou tão preocupada com ele. Sei valorizá-lo.
Sei que o tempo não é como pensamos realmente. E por isso, talvez, faço bom uso dele.
Amo, cuido, perdoo, ajudo.
Realmente é UM PRESENTE DE DEUS.
Pois, ao acordar pela manhã, estamos vivos; e isso é um grande presente.
O nosso tempo restrito entre nascimento e morte, deve ser bem vivido.
Aliás, alguém já disse em algum tempo e lugar:
"Não nascemos só para comer, beber, fazer filhos, dormir, trabalhar e morrer. A vida é muito mais que isso..."




O tempo é areia que desce na ampulheta.
Não é razão de desculpas, mas, muitos usam dele para isso.
O tempo é a semente que veio do Cosmos e adaptou-se a cada planeta.
Uns tem sua órbita em um dia, outros em meses...
Por isso, ele não segue uma regra definida para todos.
E cada um de nós, teríamos que utilizá-lo positivamente.
Numa fração de segundo, pode ser tarde demais.
Não deixe de dar o abraço. Não deixe de estender a mão.
Não deixe para amanhã o : EU TE AMO, esperando que outro (a) diga primeiro. Arrisque-se!
Não deixe muda, a palavra presa na garganta.
Da mesma forma, interrompa ciclos que não cabem na sua vida!
Velhos conceitos, estigmas familiares, pesos que vem de outras gerações...













Livrar-se do peso carregado por gerações anteriores, é um recomeço, sem karmas.
Lembre-se que amar, não é ter que levar nas costas, o que sua família trouxe por décadas!
Crenças limitantes e dores antigas não te pertencem!
Jogue fora o que não te cabe e comece uma nova história!
Ciclos doentios precisam ser findados.






Vai ter gente que não entenderá sua mudança, no entanto, ela se faz necessária, se o ciclo que vive te deixa doente. Mesmo de âmbito familiar.
Siga em frente, escale sua montanha e veja o que tem no topo. 
Você pode e consegue, se tiver motivação e vontade de romper o cordão que te mantém preso.

Fátima Abreu Fatuquinha


quarta-feira, 11 de março de 2026

Doces Corsets- republicado



Uma outra época. Fotos em preto e branco ou sépia.
Doces criaturas vestidas em seus corsets de trabalho, estavam em um piquenique perto de um lago.

Sentaram-se na grama ainda fresquinha do orvalho da manhã, estirando um tapete que mal dava para as duas amigas.

O carro estacionado, era a única coisa que lembrava civilização.
Um bom vinho, que trouxeram do cabaré. Queijo e frutas fechavam a refeição.

No campo, respiravam a vida livre que queriam:
Longe de homens assanhados que queriam beijos por todo lado...

Ali, naquele recanto da natureza, podiam ser  apenas a "loira e a morena", sem pseudônimos escolhidos para esconder a identidade. As vedetes Mirna e Melissa, ganhavam boas gorjetas, entretanto, se sentiam presas... Eram muito assediadas quando saíam do cabaré. O campo era o único refúgio.

Sim, pelo bom pagamento, gostavam da profissão, afinal eram também conhecidas como estrelas de primeira linha! Só que sabiam: Tudo perde o viço e a gravidade é extremamente má com o passar dos anos!

Com a idade avançando, seriam substituídas por moçoilas novatas. O máximo que poderiam fazer, era o chamado "pé de meia", para quando esse momento chegasse...

Poderiam montar um negócio, uma loja, talvez... Ou ir ao banco e fazer uma aplicação, que rendesse bem durante o mês.

A única certeza que tinham, era de que fosse qual fosse o futuro, estariam juntas:
A amizade seria para sempre: Como nos finais felizes de contos de fada...

Fátima Abreu

quarta-feira, 4 de março de 2026

Segue, Moço

 






Segura moço, essa vontade.

Segue a vida, ao encontro da tua escolhida.

Segue moço, aquele caminho a frente...

Nele com certeza vem, a pessoa que se fará presente!

Não apenas uma foto perdida na galeria de um celular, mas sim, a musa verdadeira, para teus olhos encantar.

Segue moço.  

A felicidade amorosa, ainda que pareça distante, está ali, a um passo de ti.

Caminha e vai encontrar, aquela que te fará sonhar.

Fátima Abreu Fatuquinha


Para meu leitor número 1.